quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Pirabas espera pela Justiça

Vereador Naldo


Vereador  Edinaldo Oliveira Reis (Naldo), repudia através de  Carta, a omissão dos orgãos públicos estaduais e federais  as denúncias de corrupção em Pirabas, e apresenta documentos em anexos.









Clique na Imagem para ampliar


Documentos anexos, clique e acesse:

Ofício a Receita Federal


Matéria de Jornal


Documento do MPF 


Documento do MPF


Documento do INSS do Vereador Naldo


Documento do INSS Raimunda


Documentos 2

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Desordem na OAB-Pará: Interventores perseguem Jornalistas

 

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vêm a público repudiar veementemente a ação da diretoria interventora da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará (OAB-PA) pela atitude antipática, desrespeitosa e abusiva que imputou contra os jornalistas trabalhadores daquela instituição, em especial, contra a presidente do Sinjor-PA, Sheila Faro, funcionária devidamente contratada pela entidade para o cargo de Assessora de Comunicação. No último dia 22 de dezembro, num ato que remete aos anos de chumbo no Brasil, os interventores extinguiram o setor de Assessoria de Comunicação do órgão, o que culminou com a demissão de uma repórter fotográfica e a dispensa de estagiárias. Concomitantemente a essa decisão, foi anunciada a redução do salário de Sheila Faro, o que para a Diretoria Plena do Sindicato dos Jornalistas do Pará representa fortes indícios de perseguição política uma vez que Sheila Faro foi contratada para trabalhar na OAB-PA pela diretoria afastada da Ordem, encabeçada por Jarbas Vasconcelos.

A iniciativa acintosa dos interventores da ordem, que ao assumirem a instituição prometeram não perseguir e muito menos, demitir ninguém, vai de encontro ao histórico da referida entidade, que sempre defendeu o Estado Democrático de Direito, a luta de outras categorias profissionais e as liberdades individuais. A sociedade não espera da OAB, uma operadora do Direito que luta pelos interesses da classe a qual representa, que ofenda tão grosseiramente a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e promova o aviltamento de outras categorias de trabalhadores.

O Sinjor não admitirá que profissionais sejam humilhados, assediados, agredidos e nem vítimas de violações dos direitos trabalhistas, especialmente, em se tratando de sua liderança maior, que personifica todos os anseios dos jornalistas.

A Diretoria Plena do Sinjor e a Fenaj se solidarizam com a situação dos jornalistas atingidos pelo ato dos interventores da OAB, principalmente com a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, e caso outras atitudes sejam tomadas contra algum membro da categoria naquele órgão medidas judiciais serão tomadas para que a justiça seja restabelecida. 

Leia o Livro que está deixando os tucanos sem penas

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Leia o livro que mostra como os tucanos venderam e fraudaram o Brasil.  O PSDB quer procecessar o autor, o jornalista Amaury Ribeiro Junior.. O livro já chegou a 100 mil exemplares vendidos, boa leitura.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Enquete: Como você avalia a adminstração do governo Helder Barbalho?

O Prefeito Helder Barbalho está a frente da administração municipal, há 7 anos, um bom período para um administrador municipal realizar obras e ações que melhore a vida do povo. Saúde, educação, meio-ambiente, são políticas públicas  fundamentais para o desenvolvimento do  munícipio. 
Ananindeua completa em janeiro 68 anos, Helder Barbalho é o prefeito com maior tempo a frente da adminstração municipal de Ananindeua. Queremos  saber qual a avaliação sobre o governo municipal de Ananindeua, da turma que ''bate ponto'' aqui no blog. As alternativas são :Ótima,Regular e Péssima.   Desde já agradecemos a sua participação.

Coluna Diário de um Blogueiro

Jadson Oliveira, 66 anos. Trabalhou como jornalista em vários jornais (Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Diário de Notícias, sucursal do Estadão, jornal Movimento) e assessorias de comunicação, de 1974 a 2007, sempre em Salvador-Bahia. Na década de 70 militou no PCdoB e no movimento sindical bancário. Ao aposentar-se, em fevereiro/2007, começou a viajar pelo Brasil, América Latina e Caribe. Virou repórter/blogueiro. Passou temporadas em Cuba, Venezuela, Manaus, Ananindeua (quando do Fórum Social Mundial/2009) e Curitiba, com passagens rápidas por Palmas, Goiânia e Campo Grande. Depois esteve no Paraguai, Bolívia, Trinidad e Tobago, São Paulo e Buenos Aires. Agora está passando uma temporada em Salvador. Onde está, procura cobrir principalmente os movimentos sociais, com um olho na integração latino-americana. Mantém o blog Evidentemente e colabora com Fazendo Media: a média que a mídia faz, Ananindeua Debates e Pilha Pura.


“INDIGNADOS!?” O QUE FAZER?


Manifestantes do Occupy Wall Street depois de serem desalojados do
Zuccotti Park
(Foto: reprodução da Internet)
De Salvador (Bahia) - Há algo de novo, de estranho, de surpreendente na conjuntura política internacional e as esquerdas se quedam perplexas. São os chamados “indignados”: manifestantes – a grande maioria jovens, muitos manejando as moderníssimas tecnologias da informática, especialmente as redes sociais, grande parte sem partidos e sem organização política – que saem às ruas, ocupam praças e protestam dizendo que assim como estão as coisas não podem continuar, que ninguém agüenta mais as desigualdades sociais, a violência policial, que os governos são capachos do capital financeiro, dos bancos, e a tal da democracia representativa “não nos representa mais”.


Começaram há um ano na Tunísia e no Egito, norte da África, onde derrubaram os dois ditadores de décadas – Zine Ben Ali e Hosni Mubarak (não derrubaram as ditaduras, mas pelo menos os ditadores). Era o início da chamada Primavera Árabe, que foi se espalhando como fogo em capim seco. Chegou à Europa, em especial à Espanha, onde as gigantescas concentrações na praça Puerta del Sol, em Madri, ganharam estrondosa visibilidade. E bateu no coração do império capitalista em crise, Wall Street, em Nova Iorque, onde a repressão violenta conseguiu desalojá-los do Zuccotti Park, mas não logrou extinguir o movimento batizado de Occupy Wall Street. Em 15 de outubro, o chamado 15-O, o eco dessa original rebeldia chegou a cerca de 800 cidades pelo mundo, inclusive Salvador, onde 80 jovens protestaram na Praça da Piedade e desfilaram até a Praça Municipal.

O que fazer? Os governos, a maioria representantes dos interesses das corporações transnacionais, manobram e tentam minimizar o estrago: “Eles não sabem o que querem”, dizem. A chamada grande imprensa, aliada incondicional do capital, prefere destacar “a revolução do Twitter e do Facebook”. E as esquerdas hesitam: não se veem nas bandeiras e nas palavras-de-ordem, estão à margem, quando muito apenas uns resquícios da tradição anarquista.


