quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Águas do Pará: a contradição de Hana Ghassan entre discurso e realidade



Artigo de Sulivan, diretor da Federação dos Metalúrgicos do Pará

A governadora Hana Ghassan (MDB) tenta se apresentar, nas eleições de 2026, como fiscalizadora rigorosa da concessão da Águas do Pará. No debate da TV Liberal, afirmou que manterá o contrato, mas com “cobrança de metas” e ameaça de cassação em caso de descumprimento. O problema é que esse discurso não se sustenta diante de dois fatos objetivos: foi o seu governo que viabilizou a privatização; e, desde então, o serviço tem piorado em diversas regiões do estado.

A concessão da Águas do Pará foi estruturada e implementada sob a gestão de Hana, com contrato de longo prazo (água até 2033, esgoto até 2039) e abrangência de 126 municípios. Não se trata, portanto, de “herança” de governos anteriores, mas de opção política assumida por sua administração. Quando a governadora diz que vai “fiscalizar” e “cobrar metas”, está, na prática, tentando se descolar da responsabilidade por um modelo que ela própria adotou.

A realidade nas ruas contradiz a narrativa de “gestão responsável”. Em Belém, a Defensoria Pública já notificou a concessionária por falhas no abastecimento, diante de reclamações recorrentes de falta d’água e baixa pressão. No oeste, em Santarém, moradores relataram dias sem água em vários bairros, e a agência reguladora chegou a revogar aumento tarifário após a empresa falhar na comprovação de investimentos e diante das reclamações sobre o serviço. No sudeste, em Marabá e na região de Carajás, a população denuncia que, passados meses da concessão, o “padrão Cosanpa” de torneiras secas e manutenções emergenciais se manteve.

Matérias locais resumem o quadro: a crise da Águas do Pará não está restrita à capital, atingindo também o interior, com reclamações por falta d’água, baixa pressão e cobrança por serviço inadequado. Ou seja: o eleitor que abre a torneira e não encontra água não vê “fiscalização”, vê falha de prestação sob a gestão de quem defende o modelo.

Dizer que vai “fiscalizar” e “cobrar metas” soa, na prática, como tentativa de transformar um problema de opção política em questão meramente técnica. Mas a escolha de privatizar o saneamento foi política; a manutenção do contrato, mesmo diante de falhas generalizadas, também é política. Enquanto isso, adversários como Dr. DANIEL propõem romper o contrato e retomar o serviço para o poder público, bandeira que ressoa junto a quem vive a crise no dia a dia.

O posicionamento de Hana Ghassan sobre a Águas do Pará é contraditório: tenta se apresentar como fiscalizadora de um modelo que seu próprio governo implantou, enquanto o serviço se deteriora em Belém, Santarém, Marabá e em outras regiões. Para o eleitor que sofre com torneiras secas e contas altas, a promessa de “cobrar metas” soa menos como solução e mais como tentativa de adiar a conta política de uma privatização que, na prática, não entregou o que prometeu.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

PF prende ex-prefeito Manoel Pioneiro em Belém

 


UOL Notícias 

A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta terça-feira (29), o ex-prefeito de Ananindeua e candidato a deputado federal Manoel Pioneiro (Republicanos-PA). Segundo as informações divulgadas, a prisão ocorreu após um saque de R$ 300 mil em espécie em uma agência bancária de Belém.

A PF investiga suspeitas de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Seis pessoas foram presas na ação, e os investigadores apuram a origem e a possível destinação eleitoral dos recursos. 

A PF já havia divulgado, em 28 de setembro, uma operação no Pará relacionada à investigação de crimes eleitorais, com apreensão de dinheiro, documentos e veículos e uma prisão em flagrante

Nesta terça! Pesquisas eleitorais e a disputa na última semana do pleito no Amapá


Para discutir esse tema, o Jornal Digital AnanindeuaDebates recebe:

Jucicleber Castro — professor e engenheiro.

Marcelo Bahia — cientista político.

Job Miranda — pedagogo.

Terça-feira (29), às 20h.

Acesse e inscrev a-se no canal do Jornal Digital AnanindeuaDebates no YouTube.

Comício de Lula: polêmica sobre candidaturas ao Senado deixa Hana em segundo plano


Ontem (28), o presidente Lula realizou um comício em Belém. Nos bastidores, porém, havia uma polêmica em torno das candidaturas ao Senado. Petistas defendiam que o vermelho não fosse ofuscado pelo azul do MDB. A militância, então, compareceu ao comício vestida predominantemente de vermelho.

A campanha da candidata ao governo tentou destacar a presença de Lula com uma camisa azul, mas, no evento, o vermelho acabou predominando entre a militância.

No palanque, Lula defendeu as bandeiras de seu governo e da campanha. O que chamou atenção, porém, foi a forma como o presidente colocou as candidaturas ao Senado no centro do discurso.

