A planilha apresentada como “prova” lista dezenas de colunas. Entre elas, aparecem dados eleitorais (título, zona e seção), identificação civil (CPF, RG e órgão emissor), filiação (nome do pai e da mãe), data de nascimento e endereço completo (incluindo número, complemento e CEP), além de telefones e e-mail. O cabeçalho também menciona campos de perfil, como profissão, religião, etnia, grau de instrução e faixa salarial. E vai além: inclui colunas que indicam identidade de gênero e orientação sexual, além de itens como “frequência de acesso à internet” e informações internas do partido, como cargos e setoriais de atuação. A Fórum não reproduz dados individuais exibidos na amostra para evitar amplificação de dano.
Violação da LGPD e risco de perfilamento político
A presença de campos como orientação sexual, identidade de gênero e religião, quando vinculados a CPF, endereço e telefone, configura um cenário de alta gravidade sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Em termos práticos, o pacote descrito permite perfilamento político e social e abre espaço para golpes por ligação e mensagem, engenharia social, tentativas de se passar por instituições e até intimidação direcionada, por tratar de filiação partidária.

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