terça-feira, 17 de abril de 2018

Um Fotógrafo baiano em Belém




Recordar é viver

Nos anos de 1980, o fotógrafo Janduari Simões estava a pleno, nas ruas da Cidade da Bahia, flagrando sua gente, festas, personagens.


Janduari Simões 

Nos anos de 1980, o fotógrafo Janduari Simões estava a pleno, nas ruas da Cidade da Bahia, cobrindo diariamente sua gente, suas festas, seus personagens, trabalhando em A Tarde e, durante mais tempo, no Jornal da Bahia. Baiano de Itabuna, logo revelou-se um talentoso artista da fotografia.

Fotos em preto e branco, no tempo em que o próprio fotógrafo revelava os seus cliques, dosando suor e talento, fórmulas e paciência na escuridão dos laboratórios. Em busca da luz que clareasse imagens reveladoras, fosse uma pessoa ou um grupo de ponta daqueles tempos – Camafeu de Oxossi, Rogério Duarte, Pierre Verger, Olodum-, fosse a anônima foliã baiana flagrada na quarta-feira de cinzas do Carnaval que passou. Um recorte desse marcante trabalho na imprensa baiana é o que Outra Bahia mostra. Morando atualmente em Belém do Pará, Janduari é um dos mais importantes profissionais brasileiros da arte de fotografar.


Começou em 1975 no Museu Paraense Emilio Goeldi ficando até 1978, além do trabalho científico e documental fotografou o Projeto Pixinguinha durante dois anos e expôs na FUNARTE no Rio de Janeiro.
Em 1980 foi estudar no Instituto Europeo di Design em Roma-Italia e na volta fixa residência em Salvador-Bahia. Trabalha na imprensa local, primeiro o jornal A Tarde depois Jornal da Bahia, torna-se freelance após esse período e depois vai para a sucursal de Veja.
Retorna a Belém em 1989 e a porta para a reentrada é o Museu Emilio Goeldi onde desenvolve trabalhos de documentação com o livro “Iconografia da Pesca Ribeirinha e Marítima na Amazônia”. Acompanha expedições cientificas, paralelamente retoma o registro da Feira do Ver-O-Peso e seus mercados, no ano de 2000 e até 2002 em parceria com o jornalista Klester Cavalcanti.
Volta a fotografar para Veja com reportagens sobre a região amazônica. Após esse período passa a contribuir com diversas revistas brasileiras, Caminhos da Terra, Época, Você S.A, Nossa História, PZZ e estrangeiras, Altair, Espanha; Travessia e Cidades, Portugal; assim como jornais brasileiros e estrangeiros. Contribui também com o catálogo da exposição Unknown Amazonia do British Museum, Inglaterra. O trabalho fotográfico de Janduari integra o Panorama da Fotografia Contemporânea Paraense 80/90.
Em 2000 apresenta o Mercado Ver-O-Peso com “Retratos do Ver-O-Peso” no Museu de Belém (MABE). Em 2014 é o artista convidado do Prêmio Diário de Fotografia Contemporânea com a mostra “Cidade Invisível” no Museu da Universidade do Pará.
Conheça mais trabalhos do fotógrafo: janduarisimoes.wixsite.com/janduari-simoes


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