O evento, que também contaria com a presença da primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, acabou sendo cancelado. Janja havia programado viagem a Belém para participar da cerimônia.
Em sua manifestação, Andréia Salustiano lamentou o cancelamento e questionou a ausência de justificativas públicas para a decisão.
"Inacreditável que a governadora Hanna e o presidente da Alepa, Chicão, tenham desmarcado, no final da tarde de ontem, sua participação em um evento voltado ao enfrentamento de um problema que já pode ser considerado uma epidemia nacional, inclusive com altos índices no Pará", afirmou.
Segundo a sindicalista, o evento seria realizado no Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA e contaria com a participação de representantes dos três poderes, condição considerada fundamental para a efetivação do pacto.
"Na recepção do local, fomos informados do cancelamento, sem que fossem apresentados mais detalhes. Isso nos leva a crer que a agenda foi simplesmente desmarcada, sem que Hanna e Chicão apresentassem uma justificativa que superasse a importância da assinatura desse pacto, que serviria de estímulo à adoção de medidas concretas de prevenção e combate ao feminicídio no Pará", declarou.
Para Andréia Salustiano, a ausência das autoridades representa uma demonstração de desinteresse diante de um problema que afeta diretamente as mulheres e toda a sociedade.




