domingo, 8 de fevereiro de 2026

Privatização da Cosanpa: o que era ruim, piorou


Neste domingo (8), mais uma vez, as torneiras amanheceram sem água na Região Metropolitana de Belém. São famílias, restaurantes, comércios e serviços prejudicados. O processo acelerado que levou à privatização parcial dos serviços de água e esgoto da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) ocorreu em leilão realizado em abril de 2025, quando a empresa Aegea Saneamento arrematou três dos quatro blocos para operar em 99 municípios, incluindo Belém, Ananindeua e Marituba, com a promessa de universalizar o acesso à água e ao esgoto.

A medida foi controversa e gerou críticas de movimentos sociais e sindicais. O governo do Pará, por sua vez, defendeu a concessão como forma de atrair investimentos e melhorar os serviços, enquanto a Cosanpa permaneceu responsável pela produção de água em algumas áreas. Até agora, porém, não se percebe melhoria no abastecimento — ao contrário, a situação piorou. Deputados que votaram a favor da privatização permanecem em silêncio, e a empresa vencedora do leilão trata a falta de água como problema técnico, quando muitos apontam falhas de gestão. No fim das contas, quem paga o pato é a população — e não é nem pato do Círio, nem no tucupi.

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