domingo, 30 de janeiro de 2011

I Encontro de Blog´s do Pará. em Fevereiro

Dia: 26/02/2011
Local CNBB (Conferência dos Bispo do Brasil- Regional Norte)
Inscrições: encontrodeblogueirosdopa@gmail.com

Informações: (91) 8303-7920

sábado, 29 de janeiro de 2011

Opinião do Internauta: O PT e a derrota eleitoral


Parabéns, meu caro Fernando Arthur "Lobinho", a sua análise trouxe um pouco de sensatez a um debate que precisa ser feito tanto internamente, como externamente com a sociedade, pois é preciso que se avançe além da pecha de governo incompetente, desarticulado e sobretudo, sem comando e sem direção.

Até porque, do ponto de vista interno todas as tendências que participaram do governo deveriam refletir sobre o papel delas no governo e como que elas contribuíram, de alguma forma, para o insucesso do governo e eleitoral.

Entendo que mesmo sendo a DS, a principal tendência, responsável maior pelo governo, e portanto, é natural que caia sobre ela as críticas de condução equivocada do governo, da inabilidade política no debate e no diálogo com as outras forças e partidos da base e ainda, de uma arrogância visível de seus principais quadros, ou seja, sua "intelegentísia", o núcleo duro. Entretanto, o que dizer das demais forças internas do partido, ou preferiram deixar a banda passar, ou simplesmente lotearam o governo apenas para usufruir do poder e etc., achando que não teriam o mesmo ônus do insucesso, afinal não eram eles que tinham o poder da "caneta".

Digo isso, porque me parece lógico que, daqui a pouco, começe as discussões eleitorais para 2012 e 2014 sem que se faça um balanço do governo, seus acertos, seus erros e, sobretudo o seu legado para o partido. Não podemos concordar que essa derrota seja somente da DS, ela é a derrota de todo o partido aqui no estado do Pará e, mais ela pode significar um longo período fora do poder (quem sabe essa década inteira), pode significar, também, uma maior flexibilização ideológica de nosso partido no Pará, consolidando uma degradação ideológica já evidente.
Não podemos deixar de considerar que nossas principais lideranças estão sem "substância", o Paulo Rocha, está cassado como ficha suja e a Ana Julia em que pese um capital eleitoral significativo, também cairá sobre ela a falta de comando, a inaptência e inabilidade política, além da incapacidade administrativa, ou seja, nós precisamos discutir toda essa trajetória do pt no Pará para tirarmos lição e organizarmos o presente, as lutas e os próximos embates para que possamos, ainda, projetar o futuro.

Não dá para o partido se furtar dessa tarefa, tem que assumir para si... é espinhosa, é difícil como sempre foi na história desse partido aqui em nosso estado. O que não pode acontecer é a bancada estadual ou um ou outro de seus deputados assumir esse papel, talvez com claro objetivo de se colocar como um possível nome. Essa não é tarefa de ninguém da bancada estadual e muito menos da bancada federal. Embora entenda, que eles terão papel destacado nesse processo, estou convencido que essa tarefa é do diretório estadual do PT-PA.

Concluo meu comentário, sem ter a pretensão de esgotar o tema, dizendo que, precisamos acumular sobre nosso estado, suas dimensões, os problemas de acessibilidade, suas regiões, mesoregiões, a discussão de divisão do estado (o pior cenário é o partido não ter posição sobre esse tema, o que faz com que nossos deputados federais defendam as duas posições a depender do público e de seus interesses), as políticas públicas federais, estaduais e municipais, a democracia direta, orçamento público, controle social. E o papel de nosso partido, nossos parlamentares na discussão, na implementação das políticas federais no Pará e na defesa do governo Dilma.

UM ABRAÇO E VAMOS A LUTA COMPANHEIROS!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Jatene promete endurecer com PMDB






Pelo menos a quatro interlocutores da base aliada reunidos com Simão Jatene (PSDB) nas últimas horas, cobrando dele atitude mais incisiva contra a manifestação de alguns deputados dispostos a votarem numa candidatura do PMDB à presidência da Assembleia Legislativa, o governador demonstrou não estar disposto a passar recibo de mofino, diante da situação.

Uma das cenas: deputado de partido contemplado com cargo no governo, fez a seguinte colocação:

- Governador, é inadmissível o PMDB querer também ficar com a presidência da AL. Já foram beneficiados com secretarias importantes de seu governo, e brigar agora pelo controle do legislativo...


Reação de Jatene, ipsi litteris:

- Eu não vou aceitar isso, nao! Eu tenho a caneta na mão. Se for preciso ir ao extremo, demito quem quer seja. Vou pro f.... - se.

