sexta-feira, 27 de março de 2020

Entrevista com o deputado Miro Sanova: "Acho importante, sim, a união de todos agora nesse momento de grande dificuldade das sociedades mundial, brasileira paraense e de Ananindeua"

Ananindeuadebates - Deputado Miro Sanova, o senhor gravou  um vídeo conclamando a união dos políticos de Ananindeua para defender a população, em relação ao Covid-19 mais conhecido como Conavírus. Na sua opinião, hoje é mais importante deixar as divergências de lado para ajudar a população?

Miro Sanova - Acho importante, sim, a união de todos agora nesse momento de grande dificuldade das sociedades mundial, brasileira paraense e de Ananindeua. Acredito que as divergências políticas e as bandeiras partidárias tem que ser deixadas de lado. Agora é hora de pensarmos no bem estar da população e fazer ações concretas, tendo em vista que a vida das pessoas está sendo atingida, e muito, por tudo o que está acontecendo: quarentena, reclusão social, dificuldades financeiras e a preservação da saúde. Então, neste momento extremo, deve existir uma união de todos que querem colaborar e querem ajudar a população. É nisso que tenho me concentrado. Neste momento de crise da pandemia Corona Vírus, que tem afetado a todos os brasileiros, e em especial aos paraenses, não poderia deixar de contribuir, enquanto deputado e cidadão, com uma ajuda que considero importante e que deve unir a todos nós nesta batalha. Destinei emenda individual de 1 milhão de reais ao governo do estado para aquisição de equipamentos de proteção para os profissionais de saúde, testes rápidos e respiradores para os pacientes. Peço a todos que se unam nesta causa.



AD - O governador Helder Barbalho, vem tomando  medidas duras,   em relação a Pandemia. Na sua opinião essas ações estão corretas?

As ações do governador Helder Barbalho estão corretas. Podemos visualizar que os outros governadores do Brasil também estão tomando as mesmas decisões e lançaram as mesmas medidas para poder combater essa pandemia. Não deixar acontecer um colapso total do sistema de saúde dos estados. Ações como monitorar as fronteiras, o fluxo das pessoas nas ruas, nos aeroportos e as pessoas que estão tendo sintomas. Também sou a favor de atuar sobre a questão do teste em massa para detectar a doença nas pessoas. A população tem que ser testada, não apenas as já apresentam algum tipo de sintoma, mas também, as assintomáticas. Então, aprovo, sim, a ação do governador Helder e creio que com essas ações podemos combater o avanço da pandemia no em nosso estado, tendo em vista que o Pará é o 9° Estado mais populoso do Brasil, e tem que ter uma atenção especial.  
AD - Deputado, na sua opinião, quais as medidas necessárias no âmbito da economia para que a população  não sofra tanto com os impactos econômicos e sociais neste momento de pandemia do corona vírus?
MS - Eu acredito que o Estado brasileiro, ou seja, os governos federal, estaduais e municipais, tem que olhar e tratar com muita atenção essa questão dos impactos econômicos, mas sempre tendo o olhar principal para preservação da saúde das pessoas. Primeiro, nós temos que salvar vidas. Depois, pensar na economia. Mas o governo tem, sim, como colaborar com a economia, incentivando a transferência de renda, incentivando empréstimos bancários para as pessoas e empresas se sustentarem, e com juros baixos.


Por exemplo, vimos agora o governo dos Estados Unidos liberar 2 trilhões de dólares para povo, para as famílias e liberando crédito para as empresas, para os desempregados e liberando até impostos. O momento agora também é do governo federal, que tem um poder econômico muito maior que os governos estaduais e municipais criar, por exemplo, um pacote de que venha a dar força a nossa economia e a todos que nela atuam. E isso, até o momento não aconteceu como deveria, ter um pacote efetivo para a nossa economia. Isso está faltando. Algo que possa haver transferência de renda, onde os bancos públicos e os bancos privados possam fazer empréstimos, a juros baixos; onde melhore e aprimore o programa do Bolsa Família, dando um gás à ele: deve, também, amparar as pessoas que não têm renda fixa, os autônomos, os desempregados, os micro e pequenos empreendedores, onde muitos deles estão parados, enfim, onde todos também possam receber algum auxílio do governo federal.





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