sábado, 8 de agosto de 2026

PT dividido no apoio ao Senado


O PT está dividido em relação ao apoio às candidaturas ao Senado no Pará. De um lado, uma ala do partido, liderada pela ex-governadora Ana Júlia, apoia o candidato do PDT, Celso Sabino. Do outro, o senador Beto Faro, presidente do PT no Pará, defende o presidente da Alepa, deputado Chicão.

Segundo uma fonte petista, Ana Júlia deveria ser a suplente de Celso Sabino. Beto Faro, porém, teria articulado uma manobra eleitoral e fechado apenas a coligação para o Senado com a chapa de Helder Barbalho.

Ainda segundo a fonte, Beto Faro teria afirmado de que a militância petista apoiará Chicão. 

Na avaliação atribuída a Faro, o apoio ao presidente da Alepa, Chicão, poderia favorecer indiretamente a candidatura de Éder Mauro no segundo voto, disse o petista. Isso porque Chicão não estaria apresentando crescimento nas pesquisas e, nesse cenário, os votos destinados a ele seriam considerados importantes para ajudar a eleger Celso Sabino, candidato apoiado por Lula.

Nova pesquisa reforça tendência de alta de Lula e sinaliza dificuldades de Flávio

 


Via site  JOTA por Beto Bombig

Levantamento do instituto Alfa Inteligência mostra petista com vantagem de 14 pontos sobre senador, que trocou de marqueteiro.

Uma nova pesquisa divulgada nesta sexta-feira (31/7) reforça o favoritismo do presidente Lula (PT) na disputa pela reeleição e, em sentido contrário, sinaliza as dificuldades de Flávio Bolsonaro (PL), que trocou de marqueteiro pela segunda vez desde ter sido lançado pré-candidato ao Planalto, em dezembro do ano passado.    De acordo com o instituto Alfa Inteligência, no primeiro turno, o petista lidera com 43% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Flávio, com 29%, Ronaldo Caiado (PSD), com 7%, Romeu Zema (Novo), com 6%,  Renan Santos (Missão), com 3%. Augusto Cury (Avante) tem 1%. Outros candidatos somados alcançam apenas 1%. Lula lançará oficialmente sua campanha à reeleição no próximo domingo (2/8), em São Paulo.

Nos cenários de segundo turno, Lula também mantém a dianteira quando confrontado com todos os demais adversários testados pelo instituto. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente tem 48%, enquanto o senador do PL alcança 41%. Em eventual disputa com Caiado no segundo turno, o petista, se a eleição fosse hoje, venceria por 45% a 40%. Diante de Romeu Zema, Lula marca 46% contra 37% do ex-governador de Minas. No embate direito com Renan Santos, registra 46%, enquanto o adversário alcança 32%.

A tendência de alta do presidente, após sucessivas turbulências na campanha de Flávio, é confirmada pela comparação com o levantamento anterior. No principal cenário de primeiro turno, Lula avançou três pontos percentuais em relação a junho, passando de 40% para 43%, enquanto o candidato de oposição oscilou de 31% para 29%.

Os candidatos que tentam criar uma "terceira via" na polarização entre o PT e o PL permanecem estacionados. Em junho, Caiado e Zema registram 7% das intenções de voto cada, enquanto Renan Santos (Missão) marcou 2%.

Desde a revelação de suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do Banco Master, em maio, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro vem enfrentando dificuldades políticas.  Ele também foi alvo de críticas desferidas por Michelle Bolsonaro (PL), casada com o pai do senador e candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ontem, quinta-feira (30/7), Flávio anunciou o publicitário Duda Lima como novo responsável pela marketing eleitoral de sua campanha. No final de maio, Eduardo ischer e Alexandre Oltramari haviam assumido o posto de Marcello Lopes.

A pesquisa foi realizada pelo instituto Alfa Inteligência, por encomenda da TMC (Transamérica Media Company), entre os dias 23 e 28 de julho de 2026. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04488/2026, ouviu 2.700 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Avaliação do governo

A avaliação da gestão Lula também está em tendência de alta em relação ao levantamento anterior. Segundo o instituto, a aprovação da forma de governar do presidente passou de 42% para 47%. A desaprovação recuou de 56% para 51%. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder. Quando questionados sobre uma eventual reeleição, 53% entendem que o petista não merece um novo mandato, enquanto 44% afirmam que Lula merece continuar no cargo.

