sexta-feira, 12 de junho de 2026

A Copa de 2026, a maior em número de participantes, é também a de mapa mais diverso


VVvVVViaia site JOTA

Via site Jota - São oito seleções do Oriente Médio, o maior número em um torneio: Irã, Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Egito, Argélia e Marrocos.

A globalização aparece nos nomes: o Egito tem um Zico para chamar de seu, apelido na camisa de Mostafa Zaki, em homenagem ao ídolo do Flamengo.

Por que importa: Mais jogos significam mais tempo de tela, mais audiência significa lucros maiores.


Os direitos de transmissão são estimados em US$ 4 bilhões.

Já o mercado publicitário global, em US$ 10,5 bilhões ao redor do torneio, de acordo com a Warc Media.

No caso do mundo árabe, por exemplo, são oito mercados engajados de forma inédita.

 Panorama: A maior participação global realça laços coloniais e de imigração.


No dia 16, a Argélia estreia com Luca Zidane no gol, filho do ídolo francês Zinedine Zidane — 13 dos convocados argelinos nasceram em território francês.

No mesmo dia, os Bleus enfrentam Senegal, que tem 10 jogadores nascidos na França.

Ao todo, 74 atletas de outras seleções são de origem francesa, com exemplos como o de Guéla Doué, que joga pela Costa do Marfim e é irmão de Desiré Doué, da seleção francesa.

Outros irmãos que jogam por seleções diferentes são Nico Williams e Iñaki Williams, o primeiro pela Espanha, onde nasceram, e o segundo por Gana, de onde os pais emigraram.

A maior parte do elenco da estreante Curaçao é nascida na Holanda: apenas um, Tahith Chong, nasceu na ilha da América Central.

Quatro brasileiros natos jogarão por outras seleções: Matheus Nunes, que vive em Portugal desde os 13 anos; Maurício (do Palmeiras), que tem avó paraguaia e cujo pai viveu boa parte da infância no país; Edmílson Júnior e Lucas Mendes, que foram jogar no Qatar e se naturalizaram.

Aliás… Nem todas as seleções terão tributação igual em caso de premiação.

A Fifa não conseguiu aprovar nos Estados Unidos uma norma que isentasse todos os participantes de pagar tributos no país — o que foi negociado no Brasil, em 2014, por exemplo.

Das 48 seleções, apenas 18 ficarão isentas de bitributação.

Além dos três países-sede, serão beneficiados por tratados bilaterais a maior parte dos europeus, África do Sul, Austrália, Egito e Marrocos.

O Brasil não possui um acordo deste tipo com os Estados Unidos

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