terça-feira, 9 de junho de 2026

Câmara de Ananindeua debate projeto que cria atendimento prioritário para mães solo nos serviços públicos


A Câmara Municipal de Ananindeua analisa um Projeto de Lei de autoria da vereadora Nathália Begot (DC) que institui o programa “Tempo de Mãe”, voltado ao atendimento prioritário de mães solo nos serviços públicos municipais. A proposta busca reduzir a sobrecarga enfrentada por mulheres que são responsáveis, de forma exclusiva ou predominante, pelo sustento e cuidado dos filhos.

De acordo com o texto, serão consideradas mães solo as mulheres responsáveis por famílias monoparentais e inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), podendo a condição ser comprovada também por outros meios definidos pela administração municipal.

O programa prevê prioridade no atendimento em unidades da rede municipal de saúde, equipamentos da assistência social, como os CRAS, além de serviços administrativos, cadastrais e tributários oferecidos pela Prefeitura. A iniciativa tem como objetivo reduzir o tempo de espera e o número de deslocamentos necessários para o acesso aos serviços públicos essenciais. 

Entre as diretrizes da proposta estão a simplificação da comprovação da condição de mãe solo, a preservação da dignidade e da privacidade das beneficiárias, a realização de atendimentos e agendamentos de forma integrada e a ampla divulgação do direito à prioridade.

Na justificativa do projeto, a vereadora Nathália Begot destaca que a medida busca promover maior igualdade de oportunidades e garantir proteção social às famílias chefiadas por mulheres, além de contribuir para o bem-estar das crianças e adolescentes. A parlamentar argumenta que a iniciativa representa um avanço nas políticas públicas voltadas à maternidade e à proteção da família em Ananindeua.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Nunes Marques manda tirar do ar pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro


 
Via ICL Notícias 

Instituto AtlasIntel não poderá mais manter os dados em seus canais oficiais. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou, nesta segunda-feira (8), a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação da pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou, em maio, uma queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro.

Com a decisão de Nunes Marques,  a empresa não poderá mais manter os dados em seus canais oficiais. O levantamento da AtlasIntel foi divulgado após o vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Na decisão, Nunes Marques afirma que há indícios de indução para a contaminação das respostas, comprometendo a metodologia da pesquisa. O ministro disse que “a controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”. O presidente do TSE ressaltou que outras 27 pesquisas feitas pela AtlasIntel não apresentaram questionários com perguntas semelhantes ao teor da pesquisa questionada e nem veicularam áudio.

A decisão do ministro deve ser levada a referendo do plenário do tribunal na sessão desta terça-feira (9).

Nunes Marques atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou que o questionário do instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador, criando uma narrativa acusatória.

Segundo o PL, das 49 perguntas, 8 envolviam diretamente o Banco Master e soram apresentadas em sequência, influenciando a percepção dos entrevistados e não só medindo a percepção dos entrevistados. O instituto entrevistou 5.032 eleitores do Brasil de 13 a 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.

O PL disse que houve uma progressão: medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira;

Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura.

“A pesquisa, da maneira heterodoxa em que formulada, pode criar, indevidamente, manchetes e narrativas de campanha baseadas em resultados obtidos após estímulo negativo. Isso desvirtua a função informativa da pesquisa eleitoral e permite que o instrumento de medição se converta em meio indireto de propaganda negativa”, disse o partido.

O instituto terá que enviar ao TSE documentação técnica complementar que indique a regularidade da metodologia, esclarecendo o uso do áudio. O Ministério Público Eleitoral também vai se manifestar no processo.

sábado, 6 de junho de 2026

Nenhum governo sério pode aceitar a falta de respeito da "Águas do Pará" com a população



O governo Helder Barbalho/Hana Ghassan privatizou os serviços de abastecimento da Cosanpa, transferindo-os para a empresa "Águas do Pará", do grupo Aegea Saneamento. O que aconteceu? Diversos municípios paraenses convivem com constantes interrupções no abastecimento e com a péssima qualidade da água quando ela chega às torneiras.

Nesta semana, o pré-candidato ao governo do Pará, Dr. Daniel, afirmou que, se eleito, poderá cancelar o contrato com a "Águas do Pará" caso os serviços não apresentem melhorias.

Quem não mora na Amazônia paraense pode se perguntar por que falta água nas torneiras. Já quem vive na região faz outra pergunta: por que a água que chega às residências tem qualidade tão ruim? A população sofre diariamente com os péssimos serviços prestados.

