quinta-feira, 2 de maio de 2019

PSL de Ananindeua quer surfar em 2020 na onda Bolsonaro



O PSL, partido do presidente Bolsonaro, deve disputar a eleição  para prefeitura de Ananindeua,  com uma frente de partidos de direita. O Blog entrevistou André Braz, presidente do PSL no município.                               

Ananindeuadebates - O PSL é o partido com a segunda maior bancada na Câmara Federal. Em Ananindeua o partido é novo? Vocês vão lançar candidatos a prefeito e a vereadores em 2020?                                                           


André Braz -   Na verdade, o PSL já disputou outras eleições antes desta nova fase, em que a figura do Bolsonaro é o principal alicerce político, inclusive nas eleições de  2016 o partido lançou uma chapa de 11 candidatos, obtendo  2.355 votos, no total, em uma coligação que conseguiu, com mais dois partidos, 7.031 votos, faltando pouco para obter uma cadeira no parlamento municipal de Ananindeua. Já na campanha estadual de 2018, aqui no Pará, o partido com apenas dois candidatos a deputado federal obteve 129.535 votos, e para deputado estadual 95.407. Elegeu um deputado estadual. É notório e atípico o crescimento do partido. Sem dúvida, Ananindeua será beneficiada por esse crescimento. Lançaremos uma chapa completa a vereadores e estamos trabalhando uma candidatura majoritária, onde o principal nome no momento é o do Major Marcony.                                                                                         

AD - Vocês estão discutindo uma frente de direita no município. Ananindeua é uma cidade governada há 20 anos por  partidos de centro (PSDB e MDB). Há espaço para a direita no município?

AB - E necessário se fazer entender que essa polarização entre PSDB e MDB, para nós, não representa o centro e sim a centro-esquerda, na disputa entre eles e meramente por cargos, tanto é que estão juntos atualmente, no governo e em nosso município. O PSL tem uma fidelidade total com os princípios da Direita Conservadora, Liberal. Defendemos os valores voltados à família tradicional e o empreendedorismo e a propriedade privada. É esta pauta que irá nos aproximar ainda mais da população ananindeuense. Com relação à frente de direita, estamos trabalhando e discutiremos com outros partidos um programa bom para o município, sem precisar abrir mão  da essência dos participantes do projeto, ou seja, temos que encontrar pontos que nos unem a um futuro diferente para Ananindeua. Seremos uma alternativa diante de tudo o que está ai, há anos sem avanços.                                           

AD - Quais as propostas dessa frente de direita para o município?                                       

AB -  Basicamente as propostas são as mesmas que a direita sempre propôs, com algumas inclusões regionais: o aumento do incentivo ao comércio e serviço, tendo como base a simplificação e desburocratização de serviços públicos, sempre melhorando o acesso a empreendedores e empresários em geral. Por outro lado, o incentivo aos eventos de cunho familiar e de organizações sociais voltadas para família. O combate à violência com ações de prevenção e fortalecimento dos laços com a sociedade, sempre discutindo formas de combater o crime onde quer que esteja. Trabalhar uma agenda de inclusão de jovens ao mercado de trabalho, criando projetos de fornecimento de produtos e serviços, a própria prefeitura  e empresas parceiras. A educação em tempo integral, regular ou técnico, e o aumento no número de creches. E, por fim, a implantação de grandes ações em parceria com empresas privadas e a sociedade, com intuito de zelar pelos espaços públicos e de convivência.         

AD - Essa  frente já tem nome para disputar a eleição para prefeito em Ananindeua?                                                 

AB - Por enquanto, estamos chamando de G.U.I.A. - Ananindeua, Grupo Unificado Inter-partidário de Ananindeua. Uma grande aliança em prol do fim das taxas baixas de crescimento do município. Nosso grande desafio hoje: melhorar os principais índices de desenvolvimento.
                                                                                   
AD - Qual sua avaliação das  administrações: Bolsonaro, Helder e Pioneiro?                                                           

AB - Bolsonaro está cumprindo o que foi prometido. E isso, apesar de causar espanto, estava no programa de governo, que foi abraçado pela maioria do povo brasileiro, levando-o à vitória no 2º. turno. A avalição é que quando esse programa estiver em média 50% a 70% empregado, os resultados virão sem dúvida. A economia  dos recursos públicos já começou e tem apresentado resultados positivos nas contas públicas. Com relação ao governo Helder Barbalho, precisamos obter números para avaliar. Vejo resultados significativos no quesito segurança. Quanto a outras diretrizes, pretendo tirar um tempo para avaliarmos mais profundamente.
Já no governo Pioneiro, vejo uma fadiga material e política, típica de fim de era ou de governo. Uma sensação de frustração por parte de muitos com os quais converso, de que existiria um "gran finale”. Eu sempre digo que quem tiver dúvida é só ver os números. Por exemplo, o esgotamento sanitário, que é um dos piores do Brasil, assim como o fornecimento de água, também com índices pífios. Mesmo assim, avalio que houve avanços, mais pelo tempo de governo do que pela vontade política. A nossa avaliação é sempre mais rígida e exigente do que a do cidadão, que não vivencia a política.

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