Talvez uma única certeza: se os protestos ficam somente na esfera simbólica, se não gerarem novas organizações políticas, os “indignados” podem ser digeridos pelo sistema, quiçá com algumas concessões simbólicas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal para vcs também!. E a todos os internautas que batem ponto aqui no Blog

Enviaram votos de Feliz Natal ao Blog


Rui Falcão Presidente do PT Nacional
Dr. Nilton Atayde, Delegado-Geral da Polícia Civil do Pará
Deputado Candido Vaccarezza, Líder do Governo Dilma na Câmara Federal
Harley Cunha, Presidente do STAFPA e Coordenador da Intersindical dos Funcionários Públicos do Pará
Deputado Federal (BA) Emiliano José
Joclau, gerente  do  Centro de distribuição dos Correios da Cidade Nova
Helder Barbalho, Prefeito de Ananindeua
Dr. Oliviomar Barros, Advogado do Blog

Desejo-lhe,  um natal feliz, com muito amor e carinho.
Que você possa ter a alegria de vivê-lo em sua plenitude! Um Ano

Novo cheio de paz! Ouvindo sempre os sinos do amor fraterno, da

solidariedade, da compreensão.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A resposta de Jorginho do Blog Na Ilharga: Biografia do Senador Mario Couto

Jorginho Editor do Blog Na Ilharga
Meu caro Rui,

Perdão por demorar a responder o seu chamado, creia, não foi por desleixo, mas por conta de alguns afazeres inadiáveis no meu local de trabalho.

Ignorando o que diz o débil mental no comentário que me antecede vamos ao que interessa, isto é, a biografia do senador Mário Couto. A questão é o que consta da tal trajetória. Será que virá à tona algum episódio de quando o dito cujo era tesoureiro do antigo DNER, hoje DNIT, como, por exemplo, o sarcástico comentário feito certa vez pelo então diretor-geral Elmyr Saad(já falecido), por ocasião de uma pintura no prédio daquela autarquia, com a tinta que o Mário comprou pra pintar uma parede, dava pa pintar o edifício Manoel Pinto da Silva? Será que teremos alguma revelação dos bastidores da metamorfose do dito tesoureiro em carnavalesco e bicheiro no Guamá, em associação com o patrono da Beija-Flor do Rio de janeiro, Aniz Abraão Davi, contumaz lavador do dinheiro da contravenção em sociedade com o filho do então presidente Figueiredo? Trará algo a respeito de sua conversão ao jaderismo, depois de ter entrado na política justamente para tentar fazer do Guamá o que o partido de Jarbas Passarinho via como sendo a força de Jader no Jurunas através do Rancho?

Estou aguardando que me chegue o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que fez estremecer os arraiais tucanos ao mostrar a onda de assaltos praticados por estes a quando da venda das empresas estatais. Esta, sim, me parece leitura fundamental. Se a impressão da "obra" de Couto for na contramão do livro do Amaury, sendo apenas o resultado do uso da cota a que o senador tem direito de imprimir e distribuir pela gráfica do Senado a quem bem desejar, então, não me interessa.
Um abraço

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Biografia do Senador Mario Couto,

Caro Jorginho do Blog Na Ilharga, no domingo  li no Jornal O Liberal, que o o senador Mario Couto (PSDB) lançou uma  Biografia.  Fiquei curioso em saber quantas páginas tem esse livrinho, e qual é a trajetória desse cidadão na política paraense, como você é uma enciclopédia na política paraense, deve ter algumas informações sobre a trajetória do ex-presidente da ALEPA, que ficou famoso por contratação de uma empresa que vendia tapioca e outras “milongas” mais...   No livro,  o senador Aécio Neves, faz  elogio a Mario Couto;  " Algumas vezes quando estou  no meu gabinete com a TV Senado ligada, outras no plenário ouvindo V.Exa., eu fico a me perguntar, por que  é que eu não falo como o senador Mario Couto". Só lembrando,  Aécio ''é  chegado'' a um uísque 36 anos.  Jorginho você vai ler a tal biografia?

Rui Baiano Santana - Editor do Blog

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mercadante substituirá Haddad no Ministério da Educação

Dilma Rousseff decidiu colocar Aloizio Mercadante no lugar de Fernando Haddad quando o ministro deixar a pasta da Educação para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT, informa o "Painel", editado por Renata Lo Prete e publicado na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A substituição deverá ocorrer em breve.

sábado, 17 de dezembro de 2011

DEU NO BLOG DE VICENTE CIDADE: " Que diabo a bancada do PT foi fazer com o governador Lorota "

Muita lorota e pouco governo. Muito legado e pouca oposição !!

Que diabo a bancada do PT foi fazer com o governador Lorota, justamente quando ele está enfrentando seu pior momento e coincidentemente o PT está veiculando sua propaganda partidária? prestar-lhe solidariedade por acaso?

Mergulhado numa crise de aceitação popular, primeiro o Lorota tentou a covardia do silêncio, depois arrotou bravata e teve que fazer da campanha do NÃO um espaço de defesa e propaganda de governo, agora tenta aparecer como a liderança conciliadora de plantão.


O Lorota vem tentando repassar a sua rejeição criando desgaste para o governo federal. Para isso passou a repetir o velho  "mantra besteirol" contra a lei Kandir, a mesma lei que ele não combateu quando era principal secretário do governador Almir, fica vendendo a ideia de que a presidenta Dilma está cortando investimentos no Pará, defendendo a Vale, e por fim inventou a cobrança de uma taxa, dando poderes para que ele mesmo possa "negociar" isenção mais adiante.


Nesse cenário, a bancado do PT não tem o que fazer, vai atender o "chamado" do Lorota, para que ele  possa  aparecer na foto como o Conciliador. Ou nossa bancada é muito idiota  ou desaprendeu a fazer política. Abestados !!


Primeiro, sobre a Lei Kandir, desde quando a companheira Ana Júlia foi eleita senadora, em 2004, durante o primeiro governo do Lorota, ela já propunha a revisão dessa famigerada lei, excluindo do seu alcance a exportação de bens primários, como os minerais. Não houve por parte do Lorota, à época, grande mobilização supra partidária, ou para usar o termo da moda, de Estado, para fortalecer a luta da senadora. Do mesmo modo, desde quando assumiu o mandato, no início do ano, o deputado federal Cláudio Puty já protocolou um projeto de emenda constitucional excluindo da lei Kandir os bens não renováveis. De novo, por que o Lorota não encampou esse projeto do Puty? Ou seja, ele que parecer o grande articulador de uma luta que o PT do Pará já trava há muito tempo. Não é questão de Estado, é questão política mesmo.


