quinta-feira, 12 de março de 2026

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que determina o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres


Em  casos de violência doméstica, quando houver risco para a vítima. A proposta agora segue para análise do Senado. 

O que muda com o projeto

A Justiça poderá determinar o uso imediato da tornozeleira eletrônica pelo agressor.

A medida será aplicada quando houver risco à vida ou à integridade da mulher.

A vítima receberá um dispositivo de alerta caso o agressor se aproxime. 

Via Rede 98 · 1

Como funciona

O agressor fica monitorado por GPS por meio da tornozeleira.

Se ele descumprir a distância mínima definida pela Justiça, o sistema gera alerta.

A polícia pode agir rapidamente para proteger a vítima.

Via Hora Hiper

Outras novidades

Em cidades sem juiz disponível, o delegado poderá determinar a tornozeleira, comunicando a decisão ao Judiciário em até 24 horas.

O objetivo é tornar o monitoramento uma medida protetiva prioritária dentro da Lei Maria da Penha.

O projeto surgiu diante do aumento da violência contra mulheres e da baixa utilização do monitoramento eletrônico em casos de medidas protetivas. 

Via Brasil de Fato

 Resumo:

A proposta fortalece a proteção às vítimas de violência doméstica, permitindo monitorar o agressor e alertar a mulher se ele tentar se aproximar.

Ananindeua implanta Laboratório Regional de Prótese Dentária e amplia acesso à saúde bucal

 

Foto Ascom PMA

Via Ananews - Dignidade e bem-estar à população por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU). O sorriso é parte fundamental da saúde, da autoestima e da qualidade de vida das pessoas. Pensando na importância de garantir mais dignidade e bem-estar à população, a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), implantou o Laboratório Regional de Prótese Dentária, vinculado ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do município.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços especializados de saúde bucal, oferecendo tratamento gratuito para pacientes que necessitam de próteses dentárias removíveis por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a coordenadora de Saúde Bucal do município, Neila Chaves, o novo serviço foi planejado para atender uma demanda histórica da população.

"Estamos implantando no município de Ananindeua o Laboratório Regional de Prótese, com a disponibilidade do serviço de próteses removíveis para os usuários. No nosso programa, estamos disponibilizando centenas de próteses por mês para os pacientes", destacou.

Além da questão estética, a reposição dentária tem impacto direto na saúde e no convívio social. O cirurgião-dentista Bruno Sousa explica que o tratamento devolve funções importantes para o paciente.

"A prótese não traz só a função para o paciente, ela traz também a sua autoestima, devolve seu sorriso, onde as pessoas vão poder se comunicar. Geralmente as pessoas ficam com vergonha por não ter um sorriso completo", ressaltou.

Para quem recebe o atendimento, o serviço representa um novo começo. A paciente Fátima dos Santos, atendida no CEO, elogiou a iniciativa e o cuidado da equipe.

"É um projeto nota dez! Somos muito bem atendidos pela equipe e eu gostei muito, então eu recomendo", afirmou.

O Laboratório Regional de Prótese Dentária passa a integrar a rede de atenção especializada do município, fortalecendo os serviços oferecidos pelo Centro de Especialidades Odontológicas e ampliando o acesso da população a tratamentos odontológicos de maior complexidade.

A Prefeitura de Ananindeua destaca que o investimento faz parte das ações de fortalecimento da saúde pública municipal, garantindo atendimento humanizado, infraestrutura adequada e profissionais qualificados para cuidar da saúde bucal da população.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Dono do Master, Daniel Vorcaro patrocinou evento da Globo em Nova York

 



Via ICL por Rodrigo Viana - Em vídeo, executivo da Globo chama de “amigo” o banqueiro, que também ajudou a bancar camarote global no Carnaval do Rio. 

