segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Dilma ganhou pela esquerda e vai governar com a direita

Outro dia no Facebook   Victor Javier Ventura  militante da juventude e um dos maiores ativista da campanha de Dilma contra a direita, postou: Quem lutou e ganhou a eleição, foi a esquerda e não a direita. Foi um protesto contra Levy e Katia Abreu a musa do agronegócio no Brasil. 

 

PAULO NOGUEIRA: O 'SACO DE GATOS' DO MINISTÉRIO DE DILMA

Kátia Abreu, o agronegócio e a presidenta Dilma, uma parceria que começou faz tempo
Kátia Abreu, o agronegócio e a presidenta Dilma, uma parceria que começou faz tempo (Foto: Correio do Brasil)
“Em nome da coesão nacional”, escreveu Gilberto Maringoni no Facebook, “Dilma monta o ministério de Aécio”.

Por Paulo Nogueira, de Londres - reproduzido do jornal digital Correio do Brasil, de 22/11/2014

Numa de suas melhores intervenções na campanha presidencial, Lula disse que os tucanos só se lembram dos pobres em época de eleição.

Visto o ministério que vai sendo montado por Dilma, talvez só possa dizer que hoje o PT só se lembra da militância em época de eleição.

Causou um estridente desagrado à maioria dos petistas a notícia – ainda por confirmar – de que o Ministério da Agricultura será entregue à senadora Kátia Abreu, uma das lideranças mais conspícuas entre os ruralistas.

Montar um gabinete com o quadro político atual, em que se governa com coalizão, é realmente complicado. Você acaba fazendo um “saco de gatos”, como o velho Frias se referia às diferentes ideologias dos colunistas do jornal no passado.

Mas Kátia Abreu?

Viralizou nas redes sociais, ressuscitado pelo DCM, um artigo que ela publicou na Folha em agosto passado.

Nele, Kátia acusava o governo de atrelar o Brasil ao “abismo bolivariano”.

Quando alguém usa a palavra “bolivarianismo” é porque enxerga o espectro de Simon Bolivar debaixo da cama.

“Bolivarianismo” é a versão moderna de “comunismo” na ditadura militar.

É uma expressão que você encontra frequentemente em Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Jabor, Gilmar Mendes – a essência, em suma, da direita radical brasileira.

Você pode, com boa vontade, alegar que o Ministério da Agricultura não vai ditar os rumos ideológicos do governo.

Mas há um alto custo simbólico em chamar para o ministério alguém tão claramente identificado como Kátia Abreu com tudo aquilo que, na reta final da campanha, Dilma disse ser contra.

No Ministério da Fazenda, as coisas não foram tão diferentes assim.

Com toda razão, Delfim Netto disse que algo está “muito errado” quando você “tem” que colocar na Fazenda alguém do mercado financeiro.

A notícia – também ainda não confirmada — de que o economista Alexandre Levy, do Bradesco, foi o escolhido foi comemorada pelo “mercado”. A Bolsa teve uma subida expressiva na sexta.

Levy, um economista ortodoxo, estudou em Chicago, berço do pensamento ultraconservador de Milton Friedman.

Para quem acha que o que é bom para o “mercado” é bom para a sociedade, Levy é o nome certo.

Mas quando a Bolsa subia a cada má notícia para Dilma na campanha não era este o entendimento do governo.

Era ingenuidade pensar que muita coisa mudaria com a permanência do mesmo sistema político, mas o choque de realidade foi demais para muitos petistas.

Está claro que uma reforma política genuína só será feita com movimentos sociais saindo às ruas, como em junho de 2013. A diferença é que não se lutará por vinte centavos. E é previsível que militantes petistas, ao contrário do que ocorreu em junho de 2013, adiram às manifestações.

A melhor tirada veio de Gilberto Maringoni, candidato do PSOL ao governo de São Paulo.

“Em nome da coesão nacional”, escreveu ele no Facebook, “Dilma monta o ministério de Aécio”.