Quanto á derrocagem do Pedral do Lourenço, que o Lorota está "cantando" aos quatro ventos que a presidente Dilma retirou a obra do PAC e cortou os investimentos, quando na verdade todos na bancada do PT sabem que a estratégia do governo federal é chamar a Vale à responsabilidade de investir em infraestrutura no país e portanto, que a Vale faça a obra, já que será a principal beneficiada. No entanto, o Lorota esculhamba a presidente Dilma e defende a Vale. E ainda chama o PT para participar disso alegando interesse maior do Estado. Pura empulhação.


Por fim, essa balela da taxa de exploração mineral, que além de inconstitucional, só servirá para futuras transações e negociatas. Se o Lorota quisesse realmente fazer dessa taxa uma forma responder às desigualdades intra regionais do estado, por que então não estabelece que parte da sua arrecadação seja dividida com os municípios? Aliais, cadê os "arautos munícipes" Helder e Parsifal que fizeram toda aquela palhaçada no 366 e agora estão caladinhos? Isso tudo é só pra inventar uma satisfação pra sociedade.


Enfim, porque o PT participa dessa palhaçada?

Pinduca-Sinhá Pureza

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quem venceu o plebiscito no Pará?

Atnágoras Lopes

Artigo de Atnágoras Lopes, Membro Sec. Exec. Nacional da CSP-Conlutas

Antes de mais nada quero deixar claro que votei no “Não!”, como fizeram cerca de 70% dos “Parauras”'. E então, Isso quer dizer que vencemos?

De frente para urna eletrônica, entre um “confirme” e outro, a minha angústia era: Como os trabalhadores e o povo pobre das regiões, sul, sudeste e do Pará vão nos interpretar?

Quero dizer-lhes que nos dois dias que antecederam o plebiscito eu perambulei, com uma pessoa de 70 anos, entre o pronto socorro de Ananindeua, o da 14 em Belém e o do Guamá em busca de encontrar um diagnóstico pra sua enfermidade e, bem vocês sabem o que ocorre naqueles corredores cheios de macas, gemidos, e uma espera sempre interminável por um heroico profissional de medicina, que precisa fazer das luvas uma liga pra amarrar os braços dos pacientes visto que até isso acabou no PSM.

De frente pra urna essas cenas me vieram a cabeça, eu via o rosto dos enfermos, a tosse, o calor e o empenho e a dedicação da maior parte dos enfermeiros, técnicos e médicos; As cenas eram sequenciais: A ambulância de Ananindeua, levando minha mãe pra 14, os corredores da 14 e as 3h horas de espera sem conseguir o devido atendimento e, por fim, de minha mãe deitada em um banco de madeira no corredor do PSM do Guamá.

Pois bem, eu que já tinha uma opinião política contra a divisão do Estado, apertei com mais convicção ainda duas vezes 55; Por que? Porque sei que grande parte dos trabalhadores e da juventude pobre das regiões do Tapajós e Carajás e mesmo da grande Belém votaram 77, não exatamente pela divisão, mas nutridos pela esperança de que tendo os seus próprios Estados seu sofrimento quotidiano diminuiria, especialmente nas áreas da Saúde, Educação, Moradia e emprego.

Os políticos tradicionais das duas frentes, contra e a favor, não tomaram suas posições pensando como nós pensamos, até porque eles não sentem na pele essas consequências. Eles foram movidos por outros interesses; O de se manterem no poder e junto com os ricos, fazendeiros e empresários que financiam suas campanhas, nos usam, nos desrespeitam e se aproveitam dessas dificuldades, que eles mesmos nos impõem, para discursarem e chafurdarem com aquilo que eles mais sabem desenvolver, a hipocrisia!

É por isso que o que nós vimos foram políticos, muitas vezes de um mesmo partidos, defendendo coisas diferentes, conforme sua implantação eleitoral e seus projetos corruptos, econômicos e financeiros. Não, não sobre a nossa desgraça!

A maioria do nosso povo manteve o Pará unido e agora temos um outro desafio: Temos de estar todos juntos exigindo a verdadeira divisão que interessa a quem vive do seu trabalho, com honra e honestidade; O que precisa ser dividido é a riqueza que nós produzimos e que eles, os fazendeiros e grandes empresários, ficam com tudo e, com apoio desses corruptos políticos, não nos deixam se quer o direito a um leito de hospital, seja na região de Carajás, Tapajós ou na Grande Belém.

É difícil de entender mas é como se concluíssemos que: O “Não” ganhou, e de algum modo nós os derrotamos, mas como estamos jogando no jogo deles (com as regras deles) trata-se de uma vitória momentânea e incompleta. É preciso defender a divisão de nossas riquezas entre todos nós e isso eles nunca fizeram, nem mesmo na Grande Belém e muito menos nas regiões do Carajás e Tapajós, e não vão fazer; Essa terá de ser um tarefa nossa, de nossa classe, a classe trabalhadora e, não tenham dúvidas, não será feita com eles e sim contra eles.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Efeito Edmilson: Resolução do PSOL abre caminho para alianças

O Psol (quem diria?) abriu caminhos para alianças. Com perspectiva  de eleger prefeitos em Belém, Macapá e Rio de Janeiro, o partido, que nasceu radical, resolveu dar uma flexibilizada. No III Congresso, realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, decidiu se abrir para política de alianças, as quais deverão ser submetidas, caso por caso, à direção nacional.  O congresso elegeu como novo presidente  o deputado federal (SP) Ivan Valente, ligado à tendência APS (Ação Popular Socialista), que hoje tem maioria no partido e é considerada a direita pelos radicais psolistas.  Um fato que chamou atenção foi a ausência da ex-senadora e hoje vereadora Heloisa Helena, considerada a grande liderança nacional do Psol quando da sua fundação, já tendo sido inclusive sua candidata à Presidência da República. Depois que a APS assumiu as rédeas da agremiação, ela vem se afastando dos núcleos de decisão, havendo boatos de que caminha para se aliar a Marina Silva na formação de um novo partido. 

