segunda-feira, 30 de março de 2026

Câmara de Ananindeua: projeto de lei quer proibir o uso de calçamento ou cimento no entorno das raízes de árvores nas vias públicas do município


O projeto é de autoria da vereadora Francy Pará e deve entrar em discussão nesta terça (31), na sessão ordinária da Câmara de Ananindeua - O  PL quer proibir cimento ao redor de árvores em vias públicas

Uma proposta que começa a ganhar força no debate urbano pretende mudar a forma como as cidades tratam sua arborização. Um projeto de lei em discussão prevê a proibição do uso de cimento, concreto ou qualquer material impermeável no entorno das raízes de árvores em vias públicas.

A medida busca enfrentar um problema comum nas cidades brasileiras: o sufocamento das árvores causado pela impermeabilização do solo. Ao serem cercadas por calçadas totalmente cimentadas, as raízes perdem a capacidade de absorver água e nutrientes, além de terem prejudicada a troca de oxigênio — fatores essenciais para sua sobrevivência.

Especialistas em meio ambiente alertam que essa prática não só compromete a saúde das árvores, como também aumenta o risco de quedas, especialmente em períodos de chuva e vento forte. “Uma árvore com raízes comprometidas se torna instável e pode causar acidentes”, destacam técnicos da área.

O projeto estabelece que deve ser mantido um espaço mínimo de solo permeável ao redor do tronco, permitindo a infiltração da água e o desenvolvimento adequado da planta. Em locais já pavimentados, a proposta prevê a adaptação das calçadas, com a criação de aberturas adequadas — conhecidas como “golas” — ao redor das árvores.

Além da preservação ambiental, a medida também tem impacto direto na drenagem urbana. Solos permeáveis ajudam a reduzir alagamentos, um problema recorrente em diversas cidades, especialmente na Região Norte.

Uso inadequado de carrinhos de supermercado irá render multa alta, após nova lei geral

 


Via site THN1  por Julia da Silva  

Uso inadequado de carrinhos de supermercado irá render multa alta, após nova lei geral

Uma prática comum no dia a dia pode estar com os dias contados — e o motivo envolve bolso. O uso inadequado de carrinhos de supermercado, algo frequente em diversas cidades brasileiras, pode passar a gerar multa após uma nova proposta de lei que vem ganhando força e já acende alerta entre consumidores. A chamada “lei do carrinho de compra” começou a ser discutida em Santos e prevê restringir o uso desses equipamentos fora dos limites dos supermercados. Se aprovada, a regra pode transformar um hábito aparentemente inofensivo em infração passível de penalidade.

O que muda com a nova lei do carrinho de compra?

Pelo texto em análise, os carrinhos continuarão sendo permitidos apenas para uso temporário — como no trajeto entre o mercado e o carro ou residência próxima. O problema começa quando o equipamento é levado por longas distâncias, abandonado em vias públicas ou utilizado para outras finalidades. Nesses casos, o cidadão poderá ser multado. Embora o valor da penalidade ainda não tenha sido definido, a proposta prevê punições para quem descumprir as regras, especialmente em situações que prejudiquem a mobilidade urbana.

A medida surgiu após uma série de reclamações de moradores, que relatam carrinhos largados em calçadas, ruas e até usados para descarte irregular de lixo. Além de atrapalhar a circulação de pedestres, o problema também levanta questões de segurança e organização urbana.

O autor do projeto, vereador Sérgio Santana, defende que a proposta tem caráter preventivo. Segundo ele, o objetivo é garantir limpeza, segurança e melhor uso dos espaços públicos.

Se avançar, a lei pode impactar diretamente a rotina de muitos consumidores, que utilizam carrinhos para transportar compras por distâncias maiores. Também deve exigir adaptação dos supermercados, que poderão reforçar orientações e controle sobre o uso dos equipamentos.

domingo, 29 de março de 2026

Colégio do Estado Luiz Nunes faz 46 anos e comunidade escolar expõe mazelas: alunos varrem salas e merendeiras estão sobrecarregadas


Carta de um anônimo da comunidade escolar- A Escola Estadual Luiz Nunes Direito acaba de completar 46 anos de existência em Ananindeua, mas sem muito o que comemorar.

O Luiz Nunes Direito é uma das escolas mais tradicionais do município. Já formou milhares de estudantes ao longo de sua história, mas vem enfrentando problemas como a falta de professores, coordenador pedagógico, servidores de limpeza e manipuladores de merenda.