As Organizações Globo que nas últimas semanas se transformaram, mais uma vez, numa espécie de tribunal da inquisição midiática, decidindo quem merece ou não arder na fogueira por manter proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro – foram beneficiadas de forma generosa pelo dinheiro do fundador do Banco Master. Em maio de 2024, Vorcaro foi o principal patrocinador de um evento organizado em Nova York pelo jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, ao qual compareceram empresários, governadores e lideranças políticas variadas – entre eles, Cláudio Castro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

O logotipo do Master aparecia em destaque no banner, ao fundo do palco onde os debates ocorriam, no luxuoso Hotel Plaza de Nova York, no momento em que o diretor da Editora Globo, Frederic Kachar, tomou a palavra para abrir o evento. Kachar deixou claro que entre Globo e Vorcaro havia algo mais do que dinheiro e patrocínio. Preste atenção nas palavras usadas pelo diretor de um dos braços das Organizações Globo:

“A gente tem alegria de ter patrocinadores de empresas que a gente admira e que eu tenho privilégio de ser amigo. Muito obrigado ao Banco Master [sorri e aponta para a plateia, onde estava o então banqueiro] na figura de seu presidente Daniel Vorcaro, que apresenta o seminário de hoje”. Em seguida, o preposto da família Marinho agradece também a Ricardo Magro, da Gulf Combustíveis, outra patrocinadora do evento novaiorquino. Magro é considerado o maior sonegador de impostos do Brasil, e vive hoje escondido nos Estados Unidos. No começo de 2026, o presidente Lula chegou a sugerir ao governo Trump a extradição do empresário, que é dono do Grupo Refit e foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga as relações do crime organizado com o setor de combustíveis.

O evento da Globo, portanto, tinha como patrocinadores um suspeito de integrar a maior rede de sonegação e lavagem de dinheiro do país e um banqueiro que está preso por, entre outras coisas, manter uma rede de mafiosos para intimidar os que ousavam desafiá-lo.

A Globo não integrava o grupo de zap batizado por Vorcaro de “A Turma”. Mas o evento de 2024 mostra que Vorcaro, naquela época, era da turma da Globo. Tudo isso foi revelado pelo site Correio da Manhã,  que expôs a íntegra do vídeo do evento transmitido pelo jornal Valor. O Correio da Manhã calcula que o patrocínio do banqueiro presidiário a um evento como esse das Organizações Globo “não sairia por menos de R$ 10 milhões”, ou seja, três meses do contrato do escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Master.

O referido contrato seria indício de uma suposta “compra de acesso” do Master junto ao ministro do STF. É o que dizem ou insinuam colunistas e comentaristas da Globo, sendo que um deles (Fernando Gabeira) chegou a sugerir o fechamento do Supremo Tribunal Federal, que deveria arder na fogueira da inquisição global.

Mas será que a Globo – ao esconder as relações pecuniárias do grupo midiático com Vorcaro e as relações orgânicas da família Marinho com aqueles que protegeram o Master no Banco Central (veja mais abaixo como Roberto Campos Neto virou executivo de uma empresa da família Marinho) – tem independência para atuar como inquisidora nesse caso? Por que a Globo mira todos seus canhões contra o STF e poupa Campos Neto – que hoje é funcionário da família Marinho no Nubank? 


As Organizações Globo – que nas últimas semanas se transformaram, mais uma vez, numa espécie de tribunal da inquisição midiática, decidindo quem merece ou não arder na fogueira por manter proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro – foram beneficiadas de forma generosa pelo dinheiro do fundador do Banco Master. Em maio de 2024, Vorcaro foi o principal patrocinador de um evento organizado em Nova York pelo jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, ao qual compareceram empresários, governadores e lideranças políticas variadas – entre eles, Cláudio Castro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

O logotipo do Master aparecia em destaque no banner, ao fundo do palco onde os debates ocorriam, no luxuoso Hotel Plaza de Nova York, no momento em que o diretor da Editora Globo, Frederic Kachar, tomou a palavra para abrir o evento. Kachar deixou claro que entre Globo e Vorcaro havia algo mais do que dinheiro e patrocínio. Preste atenção nas palavras usadas pelo diretor de um dos braços das Organizações Globo:

“A gente tem alegria de ter patrocinadores de empresas que a gente admira e que eu tenho privilégio de ser amigo. Muito obrigado ao Banco Master [sorri e aponta para a plateia, onde estava o então banqueiro] na figura de seu presidente Daniel Vorcaro, que apresenta o seminário de hoje”.