A declaração do pré-candidato colocou o tema em evidência e reacendeu um debate que precisa ser aprofundado para que se encontre uma solução para o problema. Quando entregou os serviços à iniciativa privada, o governo Helder Barbalho/Hana Ghassan estabeleceu condicionantes e mecanismos suficientes para garantir a qualidade e a regularidade do abastecimento à população? Pelo visto, não.

Com a aproximação da campanha eleitoral, a discussão sobre o abastecimento de água e a atuação da "Águas do Pará" tende a ganhar ainda mais espaço no debate público.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

STF marca julgamento de Eduardo Bolsonaro para 16 de junho

 


Via site Jota por Lucas Mendes

Ex-deputado é acusado de coação na investigação de tentativa de golpe no Brasil e na ação contra o pai. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar o caso do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), réu por coação no curso do processo, em 16 de junho. O julgamento foi marcado pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, após o caso ser liberado pelo relator Alexandre de Moraes. A Ação Penal (AP) 2782 é o primeiro item da pauta.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o parlamentar usou uma rede de contatos com integrantes do governo dos Estados Unidos para constranger a atuação do STF na investigação sobre a tentativa de golpe no Brasil e na ação penal em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. O ex-deputado é defendido pela Defensoria Pública da União (DPU) e foi intimado por meio de publicação em edital. Ele está nos Estados Unidos desde o ano passado.

Ao votar para aceitar a denúncia, Moraes argumentou que há provas da materialidade e “indícios razoáveis e suficientes” contra Eduardo. “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”, escreveu.

Ainda de acordo com Moraes, a conduta criminosa ficou evidenciada pelo fato de o ex-deputado pretender criar ambiente de “intimidação” sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Bolsonaro.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Dr. Daniel sobe o tom contra a Águas do Pará e afirma que poderá cancelar contrato se for eleito governador


O pré-candidato ao Governo do Pará, Dr. Daniel, publicou um vídeo nas redes sociais em que faz duras críticas aos serviços de abastecimento de água prestados pela empresa Águas do Pará. Na gravação, ele cobra melhorias no atendimento à população e questiona a qualidade dos serviços oferecidos pela concessionária.

As críticas também foram direcionadas ao ex-governador Helder Barbalho, apontado por Dr. Daniel como responsável pelo processo de privatização dos serviços de abastecimento anteriormente realizados pela Cosanpa.

Durante o pronunciamento, o médico afirmou que, caso seja eleito governador do Pará, poderá cancelar o contrato firmado entre o Estado e a empresa caso os problemas no abastecimento não sejam solucionados.

Segundo Dr. Daniel, a população paraense merece um serviço de qualidade, com fornecimento regular de água e atendimento eficiente às demandas dos consumidores.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Sábado Cultural abre temporada junina com apresentação do Boi Kutaca no Parque Cultural Vila Maguary


Via Ananews - O Parque Cultural Vila Maguary entra no clima das festas juninas com uma programação especial dedicada à cultura popular. Por meio do Sábado Cultural, a Fundação Maguary dá início ao Circuito Cultural Junino, reunindo música, tradição e manifestações que fazem parte da identidade amazônica.

A abertura acontece no dia 6 de junho, às 19h, com a apresentação do Boi Kutaca, levando ao público toda a força, o ritmo e a alegria de uma das mais tradicionais expressões da cultura popular amazônica. A programação é gratuita e convida famílias, visitantes e amantes da cultura a vivenciarem de perto as tradições que fazem parte da identidade paraense.

A pauta pode destacar como o Sábado Cultural se consolida como um espaço de valorização da cultura popular, promovendo o encontro entre artistas e comunidade e dando início a uma programação junina que celebra as raízes, os costumes e a riqueza cultural da Amazônia. Serviço: Local: Parque Cultural Vila Maguary

Data: 06/06/2026 às 19h0

Endereço: Avenida Claude Sanders, 3360

terça-feira, 2 de junho de 2026

EUA ameaçam Brasil com tarifas de 25% após visita de Flavio Bolsonaro a Trump


 
Via site Vermelho por Davi Dmolir Molinari

EUA querem tarifar exportações brasileiras a partir de julho. Medidas podem atingir o Pix e os bancos brasileiros. Itamaraty vê decisão como política e não técnica

 O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu na segunda-feira (1º) uma investigação de 12 meses sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O término da apuração pelo USTR atropelou o prazo acordado entre Lula e Trump e pode passar a valer a partir de 15 de julho.

