quarta-feira, 16 de julho de 2014

Um Amor revolucionário : Pepe Mujica e Lucía

Via o Blog Evidentemente de Jadson Oliveira

LUCÍA E PEPE MUJICA, AMOR E GUERRILHA


Ana, quando voltou a ser Lucía Topolanskiy, e Ulpiano, quando voltou a se chamar Pepe Mujica. O recomeço, vendendo flores no mercado de Montevidéu, enquanto vivem, juntos, a mais linda história de amor do Uruguai (Fotos: LatinAmérica)

Como dois guerrilheiros tupamaros, que nem sabiam os nomes recíprocos, mantiveram, por 12 anos, um romance nas masmorras da ditadura uruguaia.

Por Victor Farinelli, na Rede LatinAmérica (Carta Capital), postagem de 03/07/2014 – O título e o destaque acima são do portal Carta Maior (enviado pelo velho companheiro de lutas Geraldo Guedes, advogado em Brumado-Bahia)

Primavera de 1973. Ela não se chamava Ana, mas era assim que todos a conheciam. Ana, a guerrilheira, detida em uma prisão militar feminina, construída especialmente para mulheres tupamaras, em algum lugar desconhecido no interior do Uruguai, com uma carta na mão, que era de Emiliano, ou Ulpiano, ou seja lá qual fosse o seu verdadeiro nome.

Em junho daquele ano, o fim do MLN-T (Movimento de Liberação Nacional, também conhecido como Tupamaros) foi um dos episódios que marcou o início da ditadura uruguaia, e levou centenas de jovens revolucionários à prisão, 15 deles como reféns de guerra. Ulpiano era um deles. Se os tupamaros ainda livres voltassem a atuar, ele seria fuzilado.
Ana, a guerrilheira

Um torturador chuta as grades da cela enquanto ri jocosamente e relembra as últimas humilhações, de diferentes tipos, que a fez sofrer. Ana continua lendo a carta. 

Ele insiste:

- Você é a nossa preferida, bebê. Vai ficar aqui por milhares de anos.

A raiva a faz apertar o papel em suas mãos até quase rasgá-lo:

- Olha, daqui a 12 anos eu vou sair daqui e viver a minha vida. Você viverá com o fantasma dessas perversões, atormentado até o dia da sua morte.

Enquanto ele aumentava o volume das gargalhadas, Ana buscava algo onde escrever uma resposta. Precisava contar sua verdade, que seu nome não era Ana, que era filha de uma família de classe média de Pocitos, bairro nobre de Montevidéu. Tinha uma irmã gêmea, tinha uma família enorme, sofria pelas saudades e pelo medo, mas não medo da morte, era o único medo que não tinha, pois lhe bastava a certeza de sair dali e para se encontrar com ele.

Dias depois, seu advogado lhe forneceu papel, caneta e a grande coincidência de suas vidas. Ele era casado com a advogada de Ulpiano. Os dois nada podiam fazer pelos dois guerrilheiros. Livrá-los da prisão em meio a uma ditadura era impensável. Mas puderam ser um casal de carteiros, trabalhando por um amor que lutava para sobreviver.

Dois prisioneiros vivendo um típico amor tupamaro. O MLN surgiu em meados dos anos 60, fundado por um grupo de estudantes socialistas que queriam fazer a revolução no Uruguai. Diferente das guerrilhas urbanas de outros países, os tupamaros começaram a atuar antes de instalada a ditadura. A vida na clandestinidade impedia que houvesse relações fora da organização e saber o verdadeiro nome da pessoa amada. O amor deles nasceu quando ela se chamava Ana e ele Ulpiano, e não importava a verdade.

Amor que nasceu com um passo para fora da prisão. Ela, uma estudante de arquitetura com talento para a falsificação de documentos, lhe fazia uma identidade falsa, e assim se conheceram. Ana tinha um namorado que também era do MLN, se chamava Blanco Katrás, que meses depois seria capturado junto com ela. Ana só passou alguns meses na cadeia, mas Blanco seria executado pela polícia uruguaia. 