Paulo Nogueira é jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

domingo, 23 de novembro de 2014

O governo não faz o povo faz

                                                          Foto Rui Baiano Santana


Placa na entrada da  Alça Viária em Ananindeua

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Helder Barbalho Ministro do Governo Dilma?



Uma fonte informou ao Blog que Helder Barbalho ex-prefeito de Ananindeua pode assumir um Ministério no governo Dilma. A pasta pode ser da pesca. Esse ministério tem muito recurso e tem um peso especial no Pará,  um estado que tem uma forte Indústria do pescado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MIGUEL DO ROSÁRIO: PROCURADORES DA LAVA JATO DIZEM QUE ESQUEMA COMEÇOU NO GOVERNO FHC

Via Blog Evidentemente de Jadson Oliveira

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(Foto: do Tijolaço)
Como o escândalo respinga em todos os principais partidos e teve início na gestão FHC, atravessando a era Lula, até explodir no governo Dilma, a imprensa de oposição terá dificuldade em aplicar seus critérios de indignação seletiva.

Por Miguel do Rosário, no blog Tijolaço, de 16/11/2014 às 11:48

A mídia vai tentar esconder isso, mas não será possível.

Os procuradores que respondem pela Operação Lava Jato afirmaram ontem, em coletivas de imprensa, que o esquema de cartel das empreiteiras em obras da Petrobrás teve início antes da chegada dos diretores Paulo Roberto Costa e Renato de Souza Duque.

Aliás, sempre é bom lembrar que Costa e Duque estavam na Petrobrás desde os anos 70, e que assumiram cargos de responsabilidade bem antes da eleição de Lula.



Voltando aos procuradores, eles afirmaram que o esquema dura há, no mínimo, 15 anos, ou seja, desde 1999, bem antes de Lula.

Sem esquecer que as mesmas empreiteiras envolvidas no esquema junto a Petrobrás, desbaratado pela Polícia Federal, também estão envolvidas com escândalos relacionados à oposição, como o Rodoanel de São Paulo.

Essas informações são importantes para que o escândalo seja despolitizado e tratado como ele é: um esquema de corrupção que precisa ser investigado com objetividade.

Corruptos e corruptores acusados no escândalo da Petrobrás não queriam implantar nenhum “bolivarianismo” no país.

Não estão interessados em “revolução comunista”.

Não participam do “Fóro de São Paulo”.

Muito provavelmente não são nenhum entusiastas da reforma agrária ou da necessidade de ampliação de programas sociais.

Ao contrário, são empresários politicamente conservadores, que corromperam servidores que pensam da mesma forma.

Os marchadores golpistas, portanto, devem baixar a bola, porque a informação do Ministério Público confirma um fato insofismável: as investigações de hoje apenas são possíveis em virtude da autonomia e liberdade proporcionadas por Dilma Rousseff à Polícia Federal e ao próprio MP.

Não se trata apenas de autonomia funcional, mas de um posicionamento político republicano, e que inclusive às vezes criticamos como republicano demais, ao permitir um proselitismo político e partidário de oposição dentro das próprias instituições do Estado.

Entretanto, desta vez, o republicanismo radical de Dilma deu certo.

Se os delegados federais responsáveis pelo Lava Jato, ao invés de flagrados fazendo festinha para Aécio Neves e xingando o governo, no Facebook, tivessem sido apanhados na situação contrária, fazendo festinha para Dilma e xingando o PSDB, Dilma estaria sendo chamada de “bolivariana”.

E “bolivariano”, no vocabulário especial da mídia brasileira, que é uma espécie de universo paralelo do ultraconservadorismo, mas com grande influência nos estamentos superiores da sociedade, significa autoritarismo.

Se houve a intenção de transformar a Lava Jato num ensaio de golpe político contra a presidenta, não está dando certo.

