Via G1
Professora emérita da UFPA, ativista foi uma das principais vozes do movimento negro no país, com atuação na criação das cotas e em articulações internacionais. Velório será no teatro Waldemar Henrique, a partir de 22h. A professora, pesquisadora e ativista Zélia Amador de Deus, uma das principais referências da luta antirracista no Brasil, morreu aos 74 anos nesta terça-feira (8), em Belém. Nascida no Marajó e filha de uma empregada doméstica, ela construiu uma trajetória que a levou à condição de professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), maior universidade pública da Região Norte, e a espaços nacionais e internacionais de defesa dos direitos da população negra.
Zélia foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM-UFPA), presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e participou da articulação pela implantação do sistema de cotas para pessoas negras nas universidades. Em 2001, integrou a comissão brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo da Organização das Nações Unidas (ONU), em Durban, na África do Sul. Do Marajó à universidade
Zélia nasceu em uma fazenda na Ilha do Marajó e, ainda no primeiro ano de vida, foi morar em Belém, onde foi criada pelos avós. A mãe engravidou aos 15 anos e trabalhava como empregada doméstica.
Em entrevista ao g1, em 2018, Zélia contou que a educação foi determinante para mudar os rumos de sua vida. Vc