“Não era o primeiro namorado que eu perdia naquelas condições, e naquela altura, já tinha visto muitos outros companheiros morrerem. Não há tempo pra sentir pena quando você precisa salvar a própria pele”, pensava Ana, libertada em 1972, antes de encontrar refúgio no mesmo porão em que estava escondido Ulpiano – na época, um dos homens mais procurados do país.
Ulpiano, o mais procurado

A caça aos tupamaros no Uruguai passou a ser mais intensa nos anos 70, com a ajuda dos Estados Unidos. Os tupamaros sequestraram e assassinaram um agente do FBI, em agosto de 1970 (Dan Mitrione, que anos antes esteve no Brasil, ensinando técnicas de tortura aos militares). Ulpiano era acusado de fazer parte dessa operação – que é narrada pelo filme Estado de Sítio, de Costa Gravas.

Ninguém sabe se foi aí, no ocaso do movimento tupamaro, quando viviam de porão em porão pelos bairros do centro velho de Montevidéu, que começou a história de amor de Ana e Ulpiano. “Eles passaram a andar juntos na época mais dura, quando nem sempre havia um teto. Às vezes, era preciso dormir em pântanos fora do perímetro urbano da cidade. Talvez a relação, digamos, física, não começou nessa época, mas com certeza o carinho mútuo sim”, relata Henry Engler, um ex-tupamaro, amigo pessoal de Ulpiano.

O pouco que se sabe sobre o começo da relação é que eles se tornaram imprescindíveis um para o outro nesses últimos meses do MLN, antes do fim definitivo da organização, em junho de 1973. Ambos foram presos. Ana foi levada a uma prisão de mulheres. Ulpiano virou refém, ficava numa solitária, sob ameaça de morte se algum ex-companheiro voltasse a atuar.

Tentaram trocar correspondências entre si para sobreviver, com a ajuda dos advogados-carteiros. Ela se confessou, disse que se chamava Lucía, Lucía Topolansky, e que sonhava em sair dali e encontrá-lo. Ele respondeu com sua própria revelação: “Meu nome é José Alberto Mujica”.

A carta-desabafo de Pepe Mujica, ex-Ulpiano, era a mais bela carta de amor de todos os tempos, segundo as companheiras de presídio de Lucía – “era toda sentimentalona, como todas as coisas do Pepe”, segundo María Elia Topolansky, irmã gêmea de Lucía, também ex-tupamara. Passou por todas as mãos e fez sucesso até entre os carcereiros – “naqueles anos, cada carta que chegava era para todas”, conta Lucía, sobre a falta de ciúmes com o bilhete.

Diz a lenda que a ternura das palavras de Mujica amoleceu as restrições que havia para correspondência entre presos, e assim eles puderam trocar mais cartas que os demais casais tupamaros separados entre prisões.

Essa situação durou exatamente os 12 anos que Lucía deu de prazo ao seu torturador, até que seu amor renasceu como na primeira vez, com um passo para fora da prisão. No dia 14 de março de 1985, ela e a irmã gêmea saíram da cadeia e foram para a enorme casa da família – no mesmo dia em que Pepe foi libertado, depois de 11 anos na solitária, “conversando com os ratos e agarrado na esperança”, segundo ele mesmo. “No dia seguinte, Lucía foi embora, foi morar com o Pepe, e nunca mais voltou”, conta María Elia Topolansky.

Desde então, vivem juntos em uma chácara de um bairro de classe baixa, na periferia de Montevidéu. Começaram criando flores e vendendo no mercado municipal, mas sem esquecer os ideais políticos. Pepe se candidatou e se elegeu deputado em 1995. Em 2000, ele passou a ser senador, e Lucía deputada. Em 2005, ela se elegeu senadora, e nesse mesmo momento, 30 anos depois do começo da relação, 20 anos depois de começarem a viver juntos, decidiram formalizar o matrimônio. Cinco anos antes de Pepe assumir como presidente do Uruguai.
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A melhor forma de mergulhar na história de amor de Pepe Mujica e Lucía Topolansky, e também na história dos Tupamaros, é mergulhar na história dela. Por isso os jornalistas e historiadores uruguaios Nelson Caula e Alberto Silva escreveram o livro Ana, La Guerrillera, que traz detalhes de tudo o que se contou neste tópico e muito mais episódios sobre a criação do MLN, a vida na clandestinidade e a disputa política que levou o Uruguai à sua mais recente ditadura.

