quarta-feira, 15 de abril de 2026

Rejeitado - Senador relatou da CPI do crime organizado, indiciou a justiça e livrou a cara dos chefões do crime


As críticas vieram de vários lados dentro do Senado:

Conteúdo do relatório:

O senador Alessandro Vieira propôs o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, algo considerado inédito e controverso. 

Agência Brasil

Falta de foco no crime organizado:

Parlamentares criticaram que o relatório não avançou em responsabilizar integrantes de organizações criminosas, que era o objetivo principal da CPI.

Senado Federal

Excesso de politização:

Senadores afirmaram que a CPI não deveria virar espaço de disputa política, mas sim de investigação técnica.

Agência Brasil

Questionamento jurídico:

Houve críticas de que pedidos de indiciamento exigem provas claras de intenção (dolo), o que não estaria suficientemente demonstrado. 

Agência Brasil

 Outras tensões

O presidente da CPI, Fabiano Contarato, também criticou o andamento dos trabalhos, dizendo que a comissão foi limitada por decisões judiciais e pela falta de prorrogação do prazo. 

Agência Brasil

Ao mesmo tempo, ele discordou do relatório, especialmente dos pedidos de indiciamento.

 Resumo

O relator foi criticado principalmente porque:

seu relatório focou em autoridades do Judiciário;

deixou de lado, na visão de outros senadores, o combate direto ao crime organizado;

e acabou sendo considerado politizado e juridicamente frágil.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Lula lidera a disputa contra Flávio Bolsonaro no 1º e 2º turnos, mostra pesquisa


Via CARTACAPITAL - A Pesquisa divulgada nesta terça-feira 14 pelo instituto MDA, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, tanto em primeiro quanto em segundo turno. Veja os percentuais de primeiro turno:

Lula (PT) – 39,2%

Flávio Bolsonaro (PL) – 30,2%

Ronaldo Caiado (PSD) – 4,6%

Romeu Zema (Novo) – 3,3%

Renan Santos (Missão) – 1,8%

Aldo Rebelo (DC) – 1,5%

Branco/nulo – 10,4%

Indeciso – 8.  Segundo turno Lula (PT) – 44,9%

Flávio Bolsonaro (PL) – 40,2%

Branco/nulo – 11,3%

Indeciso – 3,6% Leia mais aqui 

Municipalização do SINE fortalece políticas de emprego em Ananindeua

Foto Ascom PMA

Via Ananews - Ananindeua deu um passo decisivo no fortalecimento das políticas públicas de emprego e renda. Nesta terça-feira (14), o município celebrou não apenas a entrega do novo espaço do SINE, mas também a consolidação da municipalização do serviço, ampliando a autonomia local e a efetividade das ações voltadas ao trabalhador.

Com a gestão agora mais próxima da realidade da população, o Sistema Nacional de Emprego passa a operar de forma mais estratégica no município, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Trabalho (SEMCAT). A descentralização permite que as políticas sejam melhor direcionadas, com investimentos mais justos e ações alinhadas às demandas reais de Ananindeua.

O novo espaço, localizado na Cidade Nova 8, WE 35, nº 17, reflete esse avanço. Moderno, acessível e estruturado, o local foi pensado para oferecer mais conforto, dignidade e inclusão, especialmente para Pessoas com Deficiência (PCD).

A capacidade de atendimento também foi ampliada: de uma média de 45 atendimentos diários no antigo espaço, o novo SINE passa a atender até 80 pessoas por dia, dobrando o alcance do serviço. Durante a cerimônia, o prefeito Hugo Atayde destacou a importância da municipalização como estratégia de desenvolvimento.

