sábado, 23 de maio de 2026

Datafolha mostra que Lula abriu 9 pontos de distância em relação a Flávio Bolsonaro

 


Via Valor Econômico por Joelmir Tavares

Na simulação de segundo turno, o petista também aumentou a vantagem sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 47% a 43%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de primeiro turno na primeira pesquisa do instituto Datafolha após a crise pela revelação da proximidade do presidenciável do PL com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Lula marca 40% de intenções de voto, ante 31% de Flávio, no levantamento publicado nesta sexta-feira (22). No levantamento anterior, feito antes do escândalo e divulgado no último dia 16, os dois estavam em empate técnico, com 38% para Lula e 35% para Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Na simulação de segundo turno, Lula também aumentou a vantagem sobre Flávio, com 47% a 43%, enquanto na pesquisa anterior os dois marcavam 45%. Brancos, nulos e os que responderam nenhum dos dois somam 9%. Outros 2% disseram que não sabem.

STF abre caminho para construção da Ferrogrão ao manter lei que reduz reserva ambiental

 


Via site JOTA por Flávia Maia

Maioria dos ministros mantém validade da lei que reduziu o Parque Nacional do Jamanxim, situado no norte do país. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mantiveram, nesta quinta-feira (21/5), a validade da lei que reduziu o Parque Nacional do Jamanxim, situado no norte do Brasil, e que impacta na construção da Ferrogrão, ferrovia que prevê escoar a produção de grãos do Mato Grosso ao Porto de Miritituba, no Pará. A previsão é que a ferrovia tenha 933 quilômetros de extensão e a proposta do governo federal é que ela seja construída na área de domínio da rodovia BR-163. O orçamento estimado está entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões. Os ministros concordaram que o traçado da Ferrogrão deve ficar dentro das áreas já desafetadas, ou seja, aquelas que foram retiradas dos limites da reserva ambiental. Também ficou estabelecido que o licenciamento ambiental só pode ser iniciado após a definição exata do traçado da ferrovia.

Pela decisão da maioria dos ministros fica vedada qualquer redução nas Terras Indígenas localizadas, em até 250 km, ao longo de todo o traçado da Ferrogrão. Além disso, se comprovado no futuro o impacto, ainda que indireto, da implementação ou da operação da Ferrogrão sobre terras e/ou povos indígenas, deve ser prevista compensação, mediante a participação nas receitas do empreendimento.

A maioria dos ministros também definiu que o presidente da República faça um decreto recompondo a área do Parque Jamanxim, em, no mínimo, 862 hectares. Votaram a favor da lei os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O ministro aposentado Luís Roberto Barroso também acompanhou o relator antes da aposentadoria e seu voto foi computado.

O ministro Flávio Dino também votou a favor da lei, mas com procedência parcial, pois, em sua visão, era preciso uma leitura de interpretação conforme a Constituição. A única divergência foi a do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Em sua avaliação, a conversão da Medida Provisória em lei não seguiu os corretos trâmites legislativos. Para ele, a possibilidade de reduzir área de proteção ambiental a partir de lei fruto de conversão de MP cria uma “zona penumbrosa” e menor oportunidade de participação social.

Raphael Sodré Cittadino, advogado do PSOL, autor da ação no Supremo, concorda com Fachin. “É uma interpretação jurídica que flexibiliza a proteção constitucional ao meio ambiente. É um caminho perigoso e que no contexto sócio político atual pode representar uma porteira aberta para vários outros retrocessos”, avalia.  A ação

A ação foi ajuizada pelo PSOL em 2020 e questiona a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, por meio da Lei 13.452/2017, fruto da conversão da Medida Provisória (MP) 758/2016. O partido argumenta que, por alterar áreas de unidades de conservação, a mudança não poderia ser feita por medida provisória, mas somente pela promulgação de lei em sentido formal, com a participação da sociedade civil e dos órgãos e das instituições de proteção ao meio ambiente.

