quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ponto para a Cultura do Pará


O Pará ganhará 60 novos pontos de cultura, além de 48 espaços de leitura e 48 brinquedotecas, distribuídos por todas as regiões do Estado. O anúncio foi feito pela governadora Ana Júlia Carepa junto com o Secretário de Cultura do Estado do Pará Prof. Edílson Moura . nesta sexta-feira (24),


A Governadora e o Secretário de Cultura, Edilson Moura adiantaram que o convênio que garantirá a implantação dos novos espaços, em parceria com o governo federal, será assinado com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, em agosto. Os novos espaços culturais serão instalados em instituições que atuam na área cultural e foram selecionadas por edital para receber apoio para o desenvolvimento de ações culturais. A Governadora Ana Jula citou a importância do Circuito Cultural Paraense para a descentralização das ações da cultura. “O Circuito é um sucesso, agrega associações e grupos de diversos municípios, integrando o Estado. Todas as nossas políticas têm essa marca e o secretário Edilson abraçou esse compromisso. Investir em cultura é investir no que temos de mais importante, que é a nossa identidade, e é um investimento social, pois os jovens passam a ter outra perspectiva de vida”. Ao lado do secretário Edilson Moura, Ana Júlia Carepa diz que o Circuito Cultural é um sucesso, agrega diversos municípios, integrando o Estado, Edilson Moura garantiu que o Circuito Cultural Paraense continuará acontecendo em outras cidades paraenses, como Marabá e Tucuruí, onde chegará este ano. “Estamos promovendo a troca entre os municípios e valorizando a cultura do Pará, respeitando ai diversidade de manifestações.”


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Piteco em terra alheia: Enquete sobre a privatização da água em Belém







Já que Duciomar não consultou a população, o blog vai fazer uma enquete sobre a privatização dos serviços de saneameneto e água em Belém.
Participe!

terça-feira, 28 de julho de 2009

NÃO A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA.

O presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb), Raul Meireles, que às vezes também funciona como tradutor dos sentimentos, expectativas e visão de mundo de Sua Excelência o prefeito Duciomar Costa, abre o jogo. Em matéria publicada no caderno Poder, na edição deste domingo de O LIBERAL, Meireles diz claramente que a intenção da Prefeitura de Belém é transferir a uma empresa pública ou à iniciativa privada os serviços de água potável e esgotamento sanitário em Belém. Para isso, anunciou que até o final deste ano será lançada uma concorrência pública internacional. De quebra, Meireles “senta a pua” na Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), por ele tida como ineficiente e inepta para explorar os serviços de abastecimento d’água.

População não foi ouvida sobre privatização

Desde que o projeto de municipalização e possível privatização da água e esgoto foi encaminhado à Câmara Municipal de Belém (CMB) pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB), em 19 de junho passado, algumas irregularidades já foram detectadas pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará (Stiupa).

A primeira delas é que, de acordo com e lei federal 11.445, qualquer privatização dos serviços de água e esgoto sanitário tem que ter o aval da população – através de audiências e consultas públicas - e só depois pode ser enviado à Câmara.

Mas o que aconteceu foi o contrário, segundo o sindicato. A população não foi questionada e foi pega de surpresa sobre os trâmites do projeto que anseia, em primeiro lugar, retomar a concessão do serviço de água e esgoto para, em seguida, entregá-la à iniciativa privada.

Para evitar que o projeto receba a aprovação da CMB, o Sindicato dos Urbanitários distribuiu pelas ruas da cidade 40 outdoors com informações sobre o plano da PMB, além de estabelecer diálogo com os vereadores do município alegando que a privatização da água e do esgoto é inconstitucional por se tratar de um bem público.

SANEAMENTO

De acordo com Pedro Blóis, secretário de saneamento do sindicato, caso o sistema de fornecimento de água e esgoto deixe de ser público, a população de baixa renda será a parcela mais prejudicada.

“São nos bairros de menor poder aquisitivo que há o maior índice de inadimplentes. Ele chega a ser de 40%. Com o fornecimento de água privatizado, a tarifa do serviço vai aumentar e uma significativa parcela da população não poderá pagar, assim a água não chegará em suas torneiras por falta de pagamento”, explica o sindicalista.

Ele vê nas experiências vividas por Barcarena, Tucuruí, Paragominas e Manaus, onde o sistema de água e esgoto foi privatizado, importantes indicativos de que o plano encontrará entraves para a sua implementação ao longo dos anos.

Em Manaus, por exemplo, segundo o sindicalista, cerca de R$ 170 milhões foram gastos para atender a cidade, depois que a empresa privada abandonou os serviços em 2007.

Outra parcela da população que será prejudicada é a que vive em 56 municípios e nove vilas do Estado que recebem os serviços da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e que encontra em Belém a maior porcentagem do seu lucro.

“A arrecadação anual da instituição é de R$ 10 milhões e que terá o seu trabalho lesado com o setor privado assumindo os serviços de fornecimento de água em Belém. O Duciomar quer privatizar porque tem alguns milhões de reais motivos para entregar esses serviços públicos à iniciativa privada”, alerta o sindicalista.

