sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Indústria de ultraprocessados tenta impedir combate à obesidade, diz OMS


 
Via Agência Pública por Por Ed Wanderleyv

Tedros Adhanon acusa as Big Food de tentar dificultar esforços internacionais na promoção de dietas mais saudáveis. O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanon Ghebreyesus, acusa as Big Food, indústrias gigantes do setor da alimentação, de tentar dificultar esforços internacionais no combate à obesidade e na promoção de dietas mais saudáveis, obstruindo políticas de saúde pública e elevando em bilhões de dólares os custos aos cofres públicos das nações. A declaração foi feita após a publicação do especial O Povo contra as Big Food, uma investigação transnacional feita pela Agência Pública junto a veículos e universidades de 9 países, capitaneada pela Lighthouse Reports.

Ao menos 239 ações judiciais foram movidas contra órgãos governamentais no México, Colômbia, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Índia entre 2010 e 2025 e, ainda que quase 80% delas tenham representado derrotas para a indústria, serviram para enfraquecer órgãos regulamentadores e postergar o início de regulações já aprovadas. O exemplo mais longevo de disputa judicial do gênero se deu no Brasil, em que a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 24, da Anvisa, que definiria os parâmetros para publicidade de alimentos no país, segue sem efeitos práticos há 16 anos, devido a múltiplos questionamentos na Justiça. “Esses atrasos custam bilhões aos países em despesas com saúde e custos legais e criam um ‘resfriamento regulatório’ que desencoraja governos de adotar proteções essenciais”, declarou Tedros em entrevista ao The Guardian, um dos parceiros da investigação transnacional.

“[A investigação] Não causa surpresa, mas é recebida com um reconhecimento sombrio. Quando o dano e o lucro estão vinculados ao mesmo produto, surge um padrão familiar de interferência da indústria: semear dúvidas e obstruir a regulamentação.”

O diretor-geral da OMS ressalta que a imposição de rotulagens nutricionais em embalagens, restrições à publicidade de alimentos não saudáveis e impostos sobre bebidas açucaradas são algumas das recomendações que vêm se mostrando eficazes no trabalho de promoção à saúde pública e no combate à obesidade, mas lamenta que muitas das medidas tenham avançado de forma mais significativa em países desenvolvidos de maior renda. “Isso reflete uma inequidade mais ampla, não apenas no crescente ônus das doenças, mas também na capacidade dos governos de responder — uma inequidade que os litígios agravam, ao atrasar ações justamente onde a necessidade é maior.”

Em 2024, quase um bilhão de pessoas, uma em cada sete no mundo, viviam com obesidade. Dietas não saudáveis permanecem como um importante fator de risco prevenível para doenças não transmissíveis (DNTs), como doenças cardíacas, diabetes e câncer, que causaram pelo menos 43 milhões de mortes em 2021. Mais de sete em cada dez dessas mortes ocorreram em países de baixa e média renda. O custo econômico anual da obesidade e das dietas não saudáveis é estimado em trilhões.

Tedros Adhonam Ghebreyesus

Diretor-geral da OMS 

No mundo, entre as ações em que os autores puderam ser identificados, quase metade dos litígios partiram de empresas como Coca-Cola, PepsiCo, Mondeléz, Kellogs, Danone e Ferrero, e em sua maioria, no México.

Tedros Adhonam, de um lado, lembra que “os governos podem apoiar uns aos outros ao adotar políticas robustas e obrigatórias e ao trabalhar juntos para fortalecer e implementar normas e estruturas internacionais que salvaguardem a saúde pública”.

Por outro lado, recomenda que as empresas encerrem as disputas judiciais e contribuam para adequações necessárias, ainda que reconheça que houve um avanço na redução de gorduras trans nos processos industriais em todo o mundo, o que deve ser celebrado.

“Esses esforços são bem-vindos, mas não são suficientes por si só para enfrentar a escala desta crise global de saúde”, conclui, junto a uma mensagem esperançosa: “O impulso para a mudança está crescendo”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Vice de Dr Daniel anunciada


 A candidata a vice-governadora na chapa de Daniel Santos (Podemos) ao governo do Pará é a empresária Ellayne D'Almeida (foto). 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Oligarquia no Senado: blogueiro ligado à família diz que Jader Barbalho será suplente de Helder Barbalho


O blogueiro Marcelo Bacana publicou nesta quarta-feira que acredita que o ex-senador Jader Barbalho poderá ser o primeiro suplente da candidatura de seu filho, Helder Barbalho, ao Senado. 

Caso Helder venha a assumir um ministério em um eventual futuro governo federal, Jader Barbalho herdaria a vaga no Senado. Na prática, tudo permaneceria em família.

Agora, essa estratégia ainda precisa ser aprovada pelo eleitor nas urnas.

Obs.: O Jornal Digital AnanindeuaDebates já havia antecipado essa possibilidade no ano passado.