Alguns grupos radicais prometem fazer barulho contra essa guinada à direita, como avaliam algumas organizações esquerdistas sobre a política de aliança adotada pela APS e Cia Leia mais... O que está deixando os radicais à beira de uma crise de nervos é o Psol  se aproximar do PT já nas eleições de 2012 (vale recordar que o PT é tido até o momento como uma espécie de inimigo público numero um dos psolistas).  Mas como em Macapá foi aprovada aliança com o PTB, e no Rio com o PV do neotucanoverde Gabeira,  a aliança com o PT deixa de ser um cruzamento com o diabo e pode se tornar apenas um remédio amargo, mas necessário, no caso do deputado Edmilson Rodrigues ir para o segundo turno nas eleições para a prefeitura de Belém, contra um tucano, ou contra Jordy do PPS. Quem viver verá. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Joclau lança Blog

Joclau é líder comunitário e gerente  do  Centro de distribuição dos Correios da Cidade Nova . Ele  lançou esse mês  o seu blog, com o tema; Fé, Política e Comunidade. Segundo Joclau, o blog é um espaço para troca de  informações com a sociedade  de projetos e ideias para melhorar a vida da população de Ananindeua. Leia mais...

O Pará não mudou, o PT mudou?

Hoje deu no Jornal O Liberal, que a prefeita de Santarém, Maria do Carmo, está articulando uma reunião com prefeitos da Região do Tapajós para  um beija mão  com Jatene.  Aqui para bandas de Belém a bancada petistas foi para o beija mão, como conta Jimmy Night no Blog  As Falas da Pólis.

 

Deputados do PT e o "Pacto Pelo Pará", um dia depois do Plebiscito

Bancada do PT-PA firma acordo com Jatene um dia depois do Plebiscito. Foto: Eliseu Dias/Ag. Pará


No finalzinho do 1º ano do desgoverno de Simão Jatene, como bem disse o deputado Carlos Bordalo em seu blog, com um histórico de ataques à gestão petista (2007-2010) e com a popularidade em baixa, segundo pesquisas, a bancada do PT na ALEPA dirigiu-se nesta segunda-feira fúnebre, ao encontro com a autoridade máxima do Estado, o Excelentíssimo Governador Simão Jatene, com quem dialogou sobre a lei que irá à votação nesta terça-feira (13/12) no legislativo Paraoara, atolado em um mar de lamas de impunidades e desvio de recursos públicos.

Como num filme, com roteiro bem orquestrado, Simão Jatene vai tentando amenizar o efeito de sua desastrada intervenção sobre o primeiro plebiscito ocorrido no Pará e este histórico e belo encontro, deixa no ar uma pergunta: 

Teria sido uma boa ideia a bancada do PT reunir-se com o governador Simão Jatene (PSDB), um dia após o plebiscito sobre a divisão do Pará, o qual tantos desgastes trouxe e ainda trará para seu governo e para sua própria imagem?

Haveria ao PT a necessidade de assinar em baixo de uma taxa de exploração mineral neste momento? 

Por mais que concordemos que as empresas mineradoras, como a Vale do Rio Doce, devem sim, deixar mais recursos financeiros ao Pará, precisava o principal partido de oposição ir até a governadoria do Estado firmar acordo e ouvir de Jatene que estão fazendo parte do "Pacto pelo Pará"?

Quero acreditar que o PT-PA precisa sim, ser responsável com uma política de Estado que esteja acima dos interesses partidários e mostrar-se superior, um partido acima do comportamento adotado pela bancada tucana durante o governo petista de Ana Júlia, mas precisava encontrar-se com quem não deixa um só dia de culpar a gestão anterior por tudo que não fez durante um ano inteiro, justamente no day after ao processo que fragmentou a população paraense? 

Precisa ser um analísta político para concluir que os estrategista de Jatene saberão usar este acordo feito hoje com a bancada petista na ALEPA para revigorar a imagem do governador diante à opinião pública, já que sua taxa de aprovação é baixíssima e que mesmo assim, daqui há alguns meses ele estará em palanques municipais contra o PT?

Leia a matéria publicada na Agência Pará.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Deu Não para Carajás e Tapajós

                         Não 66,60 %         Sim 33,40%







































Amor Perfeito

Para vc.




Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
Sinto falta de você...
Anjo bom, amor perfeito no meu peito
Sem você não sei viver


Então vem
Que eu conto os dias, conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PT Belém vai às Prévias

O Dep. Edílson Moura e a governadora Ana Júlia, entregam ao Pres.do PT Apolonio, a inscrição do Dep. Puty

O Ex-Vereador Paulo Gaia entrega sua inscrição a Apolonio Brasileiro, e a Jorge Resende membros da executiva do PT

Ana Júlia  e assessores   entregam a inscriçào do Dep. Bordalo aos  membros da executiva do PT 
Ontem (07/12), foi o último dia da inscrição para  as  prévias internas do PT, que escolherá o candidato do partido que vai disputar a prefeitura de Belém em 2012. A novidade foi a decisão do Deputado Waldir Ganzer de não concorrer; Divergências na tendência CNB, teria levado o deputado a desistir de participar da  prévias. Os candidatos que vão participar das prévias são: Os deputados Cláudio Puty, Bordalo, o vereador Alfredo Costa,  o ex-vereador Paulo Gaia, Delegado João Moraes e Fabio Pessoa.  

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

“Carajás seria um estado privado e sob controle da Vale S.A. e das siderúrgicas da região"

Carajás S.A.

Se o plebiscito aprovar a criação do estado, a influência das siderúrgicas na rede política pode ampliar a devastação ambiental e trabalhista da região  

 
 
Por Pedro Venceslau da Revista Fórum
 
Por um capricho do destino o debate sobre o novo Código Florestal Brasileiro coincidiu com o movimento de criação dos estados de Tapajós e Carajás. Se depender da bancada ruralista no Congresso Nacional, os governos estaduais e municipais terão mais poder na hora de aprovar licenciamentos que afetam o meio ambiente. Além do projeto que modifica o Código, tramita no Senado um outro, que tira do Ibama (ou seja, do governo federal) o poder de multar o desmatamento irregular. Os defensores dessa transição argumentam que o poder local pode cumprir com mais eficiência essa tarefa. Há controvérsias. No caso de Carajás, que já é uma das regiões mais devastadas do Brasil, o poder de autorizar o desmatamento ficaria concentrado nas mãos de uma rede burocrática que deve ser composta pelas forças políticas locais.

Os novos deputados estaduais, por exemplo, certamente terão participação nesse processo. Mas, antes disso, é preciso vencer nas urnas; logo, eles terão que buscar financiamento para suas campanhas com a elite econômica local. Mesmo sem bola de cristal, é possível prever que o cenário é propício para que se crie um círculo vicioso. “A soma do novo Código Florestal com esse projeto de lei é um pacote potencialmente explosivo para a região de Carajás. O Ibama não poderia mais multar desmatamento e os estados é que definiriam as atividades que podem ser realizadas em Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Além disso, o novo Código pretende anistiar quem já desmatou, o que seria um incentivo para as madeireiras”, explica o advogado ambientalista Raul do Vale, coordenador do programa de política e direito do Instituto Socioambiental (ISA).

