segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

PCDF identifica ao menos mais 2 suspeitos de ajudar terrorista em Brasília


Via Metrópoles por THALITA VASCONCELOS, MIRELLE PINHEIRO, CARLOS CARONE

Em depoimento, George Washington citou o nome de Alan Diego dos Santos Rodrigues como um dos envolvidos na tentativa de atentado em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a participação de ao menos dois suspeitos na tentativa de atentado perto do Aeroporto de Brasília, no sábado (24/12), véspera de Natal. Os agentes querem saber se o empresário bolsonarista George Washignton de Oliveira Sousa, 54 anos, teve ajuda de outras pessoas para armar a bomba na capital federal.

Um dos suspeitos identificados pela PCDF é o apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Alan Diego dos Santos Rodrigues (foto em destaque), 32. Durante depoimento à polícia, George citou o nome de Alan como um dos manifestantes acampados no Quartel-General do Exército que teria ajudado no atentado.

O outro suspeito estaria no QG e foi citado pelo empresário preso no fim de semana. O nome dele ainda está sendo mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações. No depoimento, George afirma que a ideia inicial era explodir uma bomba no estacionamento do aeroporto. Porém, o alvo teria sido mudado para um poste de energia em Taguatinga, no intuito de provocar falta de energia e dar “início ao caos que levaria à decretação do estado de sítio”.

Em seu perfil no Instagram, Alan compartilha registros de suas participações em manifestações golpistas contra o resultado da Eleição 2022, que teve a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No depoimento, George afirma que a ideia inicial era explodir uma bomba no estacionamento do aeroporto. Porém, o alvo teria sido mudado para um poste de energia em Taguatinga, no intuito de provocar falta de energia e dar “início ao caos que levaria à decretação do estado de sítio”. Ele criou um destaque na rede social para publicar momentos de suas passagens em atos pela capital federal. Ele participou de bloqueios golpistas e também passou o Natal em frente ao QG do Exército, em Brasília.

No momento, Alan está sendo procurado pela PCDF.

George está preso preventivamente (sem data para expirar o prazo) e já foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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