A presidenta prometeu que as investigações seriam levadas às últimas consequências e que não sobraria pedra sobre pedra.

Está cumprindo o que prometeu, e da maneira mais democrática e republicana: sem interferir nas investigações.

Como o escândalo respinga em todos os principais partidos e teve início na gestão FHC, atravessando a era Lula, até explodir no governo Dilma, a imprensa de oposição terá dificuldade em aplicar seus critérios de indignação seletiva.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Descoberta identidade secreta de torturador da 'Casa da Morte

Antonio Lima era o Camarão, homem de confiança do coronel Paulo Malhães

Jornal o Dia 
por JULIANA DAL PIVA
Rio - Das tristes lembranças que Inês Etienne Romeu carrega sobre os 96 dias de tortura a que foi submetida, uma imagem é mais presente que as outras. Ela jamais conseguiu esquecer o rosto redondo e a pele avermelhada do soldado cearense de codinome Camarão. Sentinela em uma casa no alto do morro Caxambu, em Petrópolis, na Região Serrana, o militar trabalhou em 1971 — auge da ditadura militar—naquela que ficou conhecida como a “Casa da Morte”, uma das principais estruturas do Centro de Informações do Exército (CIE) para assassinar opositores do regime.

Carlos Alberto Soares de Freitas, o comandante Breno da VAR-Palmares, desapareceu na Zona Sul do Rio em fevereiro de 1971
Foto:  Acervo de Élvio Moreira

Inês só não conseguiu gravar com exatidão o nome do militar. “Wantuil ou Wantuir”, diz ela, desde que foi libertada da prisão em 1979. E durante mais de quatro décadas, por trás de “Camarão” estava o soldado paraquedista Antonio Waneir Pinheiro Lima, descoberto pelo DIA há três meses. “Eu reconheço”, afirmou Inês, ao verificar duas imagens do militar.
Poucas horas antes do dia em que a reportagem chegou a sua casa, Lima viajou e nunca mais retornou. Foi localizado na semana passada pelo Ministério Público Federal do Rio no Ceará. Amigos próximos confessaram que ele temia ser convocado pela Comissão Nacional da Verdade para prestar esclarecimentos sobre sua atuação na repressão. Por isso, se abrigou na casa de familiares no Nordeste. 
Inês foi a única que conseguiu sobreviver à Casa da Morte. No depoimento que prestou à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ela denunciou que foi estuprada por Lima duas vezes no período em que esteve na casa. A um mês da divulgação do relatório final da CNV, a identificação do agente pode ajudar a elucidar o destino de cerca de 20 desaparecidos políticos que passaram pelo cárcere clandestino no Rio.
Entre eles, há expectativa de informações sobre um dos líderes da VAR-Palmares: Carlos Alberto Soares de Freitas, amigo de Inês e da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com a sobrevivente, Lima confessou que Beto ou o comandante Breno, como era chamado pelos amigos e pelos colegas de militância, respectivamente, foi o primeiro prisioneiro da Casa da Morte. “Disse-me que Breno foi o primeiro terrorista que esteve preso naquela casa”, descreveu ela. 
Aos 71 anos, Lima vivia até agosto deste ano uma vida modesta em Araruama, na região dos Lagos. Dividia os dias entre caminhadas à beira da lagoa e a leitura de jornais. O tênis de corrida ficava postado na garagem aberta, perto da porta de entrada. Ele é um homem que posa carrancudo. Não sorri nem nas imagens feitas por amigos em datas festivas. Na parede da sala de casa está o que restou da passagem pela tropa: o certificado de integrante da Brigada Paraquedista do Exército. Aos amigos mais próximos, Camarão dividiu o mesmo orgulho que exibiu a Inês sobre seu trabalho como segurança do presidente João Goulart antes do golpe militar. E também a cobiça que sentia ao observar a beleza da ex­primeira-dama Maria Thereza Goulart em trajes de banho na piscina. 
Camarão foi recrutado para a Casa da Morte pelo coronel reformado Paulo Malhães, falecido em abril. O oficial demonstrava intimidade com o antigo subordinado e se negou diversas vezes a fornecer a identificação do soldado. Homem de confiança de Malhães, Camarão esteve com o coronel em diversas missões importantes do Exército. Entre elas, aquela que ficou conhecida como a ‘Operação Juriti ou Medianeira’ e que teve como objetivo a captura e morte de Onofre Pinto, líder da VPR, e de outros cinco militantes em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Antonio Waneir Pinheiro Lima