O pesquisador e jornalista Marques Cesara, do Instituto Observatório Social, ONG ligada à CUT que monitora a cadeia produtiva e o meio ambiente, faz uma avaliação similar. “Carajás seria um estado privado e sob controle da Vale S.A. e das siderúrgicas da região. O poder de influência do setor sobre a estrutura de governo seria enorme. Não há como o bioma de lá ser preservado se eles formam a principal força econômica”, argumenta Cesara. Um estudo da ONG, coordenado por ele e divulgado no fim de junho, traça um panorama estarrecedor do cenário no polo de Carajás.

A pesquisa, que começou em Nova Ipixuna (PA), onde foram assassinados José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo – ambientalistas que denunciavam a devastação da floresta para produzir carvão e madeira –, prova que grandes exportadoras de ferro gusa usam carvão do desmatamento e do trabalho escravo nos processos produtivos. Essa prática contamina toda a cadeia produtiva do aço e chega a montadoras de veículos, fabricantes de eletrodomésticos, de aviões e de computadores. “O carvão ilegal é fundamental na composição do preço do aço. Como o novo código transfere a fiscalização para os estados, aquela região da Amazônia se tornaria refém do setor siderúrgico”, diz o pesquisador.

Em seu trabalho, Casara mostra que, em algumas siderúrgicas, o uso do carvão ilegal sustenta mais da metade de toda a produção. Essa conclusão foi possível após a obtenção de dados referentes à produção anual de cada siderúrgica em 2010. As informações eram mantidas sob sigilo, para evitar o cruzamento de dados e a obtenção do índice de ilegalidade. A fraude se dá por meio da compra de carvão esquentado por mecanismos diretamente ligados à corrupção nos órgãos de fiscalização. A pesquisa revela, ainda, diversos casos nos quais o carvão é entregue sem documentação ou com o uso de documentos forjados, e os governos municipais e mesmo o governo estadual são coniventes com crimes ambientais e trabalhistas, muitas vezes usando aparatos de Estado para acobertar ações criminosas, que têm o objetivo de devastar áreas de preservação ambiental e terras indígenas.
 
Nem as tradicionais quebradeiras de coco de babaçu estão livres de serem usadas pelo esquema. Como a casca do coco de babaçu não precisa de guia florestal para ser transportada até as carvoarias, as siderúrgicas supervalorizam a quantidade de carvão produzida com essa matéria-prima. Os pesquisadores estiveram nos locais onde as quebradeiras de coco trabalham, e elas confirmam o problema, que também está sendo investigado pelo Ibama no Maranhão e no Pará. O mesmo subterfúgio é usado com o eucalipto. Como ele também não precisa de guia florestal, as siderúrgicas maquiam boa parte da ilegalidade usando como fachada a sua produção

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O PSOL e as prévias do PT

Luis Araújo
 Parece que  as prévias do PT, também são motivos de preocupação no PSOL. Segundo uma fonte do blog, o ex-secretário de educação  de Belém, Luis Araújo (Psol),  vê com  certa preocupação, uma  possível vitória da pré-candidatura do Deputado Federal Cláudio Puty a prefeito pelo PT. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Divisão do Pará: No twitter com o deputado Jordy do (PPS)


 


Sou contra a divisão do Pará. Vídeo é antigo e foi produzido em outro contexto. Tem comentário sobre assunto no meu blog
 

Divisão do Pará - Verdade seja dita... !!

  Deu no Blog do Vicente Cidade

O programa eleitoral da frente contra a divisão do Pará veiculou hoje suas supostas propostas para melhorar o Pará após o plebiscito. Na verdade as propostas não passam de retórica, pois, representam somente uma tentativa de melhorar a posição do governo, já que o Lorota passou a ser foco central da propaganda do SIM.

Dentre as "tais propostas" apresentadas, destaco as seguintes:

1) Taxa sobre mineração - a julgar pela forma como foi tratada, a toque de caixa, tudo indica que a taxa foi criada para dar apenas essa resposta à campanha do SIM. Isso porque a tal lei foi COPIADA  exatamente igual a uma lei mineira, sem critérios técnicos e dando ao governo a prerrogativa de reduzir esse valor sem qualquer problema, ao seu bel prazer.

Por outro lado, se a tal lei é, de fato, para melhorar a vida de todos, porque então o governo não colocou nessa lei um artigo distribuindo a sua aplicação de acordo com o local onde será feita a extração? ou ainda, porque não dividiu com os municípios os valores arrecadados? ou seja, não há, da forma como está, nenhuma garantia de que essa arrecadação, se é que ela virá de verdade, servirá mesmo para equalizar os graves problemas do Pará, ou para financiar os mega projetos elitista do Paulo Chaves.

2) Lutar contra a Lei Kandir - apesar dos tucanos não dizerem que foram omissos quando FHC sancionou essa maldita lei, é uma tarefa histórica de qualquer político paraense combater essa excrecência, coisa aliais que foi uma luta da ex senadora Ana Júlia e que agora o deputado Puty também tenta combater.

Agora, só lutar não é bastante, essa questão não é pauta nacional e nada indica que será fácil combater essa lei. Ademais, no Senado, a bancada paraense votou contra a luta do Rio de Janeiro na questão dos royalties, que eles usaram como exemplo na campanha do Não.

3) A descentralização - Para quem assumiu o governo e rapidamente recompôs uma estrutura centralizada de poder com as tais super secretarias, onde sete pessoas podem se reunir para definir as questões do estado, falar em descentralização parece pura balela, já que o governo Lorota já demonstrou que não tem a menor vocação para gestão descentralizada.

Ademais, a ira tucana contra a campanha do SIM por ter colocado o governador na campanha, parece uma grande contradição, pois, desde o início, a campanha do Não parecia uma propaganda tucana. Agora, mais ainda já que as "propostas" do NÃO são, na verdade, propostas de governo. A pergunta que fica é: que prerrogativa teria a Frente do Não para estabelecer propostas de governo?

Portanto, não passa de uma questão de simples marketing eleitoral essas supostas propostas da campanha do NÃO.

PS. Vejam só aonde esse plebiscito está nos levando. Em minha avaliação o PT começa a tomar ares de "Noiva" nessa reta final de campanha. O Duda Mendonça está conseguindo colocar em xeque a apatia do PT no processo. Por outro lado, o destaque dado à Gabi Amarantos no programa de hoje parece uma estratégia do Orly para que os petitas comecem a se ver nessa campanha. O que vocês acham ??  