Prazo para solicitar voto em trânsito termina em 20 de agosto; entenda como funciona

 


Via site Jota por Carolina Maingué Pires 

Eleitores que estarão fora de seu domicílio eleitoral podem pedir transferência temporária do local de voto em qualquer um dos turnos. Eleitores que estarão fora do seu domicílio eleitoral durante as eleições de 2026 têm até 20 de agosto para pedir o chamado "voto em trânsito", que consiste na transferência temporária do local de votação. A transferência pode ser feita online, no endereço disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou em qualquer cartório eleitoral. Dentro desse prazo, também é possível alterar ou o cancelar o pedido de voto em trânsito. O TSE disponibiliza a lista dos locais de votação para onde é possível solicitar a transferência temporária. Via de regra, ela pode ocorrer para capitais ou municípios com mais de 100 mil habitantes. É possível pedir transferência temporária para apenas um dos turnos das eleições ou para ambos, indicando inclusive cidades distintas em cada uma das rodadas. Conforme o TSE, se a transferência temporária ocorrer dentro do mesmo estado do domicílio eleitoral, o eleitor pode votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Porém, se a transferência for para um município de outro estado, a pessoa votará apenas para presidente.

O mesmo se aplica a brasileiros residentes no exterior e que estarão no Brasil durante as eleições: só é autorizada a votação para presidente. Por outro lado, quem tem domicílio eleitoral no Brasil e estará viajando para fora fica impedido de participar do pleito. Após a alteração, a consulta ao local temporário de votação poderá ser realizada pelo e-Título ou pelos sites dos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais e do TSE. A lista deve ser disponibilizada a partir de 1º de setembro.

Passado o pleito, o título retornará à seção eleitoral de origem automaticamente. Quem pode solicitar o voto em trânsito?

Conforme a Resolução 23.751/2026 do TSE, podem pedir a transferência temporária de seção eleitoral:

pessoas em trânsito no território nacional

presas e presos provisórios e adolescentes em unidades de internação

militares e agentes de segurança pública em serviço no dia da eleição

pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida

indígenas, quilombolas, demais integrantes de comunidades tradicionais e residentes de assentamentos rurais

mesários e pessoas convocadas para apoio logístico, incluindo aquelas nomeadas para atuarem nos testes de integridade das urnas eletrônicas

juízas e juízes eleitorais, juízas e juízes auxiliares, servidoras e servidores da Justiça Eleitoral e promotoras e promotores eleitorais em serviço no dia das eleições

agentes penitenciários, policiais penais e servidores de estabelecimentos penais e de unidades de internação de adolescentes custodiados onde forem instaladas seções eleitorais

pessoas em situação de rua

No caso dos mesários, agentes penitenciários, policiais penais, servidores de estabelecimentos penais e de unidades de internação de adolescentes, o prazo para solicitar, alterar ou cancelar a transferência temporária é até 28 de agosto de 2026. voto de presos provisórios

A Constituição Federal prevê, no art. 15, que pessoas com condenação criminal transitada em julgado têm seus direitos políticos suspensos. Em março deste ano, o Congresso aprovou o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado (Lei 15.358/2026), que incluiu como causa de cancelamento do título de eleitor a prisão provisória, em quaisquer de suas modalidades.

No entanto, o TSE decidiu em abril que os novos dispositivos que restringem o direito ao voto de presos provisórios não valem para o pleito de 2026, porque violam o princípio da anualidade eleitoral. Conforme a Constituição, a lei que altera as eleições não se aplica à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.

Convenção homologa o nome de Alexandre Gomes para a ALEPA, e ele recebe apoio do vereador Muca e grupo "Te Puxa"


Na convenção do Podemos, realizada ontem (4), na AABB, que homologou a candidatura de Dr. Daniel ao Governo do Pará, o vereador Alexandre Gomes também teve seu nome confirmado como candidato a deputado estadual, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA).

Durante o evento, Alexandre Gomes recebeu o apoio do vereador Muca Reis e de seu grupo político, "Te Puxa", considerado um dos maiores e mais organizados do município de Ananindeua.

Jornal Digital AnanindeuaDebates entrevista os candidatos e as candidatas ao parlamento



O Professor Beto Andrade candidato a deputado estadual (PSOL) será  o nosso entrevistado: segunda (10), às 18h.  Se inscreva aqui para Contato para entrevista (91)983037920 (whatsapp mensagem).

Promessas de Helder Barbalho e Hana Ghassan: construção dos hospitais Pediátrico, do Coração e do Leste não foi cumprida


Durante a campanha eleitoral (2022), o ex-governador Helder Barbalho e a sua  vice-governadora Hana Ghassan (pré-candidata ao governo), apresentaram como compromisso a construção de importantes unidades hospitalares no Pará, entre elas o Hospital Pediátrico, o Hospital do Coração e o Hospital Regional do Leste.

As três obras foram anunciadas como investimentos estratégicos para ampliar a oferta de atendimento especializado à população e reduzir a demanda sobre a rede pública de saúde. No entanto, até o momento, os projetos ainda não foram concluídos, o que tem gerado cobranças de parlamentares, entidades e da população.

A ausência dessas unidades é apontada por críticos como um dos principais exemplos de promessas de campanha que permanecem pendentes. Para eles, a entrega dos hospitais representaria um avanço significativo na assistência à saúde, especialmente para crianças, pacientes com doenças cardiovasculares e moradores da região leste do estado.

O governo do Pará, por sua vez, afirma que realiza investimentos na expansão da rede estadual de saúde e que diversos projetos seguem em execução ou em diferentes etapas de implantação.

Com o início do processo eleitoral de 2026, o cumprimento das promessas feitas na área da saúde deverá voltar ao centro do debate público, sendo um dos temas cobrados pelos eleitores durante a campanha. Com informações G1