Lula cobrou das coordenações políticas dos dois candidatos ao governo uma posição sobre a disputa pelo Senado e defendeu a escolha do candidato mais viável eleitoralmente.

A fala acabou deslocando a candidatura de Hana Ghassan para segundo plano. A militância de esquerda vem criticando a campanha da candidata ao governo por esconder Lula.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

SINTEPP DENUNCIA AMEAÇAS DE MORTE CONTRA LÍVIA DUARTE E COBRA PROTEÇÃO À DEPUTADA


Via  Info Revolução por  Por Douglas Diniz - Repórter Sem Fronteiras (RSF) — A professora Silvia Letícia, integrante da Coordenação do SINTEPP e ex-vereadora de Belém, manifestou preocupação com as ameaças de morte relatadas pela deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), candidata à reeleição no Pará, e defendeu medidas para garantir a segurança da parlamentar e o livre exercício de seu mandato.

“Estamos preocupados com a segurança da deputada, que está sendo obrigada a andar com escolta armada 24 horas por dia”, afirmou Silvia Letícia.

A candidatura de Lívia Duarte à reeleição para deputada estadual pelo PSOL consta como deferida para as eleições de 2026.

Para Silvia Letícia, as ameaças devem ser tratadas com seriedade pelas autoridades. A dirigente sindical relacionou a preocupação ao histórico de violência política no Pará e lembrou os assassinatos de Paulo Fonteles, em 1987, e João Carlos Batista, em 1988, ambos advogados ligados às lutas de trabalhadores rurais e à defesa da reforma agrária. Registros históricos confirmam que Fonteles e Batista foram assassinados no Pará. Em pronunciamento no Senado, em 1995, o então senador Ademir Andrade citou expressamente os dois casos ao abordar a violência contra trabalhadores, lideranças e seus defensores no estado. Documentação apresentada à Corte Interamericana de Direitos Humanos também registra que nenhum mandante dos dois assassinatos havia sido processado e julgado.


No caso de João Carlos Batista, a relação entre ameaças e o assassinato tornou-se especialmente marcante. Reportagem de O Liberal publicada um ano após o crime registrou que o então deputado havia denunciado, na Assembleia Legislativa, ameaças de morte que vinha recebendo. Ele foi assassinado poucas horas depois, em 6 de dezembro de 1988 - SINTEPP DEFENDE GARANTIAS PARA EXERCÍCIO DO MANDATO

Silvia Letícia classificou como um “escândalo” a situação enfrentada por Lívia e afirmou que ameaças não podem impedir uma parlamentar eleita de exercer plenamente suas funções.

Na avaliação da dirigente sindical, as ameaças estão relacionadas à atuação política da deputada e aos enfrentamentos assumidos durante o mandato em defesa de trabalhadores e de outras pautas sociais. A afirmação representa a avaliação política de Silvia Letícia sobre o caso.

“A categoria está solidária à deputada Lívia Duarte e preocupada com sua integridade física. Diante da história de violência política no Pará, não podemos tratar essas ameaças como algo menor”, afirmou.

Para o SINTEPP, garantir a integridade física da parlamentar é também assegurar condições para o exercício do mandato conquistado nas urnas. A entidade defende que as ameaças sejam investigadas e que os órgãos responsáveis adotem as medidas necessárias para garantir sua segurança.

O histórico paraense reforça a necessidade de apuração. Décadas depois dos assassinatos de Fonteles e Batista, documentos e registros públicos continuam tratando os dois episódios como referências da violência ligada aos conflitos políticos e fundiários no estado. Leia mais 

Prefeito Hugo Atayde diz que vai entrar no MPE: os moradores do Conjunto Novo Cristo, no Icuí, estão há 7 dias sem água

 



"O Governo não pode deixar uma situação como essa acontecer.

A comunidade estava se mobilizando para fazer um protesto e conseguimos intervir, conversando com os moradores e conduzindo a situação da melhor maneira possível, buscando uma solução e encaminhando a demanda ao Ministério Público, junto com uma comissão da comunidade.

Enquanto o problema não é resolvido, vamos utilizar recursos próprios para levar um caminhão-pipa e ajudar as famílias que estão passando por isso.

Também vamos cobrar a responsabilidade da Águas do Pará e as providências necessárias.

O povo não pode pagar por problemas políticos. Água é um direito básico! Disse o prefeito no Conjunto Novo Cristo"

72% dos eleitores já definiram seu candidato no Pará, aponta pesquisa Quaest


A pesquisa Quaest mostra que 72% dos eleitores paraenses afirmam que já definiram em definitivo em quem vão votar nas eleições de 4 de outubro. Outros 28% disseram que ainda podem mudar a escolha até o dia da votação. (obs. a pesquisa e englobou candidatos: ao governo estadual e Senado)

O levantamento ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 25 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número PA-07042/2026.