Hoje a Comissão de Anistia, deverá, em nome do Estado brasileiro, pedir desculpas à família de Carlos Marighella

Centenário de Marighella

Emiliano José*

Nesta segunda-feira, 5 de dezembro, a Bahia está recebendo a Comissão de Anistia, que deverá, em nome do Estado brasileiro, pedir desculpas à família de Carlos Marighella pelo assassinato dele, a sangue frio, cometido por verdugos da ditadura militar. Será, tenho certeza, uma emocionante solenidade que será realizada no Teatro Vila Velha, Estão previstas as presenças do ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e do governador Jaques Wagner. E é claro de centenas de defensores dos direitos humanos e de militantes políticos, muitos dos quais, como ele, participaram da luta contra a ditadura.


Os que, mais do que todos, terão razões para se emocionar serão Clara Charf, companheira de Marighella desde 1948, e Carlinhos Marighella, seu filho. Os dois tem desenvolvido uma atividade incansável desde a morte dele para assegurar que o Brasil e a Bahia nunca esqueçam a contribuição que ele deu às lutas do povo brasileiro, se deem conta na devida dimensão de sua dedicação às causas da democracia e do socialismo.


De modo especial, quero dizer que a Bahia tem razões para se orgulhar desse baiano nascido na Baixa dos Sapateiros lá pelos idos de dezembro de 1911 – melhor, em 5 de dezembro de 1911. A sessão da Comissão de Anistia, portanto, se dá no centenário de nascimento dele. Um dia de festa para a Bahia.


Honra-me muito ter escrito o livro “Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura militar”, que lancei em 1997, pela editora Casa Amarela, já em terceira edição. Pude, pesquisando, além do que já sabia, compreender a dimensão, a grandeza do revolucionário, do comunista, da pessoa sensível que era Marighella, de sua inventividade, de seu carinho com as crianças, de sua veia poética. Desmentia a natureza supostamente mal humorada dos comunistas – era de bem com a vida, sempre, mesmo nas situações mais difíceis que não foram poucas em sua existência.


Desde a juventude, nos anos 30, vinculou-se ao PCB. Foi preso em 1932, na Bahia; em 1936, no Rio de Janeiro; em 1939, em São Paulo. Nas duas últimas prisões, foi barbaramente torturado, e nunca disse uma única palavra que comprometesse seus companheiros ou o partido. Era de uma bravura incomum. Disse uma vez, corretamente, que não tivera tempo para ter medo. Preso em 1939, só saiu em 1945, com a anistia, quando se elege deputado federal pela Bahia, pelo PCB.


Exerce um mandato brilhante e ousado politicamente, afinado com o PCB naturalmente. É cassado em 1948, na esteira da cassação do registro do PCB. Volta à clandestinidade, dirige o partido em São Paulo, é o principal estimulador da greve operária de 1953, que envolveu mais de 400 mil trabalhadores e saiu vitoriosa. Sofre muito com o Relatório Kruschev, de 1956, quando foram reveladas as atrocidades de Stálin. É guindado à Executiva Nacional do PCB em 1957.


Pouco a pouco, vai se incomodando com o que considerava a linha excessivamente conciliatória do PCB, revelada de modo mais claro com o golpe de 1964, quando não houve chance de qualquer reação. Rompe com o partido em 1966, e funda logo depois a Ação Libertadora Nacional (ALN), assumindo claramente a perspectiva da luta armada, na qual se envolve profundamente. Torna-se o inimigo número um da ditadura militar e talvez o nome mais simbólico da esquerda brasileira naquele momento.


A partir de 1969, a ditadura aperta o cerco, não só torturando de maneira bestial, como sabendo manipular melhor as informações. O sequestro do embaixador americano, Charles Burke Elbrick, coloca todo o aparato repressivo da ditadura no encalço dele, que não havia participado da ação. Ele, que não havia sido avisado do sequestro, mas que o apoiou quando soube, comentou, também, que as consequências seriam pesadas. Foram.


Numa sucessão impressionante de torturas, de assassinatos, a repressão foi se aproximando de Marighella, até matá-lo covardemente na noite de 4 de novembro de 1969, na Alameda Casa Branca, em São Paulo. Nós todos morremos um pouco naquela noite. Hoje, na Bahia, celebramos o nome Marighella, herói do nosso povo, símbolo dos nossos melhores sonhos.


*Jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA)

Deputado Jordy (PPS) SIM ou Não?

Deputado Jordy (PPS): "Eu sou a favor da criação do Estado de Carajás", garante o deputado Arnaldo Jordy em entrevista a TV Eldorado (SBT), de Marabá.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Separados e Unidos, o mesmo problema



