quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Professor Fábio Castro "O PSDB do Pará é irrelevante para o projeto nacional do PSDB"

Prof. Fábio Castro
O Blog Ananindeua Debates me pediu, há mais de uma semana, uma breve leitura da situação de hegemonia alcançada pelo PSDB na região metropolitana de Belém, nas últimas eleições. Sendo bem objetivo, penso que a situação produz algumas tendências:
1. Com hegemonia e imenso controle sobre a máquina pública paraense, os tucanos vão diminuir a guarda, o autocontrole, o cuidado que aprenderam a ter quanto à sua visibilidade. Deverão voltar a cometer os excessos de poder que antes cometiam. Os erros de sempre, os rasgos de corrupção, o autoritarismo deverão aparecer mais. Com menos estruturas de vigilância, a tentação será grande, provavelmente incontrolável.
2. Com tal hegemonia, também vão trabalhar pouco, fazer o mínimo. Pobre de Belém, que passará da inépcia para a inércia...
3. A situação de hegemonia também favorece o projeto de higienização social liderado pelo secretário de cultura, Paulo Chaves: trata-se o projeto de virar as costas para a Belém real e seus problemas, abrindo mão de toda responsabilidade com as políticas sociais reais e criar ficções de espaço público, impermeáveis e inacessíveis à população.
4. Com menos vigilância e menos enfrentamentos políticos, o PSDB deverá priorizar sua ação política exclusivista, atendendo aos anseios de seus principais apoiadores. Muita publicidade, associada a projetos de fácil visibilidade, vão disfarçar o abandono da segurança, da saúde, da educação e do seneamento. A vida da maior parte da população de Belém certamente vai piorar. Belém vai chegar aos 400 anos com índices sociais piores que os de hoje e isso é o resultado do acúmulo de muitos anos desse projeto político covarde e insignificante.
5. As disputas internas também deverão ser grandes. Com a eleição, Zenaldo Coutinho furou a fila e avançou algumas casas na fila interna do PSDB. Muita gente deve estar aborrecida e preparando pequenos conflitos de poder que tendem a prejudicar a governabilidade do governador.
6. Por fim, essa hegemonia no Pará, acrescida do domínio de Manaus pelo PSDB – bastante simbólica, por constituir uma vitória de um adversário truculento do PT, constitui um fato isolado, pois no restante do Brasil o PSDB regrediu. A perda de São Paulo tem um ar dramático para o partido e pode condená-lo a uma crise sem final. Enfraquecido o partido, as forças partidárias tendem a caminhar em direção ao centro, abandonando as margens. O PSDB do Pará é irrelevante para o projeto nacional do PSDB. Será abandonado, largado à sua própria sorte.

12 comentários:

Na Ilharga disse...

E há o fator PMDB, ainda fiel da balança política do Pará. Como referiu o deputado Bordalo em se blog, as relações entre tucanos e pemedebistas nunca estiveram tão tensas como agora, logo, o peso pemedebista pode novamente ser colocado em outro prato dessa balança.
Não é nem que os tucanos paraenses sejam irrelevantes nacionalmente. O fato é que o peso eleitoral do Pará acrescenta muito pouco a um partido que perdeu eleitorado em seus maiores aglomerados, como Grande São Paulo e Grande Belo Horizonte. Nessa perspectiva, não há a expectativa de que daqui saia um candidato a vice-presidência da República ou alguém que faça parte da coordenação nacional de uma campanha presidencial.
Assim, chegaremos a 2014 com o PT favoritíssimo na disputa nacional; o PMDB na vice, com os pemedebistas paraenses dessa vez fechando com a posição nacional do partido; o PSD, que aqui é da cozinha do governo do estado, mas nacionalmente poderá fazer parte do governo federal, significando essa situação um risco para a formação de um bloco consistente em torno da reeleição de Simão.
É por isso que continuo achando essa hegemonia mero triunfo decorrente de inusitada circunstância, sendo mais difícil ratificá-lo do que foi conquistá-lo.

Anônimo disse...

Tão irrelevante, mas tão irrelevante mesmo professor, que, anote bem: D. Dilma, seu Lula, Ministros Aluizio Mercadante, Marta Suplicy, Padilha, gravaram vídeo se esmerando em influenciar um resultado de uma eleição tão "irrelevante". Pq ? Um ex-presidente, a atual presidente da nação, escalando vários ministros para se meter em eleição de uma ... prefeitura ? Será que é irrelevante, professor ? Não estará errado alguém afirmar que a presidente Dilma, a qual estimo muito, começa seu processo de reeleição com uma derrota nas urnas imposta pelo povo cabano de Belém do Pará ... ! Relevante, mestre ? Pior que isso só mesmo alguém ter convencido a nossa presidenta a se meter em subir no palanque da candidata derrotada em Manaus,vanessa grazziotin exatamente para arthur virgílio do psdb. * Alguém poupe a presidenta de situações relevantes como essas, ok professor ?

