domingo, 12 de abril de 2026

Eleição no Pará: um tabuleiro de poucas peças


Em outubro, o eleitor paraense vai decidir quem governará o estado. Não se trata de um clássico “Re x Pa”, mas do destino de milhões de pessoas que desejam um Pará mais eficiente e protetor.

Há uma sensação crescente de que o eleitor busca mudança. O Pará é um estado rico, mas com uma população ainda marcada pela pobreza. Nesse contexto, o tabuleiro político parece ter se afunilado: na prática, há duas peças no tabuleiro lutando por um xeque-mate. São duas pré-candidaturas em disputa real, enquanto outras não demonstram musculatura eleitoral.

O prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel, surge com uma trajetória  que surpreendeu antigas raposas políticas. Vitorioso em todos os pleitos que disputou, foi também testado como gestor público, consolidando sua imagem no cenário local. Sua gestão elevou o município a um dos seus melhores momentos, refletindo em altos índices de aprovação, tanto em Ananindeua quanto no estado.

Por outro lado, Hana, atual governadora, eleita na chapa do ex-governador (que renunciou para disputar o Senado), terá pouco tempo à frente do governo.

Outras peças do tabuleiro incluem Araceli Lemos (PSOL), que não apresenta peso eleitoral significativo, e Mário Couto, cuja pré-candidatura é vista por analistas como um peão a serviço de um rei, e talvez saia do jogo antes de começar.

Com um tabuleiro de poucas peças, a eleição pode ser decidida ainda no primeiro turno, assumindo um caráter quase plebiscitário — ou se configurando como um verdadeiro cabo de guerra entre os principais concorrentes.

Sem Acordo: Guerra continua Irã X EUA e Israel

 


sábado, 11 de abril de 2026

Confira as UBS de Ananindeua participantes do Saúde Todo Dia neste mês de abril

Foto Antônio Silva

Via Ananews - Cobertura ampliada: atendimento aos finais de semana

Pensando em quem não consegue buscar atendimento durante a semana, Ananindeua conta com uma iniciativa que aproxima ainda mais a saúde da população. O programa "Saúde Todo Dia" garante serviços essenciais nas UBSs também aos finais de semana.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o cuidado com a população, especialmente para aqueles que não conseguem buscar atendimento durante a semana. Com isso, os moradores passam a contar com diversos serviços essenciais em horários mais acessíveis.

Entre os atendimentos oferecidos estão:

Vacinação (incluindo gripe e dengue);

Consultas médicas;

Consultas de enfermagem;

Farmácia básica;

Testes rápidos;

Curativos;

Verificação de pressão arterial, peso e altura;

Atividades educativas;

Exames preventivos, como os de câncer de mama e do colo do útero.

O atendimento ocorre aos finais de semana, no horário de 8h a 13h, garantindo mais comodidade e ampliando a cobertura da atenção básica no município.

As unidades participantes estão distribuídas por regiões da cidade:

Região 1: UBS Ananindeua Centro (Rua Claudio Sanders, 2146 - atrás do Mercado Municipal);

Região 2: UBS Guajará I (Tv. WE 62 - próximo à escola Clodomir Begot);

Região 3: UBS Paar (Rua Castanhal, 886 - Conjunto Paar);

Região 4: UBS Paulo Frota (Cidade Nova 2 - próximo à Praça da Bíblia);

Região 5: UBS Coqueirinho (Rodovia Transcoqueiro, 1156 - Una).

Com o programa, a gestão municipal reforça o compromisso com a saúde pública, promovendo mais acesso, prevenção e qualidade de vida para a população de Ananindeua.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Dr. Daniel e Jatene na hora do almoço: prato principal, eleição no Pará


Nesta sexta-feira (10), o pré-candidato ao governo do Pará, Dr. Daniel, esteve reunido com o ex-governador Simão Jatene. A política deve ter sido o prato principal do encontro na hora do almoço.

Em suas redes sociais, Dr. Daniel publicou:

“Conversando com o governador Jatene sobre o futuro do nosso estado. Momento de escuta, aprendizado e muita troca de ideias para o Pará. Obrigado e vamos juntos!”

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Bioeconomia da biodiversidade da Amazônia


Ao refletir sobre o futuro da Amazônia e das populações que nela vivem, lembro a frase do Papa Francisco: “faz mais barulho uma árvore que cai do que uma floresta que cresce”.

A bioeconomia da biodiversidade é essa floresta que precisa crescer em meio ao barulho das motosserras, da soja descendo os rios, do gado e do minério.

Antes de avançar, é preciso delimitar o conceito. A bioeconomia não é única. Há a biotecnológica, centrada na indústria; a de recursos naturais, baseada na exploração sustentável de biomassa; e a bioeconomia da biodiversidade, que gera valor sem destruir a floresta.

