domingo, 11 de outubro de 2026

Políticos que as urnas aposentaram

 

Manoel Pioneiro enfrentou sua segunda derrota consecutiva em eleições. Deve cuidar dos seus pastos.

Coronel Osmar, ex-vereador de Ananindeua, também sofreu sua segunda derrota. Talvez seja hora de vestir o pijama político.

O deputado Bordalo, após muitos anos de atuação na ALEPA, não conseguiu se reeleger. Talvez seja o momento de encerrar sua trajetória parlamentar e abrir espaço para novas lideranças políticas.

Elcione Barbalho, mãe de Helder Barbalho e Jader Filho, pode não disputar outra eleição e passar o bastão para filhos e netos.

Tesourão! Entenda o que Flávio Bolsonaro pretende fazer no Brasil

 

Depois não diga que não foi avisado 

sábado, 10 de outubro de 2026

Investigado por diversos crimes, Flávio Bolsonaro leva Brasil ao precipício autocrático

 


Via site JOTA por Warley Brant Pimentel

Retorno da família ao poder simboliza erosão de valores da República, que tende a adquirir características fascistas. Após terminar o primeiro turno das eleições presidenciais na frente, com 47,03% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) destaca-se como o favorito para subir a rampa do Palácio do Planalto em 5 de janeiro próximo. A alta porcentagem de votos obtida pelo parlamentar demonstra que o componente ideológico, impulsionado pelo alto nível de polarização na política brasileira, corroeu o senso ético público e ultrapassou os princípios da moral republicana, caracterizada pela preocupação com o "bem comum". Talvez uma maior explicação da sentença acima se faz necessária: desde a Roma Antiga e, com maior ênfase, desde os humanistas italianos nos séculos 14 e 15, a ideia de República se fundamenta a partir da elevação da preocupação com aquilo que é público, portanto, “comum a todos”, em detrimento dos interesses particulares. Nada mais contraditório com o histórico de Flávio Bolsonaro, investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes relacionados ao caso Dark Horse, filme baseado na história de seu pai, o golpista Jair, e financiado pelo ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro. A moral republicana também estaria em desacordo com outra característica dos Bolsonaro: a lógica de clã, que usa da política como meio de vida e cabedal para seus interesses familiares, elegendo sistematicamente parentes que parecem não possuir qualquer know how político e tampouco se interessam pela “coisa pública”.

Nesse sentido, a atuação política da famiglia é capaz de nos fazer duvidar de outro conservador: o ilustre espanhol José Ortega y Gasset, que em seu clássico livro A rebelião das massas afirmava que a democracia liberal conservava algo da aristocracia em sua essência, pois tinha a capacidade de selecionar os melhores. O livro de Ortega y Gasset foi publicado em 1930 e, naquela época, o filósofo criticava a massificação da política observada a partir da ascensão do comunismo e do fascismo. Uma leitura válida para os dias atuais, nos quais estamos cada vez mais próximos de nos tornar uma autocracia.

Nos últimos anos, o livro Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, tornou-se bastante conhecido, em decorrência do que vem ocorrendo no mundo e no Brasil. Seria, portanto, infrutífero entrar em detalhes aqui. Em linhas gerais, os autores demonstram como as democracias vêm sendo corroídas por dentro, a partir da iniciativa de políticos autoritários e da incapacidade das instituições em sustentar o “sistema de freios e contrapesos” (checks and balances). Não obstante o conhecimento público das teses de Levitsky e Ziblatt, elas foram mais evocadas na imprensa durante as eleições de 2022 do que vêm sendo atualmente, o que me parece ser um sinal bastante negativo de que, de alguma maneira, estamos normalizando a atuação da extrema direita no cenário político.

A conjuntura torna-se ainda mais séria se pensarmos que a imprensa atua como um componente fiscalizador neste sistema de freios e contrapesos. No que pese o fato de que a atuação de membros do próprio Supremo Tribunal Federal (STF) também vem comprometendo o funcionamento republicano, não seria com cicuta que se curaria o enfermo.

Ainda assim, dado que Jair Bolsonaro, apesar de muito tentar, não corroeu o sistema, ficaria a dúvida de por que Flávio seria bem-sucedido? A resposta estaria, primeiro, na composição do Legislativo: a partir de 2027, o Partido Liberal terá 28 das 81 cadeiras do Senado e 121 das 513 cadeiras na Câmara. No total, o Senado terá 49 cadeiras no campo da direita, enquanto a Câmara, 283, o que facilitará a aprovação de medidas como impeachment de ministros do STF e emendas constitucionais.

De fato, na última terça-feira (6/10), Flávio Bolsonaro falou em usar a maioria no Congresso para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”. É preciso considerar que o discurso político muitas vezes se instala a partir de uma separação entre o “significado”, ou seja, o sentido literal das palavras, e seu “sentido”, o que elas verdadeiramente querem dizer em seu contexto de enunciação. Enquanto “mudar a Constituição” parece ser literal, “redemocratizar o país” parece mais próximo de um processo de fascistização. Finalmente, faço um alerta para a banalização dos conceitos, mas pondero que classificar a atuação dos Bolsonaro no espectro do fascismo não é um exagero retórico: tanto o pai quanto o filho correspondem a quase todas as características dessa tendência política elencadas pelo especialista Robert Paxton em seu livro A anatomia do fascismo.

A diferença é que, embora Jair tenha chegado ao governo, não teve poder o suficiente para conduzir a nação ao último estágio do fascismo: a construção de um Estado moldado à imagem e semelhança desse regime político. Caso seja eleito presidente, Flávio terá em mãos poder suficiente para isso.

