terça-feira, 16 de junho de 2026

Vereador Vanderray solicita obras de infraestrutura para a Grande Atalaia, em Ananindeua


O presidente da Câmara Municipal de Ananindeua, vereador Vanderray Silva, apresentou requerimento solicitando à Prefeitura de Ananindeua a realização de um conjunto de obras de infraestrutura na Rua Sétima, entre a Rua Dr. Isane e a Passagem São Miguel, no bairro Atalaia. A proposta inclui serviços de recapeamento asfáltico, macrodrenagem, operação tapa-buracos, construção de meio-fio, implantação de sinalização viária e instalação de luminárias de LED.

Na justificativa do documento, o parlamentar destaca a necessidade de melhorar a qualidade de vida dos moradores das comunidades da Grande Atalaia, que abrange Jaderlândia I e II, Francisquinho, Nova Zelândia, Augusto Reis (Açaizal), Nova República e Coqueiro (Una). Segundo o vereador, as intervenções são importantes para garantir melhores condições de mobilidade, segurança e bem-estar para a população. 

Vanderray Silva também ressaltou o papel do Legislativo em promover a participação popular e atuar em parceria com o Executivo na busca de soluções para os problemas do município. O requerimento foi apresentado no Plenário João Nunes, da Câmara Municipal de Ananindeua.

A pedido do MPF, Justiça multa estado do Pará e município de Belém em R$ 2 milhões por descaso com abrigo Warao


Via MPF
 

A pedido do MPF, Justiça multa estado do PA e município de Belém em R$ 2 milhões por descaso com abrigo Warao

Decisão pune prefeitura e administração estadual após os governos ignorarem prazos para reestruturar espaços destinados aos indígenas. A Justiça Federal aplicou multa de R$ 1 milhão ao governo do Pará e multa de mesmo valor à prefeitura de Belém pelo descumprimento de decisões e de um acordo judicial voltado ao abrigamento da população indígena Warao, que vive em situação de migração e refúgio na capital paraense.

A punição atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC). No processo, o órgão apontou a inércia do poder público em atender às determinações judiciais.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, também relatou, com base em inspeções, que os indígenas vinham sendo submetidos a condições subumanas em abrigos e moradias particulares improvisadas.

A crise foi agravada pelo fechamento unilateral, por parte do governo do estado, de uma casa de triagem que servia para receber os indígenas recém-chegados.

Argumentos do estado rejeitados – A Justiça Federal rejeitou o argumento do governo estadual, que havia tentado alterar as regras do acordo por conta própria. O estado pretendia substituir a manutenção de uma estrutura própria de triagem por um repasse de R$ 1 milhão à prefeitura.

Na decisão, a Justiça apontou que a mudança na forma de execução não poderia ser feita unilateralmente, sem consulta ao MPF e às lideranças indígenas, sob pena de desrespeitar o acordo já homologado pela Justiça.

Pela inércia após o fim do prazo de 90 dias estipulado anteriormente, o estado foi multado em R$ 1 milhão.

A Justiça concedeu um novo prazo de 60 dias para que o governo do Pará retome a manutenção da casa de triagem mediante tratativas conjuntas. Em caso de novo descumprimento, a multa será de R$ 5 mil ao dia.

Prefeitura também foi punida – O município de Belém também foi punido no valor limite de R$ 1 milhão por não apresentar um plano de reestruturação das casas de acolhimento locais.

Segundo o MPF, a prefeitura não tomou providências diante da ordem da Justiça e sequer enviou representantes a uma reunião convocada para debater a minuta do projeto.

A Fundação Papa João XXIII (Funpapa), vinculada ao município e responsável pela assistência social, também era alvo do pedido de multa, mas o juiz federal decidiu concentrar a punição apenas no município para evitar a desorganização financeira da entidade responsável pela execução direta do serviço.

Ainda assim, tanto a prefeitura quanto a fundação ganharam um novo prazo de 60 dias para apresentar o projeto e o cronograma dos abrigos. A Justiça exige que o plano passe por consulta prévia, livre e informada com o povo Warao. A multa por novo atraso também é de R$ 5 mil diários.

União e repasses – Em relação ao governo federal, a decisão reconheceu que a União conseguiu comprovar os repasses anuais de R$ 1,4 milhão para as políticas assistenciais referentes aos anos de 2024 e 2025, não cabendo multa nesse aspecto específico.

Porém, devido à natureza contínua da demanda, a Justiça atendeu à solicitação do MPF e determinou que o ente federal comprove, em 30 dias, a efetivação das transferências relativas ao ano de 2026. A penalidade por eventual inadimplemento segue a mesma regra: R$ 5 mil ao dia, com valor máximo de R$ 1 milhão.

