Antônio Carlos* - Mexer na gestão do Theatro da Paz, ainda que seja apenas na área de serviços de execução por meio de uma Organização Social (OS), mereceria, no mínimo, consulta e diálogo com os membros do Conselho Estadual de Cultura. Parece não ter havido iniciativa da titular da Secult-Pará para tratar do assunto.
O Theatro da Paz é um patrimônio secular das artes e da cultura do povo paraense. Tendo atravessado ileso crises econômicas histórica como a da borracha, seria natural que já possuísse um conselho gestor composto pelo governo e por representantes da sociedade, incluindo artistas, mestres e outros agentes culturais.
Diante do cenário de execução de políticas de privatização no Pará — como o caso recente da Cosanpa, é normal que consumidores, usuários e agentes culturais fiquem preocupados com os efeitos de um edital que transfere a uma OS a responsabilidade pela execução dos serviços do Theatro da Paz, quando o processo mais democrático seria a realização de concurso público, em respeito ao Sistema Estadual de Cultura.
Portanto, seria razoável que o governo dialogasse com os conselheiros estaduais de cultura para explicar os termos do recente edital, que parece apontar, gradualmente, para uma gestão privada do nosso Teatro da Paz.

Nenhum comentário:
Postar um comentário