sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Raposa querendo tomar conta do galinheiro


A pesquisa encomendada pelo CNA (Confederação Nacional da Agricultura), feita pelo IBOPE, a mando da presidente da entidade, a "secadora" do Pará, Kátia Abreu, a musa dos latifundiários e grileiros, tem o mesmo valor de uma nota de 3 (três) reais.

Estamos no século 21 e a reforma agrária no Brasil, que está atrasada há mais de 200 anos, não se realiza, porque esse setor da burguesia agrária e rural, que hoje se chama de agronegócios, insiste em manter milhões de brasileiros no gueto social, sem direito a um lugar para viver e plantar.
“O Brasil é o país da piada pronta”, como diz Zé Simão da Folha de S. Paulo. Uma entidade ligada ao latifúndio paga uma pesquisa, “feita a toque de caixa” em uma semana, para dizer que os assentamentos do MST não dão certo, indo de encontro a todo um trabalho sério feito por órgãos governamentais e ong´s que estudam a questão há anos. É o moderno setor do agronegócios, que ganha muito dinheiro e é administrado pelos filhos e netos dos coronéis do atraso. Mudaram os negócios, mas a mentalidade atrasada dos coronéis ainda é a tônica do setor.
A respeito da opinião da senadora de que os assentamentos são favelas e a pesquisa é para ajudar, ficamos com o velho ditado popular: “É a raposa querendo tomar conta do galinheiro”.

Nenhum comentário: