Via JB
Parecer foi foi assinado por técnico em Fonética da Universidade Federal de São Carlos (SP). A voz da gravação telefônica que tirou o juiz Eduardo Appio da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba - e consequentemente dos processos da Operação Lava Jato - pode não ser de Appio. A informação consta em laudo técnico obtido nesta segunda-feira (5) pela Revista Fórum.
O documento foi assinado pelo professor Pablo Arantes, coordenador do Laboratório de Fonética da Universidade Federal de São Carlos (SP). A escala adotada pelo TRF-4 para atestar sua interpretação a respeito da ligação telefônica tem nove pontos, que vão de -4 a +4, passando pelo zero. Eles se dividem, em resumo, da seguinte forma:
o -4 deve ser usado quando as evidências contradizem muito fortemente a hipótese de mesma origem em duas gravações;
o +4 cabe diante de evidências que confirmam muito fortemente a hipótese de mesma origem;
o nível 0 se aplica a situações em que as evidências são inconclusivas, ou seja, não ajudam a confirmar ou a rejeitar a hipótese.
Segundo o perito, o laudo no qual o TRF-4 se baseou para afastar Appio não é conclusivo.
“Com base nas análises técnicas realizadas e na minha experiência profissional como doutor na área de linguística, especialista na área de fonética, pesquisador na área de fonética forense e autor de diversos artigos e outras publicações na área, afirmo que o nível 0 seria o adequado para o caso, não se podendo corroborar, nem contradizer a hipótese de mesma origem para as vozes”, diz o trecho do laudo.
As razões para essa conclusão, segundo o professor, “são a inespecificidade e baixo poder discriminatório das características linguísticas identificadas e analisadas no Laudo”. Leia mais

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