Por Eduardo Bueres
Deve ter sido muito difícil para Lula, no plano pessoal e afetivo, ter concordado e decidido não manter o nome de Marília do emblemático clã Arraes, em Pernambuco, terra natal de ambos, em troca de importantíssimos minutos á mais no tempo de propaganda de TV em rede nacional, além de outras razões de acomodação de tabuleiro no sudeste, que não se deram por conhecer ainda por completo.
Foi uma cartada de alto, altíssimo risco, que angariou angústias e frustou a militância local,
que acreditava em real possibilidade de vitória da candidata puro sangue.
Essa atitude vai ser cobrada com muito vigor pela maioria da militância no plano nacional no final da contagem das urnas...
Sendo assim, somente nos resta confiar plenamente para que tudo de certo, mesmo porquê, o que está exposto, não passa de uma fração, da engenharia visando a ocupação de espaços politicos bem maiores, tática e estratégias exitosas, que vem de outras lutas travadas contra os mesmos as adversários, que resultou em quatro mandatos vitoriosos, uma deposição injusta por traidores e várias prisões.
Desta vez, não pode haver submissão ou conceção á malandros de toga, caciques fichas sujas, ou engravatados escroques de mandato e capital, em nenhum nível.
É preciso começar a aprender a perder sim, caso isso seja necessário, para vence a velha cultura da corrupção de valores.
Nao aceitar, não fazer ou se envolver direta ou indiretamente com indignidades, é imprescindível.
O que a maioria esmagadora da população deseja e espera, é que a vitoria nas urnas, seja a expressão do resultado da boa luta, de batalhas travadas como antigamente o faziamos, dialogando nas ruas, no trabalho, nas salas de aulas, nas feiras, nos chats, filas e pontos de ônibus; com lisura e ética, para reconstrução de um novo projeto nacional a partir do Marco zero.
Se não for possível levar em 2018, vamos somar esforços para nos reconstruir para tornar isso possível, 2022, ou mesmo 2026/28.
Somente assim as futuras gerações, terão chances de manter viva a esperança em mudanças verdadeiras de rumo para um mundo melhor, a partir de uma visão cultural reconectada reconstruida de cima para baixo e de baixo para cima, onde os valores da honestidade, probidade e justiça verdadeiroa esteja na ordem do dia.
O temor geral da massa de simpatizantes, militantes e eventuais eleitores indecisos com relação ao PT, é que, por ser uma trajetória inevitável, este se deixe contaminar pelo canto de sereia dos controladores e dirigentes viciados de siglas traíras, fazendo concessões decepcionantes, MDB na cabeça.
Num cenário vantajoso como hoje se encontra, o PT não precisa ceder à chantagens ou se corromper buscando a vitoria a qualquer preço.
A meta principal é esta, ou seja: quebrar a herança maldita e separar o joio do trigo, ou mais tarde o diabo manda cobrar a conta.
Neste caso, não ceder a vitoria fácil, aceitar a derrota é uma atitude mais honrada.
Lula em carne e osso, aparece como franco favorito nas pesquisas de intenção de votos, com chance de vitoria ainda no primeiro turno, quem quiser, que venha a reboque.
Se no primeiro mandato ele declarou entre lágrimas, que só tinha uma chance e que não tinha o direito de errar, no atual cenário, ele terá que quadriplicar essa crença.

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