domingo, 13 de julho de 2014

Presos políticos brasileiros: Libertem "Sininho" e os outros

"Sininho"

Na véspera da final da Copa do Mundo, 19 ativistas são presos 

Prisões são políticas e arbitrárias, classificou presidente de comissão da OAB


Jornal do Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu 19 ativistas, entre eles dois menores, na manhã deste sábado (12), por suspeita de envolvimento em atos violentos durante protestos na capital fluminense. Outros nove ativistas são considerados foragidos. Eles foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, subúrbio do Rio, e respondem pelo crime de formação de quadrilha armada, com pena prevista de até três anos de reclusão. Entre os detidos está Elisa Quadros, conhecida como “Sininho”, que ganhou destaque na imprensa pela militância nos protestos do ano passado. 
O presidente da comissão de direitos humanos da OAB, Marcelo Chalreo, classificou as prisões como políticas e arbitrárias, em entrevista ao Portal Terra. A comissão deve entrar ainda hoje com um pedido de habeas corpus para liberar os detidos. "É absurdo. Essas prisões têm caráter político e intimidatório com o claro intuito de tolir o direito à manifestação."
O deputado federal Jean Wyllys também se pronunciou sobre as prisões dos ativistas, por meio de sua página no Facebook: "Estou recebendo, desde cedo, denúncias e informações sobre gravíssimas violações aos direitos humanos por parte do governo do Estado do Rio de Janeiro. Militantes, ativistas sociais e cidadãos e cidadãs que participaram de protestos no último ano estão sendo presos sem qualquer motivo, tendo suas casas invadidas pela Polícia Civil e levados sob a mira de fuzis, como consequência de 60 mandados de prisão temporária que impõem cinco dias de detenção 'preventiva' por supostos crimes que, supostamente, poderiam, talvez, vir a cometer no futuro! É surreal!."

Geração Hulk: Muito músculo, muita bunda e pouca perna


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Eleição 2014:Veja quem são os candidatos no Pará


Via Blog da Franssinete Florenzano a Imperatriz da blogosfera paraense

O desenho das candidaturas
No Pará, pediram registro ontem junto ao TRE-PA cinco candidatos ao governo do Estado: Marco Antônio Carrera(PSOL), que tem na vice Benedita Duarte do Amaral, da Frente de Esquerda Mudança Pra Valer(PSOL/PSTU); José Carlos Lima(PV), vice Raimundo Salame; Helder Barbalho, vice Joaquim Lira Maia, da coligação Todos Pelo Pará (PMDB/PT /DEM/PR/PDT/PROS/PHS/PCdoB/PSL/PPL/PTN; Simão Jatene, vice Zequinha Marinho, da coligação Juntos Com o Povo (PSDB/PSD/PSB/PP/SDD/PRB/PSC/PTB/PPS/PEN/ PMN/PTC/PSDC/PTdoB/PRP); e Elton de Barros Braga(PRTB), vice Jorge Carlos Gonçalves Vasconcelos. 

Dez candidatos vão se engalfinhar em torno da única vaga no Senado: Simão Bendayan(PV), suplente Rodrigo Viana; Pedro Holanda Maia(PSOL), suplente Charles Aviz; Ângela Soares de Azevedo(PSTU), suplente Roberto Santos; Marcela Tolentino de Matos(SDD), suplente Conceição Araújo; Helenilson Pontes (PSD), suplente Fernando Yamada; Duciomar Costa (PTB), suplente Raimundo Quaresma; Jefferson Lima(PP), suplente Ivanildo Pontes; Mário Couto (PSDB), suplente Ronilson Sena; Paulo Rocha(PT), suplente Valdir Ganzer, da coligação Todos Pelo Pará; e Eliezer Barros dos Reis (PRTB), suplente Alexandre Maués de Faria.

