Editorial - A concentração política nas velhas oligarquias domina o Pará há 40 anos. A família Barbalho, quando não está à frente do Executivo paraense, faz parte do governo. Nesse cenário, a formação de uma frente ampla para mudar o rumo do estado vem sendo defendida pelo pré-candidato Dr. Daniel e vem ganhando corpo no Pará, reunindo grupos ideologicamente distintos que, mesmo sem conexão entre si, defendem o rompimento com o velho modelo de concentração de renda.
O Pará tem de tudo: gado, minérios, florestas, rios, mar e uma imensa diversidade cultural. São riquezas que movimentam bilhões e geram grandes dividendos. Mas fica a pergunta: e a população paraense, ganha o quê com tudo isso?
Uma pequena parcela concentra grande parte da riqueza produzida no estado, enquanto a maioria da população enfrenta o trabalho informal, depende de programas de transferência de renda ou até do dinheiro enviado por parentes que migraram para outros estados em busca de melhores oportunidades.
A exploração mineral é um dos maiores exemplos dessa contradição. O minério é extraído do solo paraense e enviado para fora, enquanto muitos municípios continuam convivendo com pobreza e graves problemas de infraestrutura.
Há alguns anos, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) instalou a chamada CPI da Vale. E o que resultou dessa investigação? Quais benefícios concretos chegaram à população paraense?
O Pará precisa discutir um novo modelo de desenvolvimento. Uma frente ampla capaz de romper com a velha política do “Estado rico, povo pobre”. A mudança dos rumos do estado pode ser decidida nesta eleição. Vamos aguardar.

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