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| Delcy Rodríguez presta juramento diante do irmão, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, e de Nicolás Maduro Guerra, filho do seu antecessor (Foto: Imprensa do Palácio de Miraflores/EFE) |
Via Gazeta do Povo
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse nesta segunda-feira (5) como ditadora interina do país, dois dias depois da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, a deputada Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos em uma operação militar em Caracas e em outros três estados vizinhos.
Empossada pelo irmão, Jorge Rodríguez, que hoje foi reeleito como presidente do Parlamento, a agora primeira mulher na história da Venezuela a governar o país disse que, em “horas terríveis de ameaças contra a estabilidade”, não vai descansar “nem um minuto para garantir a paz”.
“Venho com dor pelo sofrimento que foi causado ao povo venezuelano após uma agressão militar ilegítima contra nossa pátria”, declarou Delcy durante o ato, no qual também alegou que Maduro e Flores são “reféns” nos Estados Unidos. Ela afirmou que não vai descansar até “ver a Venezuela no destino que lhe corresponde e no pedestal de honra histórico que lhe cabe como uma nação livre, soberana e independente”, assim como “garantir um governo que dê felicidade social, estabilidade política e segurança política”. A vice-presidente foi convocada pelo Tribunal Supremo a exercer como ditadora interina após a captura de Maduro e Flores.
A também ministra de Hidrocarbonetos já tinha comandado seu primeiro conselho de ministros ontem e designado uma comissão, chefiada por seu irmão e integrada por filhos de Maduro, para gerir a libertação de Maduro e sua esposa.
Ela também anunciou na plataforma Telegram uma proposta aos EUA para trabalhar em uma “agenda de cooperação” conjunta.
No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, cobrou de Delcy “acesso total” à Venezuela em termos de recursos naturais e revelou que está considerando reabrir a embaixada americana em Caracas. Em uma entrevista à revista The Atlantic, Trump disse que se ela “não fizer o que é certo”, um futuro “pior” que o de Maduro a espera.

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