sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Jaques Wagner avisa que não quer ser plano B e sugere que PT não tenha substituto a Lula

 
Jornal GGN - Bernardo Mello Franco e Plínio Fraga publicaram na Época, nesta sexta (3), uma matéria informando que Jaques Wagner já mandou avisar Lula que não quer ser o plano B do PT em caso de inviabilidade eleitoral do ex-presidente.
 
O ex-prefeito Fernando Haddad foi escolhido como emissário, mas pediu que Wagner conversasse pessoalmente com Lula. O ex-governador da Bahia é candidato a senador com condições de vitória (ele lidera com 35% dos votos nas pesquisas) e, para além do projeto pessoal, confirmou aos jornalistas que tem outra visão sobre a estratégia do PT.
 
“A tese é que, não sendo Lula, o PT não deve indicar o substituto. A discussão não inclui necessariamente a questão de vice, a menos que o PT queira estar na chapa. Não estou tratando de Ciro [Gomes], mas do conceito”, disse Wagner à Época.
 
Segundo a revista, Wagner, em caso de plano B, aceitaria se oferecer como candidato a vice-presidente de Ciro Gomes (PDT). Mas a fala dele aos jornalistas deixa claro que a questão não é propriamente Ciro, mas a ideia de que, sem Lula como candidato, as chances do PT ganhar são pequenas.
 
Para Wagner, um substituto de Lula dificilmente conseguiria atingir a mesma votação do ex-presidente e a transferência de votos imaginada pelo PT pode ser um risco. Além disso, sem Lula - que é o favorito em todas as pesquisas de opinião até agora - o PT teria de resolver um problema: a resistência de parte da sociedade ao PT por causa da Lava Jato - algo que somente Lula, mesmo sendo o principal alvo da operação, parece ter refreado.
 
Ciro, neste caso, seria a opção natural porque ele teria condições de reunir os partidos de esquerda em torno de uma frente única, com o apoio do PT. O partido de Lula indicar ou não um vice para Ciro seria outra questão, segundo a declaração de Wagner.
 
O PT da Bahia realiza no sábado (4), às 9h, a convenção que vai homologar as candidaturas de Rui Costa a governador; João Leão, como vice, e Jaques Wagner e Angelo Coronel ao Senado. 
 
Leia a matéria completa  aqui.

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