A medida, colocada em consulta pública com audiência marcada para 6 de julho, representa uma escalada concreta nas pressões comerciais norte-americanas contra o Brasil. A determinação do USTR, liderado pelo embaixador Jamieson Greer, classifica como “irrazoáveis e onerosas ou restritivas ao comércio americano” uma série de políticas brasileiras, entre elas o comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (incluindo o Pix), tarifas preferenciais consideradas injustas, aplicação de medidas anticorrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. A proposta de tarifa de 25% abrange exportações brasileiras em geral, com lista de isenções detalhada em documento de 73 páginas. O prazo legal para eventual adoção das medidas corretivas expira em 15 de julho de 2026. Essa ação se soma diretamente ao Relatório Especial 301 de 2026, divulgado em 30 de abril, que manteve o Brasil na lista de vigilância em matéria de propriedade intelectual. Naquele documento, o USTR já apontava preocupações com pirataria digital, dispositivos de streaming ilícitos, falsificações na região da Rua 25 de Março em São Paulo, demora na análise de patentes farmacêuticas e necessidade de maior fiscalização. 

A nova investigação da Seção 301 incorpora explicitamente a proteção à propriedade intelectual entre os motivos para a tarifa proposta, demonstrando continuidade na estratégia norte-americana de pressão econômica.

Fontes do Itamaraty avaliam a decisão como essencialmente política, e não técnica. Segundo diplomatas brasileiros, o USTR desconsiderou esclarecimentos e argumentos apresentados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo do último ano, inclusive no âmbito de negociações intensificadas após a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump em maio de 2026, contudo, um embaixador citado em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo disse ao jornal que a argumentação brasileira foi toda desconsiderada porque a decisão do governo Trump é mesmo política e tem relação direta com o lobby da oposição e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Washington na semana anterior ao anúncio. Mais um elemento da traição do clã Bolsonaro contra o Brasil

Diplomatas resumiram que parlamentares bolsonaristas cavaram mais uma medida contra o próprio País, apesar de tentarem se desvincular publicamente da tarifa diante da forte rejeição popular no Brasil às medidas intempestivas de Trump.

O próprio Greer reconheceu em nota oficial que ao longo do último ano o governo norte-americano teve várias reuniões construtivas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas, mas acrescentou que persistem divergências substanciais na resolução das questões identificadas na investigação. O representante comercial americano disse aguardar a continuação do diálogo antes do prazo limite de julho. O contexto das pressões externas se conecta diretamente a investigações sensíveis em curso no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República um pedido para apurar se recursos do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, teriam sido desviados para custear atividades do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, incluindo articulações por sanções e medidas comerciais espúrias contra autoridades brasileiras. O senador Flávio Bolsonaro aparece nas apurações como negociador de repasses milionários para o projeto cinematográfico. Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde 2025 e figura em documentos oficiais como produtor e financiador parcial da obra. Diante desse cenário de pressões, o Brasil conta com a Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada por Lula e regulamentada em 2025. A norma soberana permite suspender concessões comerciais, investimentos ou direitos, inclusive de propriedade intelectual, de países que adotem medidas unilaterais prejudiciais ao comércio nacional. O governo federal já autorizou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a analisar a aplicação imediata do mecanismo contra as tarifas americanas.

Os impactos econômicos de uma barreira tarifária de 25% seriam significativos para o mercado produtivo nacional, provocando a redução de competitividade das exportações brasileiras para o principal destino de bens industriais de alto valor agregado. Haveria reflexos diretos no emprego em setores agroindustriais e de transformação, além do aumento de custos logísticos e possível pressão inflacionária. Caso a medida se confirme, o governo federal precisará avaliar se faz, novamente,  pacotes de apoio financeiro a exportadores, o que tensionaria as contas públicas.O episódio revela o uso de instrumentos comerciais norte-americanos como ferramenta de coerção política, agora inflamada por um componente explícito de lobby interno da extrema direita brasileira em Washington. Enquanto o Brasil é instado a fortalecer sua proteção à propriedade intelectual, uma medida que também interessa ao desenvolvimento tecnológico nacional e à proteção de criadores locais, a diplomacia brasileira avalia que a escalada tarifária não decorre de boa-fé negocial, mas de cálculo geopolítico e retaliação.