E completou a frase com um sonoro palavrão

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Debate: O PT e a derrota eleitoral*


Ocaso e Fênix (II)


Perseverar na possível mudança: do local ao global








Fernando Arthur de Freitas Neves

Tal é o problema, se alguém desconfiava que não pudéssemos alcançar uma vitória expressiva no segundo turno nas eleições ao Governo do Estado do Pará em 2006 enganou-se (eu fui um). Ganhamos! Mas continuávamos em oposição à concentração de riqueza, à falta de democracia, à impunidade, à miséria, à perda de identidade dissolvida pelo modelo capitalista depredador do bioma amazônico. Porém já que o PT havia conquistado o governo devia operar uma inflexão de grande monta para alterar a gestão das políticas empregadas pelos adversários das classes subalternas quando favoreciam a noção de estado mínimo. Estado sem poder de intervenção não é estado, se alguém dúvida basta observar o presidente Obama ao forçar a compreensão do mundo, particularmente de americanos, quanto ao Irã como o protagonista das Armas Nucleares, enquanto naturaliza o fato de ser EUA o país com maior concentração deste poder de morte.

A sociedade precisa da capacidade do estado para inverter a prioridade do lucro pelo gozo social. Ora veja, isso não é retórica, mas fruto de uma experiência, senão anticapitalista e antiimperialista, ao menos sedimenta a perspectiva de OUTRO MUNDO É POSSIVEL, como testificado nos programas de renda mínima espalhados no mundo tendo como exemplo o Banco do Povo de Bangladesh, o Bolsa Família no Brasil, o Bolsa Trabalho no Pará. Essa iniciativa governamental recusa a marginalização de parte expressiva da pobreza do mercado de consumo elementar conferindo com esta intervenção a pontencialização do mercado interno numa rede representativa de absorção da produção de alimentos até uma indústria de bens de consumo duráveis em acordo com a financeirização e a indústria de bens capitalistas no conjunto da cadeia produtiva.

Muitas ações parecem requerer o caráter de chofre, contudo as mudanças processuais parecem imprimir uma condição mais permanente quando colocadas em perspectiva, o aumento salarial para os professores das universidades federais escalonado em três anos subseqüentes ilustra como é possível criar uma esfera de confiança na promoção das negociações complexas. Em 2007 o governo de Ana Júlia não enfrentou nenhuma crise relevante, na verdade parecia estarmos todos satisfeitos, caso discordem ofereçam as fontes, mas não vale o caso Guedes, isso será para outro instante; retornando, a questão do aumento dos professores da rede estadual em torno dos 10% serviu para neutralizar a onda grevista anunciada, contudo, a crise econômica já assinalava seus efeitos (os dólares da pauta de exportação mineral já em tendência de queda) obrigando o governo a recuar nas negociações seguintes, isto representava o sincero desejo do governo de cumprir sua pauta de recomposição salarial, no entanto faltou habilidade para um amento menor a ser firmado numa pauta de fôlego como fez o governo federal livrando-se da pressão paredista; sem ter como responder aos reclamos sindicais, foi objeto de greves aterradoras, diminuindo a confiança da população em gerar respostas à altura do desafio.

O horizonte de um segundo mandato em 2010 deveria plantar esta metodologia em acordo com a capacidade de arrecadação do estado procurando extrair um compromisso de metas de desenvolvimento social, econômico e ecológico. A sociedade deve estar à altura do drama de estabelecer prioridades, dialogando com as diferentes representações de empresários e trabalhadores, bem como à incorporação das demandas políticas regionais e setoriais. O território do Pará abriga atualmente a ponta-de-lança da expansão da fronteira na Amazônia criando dificuldades enormes devido à fragilidade institucional para confrontar a grilagem, depredação da natureza e a exploração do mundo do trabalho. Sem a possibilidade de consensos rápidos a postura de vítima pode legitimar o algoz, pois os recursos simbólicos e matérias estão a favor desse último. Atualizar a participação popular é a substancia para constituição de um ambiente a privilegiar o diverso no mosaico da cena política quando novos atores entram em cena, não em cana. Senão vejamos: a composição de pastas vinculadas à questão rural por próceres do setor deixa um vácuo para a agricultura familiar, afinal se quisermos diminuir alguns problemas urbanos devemos viabilizar demandas de pequenos produtores.

