EDITORIAL
Via Boletim Boca do Povo - o Após dois meses de governo ultra liberal e perfil fascista, em meio a um cenário de crise política e institucional, Bolsonaro, que havia iniciado seu mandato cortando oito reais do salário mínimo e fechando o Ministério do trabalho, agora, seguindo a agenda legada por Temer, botou para votar a maldade da reforma da previdência para privatizar a previdência pública e acabar com a aposentadoria do povo, frustrando a expectativa de milhões de brasileiros que acreditavam ter elegido um governo de mudança ao invés de continuidade.
Essa proposta, sem dúvida, agrada o mercado financeiro e os bancos privados que vão administrar os fundos de previdência, com a capitalização, mas maltrata cruelmente o povo com a alteração da regra geral, que prevê o aumento dos atuais 60 para 65 anos e de 55 para 62 anos, para homem e mulher, respectivamente, com 40 anos de contribuição, para ambos os sexos. Também a crueldade e o caráter misógeno da medida é revelado ao propor o fim do regime especial para professor, estabelecendo o aumento de idade dos atuais 55 para 60 anos, com contribuição comprovada de 30 anos, para mulheres, igualando com os homens.
A proposta criminosa de reforma praticamente inviabiliza a aposentadoria do trabalhador rural, porque aumenta a idade das mulheres, de 55 para 60 anos, com 15 anos de contribuição, para 60 anos e 20 anos de contribuição, igualando com os homens, sem levar em conta a dupla jornada das mulheres, e a média de vida do trabalhador do campo, sobretudo, da região norte/nordeste. Dessa crueldade toda, não escapa nem os beneficiários do BPC (benefício de prestação continuada), que inclui deficientes e idosos acima de 65 anos, em situação de pobreza. Estes últimos receberão 400 reais a partir de 60 anos, e só quando atingirem 70 anos de idade, receberão o benefício integral desvinculado do salário mínimo.
Portanto, essa desumana e injusta reforma, além de não combater os privilégios e de não atacar a sonegação de 460 bilhões, destrói a previdência pública com a capitalização, destrói os direitos previdenciários e condena a maioria do povo brasileiro a uma aposentadoria no pós-morte ou na beira da morte. Essa é mais uma medida antipovo que serve para desmistificar o mito made in fake news, e revelar um governo de continuidade da agenda liberal de Temer.

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