Carlos Couto Junior

Anônimo disse...

Esse professor que foi secretario do pior governo da historia, fica secando o governo tucano, eles têm que tirar o chapeu pros caras, conseguiram uma vitória importante, agora nós cidadões temos que torcer pra eles fazerem um bom governo, para de ficar secando, pensando no seu partido projeto de poder resumindo na sua própia barriga, pois a administrações deles vão influencia a vida de pessoas. As forças politicas têm que se unir pra melhoria do povo.

Iury

Na Ilharga disse...

Quem precisa ser poupado de fazer política são os coroneis tucanos, que passaram pelo poder e só acumularam desgastes, daí viverem de artifícios subterrâneos. A presidenta Dilma, não. Ela faz política às claras, tem lado e não precisa criminalizar processos políticos para justificar derrotas. Até porque, sabe ela, eleição municipal têm lá suas especificidades e não pode ser parâmetro principal à disputa nacional.
Por isso, os tucanos paraenses continuam sendo apenas atores coadjuvantes na cena política tucana, independente da empatia que possam provocar em círculos restritos. Foi uma opção deles, desde que optaram por esse caminho ao impor como lideranças 'postes' que não comportam sequer um nostálgico lampião de gás, bem longe dos tempos em que Almir Gabriel foi o vice na chapa presidencial de Mário Covas e relator do capítulo da saúde na Constituinte.

Anônimo disse...

Caríssimo,antes eu prestava atenção naquilo que considerava discussões entre "tucanos" e "petistas" e até chegava a emitir alguma opinião, até perceber com o tempo a grande afinidade e semelhança entre ambos. Quando Lula foi eleito pela primeira vez para promover o que seria uma "mudança" de governo, nomeou como seu Presidente do Banco Central do Brasil, ninguém menos que Henrique Meireles, do PSDB, fiquemos apenas nesse exemplo. Portanto, minha manifestação aqui cinge-se a discordância da notícia e avaliação do professor de que a eleição nas principais cidades da amazônia seja "algo irrelevante" para uma eleição presidencial, afinal um simples voto define uma eleição.

Carlos Couto Junior

Anônimo disse...

ví que tão levando todas as cadeiras novas da cheche nova da aguas lindas, para inaugurarem uma nova creche no julia sefer, esse Helder não tem jeito é só capa. As crianças das DULCE VÃO FICAR NO CHÃO ou com cadeira velha.

Anônimo disse...

Novidade, isso sempre acontece em ananindeua no gov helder.

Anônimo disse...

Irrelevante e insignificante!

Na Ilharga disse...

Não, não fiquemos nesse exemplo. Seria bom que citássemos outros para não invertemos o sentido da argumentação, transformando exceção em regra.
Naquele momento era preciso acalmar o tal mercado, ou cassino financeiro, que comandava o país, por issso Lula escreveu a tal carta ao povo brasileiro e colocou um banqueiro no Banco Central. Hoje, com a taxa de juros em seu menor patamar histórico, com o governo gastando 1% do PIB do país com proteção aos mais necessitados, com o salário mínimo em um patamar digno(mais de 300 dólares), com a geração de mais de 15 milhões de empregos em dez anos e com o estado como principal indutor do nosso desenvolvimento, ao contrário dos tempos do estado mínimo, não dá nem pra comparar. São modos de governar totalmente distintos. Só não vê quem não quer!

Anônimo disse...

Poxa Na ilharga, a sua luta é longa mesmo, pois 500 anos de batalha contra a direita é muito pra não se convencer que desde que o mundo é mundo sempre vai haver esses dois tópicos, tomara que o senhor viva mais 500 anos pra continuar a sua batalha, já que com os suas centenas de anos de idade já viu de quase tudo talvez poderia até ajudado Paulo Coelho e Raul Seixas a compor umas daquelas músicas memoraveis da História moderna.

Anônimo disse...


Os tucanos paraenses já morreram para o Brasil e não sabem. Jatene Lorota não fede nem cheira. Só é recebido no Planalto porque Dilma é Presidenta de todo o Brasil, além de ser muito educada. Agora, quanto a dizer que os tucanos têm representatividade nas esferas de governo federal, é pura balela.O professor Fábio tem toda razão. É irrelevante sim no projeto político brasileiro. E tenho dito.

Anônimo disse...

Curiosa análise de quem teve dificuldades de enxergar os estragos que o governo de Ana, a breve, promoveu no Pará. Titular da pasta de Comunicação, Fábio Castro, foi incompetente em divulgar o governo da Madame & sua "trupe". O pouco (ou quase nada) feito por aquele governo, só foi divulgado em face das peças publicitárias (pagas a peso de ouro) veiculadas pela imprensa, posto que Assessoria e a Secretaria de Comunicação do PT fora um fracasso.