A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte mobilizou e ainda continuará a mobilizar campos opostos sobre a pertinência ou não da mesma; nosso governo se portou tímido neste instante, o pronunciamento público era pela realização da obra, no entanto não criou uma esfera de debate sobre o que virá depois (hidrelétricas do Tapajós? as quais sou contra); em suma não pudemos arrancar nenhum dividendo eleitoral sobre as compensações pelo impacto; antes parecia, e ainda parece que os do lugar seriam barbaramente atingidos sem terem resguardados o devido ressarcimento material e espiritual. Em 2014 devemos nos inspirar neste acontecimento e aproveitar a empolgação da discussão para assentarmos as marcas de governo que sejam capazes de ativar a mobilização popular para que ela desperte para a possibilidade dela fazer sua libertação através de instrumentos que ela própria forje no contexto de dirigir politicamente as ações do PT e seus aliados no aparelho de estado, bem como no sentido amplo de auto-organização publica não estatal. Ao ver com quanta elasticidade os aliados de outrora se embalaram na rede dos açaizais tucanos fico um pouco decepcionado.

Algumas políticas de governo precisam ser convertidas em política de estado. Nesta situação, as inversões em Ciência, Tecnologia e Inovação e educação não podem ter o tratamento secundário dispensado pela inteligência tucana. O governo de Ana Júlia salientou um compromisso maior com a primeira, com a segunda não houve solução inovadora, o aumento salarial para os professores no primeiro ano não foi acompanhado nos mesmos termos gerando um desgaste saliente na imagem do governo e de suas prioridades. O desenvolvimento da Amazônia precisa romper a dinâmica de concentração de riqueza pela absorção de uma sólida educação básica capaz ativar as dinâmicas econômicas de empreendedorismo solidário, do cooperativismo e porque não da dinâmica capitalista; mas no Tempo de revolução vivenciado por nós é imperativo o acumulo de conhecimentos da educação básica, novos processos gerenciais, tecnologia de informação e profunda democracia.

Essa postura implica na elaboração de uma interpretação política arrojada da democracia que sobressaia da apatia do discurso e pratica consigo mesmo. A convocação da sociedade para uma disputa sobre o programa de governo vitorioso deve ser um instrumento de conquista desse campo democrático que, gostaríamos popular, envolva a todos na operação de se apropriarem do estado através da real democratização das estruturas de governo a começar pela discussão do orçamento. Esse é o limite por nós não superado, agora em 2011 que não termos governo restou apenas à democracia representativa para discutir o orçamento, não há democracia direta capaz de tensionar o governo tucano. Não devemos ter a pretensão de fazer profundas alterações de caráter de propaganda ao estilo já bem desacreditado dos marketeiros de plantão, mas sim estabelecer uma relação explicita de prioridade sobre os entraves cabais evidenciados na própria campanha eleitoral, desta forma, nos certames vindouros deveríamos considerar educação, saúde e segurança. Alguém viu alguma coisa fora desse script entre os tucanos? Sem nenhum pejo, fizeram isso com maestria, o debate sobre desenvolvimento não alcançou jamais a questão central para sua eleição. Curiosamente as políticas em curso no governo Ana Júlia não foram escudo e aríete para barrar a vitória da oposição.

O atendimento financeiro as demandas destes setores não abrangerão a totalidade de suas profundas necessidades; contudo, devemos sinalizar claramente que iremos assentar nossa opção no investimento em pessoal humano para induzir a construção de um novo ethos no serviço publico, procurando valorizar as iniciativas de gestão, diagnóstico e prognóstico, composição de projetos e metas, sempre na expectativa de podermos colocar em avaliação essas ações (avaliação externa, controle social).

A conquista de tal intento deve ser buscada à exaustão pelo principal partido, O PT, e na medida do possível no envolvimento dos aliados na consecução de seus objetivos primeiros que devem ser a disseminação em cada sujeito da sua perspectiva no fazer político em tela; para tanto, a democracia não pode ser simplesmente um discurso, ou uma desculpa para inação, ela deve ser convertida em fórum, a exemplo da tradição republicana, aonde a causa pública enfrenta a mesquinharia, os grupos de interesse, as veleidades e até as aleivosias. Às vezes seremos derrotados. Mas não temos outro instrumento mais representativo e capaz de agregar tanto valor simbólico como a idéia de trazer à luz lavadeiras (homenagem a elas e a Lênin que pensou nelas quando formula sobre o estado operário), flanelinhas, lixeiros, domésticas, motoristas de ônibus, prostitutas, vigilantes, sem teto, recicladores e até os chatos dos professores, médicos, advogados, engenheiros e como não conseguimos nos livrar deles, os pedagogos também; sem esquecer é claro dos empresários e todos aqueles que até então se orgulham de não fazer parte do mundo do trabalho devem ser junto conosco desafiados a experimentarem uma democracia direta como par da democracia representativa.

*Título do Blog

Os textos sobre esse tema devem ser enviados ao conselho editorial do blog com fotos do autor em JPEG.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

No Twitter com Felippe Bastos diretor geral do Departamento Municipal de Trânsito de Ananindeua.