Em seguida, o preposto da família Marinho agradece também a Ricardo Magro, da Gulf Combustíveis, outra patrocinadora do evento novaiorquino. Magro é considerado o maior sonegador de impostos do Brasil, e vive hoje escondido nos Estados Unidos. No começo de 2026, o presidente Lula chegou a sugerir ao governo Trump a extradição do empresário, que é dono do Grupo Refit e foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga as relações do crime organizado com o setor de combustíveis.


O evento da Globo, portanto, tinha como patrocinadores um suspeito de integrar a maior rede de sonegação e lavagem de dinheiro do país e um banqueiro que está preso por, entre outras coisas, manter uma rede de mafiosos para intimidar os que ousavam desafiá-lo.


A Globo não integrava o grupo de zap batizado por Vorcaro de “A Turma”. Mas o evento de 2024 mostra que Vorcaro, naquela época, era da turma da Globo. Tudo isso foi revelado pelo site Correio da Manhã,  que expôs a íntegra do vídeo do evento transmitido pelo jornal Valor. O Correio da Manhã calcula que o patrocínio do banqueiro presidiário a um evento como esse das Organizações Globo “não sairia por menos de R$ 10 milhões”, ou seja, três meses do contrato do escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Master.


O referido contrato seria indício de uma suposta “compra de acesso” do Master junto ao ministro do STF. É o que dizem ou insinuam colunistas e comentaristas da Globo, sendo que um deles (Fernando Gabeira) chegou a sugerir o fechamento do Supremo Tribunal Federal, que deveria arder na fogueira da inquisição global.


Mas será que a Globo – ao esconder as relações pecuniárias do grupo midiático com Vorcaro e as relações orgânicas da família Marinho com aqueles que protegeram o Master no Banco Central (veja mais abaixo como Roberto Campos Neto virou executivo de uma empresa da família Marinho) – tem independência para atuar como inquisidora nesse caso? Por que a Globo mira todos seus canhões contra o STF e poupa Campos Neto – que hoje é funcionário da família Marinho no Nubank?

Ao pagar o patrocínio no evento da Globo, Vorcaro comprou acesso à elite endinheirada. Tudo sob as bênçãos da família Marinho.

O mais saboroso – e assustador – é observar como Vorcaro se dirige à nata do capital brasileiro no evento em Nova York. Ao subir ao púlpito, ele é ouvido como se fosse um sábio, um empresário vencedor, autorizado a pontificar sobre a democracia e as instituições brasileiras, chegando a comentar os efeitos da Lava Jato no país. Mal sabia que estava falando de corda em casa de enforcado: a Globo ainda não se desgarrou do lavajatismo do qual foi sócia majoritária, ajudando a incensar Sergio Moro e outros malandros de Curitiba (a família Marinho, lembremos, chegou a entregar o prêmio “Juiz que faz a diferença” ao magistrado suspeito das araucárias).

Em Nova York, era Vorcaro quem ganhava o selo de aprovação da família Marinho: um banqueiro que faz a diferença. Amigo do poderoso Kachar, executivo da Globo famoso por participar de celebrações cafonas em que assumia o papel de DJ (jornalistas que frequentaram as tais festinhas dizem que a performance de Kachar era sofrível), Vorcaro pisou firme no palco e disse frases como as que transcrevo abaixo:

“Fiquei muito honrado com o convite do ‘Fred´. O [jornal] Valor tem sido um baluarte para nossa nação, ‘Fred’. O Valor tem sido uma referência e um norte para nós brasileiros, com informação sempre precisa e isenta. Cumprimento ao ‘Fred´ e toda a equipe que eu admiro bastante – Lauro, Maria Fernanda, Álvaro, Malu e todos demais pelos quais tenho uma admiração enorme”. Na sequência, elogia a democracia brasileira e louva a “segurança jurídica” proporcionada pelo desenho institucional brasileiro, advindo da Constituição de 1988:

“Tivemos crises institucionais, passamos por uma Lava Jato, mas saímos disso tudo mais fortes. Se tem uma democracia que foi forjada a ferro e fogo, é a democracia brasileira. Acredito que a gente tem Três poderes que são fortes, se complementam, se auditam, e é algo que a gente tem que bater no peito e se orgulhar. Nós temos sim segurança jurídica, todo esse passado recente mostra o quão forte é nossa democracia e o quanto a gente tem de segurança jurídica em nosso país”.

