domingo, 18 de dezembro de 2022

Guerra na Ucrânia: sem o dendê do Pará, tabuleiro da baiana pode ficar sem Acarajé

 

O título mistura: guerra, dendê do Pará e o acarajé. Para entender só lendo


A Bahia hoje importa do Pará 98% do azeite de dendê que consome, ingrediente fundamental no acarajé. Ocorre que o Pará também produz o biocombustível com o dendê, que virou um negoção com a grande procura que os efeitos que a guerra na Ucrânia gerou. Resultado: o preço do litro pulou de R$ 10 para 18, na Bahia.

O Pará planta uma espécie chamada tenera, que tem uma polpa umas cinco vezes mais farta do que o da Bahia. A boa terra é o segundo maior produtor do Brasil, com 30.964 toneladas, segundo o IBGE, contra 1.533.735 do Pará, ou 50 vezes mais. O acarajé, abará e pratos da culinária baiana podem virar uma raridade. Essa situação foi exposta na III Conferência Estadual dos Territórios, da qual participaram prefeitos, deputados, secretários, e também o governador eleito Jerônimo, que recebeu uma carta das entidades envolvidas na cadeia produtiva: associação das baianas do Acarajé e os arautos da cultura afro, o encontro foi no Instituto de Geociências da UFBa.

 80% da produção mundial vai para o setor de alimentos, 10% para a indústria oleoquímica e 10% para  bioenergia e biocombustíveis. E Hoje uma boa parte da produção no Pará está indo para a produção do biocombustíveis. Com isso o quitute mais famoso do Brasil, o acarajé baiano pode virar uma raridade nos tabuleiros das baianas, na velha São Salvador. Com informações do Jornal A Tarde

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