@ananindebates@FilippeBastos Quantos motos taxistas atuam legalmente em Ananindeua?





@FilippeBastos @ananindebates 528 moto taxistas! Número em revisão, alguns destes não entregaram docs ate o final do ano.






@ananindebates@FilippeBastos Moto-taxistas estão barbarizando na noite da Cidade Nova, fiscalização Zero do Demutran






@FilippeBastos @ananindebates precisamos intensificar ainda mais a fiscalização! Mas não é fiscalização zero! Média de 150 motos no Pátio todo dia!






@FilippeBastos @ananindebates Ñ é fiscalização zero! Lhe convido a ir ao Pátio do
DEMUTRAN pra ver a quant. de motos apreendidas





@ananindebates@FilippeBastos Ok. vamos passar lá.







@FilippeBastos @ananindebates Hoje compra-se uma moto pagando menos de R$100 por mês! Se é bom pra economia é péssimo pra segurança publica e no trânsito

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Lista do PT do Pará, para Dilma

Deu no Blog do Professor Luis Cavalcante ex-Secretário de Educação do governo Ana Júlia (aquele que saiu antes do apagar das luzes), a lista dos cargos que o PT do Pará quer no governo Dilma. Segundo Cavalcante os nomes aos cargos foram apagados, só restou a primeira letra. leia mais...

sábado, 22 de janeiro de 2011

LULAMANIA VIROU MODA NA ARGENTINA*

Coluna Diário de um Blogueiro: Jornalista e atual blougueiro Jadson Oliveira (Foto), 64 anos, trabalhou como jornalista, em diversos jornais e assessorias de comunicação, de 1974 a 2007, sempre em Salvador (Bahia). Na década de 70 militou no PCdoB e no movimento sindical bancário. Ao aposentar-se, em fevereiro/2007, começou a viajar pelo Brasil, América Latina e Caribe. Esteve em Cuba, Venezuela, Manaus, Belém/Ananindeua (quando do Fórum Social Mundial/2009) e Curitiba, com passagem por Palmas, Goiânia e Campo Grande. Depois Paraguai, Bolívia, Trindad Tobago , São Paulo e agora está na Argentina. virou viajante e blogueiro. Clic aqui e acesse o blog do Jadson Oliveira

Por Washington Uranga (Reproduzido do jornal argentino Página 12, de 22/01/11)


Mario Das Neves, governador de Chubut: tenta usar
uma suposta semelhança física com Lula como
mérito político (Foto: Reprodução)

















O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva converteu-se para os políticos da oposição argentina numa espécie de talismã ao qual todos querem se aferrar. Não apenas o mencionam como também o interpretam. Eduardo Duhalde (ex-presidente da Argentina) conseguiu um prefácio do ex-presidente para seu livro de campanha, apoiado na relação pessoal que ambos tiveram durante a gestão que o agora pré-candidato presidencial do peronismo federal (peronismo dissidente do peronismo kirchnerista) teve na Secretaria do Mercosul durante o governo de Néstor Kirchner. O chubutense Mario Das Neves (governador da província – estado – de Chubut) não hesita em exibir sua suposta semelhança física com Lula como um êxito pessoal e como se isso fosse o resultado de uma trabalhosa construção política. E pretende fazer crer que dessa semelhança se pode derivar uma afinidade ideológica. Elisa Carrió (pré-candidata à Presidência) – que não pode aparentar semelhança física com o ex-presidente brasileiro – elogia Lula por haver “construído um país de classe média” e omite maliciosamente que muitos dos acertos que se atribuem ao ex-mandatário brasileiro surgem da aplicação de orientações políticas e econômicas que, em linhas gerais, são muito similares às que colocaram em prática na Argentina primeiro Néstor Kirchner e depois Cristina Fernández. Parece que o que lá fora é bom e se destaca como acerto, quando se faz em território próprio não merece aprovação.


À falta de ideias próprias e de modelos acessíveis – e que possam resultar úteis para a campanha eleitoral – certamente os pré-candidatos acreditam que mencionando Lula como exemplo ou apresentando-o como modelo poderão receber alguma sobra dos 87% de popularidade que acompanharam o ex-presidente brasileiro no momento de passar o comando à atual mandatária, Dilma Rousseff.


É bom alertar a todos eles que em política os méritos alheios não costumam passar a domínio próprio nem agregar prestígio por transferência. Não porque Lula não seja um exemplo – que sem dúvida o é – mas porque também é certo que na condição de político, o ex-presidente pode ser amável com muitos dirigentes argentinos, mas é claro que seus apoios e afinidades estão dirigidos aos que hoje conduzem o país. Porque tanto ele como seus assessores também fazem análises, conhecem as pesquisas e constroem cenários do futuro para saber quem são os que têm possibilidades reais de governar a Argentina.


