A expectativa é de que Padilha faça algumas alterações no ministério. O JOTA apurou, por exemplo, haver possibilidade de troca no comando da Secretaria de Vigilância da Saúde e Ambiente, posto atualmente ocupado por Ethel Maciel. Alguns nomes, contudo, devem permanecer. É o caso do secretário de Atenção Especializada, Adriano Massuda e do secretário de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço. Ambos devem continuar no ministério, mas em postos distintos. Massuda é cotado para ocupar a secretaria executiva. As definições, no entanto, somente serão detalhadas nos próximos dias. A formação original do Ministério da Saúde, contudo, já traz nomes muito próximos de Padilha. E há perspectiva de que parte deles continue. Padilha foi ministro da Saúde no governo de Dilma Rousseff e, sob sua responsabilidade, dois programas de marca ganharam projeção. O primeiro deles é o Aqui Tem Farmácia Popular, uma iniciativa que trouxe uma nova dimensão para o Farmácia Popular, que até então se desenvolvia apenas em unidades próprias. A extensão do programa, feita com cadastramento de farmácias, tornou a iniciativa como uma das mais bem avaliadas pela população, incluindo a classe média. Também sob a gestão de Padilha foi desenvolvido o Mais Médicos, programa para provimento de profissionais em áreas carentes. Polêmico, sobretudo entre associações de classes médicas, o programa também foi muito bem avaliado pela população.
A troca no Ministério da Saúde é vista como uma solução para acomodar Alexandre Padilha, que tinha como certa sua saída da SRI, na reforma ministerial. A alteração acomoda tanto interesses do ministro quanto do governo. Saúde é uma área essencial para um governo que precisa garantir popularidade. A percepção é a de que, com números de aprovação em queda, a chegada de um nome que reúne carisma e habilidade política pode ajudar a projetar ações que já estavam em curso, mas não tinham a visibilidade desejada.
Para Padilha, a mudança também pode render bons frutos. O posto de ministro de uma área com a qual ele tem familiaridade é essencial para que ele possa consolidar e ampliar sua popularidade e capital político para as eleições de 2026.
O futuro de Nísia ainda é incerto, mas há a expectativa de que seja indicada a uma vaga no exterior, possivelmente junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). Nísia tem uma relação próxima com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
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