Vorcaro achava que a “segurança jurídica”, no caso do Master, seria construída garantindo acesso ao poderes da República e, claro, soltando um dinheirinho para o Grupo Globo, porque ninguém é de ferro. Vorcaro, rei do camarote no Rio

Menos de dois anos se passaram, entre ele ser tratado como sábio e amigo em Nova York… e depois ser escorraçado como banqueiro que corrompe as instituições, ajudando no roteiro usado sob encomenda para derrubar Xandão e soltar Bolsonaro.

Frederic Kachar, ou “Fred” para os íntimos, tinha relações tão próximas com Vorcaro que Globo e Master mantiveram um camarote conjunto no Carnaval carioca, pelo menos entre 2022 e 2024. A área vip do camarote ficava restrita ao banqueiro e seus amigos. E por ali circulavam artistas e influenciadores. Muitos vestiam camiseta carnavalesca que estampava logomarcas da revista Quem (editora Globo) e de O Globo, lado a lado com a do banco Master.

Matéria publicada no jornal carioca, em fevereiro de 2023, avisava que o Camarote Quem/O Globo tinha “ganho decoração em homenagem aos cartões postais do Rio”, e anunciava boca livre nos comes e bebes: “a ideia é que a galera coma mesmo, sem perrengue e sem filas”. Durante a festa, dizia o festivo jornal, “as marcas parceiras prepararam mimos para fazer o folião convidado ainda mais feliz”. E por fim contava que tudo era pago com “patrocínio máster de Fit Combustíveis, Cedae, Banco Master”, entre outros.

Quem paga os mimos tem preferência, claro! Pessoas que circularam pelo camarote naqueles anos contam que Vorcaro agia como anfitrião, como o verdadeiro dono da casa no camarote da Globo.

De novo, cabe a pergunta: ministro do STF tomar whisky, sob patrocínio de Vorcaro em Londres, é suspeito e questionável? Sim. Mas o que dizer de um grupo de mídia que ajudou a construir a figura de Vorcaro como alguém respeitável, abrindo as portas para que transitasse junto à elite brasileira – aceitando que ele patrocinasse eventos no Carnaval carioca e nos hotéis de luxo em Nova York? O banqueiro presidiário e o tal “Fred” da editora Globo aparentemente mantiveram até relacionamento amoroso com a mesma atriz: namoraram Monique Afradique. No caso de “Fred”, foi um namoro público, que circulou com ela por salões endinheirados Brasil afora. Já Vorcaro teria usado o codinome “Allan do TI” para esconder Monique em sua agenda de contatos, a que a PF teve acesso.

Tudo isso seria de natureza absolutamente íntima, não fosse um indício a mais de que Vorcaro, o banqueiro bandido, e “Fred”, o chefão na Globo, frequentavam os mesmos ambientes e se relacionavam com as mesmas pessoas.

Foi Frederic Kachar, aliás, quem transformou o polêmico e açodado Diego Escosteguy em diretor da revista Época, entre 2015 e 2018. Conhecido por ter sido um dos mais duros lavajatistas na época gloriosa de Moro, e por pressionar colegas jornalistas ao exigir que seguissem a mesma linha de jornalismo engajado com a direita, Escosteguy é acusado agora de algo mais grave: ter recebido R$ 2 milhões de reais, para publicar matérias favoráveis a Vorcaro no site O Bastidor, que ele criou depois de sair das Organizações Globo.

Escosteguy nega que seja um jornalista corrupto. E diz que recebeu os recursos de Vorcaro como pagamento por publicidade –  isso tudo num site que parece ser um fracasso de público mas um sucesso master no departamento comercial. Campos Neto e a família Marinho

A parceria entre a família Marinho e o banqueiro Roberto Campos Neto não é apenas ideológica. Isso talvez explique por que o ex-presidente do BC tem sido poupado no noticiário da Globo sobre o caso Master.

A família Marinho, cujos negócios midiáticos cresceram exponencialmente sob patrocínio da ditadura militar à qual serviu o avô de Campos Neto, é defensora radical de privatizações, de feroz ajuste fiscal, de nova “reforma previdenciária” que puna os trabalhadores ainda mais e de “autonomia” total para o Banco Central. Nisso tudo, Globo e Campos Neto são parceiros.