Eleições de 2026 já têm 10.558 candidatos registrados


Via Poder 360 por Bianca Parma -  Das candidaturas registradas até as 19h30 de 6ª feira (7.ago), 65% são de homens e 35% de mulheres; dados são parciais porque prazo de registro vai até 15 de agosto.  O cargo com maior número de registros no Tribunal Superior Eleitoral até agora é o de deputado estadual: 5.718. Disputando a Presidência da República, por enquanto, só há 4 cadastros, o de Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP), Renan Santos (Missão) e Hertz Dias (PSTU).  As informaçõesacima ainda vão sofrer mudanças até o fim do prazo para registro. Os dados são do TSE. PERFIL DAS CANDIDATURAS Dos 10.558 registros de candidaturas até agora, 65% são de homens e 35% de mulheres. Negros são 48,1% (soma de 34,3% de pardos e 13,8% de pretos). Os autodeclarados brancos são 50,6%. Os que dizem ter ensino superior completo são 62,4%.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Indústria de ultraprocessados tenta impedir combate à obesidade, diz OMS


 
Via Agência Pública por Por Ed Wanderleyv

Tedros Adhanon acusa as Big Food de tentar dificultar esforços internacionais na promoção de dietas mais saudáveis. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanon Ghebreyesus, acusa as Big Food, indústrias gigantes do setor da alimentação, de tentar dificultar esforços internacionais no combate à obesidade e na promoção de dietas mais saudáveis, obstruindo políticas de saúde pública e elevando em bilhões de dólares os custos aos cofres públicos das nações. A declaração foi feita após a publicação do especial O Povo contra as Big Food, uma investigação transnacional feita pela Agência Pública junto a veículos e universidades de 9 países, capitaneada pela Lighthouse Reports.

Ao menos 239 ações judiciais foram movidas contra órgãos governamentais no México, Colômbia, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Índia entre 2010 e 2025 e, ainda que quase 80% delas tenham representado derrotas para a indústria, serviram para enfraquecer órgãos regulamentadores e postergar o início de regulações já aprovadas. O exemplo mais longevo de disputa judicial do gênero se deu no Brasil, em que a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 24, da Anvisa, que definiria os parâmetros para publicidade de alimentos no país, segue sem efeitos práticos há 16 anos, devido a múltiplos questionamentos na Justiça. “Esses atrasos custam bilhões aos países em despesas com saúde e custos legais e criam um ‘resfriamento regulatório’ que desencoraja governos de adotar proteções essenciais”, declarou Tedros em entrevista ao The Guardian, um dos parceiros da investigação transnacional.

“[A investigação] Não causa surpresa, mas é recebida com um reconhecimento sombrio. Quando o dano e o lucro estão vinculados ao mesmo produto, surge um padrão familiar de interferência da indústria: semear dúvidas e obstruir a regulamentação.”

O diretor-geral da OMS ressalta que a imposição de rotulagens nutricionais em embalagens, restrições à publicidade de alimentos não saudáveis e impostos sobre bebidas açucaradas são algumas das recomendações que vêm se mostrando eficazes no trabalho de promoção à saúde pública e no combate à obesidade, mas lamenta que muitas das medidas tenham avançado de forma mais significativa em países desenvolvidos de maior renda. “Isso reflete uma inequidade mais ampla, não apenas no crescente ônus das doenças, mas também na capacidade dos governos de responder — uma inequidade que os litígios agravam, ao atrasar ações justamente onde a necessidade é maior.”

Em 2024, quase um bilhão de pessoas, uma em cada sete no mundo, viviam com obesidade. Dietas não saudáveis permanecem como um importante fator de risco prevenível para doenças não transmissíveis (DNTs), como doenças cardíacas, diabetes e câncer, que causaram pelo menos 43 milhões de mortes em 2021. Mais de sete em cada dez dessas mortes ocorreram em países de baixa e média renda. O custo econômico anual da obesidade e das dietas não saudáveis é estimado em trilhões.

Tedros Adhonam Ghebreyesus

Diretor-geral da OMS 

No mundo, entre as ações em que os autores puderam ser identificados, quase metade dos litígios partiram de empresas como Coca-Cola, PepsiCo, Mondeléz, Kellogs, Danone e Ferrero, e em sua maioria, no México.

Tedros Adhonam, de um lado, lembra que “os governos podem apoiar uns aos outros ao adotar políticas robustas e obrigatórias e ao trabalhar juntos para fortalecer e implementar normas e estruturas internacionais que salvaguardem a saúde pública”.

Por outro lado, recomenda que as empresas encerrem as disputas judiciais e contribuam para adequações necessárias, ainda que reconheça que houve um avanço na redução de gorduras trans nos processos industriais em todo o mundo, o que deve ser celebrado.