Artigo de Fernando Arthur de Freitas Neves *
 
                              
Como todos estamos nessa ciranda obrigo-me a dizer o que penso. Este não é um debate no qual a racionalidade possa sozinha ser guia na escolha. Experimentamos o Pará no lugar onde vivemos, não é à toa que em Santarém seja difícil encontrar forte representação do NÃO A DIVISÃO vis-à-vis em Marabá acredito que o grosso da população tenda a expressar o SIM à criação de Carajás. Ocorre que tentar fixar a idéia daqueles que defendem o NÃO ser um bando de mentirosos e aleivosos dificulta muito a percepção das possíveis conquistas a serem produzidas com ou sem a divisão. A questão em exame mexe muito com nossas emoções, se trata de uma economia de afetos agora em ebulição. Os dois lados fantasiam a expressão de desenvolvimento.
Em 1987 estive em Santarém para auxiliar na organização do movimento estudantil no campus da UFPA, fiz muitas reuniões com os colegas que nem lembro o nome, contudo o que ficou em minha memória foram as defesas vigorosas pela divisão do estado. Claro, com arrogância de alguém da capital disse ser um delírio fruto da inveja e da ausência de protagonismo daqueles do lugar, logo a seguir estive em Marabá com o mesmo objetivo e curiosamente nada encontrei de tão representativo pela divisão, pelo menos no campus da Ufpa naquela cidade.
Os sentimentos que me vieram neste instante do plebiscito não são dos melhores, sinto-me traído e questiono por que devemos nos separar? Cheguei a pensar uma solução para nos livramos daqueles, bastava tomar o centro geodésico desta cidade e determinar um raio de 30 km ao redor e ali ser proclamado o território, mas não basta, o resultado do plebiscito vai deixar chagas muito profundas para serem sanadas.
A reclamação da centralização e favorecimento de Belém feita pelos separatistas é de uma ingenuidade de fazer corar, não há opulência na capital sugando as energias criativas do resto do estado; deveriam demonstrar quando e onde se apresenta tal desempenho; acaso não padecemos das inúmeras fragilidades estruturais da gestão do estado em segurança, educação, saúde e infra-estrutura? Obviamente querer sustentar que a criação de novos estados conduzirá a plena satisfação dessas necessidades fundada na ideia de uma capacidade inata para responder aos desafios é uma ideologia pobre, pois as características de empreendedorismo não foram suficientes para romper as limitações estruturais em quase 400 anos de colonização, até o grande capital quando se enredou na floresta teve suas derrotas como ficou assinalado pelo fracasso da Ford no Tapajós, outros muitos exemplos poderiam ser arrolados, contudo basta este para demonstrar quão equivocada está a tese separatista, a despeito de arrolar vários dossiês inflando a receita dos novos estados como solução, descuida-se de evidenciar como esta mesma receita será efetivada.
Acusar o Pará de esquecimento é outra falsificação da realidade, a maioria da população do interior sofre de todo cosmopolitismo das elites em qualquer estado da federação, na lógica sugerida pelos separatistas deveríamos elevar todas as regiões à condição de capital para superar o drama interior X capital. Este é um falso problema, não alcançaremos horizontalidade no desenvolvimento sem reconhecer os biomas da Amazônia como parceiros para questionar o modo de produção de mercadorias no qual estamos envolvidos; bem como a posição secundaria que temos no pacto da federação é que faz com sejamos produtores de energia e ainda sim termos uma das contas mais cara da federação, situação similar no que se refere à questão mineral que deixa a compensação financeira irrisória pela lei Kandir enquanto a união fica com o grosso dos impostos. Acaso acreditam os separatistas que terão outra posição no pacto da federação e terá revista a questão dos impostos? Se assim é, estes candidatos à condição de elite já adquiriram a soberba sem sequer ter obtido alguma conquista material para viabilizar seus planos. Invés da exploração sobre o Pará será a continua extorsão sobre os três novos estados. As hidrelétricas a serem construídas no Tapajós acaso seriam regidas por regime distinto do resto do sistema? Como? O mineral explorado em Juriti também teria estatuto diverso para reger a questão mineral? Isso faz algum sentido? Quanto à proteção da floresta? Ahhhhh, aqui esta a inovação por excelência, as pressões pela formação de pasto e uso da madeira vão desaparecer e permitir a intrusão de um modelo de desenvolvimento que preserva a floresta e aqueles que dela vivem, humanos e todos os outros seres.
Sinto dizer, mas essas demandas não desaparecem por vontade ou desejo, elas são alimentadas pelo modo de produção de mercadorias que escolhemos viver. Digo, escolhemos, porque cada vez que ligamos um aparelho elétrico reforçamos a demanda por mais energia, tanto quanto ao utilizarmos carvão vegetal ou nos fartarmos no suculento bife ajudamos no endosso à devastação da floresta. Apenas para efeito de registro gostaria de saber qual proposta de preservação tem os separatistas para combater o arco do desmatamento? O deslocamento da fronteira sinaliza o desmatamento, um pouco de apreço ao estudo sistemático preencheria esta lacuna e veria que a criação de novos estados não responde a contento ao problema. Para aqueles que enfatizam quanto os novos estados deram certo seria recomendável ver este quesito desmatamento e logo vão ver como foi exponencial a expansão da destruição do meio ambiente no cerrado, pantanal e floresta amazônica justamente em Mato Grosso, Mato Grosso do sul e Tocantins.
Quanto às omissões do estado essas merecem ser duramente criticadas, contudo é preciso responsabilizar adequadamente as esferas de governo para melhor satisfazer as necessidades da promoção humana. A avalanche de criação de municípios também deveria ser frenada sob pena de continuar a serem estabelecidos municípios sem efetivas condições de sustento. As perguntas sobre os rumos do desenvolvimento precisam ser colocadas para toda sociedade e a gestão pública precisa considerar a imperiosa necessidade da continuidade das políticas públicas e das ferramentas de gestão. O Zoneamento Econômico Ecológico, ZEE, iniciado no governo Jatene e prosseguido no governo Ana Júlia não pode ser uma moda de gestão, em ambos os governos, e mesmo no presente, a referência para o desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais e os Consórcios de Municípios foi pouco proveitosa, isto continua a gerar o abandono de metas e aprofunda a ausência de solidariedade entre as esferas de gestão e a sociedade civil. Mas é preciso saber o que cobrar de cada esfera, por exemplo, a educação do ensino fundamental é responsabilidade da prefeitura, contudo como manter uma escola que fica a três horas de lancha da sede? Não basta afirmar ser responsabilidade municipal, precisamos contabilizar como manteremos todos os alunos em idade escolar efetivamente na escola, outrossim, criar expedientes para atrair aqueles que por diferentes motivos tiveram interrompido esse percurso de educação ao longo da vida. Nesta perspectiva as esferas de governo federal, estadual e municipal devem amparar essa meta nos Plano Nacional de Educação, Plano Estadual de Educação e nos Planos Municipais de Educação.
É muito especiosa a tese de responsabilizar a capital pelo atraso do resto do estado. Só não conseguem demonstrar como é feita esta operação. Acredito que nossas escolhas se assentam a partir do lugar em que vivemos; obviamente isso é pueril, porém isso chega a determinar nossos afetos se sobrepondo ao valor de solidariedade irmanada na história e na cultura. Faz pouco tempo estive com os parceiros do Coletivo Poraquê numa intervenção da oficina de meta-reciclagem de computadores e investimento na plataforma Linux. Jovens, apaixonados, criativos, disseram-me de seus projetos de criação de Silicon Valley em Santarém e que não entendiam não ter reconhecida esta propositura no projeto de desenvolvimento do estado, chegaram a sustentar que tinham uma cultura distinta da minha e para provar usaram um vocabulário estranho para apartar-me de sua cultura, fiquei um tanto aparvalhado com situação e respondi que poderia emular o mesmo dispositivo, bastava usar o vocábulo estranho daqui da minha banda para assinalar que estas diferenças são do universo do uso da língua sem necessariamente delimitar uma fronteira.
Precisamos fazer muitos acertos sobre como disciplinar o debate, pois nem sempre as definições da sociologia do desenvolvimento conseguiram captar as dimensões e expectativas dos agentes locais. Talvez a noção abstrata de dada vocação para o desenvolvimento deva ter em paralelo a noção de constituição do protagonismo daqueles sujeitos, deste modo poderemos auxiliar as escolhas na direção de qual proposta de desenvolvimento subscrever.   
Ser paraense não se restringe ao consumo e uso das drogas do sertão, significa a mobilização desta cesta de sabores, cheiros, tatos e expressões em relação de afeto com todos que aqui chegam. O resultado do plebiscito será danoso seja ele qual for. Meu voto no NÃO é o compromisso de sempre fazer da realização humana uma promoção dessa condição. Outro processo mais complexo sobre como se articula este debate de separação com a luta de classes ainda não foi feito, espero poder oferecer minha interpretação sob este prisma oportunamente.