A escola possui quase 1.500 alunos, distribuídos em três turnos: manhã, tarde e noite. Pela manhã, são 23 turmas de ensino fundamental maior e ensino médio. À tarde, são 13 turmas, sendo uma de 9º ano e 12 de ensino médio regular e integral, com carga de sete horas diárias. À noite, há quatro turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ao todo, são 40 turmas. Para atender essa demanda, a escola conta com apenas cinco profissionais de limpeza, de uma empresa terceirizada, que se dividem entre os três turnos. Há também apenas três manipuladoras de merenda: duas no turno da manhã, que atende mais de 800 alunos, e uma para os turnos da tarde e noite, que somam quase 600 alunos.

As “tias merendeiras”, como são carinhosamente chamadas pelos alunos, estão sobrecarregadas. Elas preparam o lanche da manhã, limpam o ambiente para iniciar o preparo do almoço do tempo integral e, após o almoço, fazem nova limpeza para preparar o lanche da tarde. Em seguida, limpam novamente para preparar o jantar do ensino integral e o lanche do turno da noite.

“O trabalho das tias merendeiras é muito pesado para apenas três pessoas. Da tarde para a noite, piora, porque fica apenas uma profissional para preparar nosso lanche, nosso jantar e ainda deixar tudo limpo para o dia seguinte. A gente adora a comida delas e tem medo de que peçam transferência por causa da sobrecarga”, relata uma aluna de 16 anos do ensino integral.

Em relação à limpeza, os alunos afirmam que, devido à grande estrutura da escola — composta por sete blocos de salas de aula, além de banheiros e outros espaços —, nem sempre os funcionários conseguem dar conta de tudo.

“Às vezes, a gente chega e precisa varrer a própria sala, porque o funcionário da limpeza não consegue atender tudo entre o turno da manhã e da tarde. Eles têm apenas uma hora para limpar várias salas e os banheiros. Muitas vezes priorizam os banheiros mais críticos e não conseguem chegar às salas. Aí, a gente mesmo varre”, conta um aluno do ensino médio.

Além disso, há falta de professores de Física para o 3º ano do turno da tarde e de Língua Portuguesa para turmas da manhã.

“Tem dia em que minha filha chega à escola às 7h15 e sai às 9h30, porque não há professor de Português. A Seduc não permite que um professor de uma determinada DRE lecione em outra, mesmo havendo disponibilidade. Como mãe, considero isso um absurdo, porque a burocracia deixa nossos filhos sem aula. E isso é ainda mais grave no ano do Enem”, afirma uma mãe.

Diante desse cenário, alunos já consideram a possibilidade de realizar um protesto para cobrar providências da Secretaria de Educação.

“Gostamos da escola, dos funcionários, dos professores e das amizades que construímos aqui. Queremos continuar, mas alguns pais já falam em transferir seus filhos caso o problema persista. As provas já vão começar e ainda faltam professores, o que prejudica nossos estudos”, relata uma estudante.

Ela também destaca outros problemas: “A coordenadora do turno da manhã saiu da escola porque trabalhava sozinha e não deu conta da demanda. Ficamos no prejuízo. Também saiu a psicóloga, e muitos alunos precisam desse acompanhamento. Parece que a Seduc acha que não precisamos desses profissionais, mas precisamos, sim.”

A fonte pediu anonimato.

sábado, 28 de março de 2026

Vacina contra a gripe já está disponível para toda a população em Ananindeua

Foto  Ricardo Amanajás

Via Ananews - Prefeitura reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves de influenza

Campanha visa reforçar a proteção durante o Inverno Amazônico, período de maior circulação de vírus respiratórios.

A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), informa que iniciou nesta quinta-feira, 27 de março, a campanha de vacinação contra a influenza (gripe), agora liberada para todos os públicos a partir dos seis meses de idade.

A ampliação da campanha ocorre com a chegada do chamado "Inverno Amazônico", período em que há aumento na circulação de vírus respiratórios, reforçando a importância da imunização como principal forma de prevenção contra a gripe e suas complicações.

A vacina está disponível gratuitamente em diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clínicas Saúde da Família (CSF) com sala de vacinação e também no Posto Avançado de Vacinação, localizado no 2º piso do Shopping Metrópole.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, conforme o horário de funcionamento de cada unidade. A campanha segue enquanto durarem os estoques de vacina disponíveis no município.

Pontos de vacinação, divididos em cinco (05) regiões:

Região I

Clínica Saúde da Família Adaelson Santos;

Clínica Saúde da Família Bem Viver;

Clínica Saúde da Família Guanabara 24 Horas;

Clínica Saúde da Família Marighella;

UBS Águas Brancas;

UBS Águas Lindas;

UBS Ananindeua;

UBS Aurá;

UBS Jardim Amazônia;

UBS Julia Seffer;

UBS Nova Águas Lindas

UBS Pedreirinha I.