Para a Amazônia, o caminho mais consistente é a bioeconomia da sociobiodiversidade. Aqui, o centro é a floresta em pé, o conhecimento tradicional e o protagonismo das populações locais.

Esse modelo permite estruturar cadeias de maior valor agregado a partir da diversidade biológica e cultural, tratando a floresta como um sistema vivo que sustenta economia, cultura e clima.

O problema é que o modelo dominante seguiu na direção oposta. Baseado em commodities agrícolas e minerais, orientado por mercados externos, ele gerou desmatamento, perda de biodiversidade, contaminação de rios, emissões de carbono e degradação social.

Observa-se concentração fundiária, pressão sobre povos indígenas, conflitos por terra e economias locais frágeis. O resultado foi riqueza concentrada e destruição de capital natural.

A Amazônia só terá futuro se migrar para um paradigma baseado na bioeconomia da sociobiodiversidade.

Nesse contexto, uma Política Nacional de Bioeconomia pode estruturar uma estratégia de neoindustrialização com base territorial na Amazônia. A diretriz deve ser clara: transformar biodiversidade em base industrial de alto valor agregado, com processamento local, soberania tecnológica e emprego qualificado.

Isso exige coordenação institucional: MDIC na estratégia, BNDES no financiamento, SUDAM no planejamento e MCTI/FINEP na base científica.

Os eixos são conhecidos: biofármacos, cosméticos vegetais, alimentos processados, biotecnologia, turismo sustentável e insumos biológicos.

Mas há شرط: processamento local, propriedade intelectual no Brasil, repartição de benefícios com comunidades e rigor ambiental.

Sem deslocar o centro econômico das commodities para cadeias bioindustriais, a Amazônia seguirá vulnerável.

A escolha é civilizatória. Manter o modelo atual é aceitar a floresta como fronteira de extração. A bioeconomia aponta outro caminho: reconciliar economia, justiça social e equilíbrio ecológico.

A Amazônia não precisa escolher entre floresta e prosperidade. Prosperidade duradoura só existirá com a floresta em pé.

José Carlos Lima – Advogado e ambientalista

Agentes culturais realizam neste domingo (12), protesto contra desvios e desmandos na Fundação Cultural do Pará

 


Neste domingo, às 9h, em frente ao Mercado de Carne do Vero Peso, agentes culturais realizam um ato em protesto contra supostos desvios na Fundação Cultural do Pará. Veja o vídeo abaixo: 

Prefeitura de Ananindeua avança com regularização fundiária e beneficia 350 famílias no Icuí

Foto Ascom PMA

Via Ananews - Segurança jurídica, dignidade e valorização dos imóveis. Esses são alguns dos benefícios que a Prefeitura de Ananindeua vem garantindo à população por meio do programa "Ananindeua Legal", que realizou, na última segunda-feira (07), mais uma etapa de entrega de títulos de propriedade na comunidade Jardim Floresta II, no bairro do Icuí.

A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), é resultado de aproximadamente seis meses de estudos técnicos, levantamentos de campo e análises administrativas. Ao todo, 350 famílias serão beneficiadas com a regularização fundiária, passando a ter a posse legal de seus imóveis.

Criado em 2021, o programa "Ananindeua Legal" já se consolidou como o maior programa de Regularização Fundiária Urbana (REURB) da região Norte. Em pouco mais de cinco anos, a iniciativa já beneficiou mais de 80 comunidades, com a entrega de mais de 51 mil títulos de propriedade em todo o município.

Para a coordenadora de Regularização Fundiária, Jamile Guerra, a ação representa mais do que a entrega de documentos. "Estamos levando dignidade e segurança jurídica às famílias. A regularização fundiária transforma vidas, garantindo direitos e abrindo novas oportunidades para os moradores", destacou.

O secretário municipal de Habitação, Fábio Moura, ressaltou o compromisso da gestão em facilitar o acesso à regularização. "Sabemos que regularizar um imóvel é caro e, muitas vezes, inacessível para muitas famílias. Por isso, a Prefeitura entra com esse suporte e realiza a entrega dos títulos sem custos para a população", afirmou.

A aposentada Maria Célia Costa, de 70 anos , moradora da comunidade, comemorou a conquista. "É uma alegria muito grande receber esse documento. Agora tenho a segurança de que minha casa é realmente minha. Só tenho a agradecer à Prefeitura", disse emocionada.

O prefeito Dr. Hugo Atayde reforçou o protagonismo de Ananindeua no cenário nacional. "Hoje, somos referência na regularização fundiária. Estamos garantindo segurança jurídica para que essas famílias possam investir, financiar e ter tranquilidade sobre um bem que agora é oficialmente delas", enfatizou.

Com iniciativas como essa, a Prefeitura de Ananindeua segue avançando na promoção da inclusão social, na valorização urbana e na melhoria da qualidade de vida da população.