"A municipalização do SINE fortalece nossa capacidade de agir com mais eficiência. Agora conseguimos planejar e executar políticas públicas de emprego de forma mais próxima da realidade da nossa população, gerando mais oportunidades e resultados concretos", afirmou. A secretária da SEMCAT, Francy Pereira, ressaltou que a nova fase do SINE integra atendimento, qualificação e inclusão."Estamos fortalecendo uma política pública essencial. O SINE não é apenas um espaço de busca por emprego, mas de construção de caminhos. Com a municipalização, conseguimos avançar ainda mais na qualificação e no apoio ao trabalhador", destacou.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho e Emprego, a qualificação profissional é um dos principais fatores para inserção no mercado de trabalho, especialmente em um cenário cada vez mais competitivo e dinâmico. Para o coordenador do SINE, Jami Leite, o novo momento fortalece ainda mais o papel do serviço como elo entre trabalhadores e empresas.

"O SINE é essa ponte entre quem precisa trabalhar e quem precisa contratar. E é fundamental que as empresas utilizem o SINE como canal oficial para oferta de vagas. O registro das vagas e das contratações pelo sistema do Ministério do Trabalho garante que os dados oficiais reflitam a real geração de empregos do município", ressaltou. Qualificação que transforma vidas

Durante a inauguração, também foi realizada a entrega de certificados do curso de Repositor de Mercadorias, reforçando o compromisso da gestão com a qualificação profissional como ferramenta de transformação social.

A emoção tomou conta dos participantes. Para Gabriel Pinho, de 17 anos, um dos concluintes, o momento representa um novo começo.

"Eu fiz o curso de repositor de mercadoria aqui, foi muito bom, eu consegui aprender bastante. E agora estou com a expectativa de conseguir um emprego pra ajudar minha família. Tenho certeza que agora vou conseguir um emprego", contou.

Já Cíntia*, que faz parte do Serviço Municipal de Acolhimento, comentou.

"Fiz o curso de repositor de mercadoria aqui no SINE de Ananindeua e agora eu estou querendo fazer um currículo com certificado para poder ir para o mercado de trabalho. Muito obrigada SINE de Ananindeua", disse.

Ao longo dos anos, o SINE Ananindeua já realizou mais de 53 mil atendimentos, consolidando-se como um dos principais instrumentos de inclusão produtiva no município.

Com a municipalização, estrutura ampliada e investimento em qualificação, o novo SINE se firma como um espaço onde políticas públicas ganham mais força, e onde milhares de histórias podem recomeçar.

*Nomes fictícios utilizados para preservar a identidade dos acolhidos.

Presidente da Câmara de Ananindeua vai conceder a comenda “Amigo do Autista” à deputada Alessandra Haber


O vereador Vanderray Silva é o autor da proposta que concede a honraria à deputada, que vem se destacando na Câmara Federal na luta pelos direitos das pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).A honraria por meio de decreto legislativo que deve ser votado na Câmara de Ananindeua nesta terça-feira (14).

O TEA é uma condição do desenvolvimento neurológico caracterizada por dificuldades na comunicação, na interação social e por comportamentos repetitivos ou restritos, com manifestações na infância e persistência ao longo da vida. O termo “espectro” reflete a ampla variação de sintomas e dos níveis de suporte necessários, que podem variar de leves a intensos.

Aprovada a proposta, a comenda deverá ser entregue no dia 30 de abril, em sessão solene da Casa de Leis.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Bolsonarista Alexandre Ramagem é preso pelo ICE nos EUA: quando ele será deportado?

 


Via BBC News Brasil por Iara Diniz

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) foi preso pelo serviço de imigração (ICE) dos Estados Unidos, onde estava foragido da Justiça brasileira.

Uma breve nota no site da PF afirma que a prisão, ocorrida em Orlando, na Flórida, "decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA".

A BBC News Brasil apurou que a expectativa da PF agora é que Ramagem seja deportado ao Brasil após passar por uma audiência junto a um juiz de assuntos migratórios.

Sua defesa, porém, poderá argumentar nesta audiência que Ramagem seria alvo de perseguição política, argumento usado por outros condenados pelos atos de 8 de janeiro em processos semelhantes em países como a Argentina.

Uma fonte da PF avalia que sua defesa poderá, se ainda não o fez, requerer asilo político nos EUA. Caso seu argumento seja acolhido, o processo de deportação de Ramagem poderá ser suspenso. Do contrário, a expectativa é de que Ramagem seja enviado ao Brasil nos próximos meses ou semanas.