Sorte a todos

Professor da Universidade Federal do Pará (UFPª)

Morreu Sócrates, um 'doutor' do futebol brasileiro


 Do site Esporte Terra
SÃO PAULO, 4 dez 2011 (AFP) -O ex-jogador de futebol Sócrates, que faleceu na madrugada deste domingo aos 57 anos, sempre se destacou por sua inteligência e liderança, tanto dentro como fora de campo, o que lhe valeu o respeito de seus companheiros e da exigente torcida brasileira.
Sócrates, que reconheceu recentemente ter uma lesão cirrótica no fígado provocada por sua dependência ao álcool, morreu devido a uma infecção intestinal, conforme informou o Hospital Albert Einstein de São Paulo, onde estava internado.
Irmão mais velho do também ex-jogador Raí, casado e pai de seis filhos, o ''doutor'' era um dos poucos jogadores da história do futebol brasileiro a contar com uma formação universitária, depois de ter se formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP).
Dono de um jogo ágil e efetivo, Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira imprimiu seu selo pessoal com passes de calcanhar que marcaram sua carreira desde que estreou em 1974 no Botafogo Futebol Club de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Pouco depois, o ex-meia passou para o Corinthians, onde encantou a torcida com seus 172 gols marcados entre 1978 e 1984 e levantou a copa de três campeonatos paulistas (1979, 1982 e 1983), convertendo-se num dos maiores ídolos da apaixonada torcida alvinegra.
No ''Timão'', Sócrates foi um dos fundadores da chamada ''Democracia Corinthiana'', um movimento que surgiu na década de 1980 e na qual todas as decisões do clube, como contratações, treinamentos e concentrações, eram tomadas através da votação de todos seu integrantes.
A iniciativa, que surgiu em plena ditadura militar brasileira (1964-1985), incluía inscrições nas camisas do clube de teor político como "eu quero votar para presidente".
Em 1985, com 30 anos, Sócrates foi vendido para o clube italiano da Fiorentina, onde jogou apenas uma temporada.
Um ano mais tarde, voltou ao Brasil para jogar pelo Flamengo, onde conquistou o campeonato carioca.
Nos anos seguintes, também defendeu a camisa do Santos e voltou ao Botafogo de Ribeirão Preto, onde pendurou as chuteiras em 1989, aos 35 anos.
O mítico jogador atuou ao lado de nomes como Zico e Falcão e, inclusive, foi capitão da Seleção brasileira nos Mundiais da Espanha-1982 e México-1986.
Jogador inteligente e dotado de uma incrível técnica em campo, fora dos estádios se caracterizou por ter problemas com álcool, o que admitiu depois de ter recebido alta de sua primeira internação em agosto passado, depois de uma grave hemorragia digestiva.
"Tenho um ponto cirrótico. É uma lesão que não é tão grave, mas está localizada numa região sensível do fígado", declarou em entrevista à rede Globo, admitindo que a lesão foi causada pelo álcool.
"Quem bebe cotidianamente é alcoólico", admitiu.
Os problemas com a bebida no futebol brasileiro já cobraram a vida de outro grande ídolo: Garrincha, que morreu em 1983 por causa de uma cirrose hepatite

sábado, 3 de dezembro de 2011

Alô blogesfera!

Na segunda-feira, vamos está dando o ponta pé inicial para organizar o II Encontro de blogs do Pará. Participem!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Audiência Pública na ALEPA debate projeto de lei sobre os Pontos de Cultura

Deputados Puty, Edilson Moura e Nazareno Fontenelle
Ontem, aconteceu na Assembleia Legislativa do Pará, audiência pública  para debater  o Projeto de lei Cultura Viva. A audiência foi uma parceria dos mandatos dos Deputados, Cláudio Puty e Edílson Moura (PT), e contou com a participação do Deputado federal Nazareno Fontenelle (PT/PI), relator do projeto, e representantes do Ministério da Cultura. A bandeira do movimento de Pontos de Cultura é lutar para que seja aprovado o Projeto, tornando o programa Cultura Viva do governo federal em Lei. Leia mais.

Militantes do movimento cultural e os Deputados

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Imperador: um caso quase perdido

Por Marcus Moraes do Blog Didascália
Adriano: nove meses no Corintians, seis no estaleiro
Adriano foi uma das maiores "roubadas" que o Coríntians entrou em toda  sua história.  Nunca na vida do "Mais Querido" de São Paulo um jogador deu tanto prejuízo à equipe como Adriano. Contratado por um salário astronômico,  completando nove meses no Clube o atleta ainda não conseguiu mostrar o futebol que o projetou no Flamengo ainda garoto, o levou à Europa e até a Seleção Brasileira.
Com 29 anos Adriano já teve lances em sua carreira iniciada nas categorias de base do Flamengo, com nuances que dariam uma boa novela. Depois de sua boa passagem pelo futebol europeu, na Seleção, culminando com uma crise que o fez chegar  á desistência de jogar futebol por problemas extra-campo, o atleta, depois de uma boa passagem pelo Flamengo acertou novamente sua volta à Europa em 2010, assinando contrato por três temporadas  Só demorou nove meses na equipe italiana. Os muitos problemas extra-campos praticamente fizeram com que a equipe do Roma rescindisse seu contrato no início de março desse ano. Detalhe: nos nove meses que passou no Roma Adriano não fez sequer um gol em partidas oficiais. O único tento marcado pelo centro avante foi em um amistoso. Prejuízo enorme para a equipe italiana!
Contratado pelo Coríntians em 29 de março de 2011, Adriano iniciou logo trabalho para se recuperar fisicamente. E foi em pleno trabalho de recuperação física que o artilheiro sofreu um rompimento no Tendão de Aquiles, que o deixou fora dos gramados por longos seis meses.
Já recuperado mas com o natural excesso de peso que já o persegue há anos, Adriano foi relacionado para o banco nas últimas quatro partidas do Coríntians,. No entanto não jogou contra o Ceará nem contra o Figueirense. Entrou no jogo contra o Atlético Mineiro e fez o gol da vitória corintiana.
Agora Adriano deixa descontente até quem sempre apostou nele: o técnico Tite. Dizendo estar com dor de barriga (é o cúmulo, isso!) o atleta poderá não estar relacionado para o jogo decisivo contra o Palmeiras, domingo.
Adriano perdeu o apoio de Tite porque vem faltando vem faltando aos treinos e, pela segunda vez alegou a dor de barriga. Tite se irritou, e tudo indica que o ex-Imperador poderá nem ser relacionado para domingo. E o pior: seu contrato, que finda em meados do próximo ano, não tem, pelo menos por ora, o aval do técnico corintiano.