quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Lula confirma Alexandre Padilha como novo ministro da Saúde

 


Via site Jota por Lígia Formenti, Jéssica Gotlib A ministra da Saúde,  Nísia Trindade, comunicou há pouco para sua equipe a saída do governo. A decisão do seu desligamento foi informada pelo presidente Lula, numa reunião realizada no início da tarde. Os rumores de troca no comando do ministério ganharam corpo em fevereiro, depois das eleições da presidência da Câmara e do Senado. Desde então, é dada como certa a chegada do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para o posto até agora ocupado por Nísia.

A expectativa é de que Padilha faça algumas alterações no ministério. O JOTA apurou, por exemplo, haver possibilidade de troca no comando da Secretaria de Vigilância da Saúde e Ambiente, posto atualmente ocupado por Ethel Maciel. Alguns nomes, contudo, devem permanecer. É o caso do secretário de Atenção Especializada, Adriano Massuda e do secretário de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço. Ambos devem continuar no ministério, mas em postos distintos. Massuda é cotado para ocupar a secretaria executiva. As definições, no entanto, somente serão detalhadas nos próximos dias. A formação original do Ministério da Saúde, contudo, já traz nomes muito próximos de Padilha. E há perspectiva de que parte deles continue. Padilha foi ministro da Saúde no governo de Dilma Rousseff e, sob sua responsabilidade, dois programas de marca ganharam projeção. O primeiro deles é o Aqui Tem Farmácia Popular, uma iniciativa que trouxe uma nova dimensão para o Farmácia Popular, que até então se desenvolvia apenas em unidades próprias. A extensão do programa, feita com cadastramento de farmácias, tornou a iniciativa como uma das mais bem avaliadas pela população, incluindo a classe média. Também sob a gestão de Padilha foi desenvolvido o Mais Médicos, programa para provimento de profissionais em áreas carentes. Polêmico, sobretudo entre associações de classes médicas, o programa também foi muito bem avaliado pela população.

A troca no Ministério da Saúde é vista como uma solução para acomodar Alexandre Padilha, que tinha como certa sua saída da SRI, na reforma ministerial. A alteração acomoda tanto interesses do ministro quanto do governo. Saúde é uma área essencial para um governo que precisa garantir popularidade. A percepção é a de que, com números de aprovação em queda, a chegada de um nome que reúne carisma e habilidade política pode ajudar a projetar ações que já estavam em curso, mas não tinham a visibilidade desejada.

Para Padilha, a mudança também pode render bons frutos. O posto de ministro de uma área com a qual ele tem familiaridade é essencial para que ele possa consolidar e ampliar sua popularidade e capital político para as eleições de 2026.

O futuro de Nísia  ainda é incerto, mas há a expectativa de que seja indicada a uma vaga no exterior, possivelmente junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). Nísia tem uma relação próxima com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

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