Outro tema não menor. Os candidatos argentinos da oposição não deixam de render fidelidade aos grupos econômicos dos meios de comunicação convencidos de que isso lhes pavimenta a rota rumo ao poder. Alguém teria que alertá-los que esse não foi o caminho de Lula, que chegou ao Palácio do Planalto apesar da oposição sistemática dos grupos de comunicação que também existem no Brasil e aos quais combateu com os meios ao seu alcance.


Se poderia dizer que a utilização de Lula como bandeira de campanha por parte da oposição tem o mesmo valor e significado que as efígies do Che estampadas nas camisetas dos jovens argentinos de classe alta que passeiam nas praias e discotecas da moda de Punta del Este.


Tradução: Jadson Oliveira

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Estudante da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) criou um portal útil que coleta e divulga informações de políticos do país.





Um ex-aluno de Ciência da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) criou um portal útil que coleta e divulga informações de políticos do país. O sitewww.ligadonospoliticos.com.br é resultado do projeto de conclusão de curso do estudante Lucas de Ramos Araújo.

Ele reúne 22.676 políticos cadastrados, em exercício ou não, nos cargos de presidente, governador, senador e deputado. Por meio de um sistema de busca, o usuário poderá ter acesso, na maioria das vezes, aos dados pessoais e políticos e a declaração de bens daquela pessoa. Em alguns casos são apresentados, também, dados parlamentares, lideranças, missões, proposições, mandatos, afastamento, comissões, pronunciamentos e ocorrências.

O site conta com gráficos que mostram, por exemplo, o número de proposições dos políticos cadastrados ou a faixa de grau de instrução dos ocupantes de cargo eletivo. A pesquisa revela que 46% possuem ensino superior completo.

Para Lucas, dados governamentais publicados na Web aumentam a consciência dos cidadãos e permitem que o governo, o país e o mundo funcionem com mais eficiência. Por isso, ele planeja atualizá-lo constantemente, aumentar a quantidade de políticos cadastrados e coletar mais dados, como votos, estatísticas e notícias. O banco de dados deve ainda ir além da esfera política, abrangendo as diferentes áreas da administração pública como saúde, educação, transporte e economia.
Web semântica e dados ligados
Segundo Lucas, a idéia do projeto surgiu como uma forma de aproveitar o ano das eleições de 2010, utilizando as informações publicadas sobre os políticos brasileiros em diferentes fontes para criar um novo conjunto de dados para facilitar o acesso do usuário. Para isso, ele utilizou os recursos da Web Semântica e as práticas de Dados Ligados (em inglês, “Linked Data”).

Para o orientador do trabalho, professor Jairo Francisco de Souza, a principal relevância do projeto é justamente a utilização de Dados Ligados, os quais permitem o reaproveitamento e o processamento da informação por outras aplicações. Jairo aponta, ainda, a capacidade do site em aumentar a transparência dos governos.

“A publicação de Dados Governamentais Abertos utilizando Dados Ligados vêm sendo incentivada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela World Wide Web Consortium (um consórcio regulador da Web). O Brasil vem perdendo posições no ranking de transparência da ONU e esse projeto se torna importante dentro desse cenário.”

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Artigo do Prof. Beto Andrade "Até agora as ações de Jatene não passaram de bravatas e discursos para preencher o espaço vazio"




Bravatas






Até agora as ações de Jatene não passaram de bravatas e discursos para preencher o espaço vazio. Seus secretários têm seguido o mesmo tom.

É importante que sejam esclarecidos possíveis desvios e que se moralize a coisa pública.
O que não dá é para querer levar na conversa as demandas reprimidas do Pará, em especial, as mais nevrálgicas como saúde, segurança, educação e meio ambiente.

Além do mais, toda esta propaganda tem um alto preço, e se o governo se diz diferente, não deveria cometer os mesmos abusos com o dinheiro público!


O Governador não pode justificar que está tomando pé da situação, pois conhece muito bem a máquina. Só para lembrar: já foi um técnico no governo Jáder, super secretário no governo Almir e Governador.


Recentemente o novo Secretário de Educação ocupou o noticiário para dar seguimento àquilo que me reportei anteriormente – OCUPAR ESPAÇO.

Nilson Pinto criticou o governo passado por não ter implementado o Plano de Cargos Carreira e Remuneração do magistério. Não é o plano dos sonhos dos educadores, mas já seria um primeiro passo no sentido de qualificar o processo educativo de nosso estado. Pinto porém limitou-se a dizer que está consultando sua Assessoria Jurídica para se situar do plano.