Procurada pela BBC News Brasil, a defesa de Ramagem ainda não respondeu.

O ex-deputado e ex-delegado da PF era considerado foragido desde setembro, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, na mesma ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Especialistas ouvidos pela BBC afirmam que o fato de Ramagem estar fora do país pode dificultar o cumprimento do mandado de prisão, porque o Brasil passa a depender de cooperação jurídica internacional — nesse caso, dos Estados Unidos.

Uma vez que o mandado é expedido, os EUA são notificados, via Ministério das Relações Exteriores, para realizar a prisão e, posteriormente, a extradição.

Além disso, caso Ramagem saia dos EUA, a Interpol pode ser acionada e ele passa a fazer parte da lista de Difusão Vermelha — um mecanismo que permite o compartilhamento de informações sobre pessoas com mandados de prisão expedidos — para que possa ser preso em qualquer um dos 196 países.

O cumprimento de mandado de prisão, contudo, pode levar meses, segundo o professor de Direito Processual da Universidade Mackenzie, André Boiani e Azevedo.

"Não é feita uma execução automática da ordem de prisão brasileira. Os pedidos passam por uma avaliação dos EUA, que vão verificar se há fundamentação no mandado, se há crime correspondente no país e se todos os requisitos do tratado entre os dois países estão preenchidos", explica.

Para Boiani, haveria fundamentos para a realização de prisão preventiva, uma vez que parece ter sido demonstrado que Ramagem agiu para fugir da aplicação da lei.

"Ele tinha uma cautelar que o proibia de viajar e mesmo assim ele viajou. Ele descumpriu uma determinação e isso demonstra o risco dele não estar presente para cumprir a pena".

O advogado criminalista Cássio Rebouças avalia da mesma forma. Segundo ele, tendo indicativos de que Ramagem não estaria no Brasil para cumprir pena quando o processo estivesse em trânsito julgado, a prisão preventiva poderia ser realizada.

Contudo, isso pode não ser tão simples em relação aos EUA.

"Tem uma questão política nesse caso, que pode dificultar ainda mais. Trata-se de um réu condenado em um processo que foi criticado pelos EUA", pontuou.

O julgamento que condenou Bolsonaro e Ramagem foi classificado como "caça às bruxas" tanto pelo presidente Donald Trump quanto por membros de seu governo, como o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Eles acusaram Alexandre de Moraes de promover perseguição contra o ex-presidente e seus aliados, o que levou o país a sancionar o ministro e familiares com revogação de visto e Lei Magnitsky.

Condenação no STF

Ramagem foi um dos oito réus condenados em setembro pela Primeira Turma do STF pelos crimes de: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

De acordo com a PGR, ele teria usado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da qual era diretor, em favor dos planos golpistas — comandando uma "Abin paralela" que monitoraria adversários e críticos do governo Bolsonaro, além de produzir informações falsas e ataques virtuais.

Além disso, Ramagem teria fornecido a Jair Bolsonaro material para apoiar o ataque às urnas eletrônicas e a intervenção das Forças Armadas.

O parlamentar foi o único réu no julgamento que foi acusado e condenado por três crimes, e não cinco.

Por ser deputado federal (PL-RJ), ele não respondeu às acusações de dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, ambas ligadas aos ataques de 8 de janeiro.

Isso porque a Primeira Turma do STF decidiu suspendê-las por conta de sua imunidade parlamentar durante o mandato — já que, segundo a acusação, esses crimes teriam acontecido após Ramagem assumir o cargo.

Em suas alegações finais no julgamento, a defesa do deputado pediu sua absolvição.

"Alexandre Ramagem não pode ser responsabilizado por cada ato praticado no âmbito da Abin durante sua gestão, com base no simples fato de que era o diretor-geral do órgão, salvo se se admitisse eventual responsabilização por culpa", afirmou a defesa. A trajetória de Alexandre Ramagem

Alexandre Ramagem foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Antes de entrar na política, era delegado da Polícia Federal. Na PF, foi responsável pelas divisões de Administração de Recursos Humanos (2013 e 2014) e de Estudos, Legislações e Pareceres (2016 e 2017).