Região II

Clínica Saúde da Família Distrito Industrial;

UBS Elo I e Elo II;

UBS Guajará I;

UBS Jose Araújo;;

UBS Saré;

Clínica Saúde da Família Heliolândia Urbano;

UBS Heliolândia Rural;

Clínica Saude da Família Celso Leão.

Região III

UBS Ana Maria Moraes;

UBS Helena Barra;

UBS Lucilia Braulio Cardoso Nova Jerusalém;

UBS Paar;

UBS Roraima Amapá;

UBS Curuçambá Rural;

UBS Curuçambá Urbano.

Região IV

UBS Falcolândia;

UBS Icuí;

UBS Lago Azul;

UBS Carnaúba;

UBS Parque Laguna;

UBS Cristo Redentor;

UBS Enf. Patricia Sarmento;

UBS Warislândia;

UBS Dr Carlos Guimarães;

UBS Dra Vânia Monteiro;

UBS Paulo Frota;

UBS Cristo Rei;

UBS Novo Cristo;

Clínica Saúde da Família Samambaia;

Clínica Saúde da Família Uirapuru;

Posto Avançado de Vacinação (no Shopping Metrópole).

Região V

UBS Pérola II;

UBS Jardim Cristal;

UBS Atalaia;

UBS Ariri;

UBS Nova Esperanca I;

UBS Nova Esperança II e III;

UBS Nova União;

UBS Nova Zelândia;

Clinica Saude da Familia Coqueirinho;

UBS Jardim Nova Vida;

UBS Una;

Clínica Saúde da Família Maria Renaide Lima da Silva/Jaderlândia;

UBS Ivan Carlotino Alves.

Para se vacinar, é necessário apresentar documento oficial com foto, carteira de vacinação e CPF ou Cartão SUS.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça o chamado para que toda a população apta procure o ponto de vacinação mais próximo e se imunize o quanto antes, contribuindo para a proteção individual e coletiva durante o período de maior incidência da doença.

Sem água há 4 dias, Marabá aguarda transformador do Piauí


Via Correio de Carajás por por Luciana Araújo 

Sem previsão de normalização, abastecimento depende da chegada e instalação do equipamento na ETA Nova Marabá. Apesar das medidas em andamento, a normalização do abastecimento segue condicionada à chegada da carreta e à instalação do novo equipamento, sem um prazo definitivo para que o fornecimento seja completamente restabelecido em todas as torneiras.

AÇÃO PALIATIVA

Questionado pela reportagem sobre a existência de um grupo de WhatsApp em que moradores enviam seus endereços para receber caminhão-pipa, Felipe esclareceu que o serviço é disponibilizado mediante solicitação de lideranças comunitárias.

Segundo o gerente, a Águas do Pará reforçou sua frota com veículos deslocados de Parauapebas e Paragominas. No entanto, o foco prioritário desse abastecimento emergencial está restrito a serviços essenciais, como hospitais, postos de saúde e escolas.

Para os bairros, a empresa informa manter contato com as lideranças por meio do grupo “Afluentes”, utilizado para mapear e direcionar as rotas dos caminhões. A orientação é que a população que necessita de assistência emergencial insista nos canais oficiais da concessionária:

Telefone e WhatsApp: 0800 091 0091 (24 horas);

Aplicativo: Águas App (24 horas);

Atendimento presencial: Loja no Shopping Partage, durante o horário comercial.

Enquanto a água não retorna, a Águas do Pará realiza outras manutenções na subestação da Nova Marabá. “Estamos aproveitando a parada para fazer uma série de melhorias e substituições de equipamentos”, afirma Felipe.

PROMESSAS E COBRANÇAS POR MELHORIAS

Operando o sistema desde 8 de dezembro, a gestão atual justifica os problemas com a herança de uma estrutura “severamente deteriorada”, repassada pela Cosanpa.

Visando minimizar futuras crises de abastecimento, Felipe garantiu que a empresa fará o rebaixamento de tensão da ETA ainda este ano. A medida, segundo ele, permitirá que o sistema passe a usar transformadores de baixa tensão convencionais, equipamentos “de prateleira”, que são facilmente substituídos em caso de nova pane, inclusive com unidades de reserva disponíveis no local.

A concessionária listou outras intervenções estruturais, que agora ficam como compromisso firmado com a população marabaense: Fim das tubulações estouradas: Promessa de instalação de Inversores de Frequência (“Soft Start”). O equipamento faz com que as bombas liguem gradualmente, eliminando as pancadas de pressão que costumam romper a antiga rede de água nos bairros.