O que precisa ser logo conhecido é se as declarações do secretário são para consumo da mídia e da opinião pública ou se são uma demonstração de que quer de fato avançar.


Gostaria de emitir uma opinião muito pessoal: a julgar pelas declarações do Secretário de Gestão, Sérgio Leão e pelas declarações de seu chefe, o governador, de que precisarão fazer uma “economia de guerra”, dificilmente acontecerão avanços significativos na gestão estadual. Quem acabará pagando por isso será mais uma vez o povo paraense.

O professor Beto Andrade (foto) é coordenador do Sintepp Ananindeua

Entrevista com Julian Assange do Wikileaks com internautas Brasileiros



O fundador do WikiLeaks vai dar uma entrevista exclusiva para o público brasileiro.

A ideia é aumentar a comunicação direta com o Brasil, abrindo espaço para perguntas dos internautas.

Todo mundo pode participar. Basta enviar a sua pergunta como um comentário ao blog; http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2011/01/18/entreviste-julian-assange/ , incluindo nome completo e email para contato.

Eu e o pessoal do WikiLeaks vamos selecionar dez perguntas que serão respondidas por Julian.

Vamos selecionar em especial perguntas originais – já que o Julian deu muitas entrevistas ultimamente – e que tenham relevância para o público brasileiro e para o atual momento do WikiLeaks.

Claro, nem todo mundo será contemplado, mas a ideia que a entrevista seja o mais democrática possível.

As perguntas podem ser enviadas até as 18 horas da próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro.

Já a entrevista vai ser publicada na próxima semana – somente na internet.

Contamos com a sua participação!

Matéria Natalia Viana

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PT de Ananindeua vai avaliar o governo Helder Barbalho

Em reunião neste final de semana a direção do PT Ananindeua aprovou resolução de avaliação do Governo Helder Barbalho.

O PT faz parte da base aliada do governo Municipal de Ananindeua há 6 anos, é a primeira vez que o partido vai avaliar a administração municipal. O PT tem a vice-prefeitura e duas secretarias de governo e diversos cargos comissionados.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Puxão de orelha

O ministro Alexandre Padilha esteve neste sábado (15/01) em Belém em visita oficial.

Segundo uma fonte, ele abriu um espaço em sua agenda para dar uma ‘’puxão de orelha’’ em alguns petista mais ‘’afoitos’’, que andam espalhando pelo interior do Estado que ele seria o candidato à governador pelo PT no próximo pleito estadual e que a ex-governadora Ana Júlia é ‘’carta fora do baralho’’.

Provavelmente o ministro deve ter falado na Unidade e na Luta do partido e que Ana Júlia ainda é a petista no Estado com maior cacife eleitoral. O ministro é paulista

sábado, 15 de janeiro de 2011

Confraternização do PMDB Mulher de Ananindeua


Confraternização do PMDB Mulher.

Por Letícia Falcão

Aconteceu, nesta sexta-feira (14/02), a confraternização do PMDB Mulher de Ananindeua. O Encontro foi presidido pela Vereadora e Presidente da Câmara de Ananindeua, Ray Tavares, e reuniu dezenas de filiadas, na Computer Store BR, para um almoço. Além da troca de presentes e de uma retrospectiva das ações de 2010, o grupo confirmou uma caravana para participar da Convenção Nacional do PMDB Mulher.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Gasolina em Família...


Os carros da Casa Civil do governo do Estado do Pará, estão sendo abastecidos em um posto de gasolina que fica na Jerônimo Pimentel com D. Romualdo Seixas em Belém. Seria bom o Ministério Público averiguar a quem pertence o referido posto de gasolina.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Prefeito do PPS do município de Marituba no Pará pode ir para Guiness Book, empregou 102 parentes*

Prefeito Bertoldo Couto




Marituba é dos parentes do Bertoldo

Atenção pessoas que tenha couto no sobrenome e que possam provar parentesco com o prefeito de Marituba, dirijam-se ao RH daquela prefeitura que terão emprego garantido.

O prefeito de Marituba Bertoldo Couto, PPS, transformou a administração do município em uma extensão da sua casa. Nomeou como auxiliar direto 52 parentes, que somados aos indiretos chegam a 102. Todas as principais secretarias são dirigidas por pessoas da sua família. Para trabalhar na Prefeitura não precisa formação, basta apresentar a certidão de nascimento e comprovar a ligação com a árvore genealógica do prefeito, esse é o documento imprescindível.

Para beneficiar parentes, Bertoldo Couto, PPS, não mede esforços, criou recentemente a Secretaria de Assuntos Religiosos e nomeou como titular um primo de segundo grau que é pastor evangélico. Até a estatua do “Menino Jesus” estremeceu, pois o Estado brasileiro é laico.




