Via Blog do Luis Nassif
Por Diogo Costa
Muito tem-se falado atualmente sobre o filme "Lincoln". Esse filme de Spielberg é um tanto quanto incompleto. Poderia ter sido citado, por exemplo, como os comunistas europeus da recém criada Associação Internacional dos Trabalhadores (Primeira Internacional) viam a figura de Lincoln. A carta escrita por Karl Marx felicitando Abraham Lincoln pela sua reeleição (em nome da Primeira Internacional), em novembro de 1864, bem que poderia servir para abrilhantar a película de Spielberg...
Pelo menos serviria também para aprimorar as reflexões, um tanto quanto sectárias e principistas, de certo esquerdismo que viceja alegremente hoje em Pindorama. Segue então a significativa epístola, escrita por ninguém mais ninguém menos do que Karl Marx:
A Abraham Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América
Karl Marx
22 - 29 de Novembro de 1864
Senhor,
Felicitamos o povo Americano pela sua reeleição por uma larga maioria. Se a palavra de ordem reservada da sua primeira eleição foi resistência ao Poder dos Escravistas [Slave Power], o grito de guerra triunfante da sua reeleição é Morte à Escravatura.
Desde o começo da titânica contenda americana, os operários da Europa sentiram instintivamente que a bandeira das estrelas carregava o destino da sua classe. A luta por territórios que desencadeou a dura epopeia não foi para decidir se o solo virgem de regiões imensas seria desposado pelo trabalho do emigrante ou prostituído pelo passo do capataz de escravos?
Quando uma oligarquia de 300 000 proprietários de escravos ousou inscrever, pela primeira vez nos anais do mundo, «escravatura» na bandeira da Revolta Armada, quando nos precisos lugares onde há quase um século pela primeira vez tinha brotado a ideia de uma grande República Democrática, de onde saiu a primeira Declaração dos Direitos do Homem e de onde foi dado o primeiro impulso para a revolução Europeia do século XVIII; quando, nesses precisos lugares, a contra-revolução, com sistemática pertinácia, se gloriou de prescindir das «ideias vigentes ao tempo da formação da velha constituição» e sustentou que «a escravatura é uma instituição beneficente», [que], na verdade, [é] a única solução para o grande problema da «relação do capital com o trabalho» e cinicamente proclamou a propriedade sobre o homem como «a pedra angular do novo edifício» — então, as classes operárias da Europa compreenderam imediatamente, mesmo antes da fanática tomada de partido das classes superiores pela fidalguia [gentry] Confederada ter dado o seu funesto aviso, que a rebelião dos proprietários de escravos havia de tocar a rebate para uma santa cruzada geral da propriedade contra o trabalho e que, para os homens de trabalho, [juntamente] com as suas esperanças para o futuro, mesmo as suas conquistas passadas estavam em causa nesse tremendo conflito do outro lado do Atlântico. Por conseguinte, suportaram pacientemente, por toda a parte, as privações que lhes eram impostas pela crise do algodão , opuseram-se entusiasticamente à intervenção pró-escravatura — importuna exigência dos seus superiores — e, na maior parte das regiões da Europa, contribuíram com a sua quota de sangue para a boa causa.
Enquanto os operários, as verdadeiras forças [powers] políticas do Norte, permitiram que a escravatura corrompesse a sua própria república, enquanto perante o Negro — dominado e vendido sem o seu consentimento — se gabaram da elevada prerrogativa do trabalhador de pele branca de se vender a si próprio e de escolher o seu próprio amo, foram incapazes de atingir a verdadeira liberdade do trabalho ou de apoiar os seus irmãos Europeus na sua luta pela emancipação; mas esta barreira ao progresso foi varrida pelo mar vermelho da guerra civil.
Os operários da Europa sentem-se seguros de que, assim como a Guerra da Independência Americana iniciou uma nova era de ascendência para a classe média, também a Guerra Americana Contra a Escravatura o fará para as classes operárias. Consideram uma garantia da época que está para vir que tenha caído em sorte a Abraham Lincoln, filho honesto da classe operária, guiar o seu país na luta incomparável pela salvação de uma raça agrilhoada e pela reconstrução de um mundo social.
Por Diogo Costa
Muito tem-se falado atualmente sobre o filme "Lincoln". Esse filme de Spielberg é um tanto quanto incompleto. Poderia ter sido citado, por exemplo, como os comunistas europeus da recém criada Associação Internacional dos Trabalhadores (Primeira Internacional) viam a figura de Lincoln. A carta escrita por Karl Marx felicitando Abraham Lincoln pela sua reeleição (em nome da Primeira Internacional), em novembro de 1864, bem que poderia servir para abrilhantar a película de Spielberg...
Pelo menos serviria também para aprimorar as reflexões, um tanto quanto sectárias e principistas, de certo esquerdismo que viceja alegremente hoje em Pindorama. Segue então a significativa epístola, escrita por ninguém mais ninguém menos do que Karl Marx:
A Abraham Lincoln, Presidente dos Estados Unidos da América
Karl Marx
22 - 29 de Novembro de 1864
Senhor,
Felicitamos o povo Americano pela sua reeleição por uma larga maioria. Se a palavra de ordem reservada da sua primeira eleição foi resistência ao Poder dos Escravistas [Slave Power], o grito de guerra triunfante da sua reeleição é Morte à Escravatura.
Desde o começo da titânica contenda americana, os operários da Europa sentiram instintivamente que a bandeira das estrelas carregava o destino da sua classe. A luta por territórios que desencadeou a dura epopeia não foi para decidir se o solo virgem de regiões imensas seria desposado pelo trabalho do emigrante ou prostituído pelo passo do capataz de escravos?