Como se observa, Duciomar Costa tentou se viabilizar candidato  a governador até a undécima hora, forçando todas as barras, inclusive a legislação eleitoral, cujo prazo para definição de candidaturas esgotou no dia 30 de junho e não ontem, quando se tratava apenas do registro. Espera-se que esperteza não tenha passado desapercebida pelos fiscais da lei. 

Há 196 candidatos a deputados federais do Pará. Velhos nomes estão de volta, vejam aqui

São 691 candidatos para as 41 vagas na Alepa. Cliquem aqui para ver quem são.

E 11 candidatos a Presidente da República. Confiram aqui.

O MAIOR GOL DE PLACA DA HISTÓRIA: CRAQUE CHILENO ENFRENTA O DITADOR

Via Blog Evidentemente de Jadson Oliveira


Astro da seleção de futebol do Chile, Carlos Caszely, o popular El Chino, se negou a apertar a mão do ditador Augusto Pinochet, numa cerimônia oficial (Foto: www.futrio.net)
E pouco depois o jogador se encontra cara a cara com o ditador, na despedida para a Copa de 1974 na Alemanha. Então ele põe as mãos para as costas, enquanto Pinochet se aproximava a cumprimentar um a um. Ele foi o único a rejeitar o ditador.

Por Urariano Mota – de Recife, do site Direto da Redação – reproduzido do jornal digital Correio do Brasil, de 06/07/2014


Entre as imagens que nos vêm a partir do 11 de setembro de 1973, do dia em que houve o golpe militar contra Salvador Allende, entre tantas imagens vivas, uma poderia ser, com razão, do presidente Allende resistindo de capacete em ultimo recurso, com alguns fiéis militantes às portas do palácio La Moneda. Essa imagem fala de um socialista democrata, que pela força das urnas julgava ter o poder, que é destruído ao fim, derrotado com a eloquência maior de bombas e crimes.

Outra imagem poderia ser também a que correu mundo, dos livros sendo queimados por soldados do exército nas ruas do Chile. Em um país de grandes poetas e tradição humanista, essa foto escapou do paradoxo, porque ela se fez coerente com o assassinato do poeta Pablo Neruda pela ditadura. E depois, essa imagem dos livros no fogo é tão simples e pornográfica, ao mesmo tempo de tamanho didatismo sobre a ideologia fascista no seu carbono Pinochet, que um comentário passaria pelo já visto, ao lembrar e repetir ações de Hitler a Franco, todos ótimos queimadores de escritores, livros e inteligência.

Então falo rápido sobre uma imagem e personagem que marcam também. Não são muito divulgados no Brasil um gesto, a pessoa e o valor de Carlos Caszely. Ele foi um craque do futebol chileno. A wikipédia informa que Carlos Caszely é o jogador mais popular e querido da história do Colo-Colo e do Chile. Até hoje é chamado de El Chino, El Rey del Metro Cuadrado, ou de El Gerente. Mas o seu maior feito é este: astro da seleção de futebol do Chile, em cerimônia oficial dentro do palácio, no vigor de mortes e fuzilamentos de opositores, Carlos Caszely se negou a apertar a mão do ditador Augusto Pinochet.

Ou como ele próprio fala desse momento raro e belo, anos depois: “Eu ouvi passos. Foi pavoroso. De repente as portas se abriram. Apareceu uma figura vestindo uma capa, de óculos escuros e quepe. Tinha uma cara amarga, suja, dura. Ele foi cumprimentar cada um dos jogadores qualificados para a Copa. Quando ele se aproximou, eu botei minhas mãos atrás das costas. Ele estendeu sua mão, mas recusei a apertar. Como ser humano aquela era minha obrigação. Tinha todo um povo sofrendo nas minhas costas”. Mas que coisa.