* Título do Blog Ananindeuadebates

ARGENTINA: VIOLENTAÇÃO DE ESTADO


Coluna Diário de um Blogueiro: Jornalista e atual blougueiro Jadson Oliveira (Foto), 64 anos, trabalhou como jornalista, em diversos jornais e assessorias de comunicação, de 1974 a 2007, sempre em Salvador (Bahia). Na década de 70 militou no PCdoB e no movimento sindical bancário. Ao aposentar-se, em fevereiro/2007, começou a viajar pelo Brasil, América Latina e Caribe. Esteve em Cuba, Venezuela, Manaus, Belém/Ananindeua (quando do Fórum Social Mundial/2009) e Curitiba, com passagem por Palmas, Goiânia e Campo Grande. Depois Paraguai, Bolívia, Trindad Tobago , São Paulo e agora está na Argentina. virou viajante e blogueiro. Clic aqui e acesse o blog do Jadson Oliveira


Stella Hernández e Elida Deheza depois de depoimento em julgamento de crimes contra a humanidade (Foto: reprodução)
JUSTIÇA: NOVOS TESTEMUNHOS EM ROSARIO REVELAM OS NOMES DOS VIOLENTADORES E OS MECANISMOS DE ABUSO SISTEMÁTICO DE MULHERES PRESAS DURANTE A DITADURA. UMA VIOLÊNCIA QUE É CRIME DE LESA HUMANIDADE.


Por Sonia Tessa (Reproduzido de Las 12, suplemento do jornal argentino Página 12, de 10/12/2010)


As denúncias se fizeram ouvir com força nas últimas audiências do caso Díaz Bessone, no Tribunal Federal Oral número 2 de Rosario (cidade da província – estado – de Santa Fé, centro-leste do país). Duas testemunhas e vítimas, Stella Hernández e Elida Deheza, falaram na primeira pessoa. “A mim me violentou Mario Alfredo ‘El Cura’ Marcote”, disse Hernández, atual dirigente do Sindicato dos Jornalistas de Rosario, que foi sequestrada em janeiro de 1977. Contou que esse repressor, um dos seis acusados de crimes de lesa humanidade, era “el violador serial” do Serviço de Informações (SI), o centro clandestino de detenção que funcionava no centro de Rosario, por onde se calcula que passaram mais de 2.000 pessoas. O caso tem 93 vítimas e 160 testemunhas. Deheza acusou outro repressor, apelidado Kuryaki, que não faz parte deste processo.


Houve outras sobreviventes que não falaram dessa tortura específica, apesar de a terem sofrido. E houve outras tantas que relataram como suas companheiras a haviam sofrido. Por isso, Hernández expressou, ao final de seu depoimento, que falava de sua situação pelas companheiras que não estão, e pelas que – mesmo estando – não podem falar. “Quero que se condenem as violentações como crimes de lesa humanidade”, pediu ao tribunal integrado por uma mulher, Beatriz Barabani, e dois homens, Otmar Paulucci e Jorge Venegas Echagüe. Na segunda-feira passada houve um sinal positivo: Paulucci perguntou a outra sobrevivente se ela havia escutado falar de violentações. “Sim, Juani Bettanín e Stella Hernández estavam muito mal porque as haviam violentado”, foi a resposta que recebeu. Juani Bettanín era a mãe de Leonardo Bettanín, que foi deputado federal pela Tendência e caiu assassinado em 2 de janeiro de 1977 em sua casa do bairro Gráfico, em Rosario. Sua mãe, Juani, e a esposa de Leonardo, María Inés Luchetti, foram sequestradas e torturadas. Além disso, Juani – que tinha 54 anos – foi violentada.


“Eu lhe pedia por favor que não, mas ele me dizia: ‘abra as pernas, filha da puta’”


Assim se expressou Elida Deheza, de uma maneira clara, mesmo deixando escorrer lágrimas incontidas. “Eu lhe pedia por favor que não, mas ele me dizia: ‘abra as pernas, filha da puta’. E foi mais terrível do que a “picana” (choque elétrico), porque a gente se desmorona. Porque não se consegue com as torturas, isso foi como se o mundo desabasse aí. E pensava: ‘Olha se fico grávida deste monstro’. Eu me perguntei muito tempo se talvez tivesse gritado mais, poderia ter evitado”, disse. Tinha 19 anos quando foi presa, em 4 de janeiro de 1977. A culpa, a dúvida sobre si mesma, fazem parte dos efeitos da violência sexual nas mulheres, da reprovação social que as leva, muitas vezes, a ficarem caladas.


