quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ananindeua reforça diagnóstico precoce com mais de 75 mil testes rápidos para ISTs em 2025

 

Foto Ricardo Amanajás

Via Ananews - Balanço anual da SESAU aponta a sífilis como a infecção com maior número de resultados reagentes, seguida pelo HIV, reforçando a importância da prevenção e da testagem regular

A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), divulgou o balanço anual das ações de testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) realizadas ao longo de 2025. No período de janeiro a dezembro, o município registrou um expressivo volume de exames, fortalecendo o diagnóstico precoce, a prevenção e o acesso ao cuidado na rede pública de saúde.

Ao todo, foram realizados mais de 75 mil testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites B e C, além do teste rápido Duo/Combo HIV/Sífilis, disponibilizados gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em ações estratégicas da SESAU.

Os dados apontam que a sífilis concentrou o maior número de resultados reagentes ao longo do ano, consolidando-se como um dos principais desafios de saúde pública no município. Em seguida, aparecem os casos reagentes para HIV, considerando os testes confirmatórios T1 e T2. Já as hepatites B e C apresentaram baixa positividade em relação ao total de exames realizados.

Durante 2025, foram contabilizados 19.749 testes rápidos para HIV, 17.081 para sífilis, 18.091 para hepatite B e 18.365 para hepatite C. O uso do teste rápido Duo/Combo HIV/Sífilis também ganhou destaque, com ampliação significativa a partir do segundo semestre, totalizando 3.141 testes realizados, com maior positividade para sífilis quando comparado ao HIV.

Outro ponto positivo do balanço foi a qualidade na execução dos testes, evidenciada pela inexistência de testes inválidos e pelo número mínimo de perdas, resultado do trabalho técnico das equipes de saúde e do fortalecimento dos protocolos adotados no município.

Coordenadora de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais Evelyn Sampaio, destacou a importância das testagem.

"Os dados de 2025 mostram que a testagem rápida tem sido fundamental para identificar precocemente os casos de ISTs em Ananindeua. A sífilis segue como o agravo com maior número de resultados reagentes, o que reforça a importância da prevenção, do uso do preservativo e da testagem regular como estratégias essenciais de cuidado com a saúde", destacou Evelyn.

A titular da Secretaria Municipal de Saúde, Dayane Lima, disse que os investimentos tem sido importantes.

"Temos investido continuamente na ampliação do acesso à testagem rápida e no fortalecimento da rede de cuidado. Nosso compromisso é garantir diagnóstico oportuno, acolhimento e tratamento adequado para a população, fortalecendo as ações de prevenção e promovendo mais qualidade de vida para os moradores de Ananindeua", expressou a titular da SESAU.

A SESAU reforça que a testagem rápida é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico oportuno, permitindo o início imediato do tratamento, o acompanhamento clínico e a interrupção da cadeia de transmissão das ISTs. Além disso, a secretaria destaca a importância da prevenção combinada, com o uso do preservativo, orientações educativas e acompanhamento contínuo.

A população pode procurar a UBS mais próxima para realizar o teste rápido de forma gratuita, segura e sigilosa. A Prefeitura de Ananindeua segue investindo em ações que garantem mais acesso, cuidado e qualidade de vida para a população.

Brasileirinho um dos maiores blocos de rua do Pará: neste domingo (25), na Cidade Nova


BLOCO BRASILEIRINHO DIA 25/01

CONCENTRAÇÃO EM FRENTE A SESAN AS 16:00 HORAS. No comando o mestre Fábio Brasileirinho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Migrar para sobreviver: até quando Pará?


O Pará, historicamente marcado por desigualdades regionais, ciclos econômicos, instáveis e concentração de renda, passou a “exportar” mão de obra para outras regiões do país. O Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) tornou-se um dos destinos preferenciais. Principais causas da migração

1. Econômicas

Falta de empregos formais e salários baixos no Pará

Crises após ciclos como mineração, madeira e grandes obras

Busca por melhores oportunidades de trabalho no Sul

2. Sociais

Acesso precário à educação técnica e superior

Serviços públicos insuficientes em muitas cidades paraenses

Desejo de ascensão social e estabilidade familiar

3. Estruturais e históricas

Políticas de desenvolvimento concentradas no Sul/Sudeste

Migração em “cadeia”: quem vai chama parentes e amigos

Redes de apoio já formadas por paraenses no Sul

 Perfil dos migrantes paraenses

Jovens e adultos em idade produtiva

Trabalhadores da construção civil, indústria, frigoríficos e serviços

Mais recentemente, estudantes e profissionais qualificados

 Impactos da migração

No Pará

Perda de mão de obra jovem

“Esvaziamento” de talentos locais

Dependência de remessas enviadas por quem migrou

No Sul

Suprimento de mão de obra para setores que faltam trabalhadores

Enriquecimento cultural (culinária, música, sotaques)

Também surgem desafios: preconceito e adaptação cultural

 Situação atual

 Em síntese

A migração de paraenses para o Sul não é apenas uma escolha individual, mas reflexo de um modelo desigual de desenvolvimento regional no Brasil. Enquanto o Pará não oferecer oportunidades equivalentes, o fluxo migratório continuará sendo uma alternativa de sobrevivência e esperança.

A migração de paraenses para o Sul do Brasil não pode ser analisada apenas como um fenômeno social ou econômico. Ela está diretamente ligada à realidade política do Pará, marcada por concentração de poder, modelo econômico extrativista e ausência de um projeto consistente de desenvolvimento humano.

 Política concentradora e desenvolvimento desigual

O Pará, apesar de ser um dos estados mais ricos em recursos naturais, permanece com:

baixos índices de industrialização local;

dependência de commodities (mineração, madeira, agronegócio primário);

pouca agregação de valor à produção.