As razões do gesto, desse heroísmo, são anteriores. Não foi um impulso louco. Antes, o jogador havia sido ligado ao ex-presidente Salvador Allende, socialista como o presidente morto. Depois do golpe, Caszely se transferiu para o futebol espanhol. E o que faz a canalha do regime no Chile? Perto da Copa de 1974, os militares sequestram, prendem e torturam a mãe do jogador. Supõe-se que isso era uma tentativa de calar Caszely e obrigá-lo a jogar pela seleção chilena. Entre os perseguidos da ditadura, ele era o principal jogador do futebol chileno, estrela do Colo-Colo e da seleção. Ele achou o ato de tortura na mãe tão estúpido, que declarou recentemente:

“Ainda hoje não está claro por que fizeram aquilo. Eles a prenderam e torturaram selvagemente, e até hoje não sabemos de que ela era acusada. Recordo um país triste, calado, silencioso, sem risos. Uma nação que entrava nas trevas. Eu sabia o que viria de cima. Eu tinha medo. Não por mim, mas por meus amigos e por minha família. Eu sabia que estavam em perigo por minhas ideias”. Então sua mãe é presa, torturada e solta, sem qualquer acusação. E pouco depois o jogador se encontra cara a cara com o ditador, na despedida para a Copa de 1974 na Alemanha. Então ele põe as mãos para as costas, enquanto Pinochet se aproximava a cumprimentar um a um. Ele foi o único a rejeitar o ditador.

Enquanto escrevo, ao lembrar esse ato, sinto um cheiro de perfume, daqueles inesquecíveis, cujo cheiro e composição química vêm apenas da lembrança que cerca um gesto. Naquele maldito e mágico ano de 1973, quando o mundo conhecido vinha abaixo, no momento exato em que grandes eram as esperanças, houve esse gesto de Caszely tão pouco ou nada divulgado. Soube faz pouco tempo. Mas que coragem, podíamos dizer. E aqui, se espaço houvesse, deveríamos discutir o quanto estão errados os que julgam ser a coragem um atributo de valentões, de homens que zombam do perigo. Não é. A coragem é a fidelidade ao sentimento de honra, dever ou amor. Por isso dizemos: que afeto e grandeza em ser fiel ao mais íntimo sentimos naqueles braços para trás de Caszely, enquanto avançava contra ele o ditador. Com certeza, o jogador tremia, mas não podia ainda assim ceder à mão de Pinochet no cumprimento.

Não sei, mas esse me parece o maior gol de placa da história.

Urariano Mota, escritor e jornalista. Autor do romance Soledad no Recife, sobre o assassinato pela ditadura brasileira da militante paraguaia Soledad Barret, grávida, depois de traída e denunciada por seu próprio amante o Cabo Anselmo. Escreveu também O filho renegado de Deus e seu livro mais recente é o Dicionário Amoroso do Recife. Seu primeiro livro foi Os Corações Futuristas, um romance na época do ditador Garrastazu Médici. Na juventude publicou artigos, contos e crônicas nos jornais Movimento e Opinião.

Direto da Redação é editado pelo jornalista Rui Martins.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Governo recua e apresenta nova proposta aos trabalhadores da Ceasa

                                                                                    Foto Rui Baiano Santana

Via Ascom do Stafpa

Ontem (30/06) o Governo do estado solicitou uma reunião, com a direção do Stafpa e comissão dos trabalhadores da CEASA, a reunião aconteceu na sede da Secretaria de Estado de Administração com a presença da secretária Alice Viana. O governo recuou e manteve as quatro cestas básicas e o auxílio-lanche em R$ 10,00 para os trabalhadores que ficam em plantão . Além disso, o vale refeição passará a ser de R$ 317,64, sendo pago retroativo ao mês de maio. A Direção do Stafpa e a comissão de trabalhadores avaliaram que houve uma vitória, e informou ao governo que a Greve convocada para as 00h00minh de segunda-feira foi suspensa temporariamente, e que as propostas apresentada pelo governo vão ser avaliada pelos trabalhadores em uma Assembleia que acontecerá na quarta-feira. (02/07)