Antonio Waneir Pinheiro Lima
Foto:  Reprodução

O soldado reformado do Exército integrou a Brigada Paraquedista e trabalhou como caseiro da Casa da Morte de Petrópolis no ano de 1971. Inês Etienne Romeu o reconheceu por meio destas imagens acima e o acusou de estupro durante o tempo em que ficou presa.

Camarão baleou pagodeiro  do Grupo Molejo em 2004 
A longa trajetória policialesca do soldado Antonio Wenair Pinheiro Lima não terminou quando os militares deixaram o poder. Camarão sempre foi conhecido na tropa por seus excessos com bebida, mulheres e festas — costume que impediu a ascensão de sua carreira militar. 
Em 2004, Lima estava em um quarto da Pousada Veleta Flat, na Praia Seca, em Araruama, Região dos Lagos quando baleou o pagodeiro do Grupo Molejo Lúcio Francisco do Nascimento, 52 anos. Os dois que eram amigos, segundo testemunhas, acabaram discutindo e Camarão disparou quatro tiros em Nascimento: dois no tórax, um no punho e outro na coxa. O pagodeiro foi operado e sobreviveu aos ferimentos. Ele acabou acusado por tentativa de homicídio e ficou preso por 30 dias, mas depois foi absolvido.

Coronel Paulo Malhães recrutou Camarão para a repressão
Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

Pouco antes de morrer, Malhães falava de Camarão com decepção ao citar as confusões envolvendo bebida. Ele contou que após as primeiras entrevistas nas quais admitiu seu trabalho na Casa da Morte em 2012, o ex-subordinado foi o único que o procurou, mas ele estava a caminho do médico. “Vem outro dia porque hoje eu estou indo ao médico e tal”, afirmou Malhães. Camarão nunca mais retornou.
Parentes querem que agente seja chamado pela Comissão da Verdade 
A identificação de mais um agente desconhecido da Casa da Morte de Petrópolis reacendeu as esperanças de familiares de desaparecidos políticos. Sérgio Ferreira, primo de Carlos Alberto Soares de Freitas, considerou a descoberta “importantíssima”. 
“É obrigação da Comissão Nacional da Verdade procurar essa pessoa reservadamente ou publicamente. Essa é uma novidade importante que não podemos deixar escapar. É fundamental que a CNV convoque ele ”, afirmou Ferreira. 
Desaparecido na Zona Sul do Rio em fevereiro de 1971, o comandante Breno teve sua trajetória recontada no livro “Seu amigo esteve aqui”, de Cristina Chacel, em 2012.
Inês Etienne Romeu foi a única sobrevivente do centro de torturas. Ela contou que, quando esteve presa no local, foi informada por seus torturadores que Beto havia sido executado naquela casa. A dirigente da VPR também viu e conversou com Mariano Joaquim da Silva, ouviu as torturas a que foram submetidos Aluísio Palhano, Heleny Telles Guariba e Paulo de Tarso Celestino. Além disso, conforme depoimentos de militares, ao menos outros 15 desaparecidos podem ter morrido no local.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Políticas para Juventude do Pará

Hoje em Brasília aconteceu uma reunião entre o senador eleito Paulo Rocha e o militante da juventude  e ativista das redes socias Fernando Assunção. A reunião foi para debater as demandas da juventude do Pará, e ações para reforçar as redes socias na democratização da comunicação no estado.