sexta-feira, 24 de abril de 2026

IBGE revelou que o número de adeptos da Umbanda e do Candomblé no Brasil mais que triplicou, passando de 0,3% para 1,05%


O Censo 2022 do IBGE revelou que o número de adeptos da Umbanda e do Candomblé no Brasil mais que triplicou, passando de 0,3% para 1,05% da população, totalizando mais de 1,8 milhão de pessoas. A maior concentração proporcional está na região Sul (liderada pelo Rio Grande do Sul, com 3,2%) e Sudeste. 

Dados Principais do Censo 2022:

Crescimento: As religiões afro-brasileiras foram das que mais cresceram proporcionalmente (aumento de 233%). 

G1

Perfil Racial: Diferente da associação histórica, o Censo 2022 mostrou que 42,9% dos adeptos da umbanda ou candomblé se declaram brancos, 33,2% pardos e 23,2% pretos. 

G1

Distribuição Regional: Rio Grande do Sul (3,19%), Rio de Janeiro e São Paulo possuem as maiores proporções de seguidores. 

Perfil Socioeconômico: As religiões de matriz africana aparecem com forte representação no ensino superior (25,5%), acima da média nacional. 

VEJA

O aumento é visto por especialistas como uma redução na subnotificação, possivelmente devido a um menor medo de intolerância religiosa no momento da declaração ao recenseador.

Em homenagem aos 60 anos da Rede Globo, o escritor Fernando Morais redigiu a ficha corrida da empresa da família Marinho


 1960-1970 (Gênese da Globo e apoio ao regime militar)

 1.⁠ ⁠Firmou um acordo ilegal com o grupo Time-Life (1962–67)

 2.⁠ ⁠Apoiou o golpe militar de 1964

 3.⁠ ⁠Silenciou sobre a repressão no regime militar

 4.⁠ ⁠Divulgou propaganda favorável ao AI-5 em 1968

 5.⁠ ⁠Censurou jornalistas e políticos críticos à ditadura

 6.⁠ ⁠Minimizou a importância da Passeata dos Cem Mil (1968)

 7.⁠ ⁠Endossou o slogan "Brasil: Ame-o ou Deixe-o" (1970)

 8.⁠ ⁠Promoveu o Milagre Econômico, ignorando a desigualdade

 9.⁠ ⁠Ocultou mortes causadas por tortura nos anos de chumbo

10.⁠ ⁠Excluiu opositores da cobertura política durante a ditadura

11.⁠ ⁠Omitiu informações sobre corrupção nas grandes obras da ditadura

12.⁠ ⁠Consolidou um controle monopolista sobre o mercado de TV


1980-1990 (Ditadura e transição para a democracia)

13.⁠ ⁠Desconsiderou os primeiros comícios das Diretas Já (1984)

14.⁠ ⁠Blindou a eleição indireta de Tancredo Neves

15.⁠ ⁠Manipulou pesquisas Proconsult para prejudicar Brizola

16.⁠ ⁠Boicotou o governo Leonel Brizola e suas obras sociais

17.⁠ ⁠Endossou os primeiros planos econômicos do governo José Sarney contra a hiperinflação

18.⁠ ⁠Apoiou maciçamente a candidatura de Fernando Collor e criminalizou os líderes populares como Brizola e Lula

19.⁠ ⁠Manipulou a cobertura do debate eleitoral Lula x Collor (1989) no Jornal Nacional


1990-2000 (Redemocratização e ascensão neoliberal)

20.⁠ ⁠Defendeu o confisco da poupança no Plano Collor

21.⁠ ⁠Promoveu a abertura indiscriminada da economia brasileira

22.⁠ ⁠Escondeu escândalos durante o governo Collor até o impeachment

23.⁠ ⁠Veiculou o caso Escola Base (1994) sem verificar informações

24.⁠ ⁠Exaltou o Plano Real sem questioná-lo (1994)

25.⁠ ⁠Blindou as privatizações de FHC 

26.⁠ ⁠Defendeu os bancos e o Proer durante a crise financeira

27.⁠ ⁠Apresentou apoio velado à Reforma da Previdência neoliberal de FHC

28.⁠ ⁠Ignorou o movimento "Fora FHC" no final dos anos 1990

29.⁠ ⁠Aceitou a emenda da reeleição de FHC e omitiu críticas ao câmbio artificial

30.⁠ ⁠Escondeu greves e protestos sociais durante os anos 90

31.⁠ ⁠Ignorou denúncias sobre trabalho escravo no campo

32.⁠ ⁠Criminalizou sistematicamente movimentos sociais


2000-2010 (Oposição ao governo Lula)


