Multidão se manifestou contra Feliciano em Brasília
Parlamentares
deram entrada nesta terça-feira (12) com um mandado de segurança no
Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a reunião em que foi
eleito o pastor, que aconteceu na última quinta-feira (7). O argumento é
que o encontro foi fechado a manifestantes, o que seria contrário ao
Regimento Interno da Câmara. Entre os argumentos apresentados, elesd
alegam que Marco Feliciano "tem conduta incompatível com o cargo".
A
eleição de Feliciano foi marcada por polêmica, já que ele é acusado de
ter divulgado declarações racistas e homofóbicas por meio de redes
sociais. A eleição do deputado estava marcada para a última quarta-feira
(6), mas foi suspensa por causa de manifestações de entidades ligadas
aos direitos humanos. O encontro acabou sendo adiado para quinta.
A
determinação de impedir a entrada de manifestantes foi publicada pela
presidência da Câmara, o que é questionado pelo grupo contrário ao
pastor. "O regimento é claro ao determinar que todas as reuniões são
públicas, salvo deliberação em contrário. Não houve nenhuma deliberação
do colegiado nesse sentido", argumentou a deputada Erika Kokay (PT-DF).
“Respeito à Câmara”
Kokay
faz parte do grupo que abandonou a reunião de quinta da CDH em protesto
contra a ausência dos manifestantes. O então presidente do colegiado,
deputado Domingos Dutra (PT-MA), chegou a renunciar ao cargo. “Nosso ato
foi de responsabilidade, de respeito à Câmara. Não poderíamos
confrontar o ato da mesa suspendendo novamente a reunião. A sociedade
brasileira não vai se aquietar com essa indicação”, disse Dutra.
As
declarações foram feitas em reunião do grupo, que aconteceu nesta
manhã. No encontro, os deputados também decidiram tomar outras medidas
contra a eleição de Feliciano. O grupo continuará insistindo com o líder
do PSC, deputado Andre Moura (SE), para que o partido mude o nome
indicado para o cargo de presidente da CDH. O tema também será levantado
durante a reunião do Colégio de Líderes, que acontece hoje a partir de
14h30.
Corregedoria
O deputado Chico Alencar
(Psol-RJ) também sugeriu a apresentação de uma representação contra
Feliciano na Corregedoria da Câmara. “Há claros indícios de uso do
mandato para benefícios privados, já que qualquer igreja é uma entidade
privada”, argumentou. Reportagens veiculadas recentemente pela imprensa
afirmam que o pastor vem mantendo funcionários privados com recursos da
Câmara. O deputado nega qualquer denúncia.
“Comissão paralela”
O
grupo também está colhendo assinaturas para a criação da Frente
Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e contra a Violação de
Direitos. "Seria uma espécie de Comissão de Direitos Humanos paralela",
disse Alencar. São necessárias as assinaturas de 198 deputados para a
criação da frente. A deputada Luiz Erundina (PSB-SP) foi indicada pela
maior parte do grupo para coordenar o novo colegiado.
Outra medida
acordada hoje é a apresentação de uma representação à Mesa da Câmara
com o objetivo de questionar a proporcionalidade partidária da Comissão
de Direitos Humanos. O PSC conta hoje 15 dos 513 de deputados, mas
bancada ocupa 5 das 25 vagas da Comissão de Direitos Humanos. Todas elas
são cedidas por acordo pelo PSDB, pelo PMDB e pelo PP. “Todos os
líderes têm de se manifestar, inclusive aqueles que acharam que essa
indicação não teria repercussão”, disse o deputado Ivan Valente (SP),
que é líder do Psol.
PSC
O líder do PSC, Andre Moura,
anunciou que sua bancada deverá se reunir na tarde de hoje para avaliar
se mantém ou não a indicação do Pastor Marco Feliciano para o cargo de
presidente da Comissão de Direitos Humanos. “Sinto que é preciso
dialogar. Contudo, a Câmara dos Deputados e o PSC precisam estar em
sintonia com o sentimento da sociedade brasileira”, afirmou o deputado
em nota divulgada pelo partido.
Apesar da reunião, Moura havia
afirmado que Feliciano atuaria no cargo com isenção, “como um
magistrado”. “Temos plena confiança que deputado Feliciano desempenhará o
cargo com eficiência e respeito a todas as correntes de opinião”,
disse.
Com Agência Câmara

Um comentário:
estamos vivendo momentos dificeis em nosso País. O Brasil é um estado Laqico, e uma minoria de posse dessa situação querem destruir a democracia deste Pais, o Pr. Marcos Feliciano representa 42.275.440 de evangelicos , foi eleito com 211.855,votos dos evangelicos deste pais e é obrigação dele defender a sua fé e da população que o elegeu, no seu perfeito estado democratico, quanto ao dep. jean wyllys eleito por 13.080 votos e num estado onde a homosexualidade e a consiencia negra e viva e eficaz, porque será que ele teve tão pouco voto? resp. um reles BBB e nada mais, por isso ele a os seu seguidores como massa de manobra para o seu ganha pão.E VALE LEMBRAR QUE ELE SEUS COLEGAS DE PARLAMENTO SÃOS FUTURO CANDIDATO A EX. alguem lembra de Rita camata. OLENILTON
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