“Esses esforços são bem-vindos, mas não são suficientes por si só para enfrentar a escala desta crise global de saúde”, conclui, junto a uma mensagem esperançosa: “O impulso para a mudança está crescendo”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Vice de Dr Daniel anunciada


 A candidata a vice-governadora na chapa de Daniel Santos (Podemos) ao governo do Pará é a empresária Ellayne D'Almeida (foto). 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Oligarquia no Senado: blogueiro ligado à família diz que Jader Barbalho será suplente de Helder Barbalho


O blogueiro Marcelo Bacana publicou nesta quarta-feira que acredita que o ex-senador Jader Barbalho poderá ser o primeiro suplente da candidatura de seu filho, Helder Barbalho, ao Senado. 

Caso Helder venha a assumir um ministério em um eventual futuro governo federal, Jader Barbalho herdaria a vaga no Senado. Na prática, tudo permaneceria em família.

Agora, essa estratégia ainda precisa ser aprovada pelo eleitor nas urnas.

Obs.: O Jornal Digital AnanindeuaDebates já havia antecipado essa possibilidade no ano passado.

Prazo para solicitar voto em trânsito termina em 20 de agosto; entenda como funciona

 


Via site Jota por Carolina Maingué Pires 

Eleitores que estarão fora de seu domicílio eleitoral podem pedir transferência temporária do local de voto em qualquer um dos turnos. Eleitores que estarão fora do seu domicílio eleitoral durante as eleições de 2026 têm até 20 de agosto para pedir o chamado "voto em trânsito", que consiste na transferência temporária do local de votação. A transferência pode ser feita online, no endereço disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou em qualquer cartório eleitoral. Dentro desse prazo, também é possível alterar ou o cancelar o pedido de voto em trânsito. O TSE disponibiliza a lista dos locais de votação para onde é possível solicitar a transferência temporária. Via de regra, ela pode ocorrer para capitais ou municípios com mais de 100 mil habitantes. É possível pedir transferência temporária para apenas um dos turnos das eleições ou para ambos, indicando inclusive cidades distintas em cada uma das rodadas. Conforme o TSE, se a transferência temporária ocorrer dentro do mesmo estado do domicílio eleitoral, o eleitor pode votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Porém, se a transferência for para um município de outro estado, a pessoa votará apenas para presidente.

O mesmo se aplica a brasileiros residentes no exterior e que estarão no Brasil durante as eleições: só é autorizada a votação para presidente. Por outro lado, quem tem domicílio eleitoral no Brasil e estará viajando para fora fica impedido de participar do pleito. Após a alteração, a consulta ao local temporário de votação poderá ser realizada pelo e-Título ou pelos sites dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais e do TSE. A lista deve ser disponibilizada a partir de 1º de setembro.

Passado o pleito, o título retornará à seção eleitoral de origem automaticamente. Quem pode solicitar o voto em trânsito?

Conforme a Resolução 23.751/2026 do TSE, podem pedir a transferência temporária de seção eleitoral:

pessoas em trânsito no território nacional

presas e presos provisórios e adolescentes em unidades de internação

militares e agentes de segurança pública em serviço no dia da eleição

pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida

indígenas, quilombolas, demais integrantes de comunidades tradicionais e residentes de assentamentos rurais

mesários e pessoas convocadas para apoio logístico, incluindo aquelas nomeadas para atuarem nos testes de integridade das urnas eletrônicas

juízas e juízes eleitorais, juízas e juízes auxiliares, servidoras e servidores da Justiça Eleitoral e promotoras e promotores eleitorais em serviço no dia das eleições

agentes penitenciários, policiais penais e servidores de estabelecimentos penais e de unidades de internação de adolescentes custodiados onde forem instaladas seções eleitorais

pessoas em situação de rua

No caso dos mesários, agentes penitenciários, policiais penais, servidores de estabelecimentos penais e de unidades de internação de adolescentes, o prazo para solicitar, alterar ou cancelar a transferência temporária é até 28 de agosto de 2026. voto de presos provisórios

A Constituição Federal prevê, no art. 15, que pessoas com condenação criminal transitada em julgado têm seus direitos políticos suspensos. Em março deste ano, o Congresso aprovou o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado (Lei 15.358/2026), que incluiu como causa de cancelamento do título de eleitor a prisão provisória, em quaisquer de suas modalidades.

No entanto, o TSE decidiu em abril que os novos dispositivos que restringem o direito ao voto de presos provisórios não valem para o pleito de 2026, porque violam o princípio da anualidade eleitoral. Conforme a Constituição, a lei que altera as eleições não se aplica à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.