Captação de água reforçada: A empresa afirma que substituiu a única bomba antiga encontrada em dezembro por três bombas anfíbias modernas, e que uma quarta bomba de segurança está sendo instalada.

Aumento de volume: A gestão declarou ter elevado a distribuição de 1.800 m³/h para 2.300 m³/h, com a meta de atingir 2.800 m³/h após a reforma dos leitos filtrantes da estação. CRÍTICAS

O descontentamento popular com a Águas do Pará, no entanto, vai além do atual “apagão” de quatro dias. A reportagem do CORREIO observou que, nas redes sociais, a principal queixa dos marabaenses aponta para uma piora no serviço após a troca de gestão. Moradores cobram a empresa afirmando que, sob a administração da Cosanpa, as interrupções no fornecimento eram consideravelmente menores e menos frequentes do que as registradas nos últimos meses.

Questionado durante a entrevista sobre essa insatisfação e o aumento relatado nas falhas rotineiras, Felipe atribuiu a instabilidade à infraestrutura precária herdada e classificou as queixas como uma “sensação” que precisa ser revertida pela empresa.

“Desde que a gente chegou, a gente teve aí um problema na captação de água. Só havia uma bomba instalada, bastante antiga, sujeita a um esforço muito grande, que pode apresentar falhas. Então, a gente já vem fazendo uma série de melhorias no sistema para diminuir essa sensação de desabastecimento”, argumentou ele, defendendo o ritmo das ações da nova gestão.

A expectativa agora se concentra na chegada do equipamento ao longo do fim de semana e na efetiva retomada dos serviços pela concessionária. O CORREIO segue acompanhando a situação do desabastecimento em Marabá e atualizará as informações assim que a instalação na ETA Nova Marabá for concluída.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Eleição no Pará deve focar em novo modelo de desenvolvimento, não em disputa ideológica


 A disputa eleitoral para o governo do Estado agora em 2026 deve ser a mais rica no aspecto da democracia moderna. O eleitor e a população em geral podem ter um debate rico sobre um novo modelo de desenvolvimento para o estado.

Os candidatos terão que apresentar seus projetos. Hoje, o modelo político e de concepção do Pará não atende boa parte da população. Temos riquezas na área mineral e agropecuária, mas boa parte da população não tem acesso.

Um fato que chama atenção é o serviço de abastecimento doméstico de água. Hoje temos sérios problemas com falta constante de água nas torneiras. Isso já acontecia antes de a Cosanpa ser vendida; hoje, com a empresa que a comprou, piorou. Como explicar para alguém de fora do estado que aqui falta água nas torneiras, se a chuva é abundante?

Temos a questão da energia elétrica. O Pará é um grande gerador e, hoje, o paraense paga uma das maiores tarifas do Brasil.

A CPI da Vale, até agora, não resultou em nada, e a riqueza do minério não chega à "mesa" da população.

A migração de jovens e, depois, de suas famílias para o Sul e Sudeste do Brasil não é debatida no governo. A taxa de trabalhadores na informalidade é altíssima no estado.

Qual a proposta que os candidatos ao governo vão apresentar e cumprir para resolver esses e outros problemas?

 A gestão atual não conseguiu implantar um novo modelo de desenvolvimento. A estagnação econômica da população é visível.

Nos rincões da Amazônia paraense, a população sobrevive por meio das políticas sociais do governo federal. Há locais em que o Estado não chega.

É preciso mudar essa realidade, sem querer fazer a polêmica esquerda x direita. No Pará, esse debate não cabe.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria e decidiu derrubar a prorrogação da CPMI do INSS


Por 8 votos a 2, o STF anulou a decisão do ministro André Mendonça que havia autorizado a extensão da comissão. 

A Corte entendeu que quem decide prorrogar CPMI é o Congresso, não o Judiciário. 

 Consequência direta

Sem a prorrogação, a CPMI do INSS deve ser encerrada (prevista para 28 de março). 

 Como votaram os ministros

Contra a prorrogação (maioria): Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. 

A favor da prorrogação: André Mendonça e Luiz Fux. 

 Contexto

A CPMI investiga fraudes em descontos indevidos em benefícios do INSS. 

O julgamento também teve críticas de ministros sobre vazamento de dados sigilosos durante a comissão. 

 Resumo:

Sim — o STF derrubou a prorrogação da CPMI do INSS, e com isso a comissão deve ser encerrada, salvo nova decisão política do Congresso.

Se quiser, posso te explicar o impacto político disso para as eleições no Pará ou no cenário nacional.Com informações: InfoMone; Veja e Wikipedia