terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Parabéns Ananindeua! Duas décadas de Pioneiro e Helder: e agora José?




Ananindeua: é preciso renovar
  

Depois de 20 anos com Pioneiro (PSDB) e Helder Barbalho (PMDB) se revesando na prefeitura de Ananindeua, espera-se agora o saudável exercício da renovação política. Ainda mais que os dois têm pela frente um natural deslanchar nas respectivas carreiras: Pioneiro deve disputar o governo do estado ou o Senado, enquanto o ministro Helder está de olho no governo.
É o momento, pois, de buscar a visibilidade de novas lideranças:
Vereador Dr. Daniel Santos (PSDB) foi o parlamentar que obteve a maior votação para a Câmara de Ananindeua - percentualmente uma das maiores no Brasil. Médico, 30 anos, foi eleito por unanimidade presidente do Legislativo municipal. Faz parte do grupo de Pioneiro, tem um trabalho forte na área social, em especial na saúde.  Mas dentro da base aliada - ou seja, entre setores do seu próprio partido -, não veem com bons olhos sua ascensão. É um nome de peso para a sucessão do prefeito.
Deputado Miro Sanova (PDT), 35 anos, filho do saudoso Nonato Sanova, da geração ética do PSDB, é 2º vice presidente da Assembleia Legislativa (ALEPA). Vereador por dois mandatos em Ananindeua.  Conseguiu organizar o PDT no Pará, levando o partido a ser uma das forças políticas no estado e em Ananindeua. Retirou seu nome na disputa para prefeito e assim beneficiou Pioneiro na sua reeleição. Miro Sanova sabe que no próximo pleito municipal tem que ser candidato a prefeito, do contrário perde o foco. Tem a missão de se reeleger deputado estadual, com expressiva votação no município. Sabe que  provavelmente não vai contar com o apoio de Pioneiro.
Beto Andrade (PSOL),  professor de 38 anos, coordenador do Sintep, o maior sindicato do Pará. Foi candidato a prefeito pelo PSOL e teve uma boa votação, apesar de seu partido ter resultados pífios no que se refere ao Legislativo municipal, não elegendo nenhum vereador. Tem uma atuação restrita à luta sindical, não participando dos debates políticos e sociais do município. Mas, apesar disso, pode ocupar espaço como líder da oposição. É ético e dialoga, embora precise romper com o corporativismo sindical e o sectarismo da militância do seu partido, para que possa se apresentar como uma opção de oposição na sucessão de Pioneiro.

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