Stella relatou que devido à violentação não veio a menstruação durante todos os meses em que esteve presa, com o consequente terror de uma gravidez. Pôde reconhecer seu agressor porque, mesmo estando vendada, denunciou o ocorrido ante o chefe do local, Raúl Guzmán Alfaro, quem lhe fez tirar a venda, levou diante dele alguns outros repressores, lhes perguntou quem havia sido e prometeu punir o responsável, ainda que, claro, nunca o fez. “Foi uma farsa”, considerou Hernández.


Outra ex-detida, Ana Ferrari, contou que esteve a ponto de ser violentada, mas foi “salva” pelo interventor da polícia de Rosario, Agustín Feced, repressor emblemático que morreu oficialmente em 1988. O Comandante, como era chamado, o impediu ao grito de “a Ferrari é minha”. “Não me violentaram, devo lhe agradecer?”, perguntou com certa ironia a testemunha, em seu depoimento de 23 de novembro passado. Este episódio também demonstra que a violência sexual não estava proibida, e sim fazia parte da rotina. Feced, máxima autoridade policial da cidade, não proibiu todas as violentações, somente proibiu essa.


“O sacerdote me disse que o choque elétrico era um método aceitável para se obter informação numa guerra”


Além das denúncias falando na primeira pessoa, e da coragem que isso requer às denunciantes, os testemunhos de que a violência sexual era fato sistemático foram contundentes também falando na terceira pessoa. Assim o afirmou María Inés Luchetti de Bettanín, que denunciou tais crimes em seu momento – em pleno 1977 – ante o então capelão policial Eugenio Zitelli, atual bispo da cidade de Casilda. “Um dia lhe pedi segredo de confissão e lhe contei que tinham vindo várias moças torturadas e violentadas. O sacerdote me disse que a “picana” elétrica era um método aceitável para se obter informação numa guerra, mas o outro não, que lhe haviam prometido que não aconteceria, porque tinha a ver com a moral”, relatou a sobrevivente.


Uma afirmação que os homens repetem quando testemunham é que os repressores se irritavam com as mulheres. Inclusive, o torturador mais identificado com este processo, José Rubén “El Ciego” Lofiego, chegou a dizer a seu superior que “as mulheres têm um nível maior de resistência à tortura”, em frente a uma das mulheres torturadas. Mesmo considerando que todas as vítimas do terrorismo de Estado tenham sofrido atrocidades, o componente de gênero esteve presente. A dupla reprovação às militantes consistia não só em haver optado por uma prática de transformação política e social, mas também por haver “traído” as atribuições históricas das mulheres.


No entanto, outra das testemunhas desta semana, Daniel Gollán, mencionou que tinha sido empalado, enquanto os torturadores faziam alusões à sua sexualidade. De maneira que não só as mulheres foram vítimas deste delito específico.


Nesta instância do processo, a violência sexual não é observada penalmente. A partir das denúncias, o procurador que atua no caso, Gonzalo Stara, fará um arrazoado para dar origem a um novo processo. “A legislação internacional e a jurisprudência consolidaram uma base jurídica na qual existe uma interpretação de tais fatos no contexto em que ocorreram, considerando-os como crimes contra a humanidade”, explicou Stara.


Se os magistrados sabem escutar, abre-se um caminho de justiça para uma violência que esteve silenciada por muitos anos


Um amicus curiae elaborado pelo Instituto de Género, Derecho y Desarrollo (Insgenar) y Cladem para o caso Riveros, que tramita nos tribunais de San Martín, estabelece com toda contundência porque os crimes sexuais no marco do terrorismo de Estado devem ser considerados de lesa humanidade e, portanto, imprescritíveis. Porque não somente foram sistemáticos, como também se produziram no contexto de um ataque sistemático contra a população civil indefesa, como estabelece o Estatuto de Roma. Este documento foi difundido por Las 12 em março deste ano.


Neste caso, com Marcote, há um responsável direto, denunciado por – até agora – uma sobrevivente. A jurisprudência do Tribunal Federal Oral de Mar del Plata contra Gregorio Molina, condenado por violentação em junho, permite alimentar a esperança de uma punição concreta.


A advogada da equipe jurídica de Familiares de Presos e Desaparecidos por Razões Políticas, Gabriela Durruty, ressaltou que “as leis de impunidade não incluíam a violentação; então, nós vamos pedir ao tribunal que considere que são crimes de lesa humanidade pelo contexto em que ocorreram e portanto não estão prescritos, daí temos que pedir ao juiz de instrução que indague e instrua a acusação”. Quer dizer, se os magistrados e os operadores judiciais sabem escutar, abre-se um caminho de justiça para uma violência que esteve silenciada por muitos anos.


Tradução: Jadson Oliveira