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| Foto: Igor de Melo, Albuquerque, ex-guerrilheira no Araguaia |
Via O POVO. - A socióloga cearense lutou contra a ditadura militar na Guerrilha do Araguaia e deixa legado em prol democracia
Tereza Albuquerque, ex-guerrilheira no Araguaia.
Morreu na manhã desta sexta-feira, 11, aos 74 anos, Tereza Cristina de Albuquerque. Formada em Ciências Sociais a cearense foi um símbolo da luta combate ao autoritarismo durante a ditadura militar, lutando como guerrilheira no Araguaia. Tereza morreu em decorrência da Covid-19.
"A Tereza foi uma pessoa de coragem, luta e destemor. Uma pessoa franca, que viveu para a família e dedicou boa parte de sua vida para um Brasil igualitário e justo. Ela lutou durante governos anti-democráticos. O trabalho que ela fez em vida foi sempre focado para o próximo", relata Pedro Albuquerque, ex-marido e companheiro de Tereza no Araguaia.
As causas de Tereza Albuquerque ultrapassaram as divisas do Ceará. Além de participar da luta no Araguaia durante a ditadura militar brasileira, ela participou de movimentos democráticos no Recife e foi uma das propulsoras do movimento feminista no Canadá
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"Vivemos o exílio juntos, passamos por todas as dificuldades juntos. Lutamos contra a ditadura e pela democracia. O destino nos separou.", finaliza Pedro.
O enterro ocorreu na tarde desta sexta-feira, no cemitério Jardim Metropolitano. Devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, não houve realização de velório. Tereza três filhos e quatro netos, além de um legado em prol da democracia

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