Quando uma oligarquia de 300 000 proprietários de escravos ousou inscrever, pela primeira vez nos anais do mundo, «escravatura» na bandeira da Revolta Armada, quando nos precisos lugares onde há quase um século pela primeira vez tinha brotado a ideia de uma grande República Democrática, de onde saiu a primeira Declaração dos Direitos do Homem e de onde foi dado o primeiro impulso para a revolução Europeia do século XVIII; quando, nesses precisos lugares, a contra-revolução, com sistemática pertinácia, se gloriou de prescindir das «ideias vigentes ao tempo da formação da velha constituição» e sustentou que «a escravatura é uma instituição beneficente», [que], na verdade, [é] a única solução para o grande problema da «relação do capital com o trabalho» e cinicamente proclamou a propriedade sobre o homem como «a pedra angular do novo edifício» — então, as classes operárias da Europa compreenderam imediatamente, mesmo antes da fanática tomada de partido das classes superiores pela fidalguia [gentry] Confederada ter dado o seu funesto aviso, que a rebelião dos proprietários de escravos havia de tocar a rebate para uma santa cruzada geral da propriedade contra o trabalho e que, para os homens de trabalho, [juntamente] com as suas esperanças para o futuro, mesmo as suas conquistas passadas estavam em causa nesse tremendo conflito do outro lado do Atlântico. Por conseguinte, suportaram pacientemente, por toda a parte, as privações que lhes eram impostas pela crise do algodão , opuseram-se entusiasticamente à intervenção pró-escravatura — importuna exigência dos seus superiores — e, na maior parte das regiões da Europa, contribuíram com a sua quota de sangue para a boa causa.
Enquanto os operários, as verdadeiras forças [powers] políticas do Norte, permitiram que a escravatura corrompesse a sua própria república, enquanto perante o Negro — dominado e vendido sem o seu consentimento — se gabaram da elevada prerrogativa do trabalhador de pele branca de se vender a si próprio e de escolher o seu próprio amo, foram incapazes de atingir a verdadeira liberdade do trabalho ou de apoiar os seus irmãos Europeus na sua luta pela emancipação; mas esta barreira ao progresso foi varrida pelo mar vermelho da guerra civil.
Os operários da Europa sentem-se seguros de que, assim como a Guerra da Independência Americana iniciou uma nova era de ascendência para a classe média, também a Guerra Americana Contra a Escravatura o fará para as classes operárias. Consideram uma garantia da época que está para vir que tenha caído em sorte a Abraham Lincoln, filho honesto da classe operária, guiar o seu país na luta incomparável pela salvação de uma raça agrilhoada e pela reconstrução de um mundo social.

2 comentários:
Alô M.P. e Órgãos competentes, tragédias podem ocorrer em Belém!.
Depois da tragédia em Santa Maria –RS, onde morreram 235 Jovens vítimas da incompetência administrativa de alguns gestores de lá, que permitiram uma boate funcionar sem as adequações previstas em leis, parece que o prefeito Zenaldo está copiando tal incompetência e colocando assim em risco à saúde da população de Belém, nomeou para a chefia da Divisão de Engenharia da Vigilância Sanitária - SESMA a Sra. KARINE FARIAS PURCELL DA COSTA, advogada com OAB/Pa 16.289. Agora farei algumas ponderações:
1- A atribuição da Engenharia na Vigilância Sanitária é fomentar soluções de saneamento,água, ar,pragas urbanas e edificação dos estabelecimentos para prevenção e controle de doenças. O risco à saúde pública está ligado a estes fatores possíveis e indesejáveis que ocorrem em áreas urbanas e rurais, e que podem ser minimizados ou eliminados com o uso apropriado de serviços de vigilância sanitária. Agora uma pergunta: Coma Sra. Karine irá liberar processos, de impacto direto à saúde da população( Shopping, Escolas, Cinemas, Boates e etc..) sem a devida qualificação técnica?
2- Será que os estabelecimentos de Belém durante o carnaval estarão funcionando em condições, visando garantir a saúde da população?
3- É prefeito sua administração já está perdendo a credibilidade, com interesses políticos partidários acima do interesse da população. Após tragédias como a de Santa Maria- RS, é que as autoridades percebem que alguns cargos são técnicos a população acaba padecendo por atos irresponsáveis como este.
DECRETO Nº. 73.877/2013 - PMB, 25 DE JANEIRO DE 2013.
O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, no uso das atribuições que lhe são con¬feridas pelo Artigo 94, Inciso XX, da Lei Orgânica do Município de Belém, e
Considerando, a competência do Artigo 13, Inciso II, da Lei nº 7.502, de 20 de dezembro de 1990, quanto à nomeação de funcionários,
DECRETA:
Art. 1º - A Nomeação da servidora KARINE FARIAS PURCELL DA COSTA, para o cargo comissionado de DAS - 201.7 - Chefe da Divisão de Vigilância Sanitária de Engenharia, da Secretaria Municipal de Saúde, a contar de 01 de janeiro de 2013.
PALÁCIO ANTÔNIO LEMOS, 25 DE JANEIRO DE 2013.
ZENALDO RODRIGUES COUTINHO JÚNIOR
Prefeito Municipal de Belém
AUGUSTO CÉSAR NEVES COUTINHO
Secretário Municipal de Administração
JOAQUIM PEREIRA RAMOS
Secretário Municipal de Saúde
Em Amistad, o burguesão Spielberg já tinha tratado o fim da escravidão como concessão branca à população negra.
Agora, parece ignorar(não vi o filme) que Lincoln via a emancipação dos escravos como uma etapa importante para a hegemonia do trabalho em relação ao capital, pois aquele precedia a este, daí ter sido vítima de um atentado aparentemente cometido por um fanático confederado, no entanto, havia outras "forças estranhas" também interessadas em sua morte.
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