Os R$ 2 milhões arrecadados com as sanções aplicadas ao estado e ao município deverão ser aplicados em benefício direto dos próprios indígenas afetados. A destinação final será indicada pelo MPF, após o esgotamento dos recursos do processo.

Cumprimento Provisório de Sentença de Ações Coletivas nº 1012087-03.2024.4.01.3900


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Quem vai conter a violência política nas eleições? No Pará, por exemplo, a polarização preocupa


Não podemos minimizar a agressão sofrida por um idoso no Rio de Janeiro neste fim de semana. Quem não se lembra do assassinato de um sindicalista durante sua festa de aniversário? Ou do mestre de capoeira e artista baiano Moa do Katendê (Romualdo Rosário da Costa), vítima da intolerância política?

Como dizia o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, é preciso estar atento aos sinais de barbárie. Como a eleição no Pará está muito polarizada, precisamos cobrar das autoridades um plano para proteger militantes políticos — seja qual for sua posição — e também o simples eleitor que resolve usar um broche ou manifestar apoio ao seu candidato.

É preciso coibir e punir exemplarmente os marginais: tanto os que praticam quanto os que incentivam a violência.

Veja abaixo a matéria da CNN sobre a agressão ao idoso no Rio de Janeiro. [15/06, 08:22] Ananindeuadebates Debates: Polícia investiga agressão a idoso militante de esquerda no RJ Via CNN por Ana Clara Machado e Julia Naspolini -  

Mauro Figueiredo Rocha foi atacado após usar adesivo da deputada federal Benedita da Silva; PT repudia ataque em comunicado publicado nas redes. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a agressão por motivação política contra o idoso Mauro Figueiredo Rocha, 69, vítima de um ataque em Copacabana, na zona Sul da capital fluminense, na última quinta-feira (11). O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon) e posteriormente transferido para a 12ª DP (Copacabana), responsável por dar prosseguimento às investigações. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. 

Segundo publicação do PT (Partido dos Trabalhadores) nas redes sociais, Rocha  teria sido atacado por portar um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT). Ainda de acordo com o partido, ele foi agredido, ameaçado e violentado em razão de suas convicções políticas. Além disso, sofreu ameaças de morte e ofensas de cunho político e religioso.  A violência política é um ataque não apenas à vítima, mas à própria democracia. Nenhuma divergência de ideias pode justificar atos de intolerância, perseguição ou agressão. O Brasil precisa fortalecer a cultura do diálogo, do respeito e da convivência democrática, jamais da violência e do ódio”, afirmou a página do PT na Câmara. 

O partido também cobrou justiça e pediu que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. A deputada federal Benedita da Silva (PT) se pronunciou nas redes sociais sobre o caso e prestou solidariedade a Mauro. 

“Total solidariedade ao companheiro Mauro Figueiredo Rocha, do PT carioca, agredido em Copacabana por usar nossos adesivos, em meio a gritos de ‘Bolsonaro, Bolsonaro’. Isso é ódio político e covardia”, escreveu a deputada. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/policia-investiga-agressao-a-idoso-militante-de-esquerda-no-rj/

sábado, 13 de junho de 2026

Pré-candidato Dr. Daniel debate com comunidade Quilombola



Nesta semana, o pré-candidato ao Governo do Pará, Dr. Daniel, esteve no Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, onde realizou uma visita à comunidade.

Ananindeua na Copa!


A Prefeitura de Ananindeua montou um telão para  transmissão dos jogos da Seleção Brasileira   na Estrada do Maguary.

Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil reúne mais de 400 pessoas em caminhada na cidade de Ananindeua

Foto ASCOM PMA
Via Ananews - Com cartazes nas mãos e palavras de ordem em defesa da infância, mais de 400 pessoas participaram, nesta sexta-feira (12), do "Rolezinho: Todos Contra o Trabalho Infantil", promovido pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Trabalho (Semcat), em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

Durante a mobilização, crianças, adolescentes, adultos e idosos acompanhados pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), profissionais da rede socioassistencial e parceiros percorreram o trajeto da Praça Matriz até o Ministério Público, na BR-316, reforçando uma mensagem importante: "Diga não ao trabalho infantil".

A caminhada contou com o apoio da Polícia Municipal e da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Semutran), que garantiram segurança e organização durante todo o percurso, proporcionando uma participação tranquila e segura para as famílias.

A ação chama a atenção para uma realidade que ainda afeta milhares de crianças e adolescentes brasileiros. Segundo dados do IBGE, o Brasil registrou cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil. Embora o número tenha diminuído nos últimos anos, a prática continua sendo uma violação de direitos e exige o comprometimento de toda a sociedade.

