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Crédito: Balthazar Costa (AID/ALEPA) |
Desde o domingo, 16, quilombolas interditam a PA-154, que dá acesso ao Porto da Foz do Rio Camará, em protesto pelo aumento das tarifas das balsas e das lanchas que fazem linha entre Belém e Salvaterra. “Não há diálogo do governo com a comunidade. Ontem (quarta-feira, 19), os militares do Batalhão de Choque usaram balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral contra os manifestantes desarmados e também dispararam contra residências e até de uma escola com crianças de 4 a 8 anos de idade, que ficaram em pânico. E, hoje de manhã, recebi a denúncia que um cartucho de projétil de arma de fogo foi encontrado entre as embalagens de armas menos letais usadas. Isso é muito grave! Se algum policial está usando armamento letal, isso precisa ser apurado e denunciado com urgência”, descreve Lívia.
A parlamentar, que acompanha a crise no Marajó, alerta para a tensão crescente em Salvaterra. Pois, a ação desastrosa da PM despertou a reação ainda maior da população local. Moradores de várias comunidades se juntaram aos quilombolas e interditam vários trechos da rodovia. Enquanto isso, mais guarnições do Batalhão de Choque da PM são enviados a Salvaterra.
“A situação em Salvaterra é grave e merece atenção para que não haja mortes no Marajó. Não podemos falar que houve confronto, se de um lado, temos gente humilde, pacífica e desarmada, vivendo na região cujos municípios detém historicamente o mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, e de outro, guarnições armadas especialmente enviadas para reprimir o povo”, justifica Lívia Duarte.
“O transporte entre o Marajó e a capital não é um luxo, é um direito. Esse aumento desproporcional agrava ainda mais as dificuldades da região, prejudicando trabalhadores, produtores e comerciantes (...) O povo está na luta, enquanto a polícia, sob ordens do governador, está sendo usada para reprimir a manifestação, em vez de proteger o direito legítimo da população de protestar”, destaca a psolista em trecho dos ofícios enviados ao gabinete do governador, Segup, Seirh e Promotoria.
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