segunda-feira, 22 de abril de 2013

A NOVA ESTRATÉGIA “BRANDA” DE DESESTABILIZAÇÃO POLÍTICA

Via Blog Evidentemente de Jadosn Oliveira



Homem ferido na cidade de Ojeda (estado de Zulia), vítima de grupos violentos após protestos convocados pelo candidato derrotado na Venezuela. Saldo: oito mortos, 70 feridos, 135 detidos, danificadas várias sedes de centros de saúde, mercados populares e do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) (Foto: Pedro Carvajalim/Aporrea.org)
Por Atilio A. Boron, cientista político e sociólogo argentino (que se diz “latino-americano por convicção”), no seu blog, de 18/04/2013

Oi todas e todos! Como recordarão, há dias que a propósito da estratégia de Capriles e seus mandantes na Venezuela (a Casa Branca e o aparato político, militar e ideológico do império), disse que o derrotado candidato da direita estava seguindo ao pé da letra o manual do golpismo elaborado pela CIA e seus assessores. O mais importante deles é o professor Gene Sharp, autor de vários textos sobre a matéria, que a opinião gentil e amável da academia o faz aparecer como o "filósofo da não-violência". Na realidade é exatamente o contrário, só que não é um apologista da violência brutal e sim na medida justa e quando é necessária. Sharp promove outro tipo de violência, conhecido como "o poder brando", mas que pode ser tão agressiva como a outra.

A escalada violenta sofrida pela Venezuela e o que poderia ocorrer a partir de hoje (dia 18) na Argentina, com o "cacerolazo" (“panelaço”) planejado para esta data (e que não se pode entender se não é no marco duma estratégia desestabilizadora de alcance mais amplo), aconselham a estudar muito seriamente as propostas de Sharp e seus amigos.

Para começar, compartilho um artigo escrito por Thierry Meyssan em 2005 e que lamentavelmente não teve a repercussão que merecia. Os acontecimentos posteriores na América Latina se encarregaram de demonstrar que os conselhos de Sharp não caíram no vazio: "Mel" Zelaya em Honduras e Fernando Lugo no Paraguai exemplificam o novo tipo de golpe de Estado promovido agora pelos Estados Unidos.

Há gente e organizações sociais e políticas em nossos países que aplicam meticulosamente as técnicas golpistas de Sharp, a quem os agentes do império  têm como um dos seus mais importantes estrategistas nesta nova forma de luta “soft”, sibilina e dissimulada, com a qual os Estados Unidos procuram reconquistar posições na América Latina e no Caribe.  A seguir, o artigo de Meyssan: (quem quiser ler, em espanhol, clicar aqui)

Tradução: Jadson Oliveira

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