Em Ananindeua, o enfrentamento ao trabalho infantil ocorre por meio de ações integradas entre as áreas da assistência social, educação, saúde e demais órgãos da rede de proteção, fortalecendo a prevenção, a conscientização e o acompanhamento das famílias.

A secretária municipal de Cidadania, Assistência Social e Trabalho, Francy Pereira, destacou a importância da mobilização.

"O combate ao trabalho infantil é uma responsabilidade de todos nós. Criança precisa estar na escola, brincando, aprendendo e construindo seus sonhos. A Prefeitura de Ananindeua segue fortalecendo políticas públicas que garantem proteção, oportunidades e dignidade para nossas crianças e adolescentes."

Para a assistente social da Proteção Social Especial (PSE), Ketryn Santos, a caminhada representa um importante momento de mobilização social.

"O trabalho infantil tira direitos das nossas crianças e adolescentes. Por isso estamos aqui, unidos, realizando essa caminhada tão importante para conscientizar as famílias e toda a população. Precisamos proteger nossas crianças, fortalecer a rede de proteção e denunciar qualquer situação de trabalho infantil. Vamos todos juntos contra o trabalho infantil."

Entre os participantes estava Hortência Barbosa, que participou da ação acompanhada da filha e dos netos.

"Estamos aqui participando de uma caminhada contra o trabalho infantil. Foi uma caminhada segura, com toda a minha família, meus netos presentes, e foi maravilhoso participar. Quero dizer que estamos aqui para falar não ao trabalho infantil."

A dona Luciene de Fátima também fez questão de levar os filhos para participar da mobilização.

"Essa caminhada promovida pela Semcat foi muito importante no combate ao trabalho infantil. Trouxe meus dois filhos porque é importante que eles aprendam desde cedo sobre seus direitos e sobre a importância da infância."

Representando as crianças, os irmãos Luna e Enzo, filhos de Luciene, deixaram uma mensagem simples, mas poderosa:

"Criança não tem que trabalhar. Criança tem que estudar."

A caminhada reforçou o compromisso coletivo de proteger a infância e garantir que crianças e adolescentes tenham acesso à educação, ao lazer e a um desenvolvimento saudável, longe de qualquer forma de exploração.

Prefeitura de Ananindeua

Essa mensagem foi enviada para ananindeuadebates@gmail.com.

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

A Copa de 2026, a maior em número de participantes, é também a de mapa mais diverso


VVvVVViaia site JOTA

Via site Jota - São oito seleções do Oriente Médio, o maior número em um torneio: Irã, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Egito, Argélia e Marrocos.

A globalização aparece nos nomes: o Egito tem um Zico para chamar de seu, apelido na camisa de Mostafa Zaki, em homenagem ao ídolo do Flamengo.

Por que importa: Mais jogos significam mais tempo de tela, mais audiência significa lucros maiores.


Os direitos de transmissão são estimados em US$ 4 bilhões.

Já o mercado publicitário global, em US$ 10,5 bilhões ao redor do torneio, de acordo com a Warc Media.

No caso do mundo árabe, por exemplo, são oito mercados engajados de forma inédita.

 Panorama: A maior participação global realça laços coloniais e de imigração.


No dia 16, a Argélia estreia com Luca Zidane no gol, filho do ídolo francês Zinedine Zidane — 13 dos convocados argelinos nasceram em território francês.

No mesmo dia, os Bleus enfrentam Senegal, que tem 10 jogadores nascidos na França.

Ao todo, 74 atletas de outras seleções são de origem francesa, com exemplos como o de Guéla Doué, que joga pela Costa do Marfim e é irmão de Desiré Doué, da seleção francesa.

Outros irmãos que jogam por seleções diferentes são Nico Williams e Iñaki Williams, o primeiro pela Espanha, onde nasceram, e o segundo por Gana, de onde os pais emigraram.

A maior parte do elenco da estreante Curaçao é nascida na Holanda: apenas um, Tahith Chong, nasceu na ilha da América Central.

Quatro brasileiros natos jogarão por outras seleções: Matheus Nunes, que vive em Portugal desde os 13 anos; Maurício (do Palmeiras), que tem avó paraguaia e cujo pai viveu boa parte da infância no país; Edmílson Júnior e Lucas Mendes, que foram jogar no Qatar e se naturalizaram.

Aliás… Nem todas as seleções terão tributação igual em caso de premiação.

A Fifa não conseguiu aprovar nos Estados Unidos uma norma que isentasse todos os participantes de pagar tributos no país — o que foi negociado no Brasil, em 2014, por exemplo.

Das 48 seleções, apenas 18 ficarão isentas de bitributação.

Além dos três países-sede, serão beneficiados por tratados bilaterais a maior parte dos europeus, África do Sul, Austrália, Egito e Marrocos.

O Brasil não possui um acordo deste tipo com os Estados Unidos