Além disso, o PSOL defende que a lei afeta os povos indígenas que habitam a região e viola um patrimônio cultural imaterial, que é o Parque do Jamanxim. Na ação, o partido pediu também a suspensão liminar da lei por conta da construção do projeto da Ferrogrão.

Em 2021, o relator da ação, Alexandre de Moraes, suspendeu a eficácia da lei e dos processos administrativos relacionados à Ferrogrão. Em 2023, ele permitiu os estudos de viabilidade da obra e autorizou a retomada dos processos administrativos, condicionando qualquer execução à autorização judicial do STF. PL na Câmara

O julgamento no STF se dá um dia depois de a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto de Lei 2.486/2026, que reduz os limites da Floresta Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim (APA), no Pará.

O projeto divide opiniões: o relator, José Priante (MDB-PA), afirma que a mudança tem como objetivo solucionar “conflitos fundiários” porque retira da floresta perímetros ocupados por produtores rurais e cria uma área de proteção ambiental de 486 mil hectares, onde seriam permitidas atividades agropecuárias.

Já o Ministério do Meio Ambiente sustenta que a proposta reclassifica cerca de 40% da Floresta Nacional em uma APA, categoria com nível de proteção mais flexível e que permite a presença de propriedades privadas. A proposta ainda precisa passar pelo Senado.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Câmara Municipal realiza nesta sexta-feira (22) Sessão Especial em homenagem ao Dia Municipal da Imprensa de Ananindeua


A Câmara Municipal de Ananindeua, sob a presidência do vereador Vanderray Silva, realiza nesta sexta-feira (22) uma Sessão Especial em homenagem ao Dia Municipal da Imprensa, data dedicada ao reconhecimento dos profissionais e veículos de comunicação que exercem, com ética e responsabilidade, a missão de informar a sociedade.

Será um momento de valorização da imprensa, da liberdade de expressão e do compromisso com a informação, a cidadania e a transparência pública em nosso município.

Serviço:

 Data: 22 de maio

 Horário: 9h

 Local: Câmara Municipal de Ananindeua

A sessão será transmitida ao vivo pela TV Câmara, no YouTube.

Com informações  ASCOM da CMA.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Deputada diz que "a máscara de Helder caiu", sobre aprovação, na Câmara Federal, da entrega de parte da floresta do Jamanxim ao agro

Via ASCOM da Parlamentar 
A deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) se posicionou nas redes sociais em relação à aprovação do projeto que entregou parte da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, para favorecer a ferrovia Ferrogrão e a legalização de áreas griladas. "A máscara de Hélder Barbalho caiu. O governador que você via na COP 30 foi pessoalmente à Câmara dos Deputados entregar uma parte importante de uma floresta no Pará ao agronegócio, bonificando os grileiros. Acaba de ser aprovado, em Brasília, mais um grande ataque à Amazônia", iniciou.

Lívia continua, ressaltando que o presidente da Câmara, Hugo Motta, agradeceu publicamente Helder Barbalho pela aprovação do projeto, expondo o papel importante que o ex-governador do Pará teve na articulação nacional para defender os interesses de gente poderosa que visa aumentar os lucros com o desmonte das leis que dificultam a degradação ambiental.

"O projeto também dificultam e enfraquece a fiscalização ambiental e expõe a contradição entre o discurso verde e a prática política de Helder Barbalho", destaca, concluindo que o projeto não vai solucionar os conflitos na região.

O prefeito Hugo Atayde agradeceu ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, pelo apoio prestado ao município

 

O encontro ocorreu em Brasília, ocasião em que o prefeito destacou e agradeceu o apoio dado ao município durante o período das fortes chuvas que atingiram Ananindeua.

