terça-feira, 8 de setembro de 2026

Zélia Amador de Deus, referência da luta antirracista na Amazônia, morre aos 74 anos no Pará


Via G1 

Professora emérita da UFPA, ativista foi uma das principais vozes do movimento negro no país, com atuação na criação das cotas e em articulações internacionais. Velório será no teatro Waldemar Henrique, a partir de 22h. A professora, pesquisadora e ativista Zélia Amador de Deus, uma das principais referências da luta antirracista no Brasil, morreu aos 74 anos nesta terça-feira (8), em Belém. Nascida no Marajó e filha de uma empregada doméstica, ela construiu uma trajetória que a levou à condição de professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), maior universidade pública da Região Norte, e a espaços nacionais e internacionais de defesa dos direitos da população negra.

Zélia foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa) e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM-UFPA), presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e participou da articulação pela implantação do sistema de cotas para pessoas negras nas universidades. Em 2001, integrou a comissão brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo da Organização das Nações Unidas (ONU), em Durban, na África do Sul. Do Marajó à universidade

Zélia nasceu em uma fazenda na Ilha do Marajó e, ainda no primeiro ano de vida, foi morar em Belém, onde foi criada pelos avós. A mãe engravidou aos 15 anos e trabalhava como empregada doméstica.

Em entrevista ao g1, em 2018, Zélia contou que a educação foi determinante para mudar os rumos de sua vida. Vc

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