Há, no entanto, uma relação orgânica, pouco exposta ao grande público. Depois de sair do Banco Central, como herói da Faria Lima, e de usar a camisa amarela ao votar para mostrar que é um quadro do bolsonarismo, Campos Neto foi contratado como principal executivo do Nubank – instituição da nova geração financeira, que cresce sem parar.

Acontece que a família Marinho é sócia declarada do Nubank. Em julho de 2024, de forma discreta, o mercado foi informado em matérias da imprensa especializada que a Globo Ventures adquirira participação no Nubank: não comprou ações nem fez aporte de capital, mas foi construindo a sociedade na base da permuta. Ou seja: a Globo ofereceu espaço publicitário na TV, em troca de uma parcela crescente de ações do banco digital. O Nubank, por exemplo, surgiu com destaque em dezenas de comerciais no horário mais caro da publicidade global: o intervalo do Jornal Nacional (JN).

Roberto Marinho Neto, CEO da Globo Ventures, defendeu a estratégia comercial da família, numa entrevista em que afirmou, em julho de 2025: “o futuro será das marcas capazes de renovar estratégias, testar hipóteses e investir em parcerias inovadoras”. Entre as parcerias, Marinho Neto (conhecido por ser um empolgado torcedor do Flamengo, a ponto de fretar aviões com amigos para ver jogos do time no exterior) citou os casos do Nubank e do Quinto Andar como “duas marcas disruptivas, inovadoras e admiráveis”.

Não há como confirmar se uma das estratégias disruptivas de Marinho Neto foi sugerir o nome de Campos Neto para dirigir o Nubank, em julho de 2025. O ex-presidente do Banco Central é hoje o principal executivo do banco digital, que contratou também outro nome egresso do BC: Otávio Damaso foi diretor de Normas e Regulação do BC e, após cumprir a quarentena obrigatória, entrou pela porta giratória do Nubank, para cuidar exatamente da mesma área de regulação.

Ora, Otávio Damaso coordenou a fiscalização no BC justamente no período em que a autoridade monetária não parece ter visto nada de anormal nas ações de Vorcaro, permitindo a ele obter o registro oficial para operar o Master – isso depois de o banqueiro visitar a sede do BC por 24 vezes, na gestão Campos Neto – como mostrou reportagem exclusiva do ICL Noticias. Em relação a Damaso, diga-se, não há indícios de mal feitos. Mas o que fica é a impressão de uma regulação leniente, para dizer o mínimo.- O que temos aqui, em resumo?

1 – Campos Neto e seus diretores no BC jamais incomodaram Vorcaro, permitindo que ele cometesse barbaridades operacionais que levaram à liquidação do Master (e a liquidação só ocorreu pós Gabriel Galípolo assumir o BC), deixando um rastro de destruição em fundos de previdência pública e prejuízos para milhares de investidores.

2 – Campos Neto e um de seus diretores (justamente o Diretor de Normas e Regulação), ao sair do BC, refugiaram-se sob o guarda-chuva do Nubank – que foi um dos bancos a vender papéis do Master (CDBs com taxas fora do padrão).

3 – A Globo, sócia do Nubank, tenta transformar o escândalo do Master (que cresceu sob a batuta de Campos Neto no BC, e chegou a patrocinar ações da própria Globo), num “escândalo do STF”. A estratégia cai como uma luva para os bolsonaristas e seus aliados na Faria Lima.

4-  Ao agir assim, na prática, a Globo ajuda a blindar um executivo que trabalha em empresa da família Marinho: o bolsonarista Campos Neto.

As Organizações Globo parecem tão preocupadas em esconder essa teia de relações que nesta quarta-feira (11) publicaram uma “vacina” em forma de “apuração”, no blog de uma jornalista da casa. A notícia é que o Planalto estaria tentando “concentrar o foco da crise na atuação do Banco Central durante a gestão de Campos Neto”.

Ora, não é o Planalto que pode levar o caso para o colo de Campos Neto, mas a realidade. O Banco Master e sua quebra só existiram porque um quadro do bolsonarismo, que hoje é funcionário da família Marinho como executivo do Nubank, permitiu que isso ocorresse.