Também fez parte da equipe de investigação da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro em 2017.

Ramagem ficou mais próximo de Bolsonaro quando foi designado para chefiar equipe de segurança do ex-presidente, na época candidato à presidência, após ele ser vítima de uma facada durante a campanha eleitoral de 2018.

Com a posse de Bolsonaro, Ramagem foi chamado para o governo, tendo primeiro atuado como assessor especial da Secretaria de Governo, quando a pasta era comandada pelo general Carlos Alberto Santos Cruz.

Em junho de 2019, deixou essa função para assumir a Abin.

Em abril de 2020, Bolsonaro tentou nomear Ramagem como diretor da Polícia Federal, mas a medida foi barrada pelo STF, em decisão de Moraes.

O ministro do STF acatou pedido do PDT, que argumentou que a amizade entre Bolsonaro e Ramagem comprometiam "os princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público", necessários para nomear o diretor da PF.

Na época, circulou uma foto de Ramagem ao lado dos filhos do presidente em uma festa de Ano Novo, na virada de 2018 para 2019.

Em 2022, o diretor da Abin deixou o cargo para se candidatar a deputado federal pelo Rio de Janeiro, sendo eleito com 59 170 votos.

Em 2024, ele concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não teve sucesso nas urnas.

Vereador Alexandre Gomes alerta sobre asfaltamento eleitoreiro do Governo do Estado


O vereador de Ananindeua, Alexandre Gomes, publicou em suas redes sociais um vídeo no qual alerta para o que classificou como uma velha prática adotada pelo atual Governo do Estado.

“Às vésperas das eleições, aparecem com obras de asfalto para tentar iludir a população, como se isso resolvesse anos de abandono”, afirmou o parlamentar.

Segundo o vereador, esse mesmo cenário já teria ocorrido em 2024. “Máquinas nas ruas, promessas sendo feitas… e depois? Obras abandonadas, problemas persistindo e o povo, mais uma vez, esquecido”, declarou.

Para Alexandre Gomes, o Pará precisa de mais do que ações pontuais em períodos eleitorais. “O Pará não precisa de ações eleitoreiras. Precisa de compromisso, continuidade e trabalho de verdade”, destacou.

O vereador concluiu com um alerta à população: “É hora de abrir os olhos e escolher um futuro diferente para o nosso estado.”

domingo, 12 de abril de 2026

Eleição no Pará: um tabuleiro de poucas peças


Em outubro, o eleitor paraense vai decidir quem governará o estado. Não se trata de um clássico “Re x Pa”, mas do destino de milhões de pessoas que desejam um Pará mais eficiente e protetor.

Há uma sensação crescente de que o eleitor busca mudança. O Pará é um estado rico, mas com uma população ainda marcada pela pobreza. Nesse contexto, o tabuleiro político parece ter se afunilado: na prática, há duas peças no tabuleiro lutando por um xeque-mate. São duas pré-candidaturas em disputa real, enquanto outras não demonstram musculatura eleitoral.

O prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel, surge com uma trajetória  que surpreendeu antigas raposas políticas. Vitorioso em todos os pleitos que disputou, foi também testado como gestor público, consolidando sua imagem no cenário local. Sua gestão elevou o município a um dos seus melhores momentos, refletindo em altos índices de aprovação, tanto em Ananindeua quanto no estado.

Por outro lado, Hana, atual governadora, eleita na chapa do ex-governador (que renunciou para disputar o Senado), terá pouco tempo à frente do governo.

Outras peças do tabuleiro incluem Araceli Lemos (PSOL), que não apresenta peso eleitoral significativo, e Mário Couto, cuja pré-candidatura é vista por analistas como um peão a serviço de um rei, e talvez saia do jogo antes de começar.

Com um tabuleiro de poucas peças, a eleição pode ser decidida ainda no primeiro turno, assumindo um caráter quase plebiscitário — ou se configurando como um verdadeiro cabo de guerra entre os principais concorrentes.