Além da cassação, a magistrada também determinou que Crivella fique inelegível nos oito anos subsequentes à eleição municipal de 2020, isto é, até 2028. Por fim, definiu a aplicação de uma multa no valor de R$ 433.290, segundo informou o jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. A decisão é resultado de ação ajuizada pela coligação "É a vez do povo!" (PT e PCdoB), feita em 2020, durante o pleito municipal - Crivella foi derrotado contra Eduardo Paes (PSD) na ocasião. Ele é acusado de montar esquema para impedir reportagens sobre a saúde no Rio.
Na ação, o parlamentar foi acusado de "prática de abuso de poder de autoridade e conduta vedada a agente público em campanhas eleitorais, com base na Constituição".
A coligação afirma que ele montou um esquema para "monitorar e impedir a interlocução de cidadãos com profissionais de imprensa" com o intuito de barrar informações sobre o sistema de Saúde do Rio em período eleitoral.
Para isso, usou servidores públicos municipais, que ficaram conhecidos como Guardiões do Crivella. A acusação identificou os servidores, em desvio de função, utilizados pelo ex-prefeito do Rio.

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