Mais que isso: Vorcaro só ganhou notoriedade e espaço junto à elite brasileira porque teve a chancela da família Marinho, ao patrocinar/apresentar evento em Nova York e ao bancar parte do camarote da Globo na Sapucaí.

Se faltava desenhar, aí está o quadro completo.

"Ruim com ela, pior sem ela” - O governo Helder Barbalho privatizou a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e os serviços pioraram


Muita água na natureza ≠ água tratada nas torneiras

Ter rios, chuva e aquíferos não significa 1 - automaticamente água nas casas. Para chegar à população, é preciso:

captação da água

tratamento em estações

reservatórios

rede de distribuição e manutenção

Se a infraestrutura é antiga ou insuficiente, falta água mesmo em regiões muito úmidas.

2 - Problemas históricos da Cosanpa

A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) enfrenta críticas há décadas por:

rede antiga e com muitos vazamentos

poucas estações de tratamento para o tamanho das cidades

falta de investimento contínuo

crescimento urbano rápido em cidades como Ananindeua e Belém

Isso faz com que o sistema fique sobrecarregado.

3 - Privatizações e concessões

Nos últimos anos, governos estaduais passaram a conceder partes do serviço de saneamento à iniciativa privada, seguindo o novo marco do saneamento no Brasil (2020).

No Pará, durante o governo de Helder Barbalho, houve processos de concessão de serviços de água e esgoto em algumas regiões. A ideia defendida pelo governo é:

atrair investimento privado

ampliar rede e tratamento

cumprir metas nacionais de universalização até 2033

Já críticos dizem que:

pode aumentar tarifas

nem sempre melhora o serviço rapidamente

empresas podem assumir áreas mais rentáveis primeiro

4 -  Por que a água ainda falta?

Mesmo com chuva e rios, os problemas costumam vir de:

infraestrutura insuficiente

crescimento rápido das periferias

ligações irregulares

perdas na rede (vazamentos)

baixa capacidade de tratamento

Em algumas cidades da Amazônia, mais de 40% da água tratada se perde na rede antes de chegar às casas.

 Resumindo:

O problema não é falta de água natural no Pará, e sim gestão, infraestrutura e investimento no sistema de abastecimento.

Se quiser, posso também te explicar uma coisa que muita gente de Ananindeua e Belém pergunta:

 por que alguns bairros ficam dias sem água enquanto outros quase não sofrem com isso. Isso tem a ver com pressão da rede e reservatórios. Nas cidades da região metropolitana como Ananindeua e Belém, o motivo de alguns bairros sofrerem muito com falta de água e outros quase nunca tem relação principalmente com pressão da rede, reservatórios e localização do bairro. 

1 - Pressão da rede de distribuição

A água tratada sai das estações e entra nas tubulações com determinada pressão.

Bairros mais próximos das estações ou reservatórios recebem água primeiro.

Bairros mais distantes ou no final da rede recebem com pressão menor.

Quando há redução no sistema, a água simplesmente não chega ao final da rede.

2 -  Diferença de altura dos bairros

Outro fator é o relevo.

Áreas mais altas precisam de mais pressão ou bombeamento.

Áreas mais baixas recebem água com mais facilidade.

Se o sistema está fraco ou com bombas paradas, os bairros altos são os primeiros a ficar sem água.

3 -  Crescimento desordenado das cidades

Cidades como Ananindeua cresceram muito rápido. Muitos bairros surgiram antes de existir rede adequada.

Consequências:

tubulações finas para muita gente

ligações improvisadas

queda de pressão na rede

4 - Vazamentos e perdas

No Brasil, a perda média de água tratada pode passar de 40% nas tubulações.

Isso acontece por:

canos antigos

vazamentos

ligações clandestinas

Ou seja, muita água se perde antes de chegar às casas.

5 - Manobras de distribuição

Em alguns lugares, a Companhia de Saneamento do Pará faz o que chamam de “manobra de rede”.

Isso significa:

fechar água em um bairro

abrir para outro

alternar o abastecimento

É uma forma de dividir a pouca pressão disponível.

 Por isso acontece a situação que muita gente reclama:

Um bairro tem água enquanto o outro fica dias sem. Quem ganhou a concessão (venda)Valor da concessão

O leilão aconteceu em abril de 2025 na bolsa B3 (São Paulo).

