quinta-feira, 20 de junho de 2019

“Vaidade não é grandeza, é inchaço. E o que está inchado, nunca é sadio”. Santo Agostinho

Por Newton Pereira - A autoconfiança do Ex-Juiz Sérgio Moro em pensar que poderia enganar a toda sociedade, a ponto de torná-lo o herói nacional, detentor de uma única verdade, inchou sua vaidade, que lhe fez acreditar que a “República de Curitiba” seria o sustentáculo inabalável de seu ato heroico.

Em um regime democrático, a regras do jogo precisam ser respeitadas. Quem foge disso, traz em si o germe do autoritarismo, e acredita que a sua verdade é a única que existe. Por isso, acha que pode agir a revelia da lei em nome de uma causa maior.  O problema é que de bem-intencionados o inferno tá cheio.

Sem entrar no debate de como foram conseguidas, as informações repassadas anonimamente ao The Intercept Brasil, para que este as divulgasse põem a nu o modus operandi de um grupo de Juiz e Procuradores que agem por dentro da justiça federal de Curitiba. Eles simplesmente rasgaram a Constituição Brasileira para interferir na vontade soberana do eleitor brasileiro.

Nas conversas vazadas, o juiz (Moro) e o procurador (Dallagnol) combinam como conduzir o julgamento de Lula. Até nas brincadeiras infantis uma criança sabe que o juiz deve ser o mais imparcial possível. Mas, incorporados em inquisidores medievais, os “heróis” de alguns, tramaram o aniquilamento do réu (Lula). Ou seja, ele teria um julgamento, mas seria enforcado no final.

A vaidade do juiz e atual ministro Sergio Moro é tão transcendental que rebaixa a expertise da Procuradoria Geral da República, órgão fortalecido com a Constituição de 1988, como instrumentos jurídicos defensores da democracia, a simples apêndice do Juiz Criminal da 13ª Vara de Curitiba.

Todo o aparato midiático e tecnológico circulante de informações: TV, rádios, jornais, revistas, sites, portais e blogs da internet, circulam a atividade criminosa de Sergio Moro, ainda que a transcrição seja de menor potencial ofensivo, ou crime de Lesa Pátria, ao se colocar à serviço dos interesses do governo americano (Departamento de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês).

Por acreditar que a justiça é cega, é possível, caros companheiros e companheiras, que Sérgio Moro va escapa de processos judiciais, contudo a carreira jurídica projetada ao assento de Ministro do STF se enuviou, e se pensar em carreira política eleitoral, terá o mesmo fim do Aécio Neves.

Vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

Newton Pereira, professor, advogado, Mestre em Direito de Estado pela UNIVEM-SP

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