O logo da telenovela “Geração Brasil” da TV Globo traria no seu
design uma subliminar sugestão dos números dos candidatos de oposição ao
Governo? Delirante teoria conspiratória? Prepotência dos jornalistas?
Designers e profissionais criativos veem exagero em tal acusação, já que
toda marca produziria espontaneamente associações visuais, já que para a
Semiótica todo signo produziria uma imagem mental. Posições ideológicas
à esquerda, já calejadas com a desconfiança em relação à grande mídia,
falam em manipulação subliminar. Mas parece que todas as posições acabam
se tornando vítimas da espiral das interpretações, a doença infantil da
Semiótica. A cura? Desconstruir o logo da telenovela através de
técnicas as mais objetivas possíveis como a de recorrência sincrônicas e
diacrônicas, comutação e Gestalt. E no final descobrirmos que, na
verdade, o suposto poder subliminar do logo não provém dele mesmo. Sua
força é alimentada por uma pararrealidade criada pela TV ao fundir
diariamente ficção com não-ficção.
Surge a polêmica entre jornalistas, simpatizantes da esquerda e
profissionais de design e criação de que logomarca da novela das 19h
Geração Brasil (ou “G3R4Ç4O BR4S1L”) conteria “coincidentemente” em sua
linguagem “internetês” (ou Leet, para ser mais preciso) os
números dos candidatos de oposição: o “40” (PSL de Eduardo Campos – PE) e
“45” (PSDB de Aécio Neves – MG). Leia mais http://www.jornalggn.com.br/blog/wilson-ferreira/o-logo-da-novela-e-a-bomba-semiotica-da-pararrealidade
*Título do Blog Ananindeuadebates

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