Se os conceitos não parecem claros, caso a República se corrompa em autocracia, as palavras serão certamente insuficientes. Paradoxalmente, em sistemas autoritários muitas vezes é o silêncio que fala mais alto. E estamos perto de ouvi-lo como nunca antes neste país

Os 10 candidatos a deputados federais mais votados em Ananindeua (PA)


 Dra. Alessandra Haber (Podemos): 84.335 votos

Bob Fllay (Podemos): 14.596 votos

Jader Filho (MDB): 13.370 votos

Manoel Pioneiro (Republicanos): 11.356 votos

Delegado Caveira (PL): 11.221 votos

Vivi Reis (PSOL): 9.728 votos

Evandro Garla (Republicanos): 7.268 votos

Cassio Andrade (MDB): 6.456 votos

Professor Diego (União BH Brasil): 5.766 votos

Rogerio Barra (PL): 5.669 votos

Brancos: 12.074 votos

Nulos: 7.155 votos

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Levantamento do Instituto Voz Brasil, que acertou o resultado do 1º turno, aponta Lula com 50,9% e Flávio Bolsonaro com 49,1% dos votos válidos

 


 Via site Jota por Daniel Marcelino Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados tecnicamente no segundo turno, diz pesquisa Vox Brasil  

Levantamento registra 50,9% para Lula em votos válidos e 49,1% para Flávio Bolsonaro

 primeiro levantamento do instituto Vox Brasil para o segundo turno mostra Lula (PT) numericamente à frente, com 44,2%, contra 42,7% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 1,5 ponto percentual está dentro da margem de erro, configurando empate técnico. Os indecisos somam 9,7%, mais do que a distância entre os candidatos, enquanto brancos e nulos representam 3,4%. Nos votos válidos, excluídos indecisos, brancos e nulos, Lula teria 50,9%, contra 49,1% de Flávio. No último levantamento do instituto antes do primeiro turno, realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro, o cenário era inverso: Flávio tinha 48,2%, ante 45,2% de Lula. A nova pesquisa indica, portanto, uma mudança de direção, com Lula passando de uma desvantagem de 3 pontos para uma vantagem numérica de 1,5 ponto percentual. Um único levantamento não confirma tendência. Como a diferença atual está dentro da margem de erro, a pesquisa também não permite afirmar que Lula esteja efetivamente à frente. Além disso, os 9,7% que ainda não escolheram um candidato superam a distância entre os dois. A distribuição desses eleitores pode alterar o resultado.


Voto consolidado e comparecimento

Pelos números da pesquisa, 76,2% dizem estar totalmente decididos e 13,4% estão decididos, mas ainda podem mudar. Os que ainda não decidiram ou estão avaliando somam 6,4%. 81,6% afirmam que vão votar com certeza. Os que provavelmente não vão ou não pretendem votar somam 5,2%.

Apoios do 1º turno têm alcance limitado

Para 63,4% dos entrevistados, a declaração de apoio do candidato em quem votaram no 1º turno não mudaria sua escolha. Outros 17,2% seguiriam a orientação, enquanto 15,2% afirmam que a decisão dependeria de quem recebesse o apoio. Participação no 1º turno

A maioria dos entrevistados (68,2%) não teve dificuldade para votar no 1º turno. A principal queixa foi a fila ou o tempo de espera, mencionada por 9,6%. Apenas 7,6% afirmam que algum problema pode afetar sua decisão de comparecer às urnas no 2º turno.

Sobre a pesquisa

A pesquisa Vox Brasil entrevistou 2.100 potenciais eleitores de forma presencial entre 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi pago pelo próprio instituto e está registrado no TSE sob o número BR-09623/2026.

No perfil da amostra, 83,9% dos entrevistados ganham até 2 salários mínimos e 3,7% ganham mais de 5. Essa distribuição encontrada pode pesar nos resultados.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Os 10 candidatos a deputados estaduais mais votados em Ananindeua (PA)


 Fabricio Miranda (Podemos): 20.412 votos

Alexandre Gomes (Podemos): 17.198 votos

Erick Monteiro (MDB): 15.138 votos

Pará Paulino (Podemos): 13.473 votos

Rui Begot (Podemos): 12.885 votos

Miro Sanova (PT): 10.295 votos

Douglas Marcos (Podemos): 7.842 votos

Renata Fonseca (PL): 7.485 votos

Lívia Duarte (PSOL): 6.692 votos

Fábio Figueiras (PV): 6.493 votos

Brancos: 13.615 votos

Nulos: 7.799 votos

Votação para governador e senador em Ananindeua (PA)



 Dr. Daniel (Podemos): 188.972 votos (68,57%)

Hana Ghassan (MDB): 76.701 votos (27,83%)

Araceli (PSOL): 8.898 votos (3,23%)

Gal Leite (UP): 604 votos (0,22%)

Well Macedo (PSTU): 249 votos (0,09%)

Ruth Reis (Democrata): 162 votos (0,06%)

Brancos: 5.322 votos (1,79%)

Nulos: 16.219 votos (5,46%) - Votação para senador em Ananindeua (PA)

Delegado Éder Mauro (PL): 142.181 votos

Zequinha Marinho (Podemos): 138.942 votos

Helder (MDB): 92.406 votos

Chicão (União Brasil): 82.008 votos

Celso Sabino (PDT): 32.450 votos

Gizelle Freitas (PSOL): 10.206 votos

Livia Noronha (Solidariedade): 8.009 votos

Conti (PSOL): 3.077 votos

Fernanda Lopes (UNIDADE POPULAR): 1.591 votos

Coronel Jonildo (DC): 1.225 votos

Brancos: 39.181 votos (6,59%)

Nulos: 41.383 votos (6,96%)