As empresas pagaram cerca de R$ 1,4 bilhão em outorga ao Estado para assumir os serviços. 

webcidade.com · 

O contrato prevê investimentos de cerca de R$ 18,8 bilhões em saneamento até 2039. 

paracidades.com.br · 

 Empresa que ganhou

A principal vencedora foi a empresa:

Aegea Saneamento e Participações

Ela venceu 3 dos 4 blocos da concessão, incluindo regiões importantes como:

Região Metropolitana de Belém

Nordeste do Pará

Sudeste do Pará 

Agência Tailândia

 Quantas cidades

A concessão envolve aproximadamente 99 municípios do Pará. Com informações de órgãos de imprensa, estudos técnicos

Estreia nesta quinta (12) em Ananindeua a peça "Mulheres Quebradeiras de Castanha"



A história de luta das mulheres operárias quebradeiras de castanha será narrada em uma peça teatral  em Ananindeua

Cordão de Pássaro Uirapuru da Liberdade  lança seu Projeto de Cultura e Teatro Popular 2026. A iniciativa visa levar ao público cenas marcantes da memória de resistência e da sensibilidade das operárias quebradeiras de castanha do Pará, na década de 1980.

O mês de março também relembra as lutas dessas mulheres por conquistas importantes, como a redução da jornada de trabalho nas fábricas.

Dia 12/03 (quinta), às 18:30h

Local: Sindicato da Alimentação, Rua do Fio, n° 58, Guanabara (Ananindeua).

terça-feira, 10 de março de 2026

Feminicídio no Brasil: número de mulheres assassinadas


O número de mulheres assassinadas por feminicídio no Brasil varia a cada ano, mas os dados mais recentes mostram que o problema continua grave.

 Dados recentes

2025: cerca de 1.470 mulheres assassinadas por feminicídio no país.

2024: cerca de 1.450 casos registrados.

 Isso significa aproximadamente 4 mulheres assassinadas por dia no Brasil por motivo de gênero (violência doméstica, familiar ou menosprezo à condição de mulher).

Outros dados importantes

Em 2025, considerando casos consumados e tentativas, houve 6.904 vítimas de feminicídio (2.149 mortes e 4.755 tentativas.

A maioria dos crimes é cometida por companheiros ou ex-companheiros da vítima. 

Grande parte ocorre dentro da própria residência. 

Resumo:

Aproximadamente 1.400 a 1.500 mulheres são assassinadas por feminicídio por ano no Brasil, o que equivale a cerca de 4 mortes por dia. Com informações: Agência Brasil, Uol e Senado Federal

Câmara Municipal de Ananindeua divulga NOTA OFICIAL sobre a sessão desta terça-feira (10)

 


NOTA OFICIAL

A Câmara Municipal de Ananindeua informa que a Sessão Ordinária realizada nesta terça-feira, 10 de março de 2026, ocorreu dentro da normalidade institucional, seguindo rigorosamente os procedimentos regimentais que orientam os trabalhos do Poder Legislativo Municipal.

Durante o andamento da sessão, foi registrado um momento pontual de manifestação no plenário, situação que foi prontamente conduzida pela Mesa Diretora, com a adoção das medidas necessárias para a preservação da ordem, do respeito institucional e da continuidade dos trabalhos parlamentares.

A Câmara esclarece que não houve interrupção definitiva da sessão, tampouco qualquer comprometimento do andamento das atividades legislativas previstas na pauta, que seguiram conforme o rito estabelecido.

Em relação à transmissão da sessão pelas plataformas digitais, informamos que eventuais instabilidades técnicas podem ocorrer em sistemas de transmissão ao vivo. A equipe responsável já realiza a verificação do ocorrido, ressaltando que tais questões técnicas não possuem qualquer relação com o funcionamento ou com a condução da sessão plenária.

A Câmara Municipal de Ananindeua reafirma seu compromisso com a transparência, com o respeito às instituições democráticas, com o livre exercício da atividade jornalística e com a plena realização das atividades legislativas, sempre pautadas pela legalidade, responsabilidade pública e pelo interesse da população de Ananindeua.

Ananindeua, 10 de março de 2026.

Comunicação Institucional

Câmara Municipal de Ananindeua, Pará