33.⁠ ⁠Liderou uma campanha contra Lula nas eleições de 2002

34.⁠ ⁠Estigmatizou o MST e outros movimentos sociais

35.⁠ ⁠Distorceu a cobertura do "mensalão" (2005)

36.⁠ ⁠Perseguiu figuras históricas do PT, como José Dirceu, José Genoíno, entre outros

37.⁠ ⁠Favoreceu candidatos tucanos nas campanhas de 2006 e 2010


2010-2025 (Impeachment da Dilma e ascensão da extrema direita)


38.⁠ ⁠Rotulou manifestantes de 2013 como "vândalos"

39.⁠ ⁠Apoiou Aécio Neves à candidatura presidencial

40.⁠ ⁠Exaltou misoginia contra Dilma Rousseff durante a posse presidencial

41.⁠ ⁠Reforçou a narrativa favorável ao impeachment de Dilma Rousseff

42.⁠ ⁠Deu apoio irrestrito à operação Lava Jato

43.⁠ ⁠Divulgou os vazamentos seletivos da Lava Jato

44.⁠ ⁠Fortaleceu a narrativa anti-PT e criminalização do partido

45.⁠ ⁠Tratou o juiz Sergio Moro como um herói, ignorando sua parcialidade

46.⁠ ⁠Deu amplo espaço ao PowerPoint de Dallagnol

47.⁠ ⁠Chamou a tragédia de Brumadinho de "acidente"

48.⁠ ⁠Vazou conversa gravada ilegalmente entre Dilma Rousseff e Lula

49.⁠ ⁠Apoiou indiscriminadamente a prisão de Lula, que o excluiu da eleição de 2018

50.⁠ ⁠Ignorou o conluio entre Moro e Dallagnol e a Vaza Jato

51.⁠ ⁠Defendeu a Reforma Trabalhista e da Previdência de Temer

52.⁠ ⁠Endossou a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro

53.⁠ ⁠Se aproximou oportunisticamente de Bolsonaro

54.⁠ ⁠Fez apologia ao agronegócio e ignorou sua destruição ambiental

55.⁠ ⁠Omitiu informações sobre as fake news nas eleições de 2018

56.⁠ ⁠Deu espaço a discursos antivacina e negacionistas

57.⁠ ⁠Continuou contratos publicitários com governos investigados

58.⁠ ⁠Apoiou a venda de estatais, como a Eletrobras, BR Distribuidora e refinarias

59.⁠ ⁠Fez campanha pelo Banco Central independente

60.⁠ ⁠Nunca fez uma autocrítica verdadeira sobre seu monopólio midiático.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Miriam Leitão: antes tarde do que nunca, por Luis Nassif


Com o artigo publicado hoje em O Globo, ela completa uma longa travessia interior. Uma caminhada de confronto com as próprias falhas.

Conheci Miriam Leitão há muito tempo. Desde os tempos em que era repórter da coluna de Zózimo Barroso do Amaral no Jornal do Brasil, ao lado de minha irmã Maria Inês Nassif.

Depois, aproximei-me dela de perto quando a iniciei no jornalismo econômico no Cash, programa lançado pela Abril Vídeo na TV Gazeta de São Paulo. Narciso Kalili me convidara para ancorar e dirigir a atração. Selecionei duas repórteres: Mirian Leitão, que chegara de Brasília onde cobria o Itamaraty, e Salete Lemos.

Mesmo depois, quando os seminários do Dinheiro Vivo, no Hilton Hotel, reuniam centenas de profissionais do mercado financeiro, fazia questão de convidá-la como debatedora — proporcionando-lhe uma visibilidade ampla no mercado financeiro paulista.

Com o tempo, porém, conheci outra Mirian. Profundamente ambiciosa, ela ajudou a sepultar minha coluna no JB, quando uma negociação entre Otávio Frias e Saulo Ramos resultou em minha saída da Folha. Sempre extremamente competitiva, saltou de colunista do JB para O Globo, tornou-se comentarista dos programas da Rede Globo e assumiu o papel de porta-voz do mercado financeiro — em particular, das análises da consultoria de Maílson da Nóbrega.

Galgou seu espaço na mídia como uma porta-voz competente do mercado financeiro.