Esse modelo é politicamente sustentado por governos que priorizam:

grandes projetos voltados à exportação;

incentivos a grupos econômicos externos;

arrecadação concentrada, sem retorno proporcional às regiões produtoras.

O resultado é simples e cruel: o emprego não fica, a riqueza não circula e o povo vai embora.

Migração como consequência da ausência do Estado

Em grande parte do interior paraense, o Estado chega de forma frágil ou tardia:

escolas técnicas insuficientes;

universidades concentradas;

saúde pública precária;

poucas políticas de emprego e renda.

Diante disso, migrar não é escolha — é estratégia de sobrevivência. O Sul passa a representar aquilo que o Pará não conseguiu garantir: estabilidade, trabalho e perspectiva de futuro. O papel das elites políticas

A migração também expõe a responsabilidade das elites políticas locais, que historicamente:

se perpetuam no poder por meio de estruturas familiares e alianças oligárquicas;

utilizam políticas assistencialistas em vez de estruturantes;

tratam o êxodo como “natural”, quando ele é produzido politicamente.

Enquanto isso, jovens paraenses:

constroem estradas, indústrias e frigoríficos no Sul;

geram riqueza fora do seu estado de origem;

muitas vezes enfrentam preconceito e invisibilidade.

 O paradoxo paraense

O Pará vive um paradoxo político:

é rico em território, minérios e energia,

mas pobre em oportunidades para sua própria população.

A migração para o Sul revela:

o fracasso do discurso do “desenvolvimento” oficial;

a ausência de um projeto que fixe o jovem no território;

a incapacidade (ou falta de vontade política) de romper com o modelo colonial interno.

Caminhos possíveis (se houver vontade política)

Reduzir o êxodo exige decisões políticas claras:

investir em industrialização regionalizada;

fortalecer educação técnica e universidades no interior;

apoiar pequenas e médias cadeias produtivas locais;

romper com a lógica de governo voltado apenas a grandes grupos econômicos.

Conclusão

A migração de paraenses para o Sul é, na prática, um voto com os pés.

É o retrato de uma população que não encontra, em sua terra, o futuro que lhe é prometido em campanhas eleitorais. Artigo com informações de revistas especializadas e matérias jornalísticas 

O prefeito Dr. Daniel participou da abertura oficial dos trabalhos do Legislativo Ananindeuense


Em seu discurso, na manhã desta terça (20), na Câmara Municipal, o prefeito destacou a importância da união entre vereadores e vereadoras para fortalecer ações voltadas ao bem-estar da população de Ananindeua.

A Câmara Municipal de Ananindeua dá início ao ano legislativo de 2026 nesta terça-feira (20)

 

A partir das 8h. a sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos será presidida pelo vereador Vanderray.

Durante a cerimônia, o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel, deverá  fazer a leitura da tradicional mensagem do Poder Executivo ao Legislativo, na qual apresentará as diretrizes, prioridades e expectativas da administração municipal para o novo ano.

A solenidade marca oficialmente o retorno das atividades parlamentares e reúne vereadores, autoridades municipais e convidados.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quem são os possíveis candidatos a governador do Pará nas eleições 2026

 


Daniel Santos (PSB), 39 anos, é médico de formação,  está na política desde 2012, quando foi eleito vereador de Ananindeua, município no qual hoje é prefeito, no Pará. Daniel é uma das principais lideranças de oposição ao clã Barbalho. Dr. Daniel também foi deputado estadual e chegou a presidir a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). Agora Dr. Daniel Santos é pré-candidato a governador do Pará (PA) nas eleições 2026.  


A historiadora e presidente do PSol no Pará, Araceli Lemos (PA), 67 anos, é paraense nascida em Inhangapi. Ela iniciou a carreira política pelo PT em 1998 quando foi eleita a deputada estadual pela sigla. Migrou em 2006 para o PSol. Em 2023, assumiu a Secretaria Municipal de Educação (Semec) de Belém, indicada pelo então prefeito, Edmilson Rodrigues. Agora Araceli Lemos foi anunciada como candidata a governadora do Pará (PA) nas eleições 2026. 


Hana Ghassan, 57 anos, é a atual vice-governadora do Pará. Ghassan é a principal aposta para a continuidade do projeto político dos Barbalhos no estado. Chamada de "Dilma do Helder", Hana Ghassan é servidora pública.  Mário Couto (PL)


O administrador de empresas e ex-senador Mário Couto, 79 anos, nasceu em Belém (PA) e ingressou na carreira política ainda em 1990, Em 2020, disputou a prefeitura de Belém, mas perdeu as eleições para Edmilson Rodrigues, do PSol. Mário Couto se coloca como possível candidato a governador do Pará (PA) nas eleições 2026.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Morre o ex-ministro Raul Jungmann


Raul Belens Jungmann Pinto foi um importante político e gestor público brasileiro, com uma longa trajetória na administração pública e na política: 

Deputado federal por Pernambuco em vários mandatos. 

Portal da Câmara dos Deputados

Ministro em diversos governos, incluindo:

• Ministro do Desenvolvimento Agrário e de Política Fundiária (governo Fernando Henrique Cardoso)

• Ministro da Defesa (governo Michel Temer)

• Primeiro Ministro da Segurança Pública do Brasil (2018, durante o governo Temer). 

Atuou também como executivo e consultor após deixar a vida pública, inclusive como presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Jungmann era lembrado por sua atuação na política nacional, especialmente nas áreas de defesa, segurança e desenvolvimento agrário. Sua morte vem sendo objeto de notas de pesar de figuras e instituições diversas.