PESQUISA APONTA INSATISFAÇÃO GENERALIZADA COM SERVIÇOS DA ÁGUAS DO PARÁ; 45% CONSIDERAM CONCESSÃO “PÉSSIMA”


O  Instituto Doxa realizou uma pesquisa de avaliação dos serviços de abastecimento de água prestados pela AEGEA – que no Pará opera como Águas Pará – mostra um cenário de forte insatisfação entre os consumidores. Realizada em dez estados (81,2% delas no Pará), a sondagem indica que, na avaliação geral dos serviços, 41,9% dos entrevistados classificam a concessionária como “péssima” e outros 22,2% como “ruim”, somando 64,1% de avaliações negativas. Apenas 8,5% consideram o serviço “bom” e 7,7% “ótimo”. Leia mais

quarta-feira, 20 de maio de 2026

"Sinal Aberto”, o álbum póstumo de Rafael Lima chega ao mundo nesta sexta-feira, 22



 Via ASCOM Rafael Lima

Nesta sexta-feira, 22 de maio, chega às plataformas de música o álbum Sinal Aberto-lançamento póstumo do falecido músico paraense Rafael Lima. Gravado nos últimos anos de vida do cantor e compositor, o álbum reúne 9 faixas inéditas, compostas pelo artista em parceria com nomes da cena regional como Fernando Dacko, Joãozinho Gomes, Odorico Nina Ribeiro e Antonio Moura. O disco traz ainda produção e direção musical de Fernando Dacko e Thiago Albuquerque, além do próprio Rafael.

Segundo a cantora Ju Abe, filha do músico que atua na assessoria de imprensa, divulgação e distribuição do novo disco, as músicas e o ensaio fotográfico que compõe a estética visual do lançamento ficaram guardados durante todos estes anos, para que o material compusesse o lançamento. O cantor faleceu em 7 de outubro, Dia do Compositor brasileiro, do ano de 2022.

“Algumas poucas fotos deste ensaio fotográfico do Sergio Malcher nós soltamos na ocasião do adoecimento até o falecimento dele, pois estávamos fazendo uma campanha de arrecadação para o tratamento, recurso que acabou ajudando também nos ritos fúnebres, mas as fotos principais que eram candidatas à capa do álbum ficaram guardadas até agora. As canções também estavam separadas juntamente com as fichas técnicas, e só pudemos viabilizar agora este lançamento pois minha mãe Nao Abe, que atuou como produtora executiva do álbum, também faleceu, apenas 10 meses após ele. Aconteceram muitas coisas, mas finalmente estamos conseguindo entregar pro mundo este trabalho”, diz Ju.

Deste lançamento, o público pode esperar a sofisticação do jazz-fuzion, gênero que sempre acompanhou a carreira de Rafael, mas também a simplicidade do carimbó, do reggae,  e ainda o rock “O Bruto” -canção-denúncia composta ao tempo do governo de Jair Bolsonaro, cujo clipe já está disponível no Youtube desde 2021, e que compõe o grupo dos três clipes de canções do novo álbum que foram lançados antecipadamente ao disco, dirigidos por Caroline Torres e Paulo Castro, respectivamente. De maneira geral, “Sinal Aberto” pode ser definido como um trabalho de MPB produzida no Pará, com estas influências diversificadas que eram a marca do compositor.

Dentre as surpresas guardadas ao momento final, tem a participação de Nilson Chaves e a impactante “Onça Braba”, uma homenagem do músico a um amigo que também partiu cedo deste plano- o líder do MST Ulisses Manaças, cujos versos trazem um diálogo do músico com o amigo que tinha acabado de morrer, os quais evocam uma mística de comunicações com o “outro lado da vida” que por vezes, parecem uma declaração de saudade e amor aos falecidos e, por isso, dialoga com o clima póstumo do Sinal Aberto.

O novo álbum chega às plataformas de músicas às 00:00 do dia 22 de maio- esta sexta-feira, mas  os clipes de “O Bruto”, “Gotas de Sol” e “Pau Torando” já estão disponíveis no Youtube. As demais canções são totalmente inéditas e prometem ao público um álbum musical atemporal, como é a marca da obra de Rafael Lima.