Mas foi sua atuação no período Lava Jato-Impeachment que superou todos os limites. Simulou agressões dentro de um avião, atribuídas a militantes da CUT. Fez um carnaval quando seu perfil na Wikipedia foi alterado por um funcionário do Planalto — que havia inserido um comentário sobre erros de projeção dela. Tornou-se a mais beligerante das jornalistas lava-jatistas. Lembro-me de um evento na Feira Literária de Poços de Caldas em que ela, seus dois filhos e Deltan Dallagnol dividiram uma sessão enaltecendo as virtudes da Lava Jato.

A ficha começou a cair na eleição de Jair Bolsonaro, quando passou gradativamente a rever sua posição em relação ao golpe do impeachment e à Lava Jato, conforme pode-se conferir aqui.

Com o artigo publicado hoje em O Globo, “A questão chave é a democracia” — colocado, não por acaso, em posição de destaque na coluna superior da página —, Miriam Leitão completa uma longa travessia interior. Uma caminhada de confronto com as próprias falhas.

O texto é objetivo sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. E inclui, de passagem, uma desmistificação do artigo do improvável Elio Gaspari, que enxergou uma terceira via em Romeu Zema e Ronaldo Caiado. A resposta de Mirian é direta: “Existe a demanda por uma terceira via, mas não há oferta. O PSD escolheu Caiado, que age como satélite do bolsonarismo. Zema também.”

O artigo termina com uma afirmação que, vinda dela, tem peso particular:

“Amanhã completa seis anos da reunião ministerial em que foi escancarada a natureza do governo Bolsonaro: antidemocrático e insensível às dores do país. Não se pode alegar desconhecimento. Graças a Celso de Mello, pudemos ver exatamente o que acontecia no interior daquele governo. Os fatos que se seguiram confirmaram que o projeto não era governar, mas destruir a democracia.”

Antes tarde do que nunca. Bem vinda de volta às hostes democráticas.

Prefeito de Ananindeua (PA), Dr. Hugo Atayde: “O que passa na cabeça de alguém que, em meio a uma crise humanitária (chuvas), espalha fake news?”

 


9º BlogProg (Blogueiros Progressistas), dias 24 e 25 de abril, em São Paulo


 PROGRAMAÇÃO CONFIRMADA

Dois dias de debates fundamentais sobre *comunicação, democracia e o papel das mídias digitais no Brasil*. Confira!

*24 de abril – sexta-feira*

19h – A batalha da comunicação em 2026_, com Juliano Medeiros, Orlando Silva e Edinho Silva

25 de abril – sábado.          _9h – O papel da mídia progressista_, com Renato Rovai, Talita Galli, Kiko Nogueira e Dhayane Santos

 _14h – A luta pela regulamentação das Big Techs_, com Renata Mielli, Ergon Cugler e Sérgio Amadeu

Garanta sua participação! Últimas vagas, inscrições no link : https://doity.com.br/9blogprog

Prefeito Dr. Hugo Atayde vistoriou áreas atingidas por alagamentos no Coqueiro e reforça ações integradas


Foto Sabrina Abecassis
Via Ananews - O prefeito de Ananindeua, Dr. Hugo Atayde, esteve nesta terça-feira (22) nas comunidades Jardim América e Vale Verde, no bairro do Coqueiro, para acompanhar de perto a situação das áreas afetadas pelos alagamentos provocados pelas fortes chuvas do último fim de semana.

A vistoria contou com a atuação conjunta de equipes das secretarias integradas: Secretaria de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC), Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (SESAN) e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social (SESDS), que realizaram avaliações técnicas nas áreas atingidas e iniciaram o levantamento de demandas emergenciais.

Durante a visita, o prefeito ouviu moradores e reforçou o compromisso da gestão municipal com a população.

"Estamos aqui com vocês, juntos com diversas secretarias integradas, trabalhando de forma contínua para sanar os problemas. Quero a união nesse momento e vamos continuar trabalhando, levando todo o aparato da prefeitura a quem mais precisa", destacou.

Para a moradora Carolina Santos, que vive há mais de 10 anos na comunidade Jardim América, a presença das equipes e do prefeito representa um avanço importante.

"Acho muito bom esse acompanhamento junto das famílias que foram atingidas, minha casa mesmo alteada foi inundada pela água ", afirmou.

A Prefeitura de Ananindeua segue com ações emergenciais e monitoramento contínuo nas áreas afetadas, buscando minimizar os impactos das chuvas e garantir assistência às famílias atingidas.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

CCJ aprova PEC que propõe fim da escala 6x1 e avanço para jornada 5x2


Hoje (22)  a comissão da CCJ da Câmara vc Federal aprovou. O Governo Lula apoia a medida e envia projeto com urgência para reduzir jornada máxima para 40 horas semanais