Há uma sensação crescente de que o eleitor busca mudança. O Pará é um estado rico, mas com uma população ainda marcada pela pobreza. Nesse contexto, o tabuleiro político parece ter se afunilado: na prática, há duas peças no tabuleiro lutando por um xeque-mate. São duas pré-candidaturas em disputa real, enquanto outras não demonstram musculatura eleitoral.
O prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel, surge com uma trajetória que surpreendeu antigas raposas políticas. Vitorioso em todos os pleitos que disputou, foi também testado como gestor público, consolidando sua imagem no cenário local. Sua gestão elevou o município a um dos seus melhores momentos, refletindo em altos índices de aprovação, tanto em Ananindeua quanto no estado.
Por outro lado, Hana, atual governadora, eleita na chapa do ex-governador (que renunciou para disputar o Senado), terá pouco tempo à frente do governo.
Outras peças do tabuleiro incluem Araceli Lemos (PSOL), que não apresenta peso eleitoral significativo, e Mário Couto, cuja pré-candidatura é vista por analistas como um peão a serviço de um rei, e talvez saia do jogo antes de começar.
Com um tabuleiro de poucas peças, a eleição pode ser decidida ainda no primeiro turno, assumindo um caráter quase plebiscitário — ou se configurando como um verdadeiro cabo de guerra entre os principais concorrentes.

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