Ele diz que não acredita na paralisação das obras do governo enquanto o processo é julgado pela CMB e ressalta que, caso a privatização seja acatada, a prefeitura deverá reembolsar as obras iniciadas pelo Estado na melhoria do serviço de água. As obras ultrapassam a cifra de R$ 150 milhões.

O sindicalista informa que reuniões de negociação para que empresas privadas assumissem os serviços já foram realizadas com o Banco Santander e a construtora Odebrecht junto com representantes do poder municipal.

Fontes: Blog Espaço Aberto e Diário do Pará



segunda-feira, 27 de julho de 2009

FIM DAS FÉRIAS


A oposição em Ananindeua vai continuar de férias?

ESTÁ TUDO ERRADO: Ocupação do Parque Ambiental do Utinga


Solicitada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a reintegração foi feita sem aviso prévio segundo ás liderança do movimento, depois que os moradores ocuparam e desmataram a área que contorna o Parque Ambiental do Utinga, protegida por legislação municipal. Pelo menos duas pessoas foram detidas (um assessor de veredor de Belém) e encaminhadas à Delegacia do Meio Ambiente (Dema).
O direito a moradia é justo mas, ocupar uma área pública de preservação ambiental e que tem mananciais de água que são vitais para o abastecimento de Belém e Região Metropolitana é uma grande irresponsabilidade das lideranças, a repressão policial também foi um fator negativo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Estádio de futebol de Ananindeua o "Tartarugão"


OBRA MARCANTE - Helder considera que esta é uma obra importante, pois assim, Ananindeua estará "cumprindo seu papel estratégico de cidade grande, sendo dotada de uma diversidade de equipamentos para a população", confirmou. A obra será dividida em etapas, para o estádio poder ser utilizado até o início de 2009. "Até outubro, a primeira etapa da obra será visualizada; e até o final do ano, esperamos que essa etapa esteja pronta", concluiu. Mesmo sendo a segunda maior cidade do Estado, é a primeira vez que o município recebe um empreendimento desse porte.
A obra, orçada em R$ 41 milhões

SANEY NÃO QUER LARGA O OSSO!


quinta-feira, 23 de julho de 2009

" PEGUE SEU BANQUINHO E SAIA DE MANSINHO"


Depois que Vazam para a imprensa as gravações de Sarney feitas pela PF, só resta ao último coronel de 64 pegar o seu banquinho....

quarta-feira, 22 de julho de 2009

DA SÉRIE:A QUEM INTERESSA


MC Serginho e Lacraia terminam parceria


A TARDE On Line

O DJ de funk carioca MC Serginho e a dançarina Lacraia puseram fim à parceria profissional após 10 anos se apresentando juntos. O motivo da separação, segundo informações do jornal 'O Dia', é que Lacraia não quer mais dançar. Ela fez um curso de DJ e agora pretende seguir a profissão. "Cansei de rebolar. Agora quero fazer as pessoas rebolarem", disse Lacraia.

A dupla, que participou de inúmeros programas de televisão, ganhou destaque na mídia em 2002 com o hit 'Vai Serginho!'. Em seguida, lançaram o 'Égua Pocotó', que foi um dos funks de maior sucesso nas rádios brasileiras.

Com letras baseadas em fatos do cotidiano, entre as músicas criadas por MC Serginho está 'Caetano Disse Não’, inspirada nas declarações da
atriz Luana Piovanni, que havia afirmado que Caetano Veloso tinha feito uma música em sua homenagem, sendo mais tarde desmentidas pelo próprio cantor e compositor baiano

terça-feira, 21 de julho de 2009

Bloco Brasileirinho no carnaval de ananindeua

video

Ana Júlia na coluna do Ancelmogois


Laminados do Pará

Com Apoio de Lula, a governadora Ana Júlia persiste na idéia de a Vale, que extrai quase todo minério no Pará, montar uma siderúgica por lá. Mês que vem, ela entrega á empresa, em Marabá, o terreno para a construção da usina, orçada uns R$ 5 bi

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tim Maia Racional, Sebo Ananindeuadebates.

POR FALAR EM VINIL.
O que há em comum entre um rapper carioca e o filho de um ex-piloto escocês de Fórmula 1? Marcelo D2, vocalista do Planet Hemp, e Paul Stewart, filho de Jack Stewart, são alguns dos fãs de Tim Maia que compraram a preço de ouro os poucos exemplares disponíveis dos dois volumes do disco Tim Maia Racional. Lançados em 1975 e 1976 (pelo selo Seroma, abreviação de seu nome, Sebastião Rodrigues Maia), durante a fase mais obscura do cantor, os álbuns ainda não foram relançados em CD, mas podem ser encontrados em sebos e feiras por até R$ 250,00 (o preço pago pelo emissário de Stewart, o piloto brasileiro Luciano Burti). São dois deliciosos discos de Tim, que na época mergulhou fundo nos ensinamentos da seita Universo em Desencanto, liderada por Manuel Jacinto Coelho, uma espécie de Edir Macedo da ufologia. 03/05/2000.


Sobrou 1 vinil (Racional volume 1) se quiser comprar mande email para entre_sem_bater@yahoo.com.br


Polysom, única fábrica de vinil da América Latina, volta a funcionar

A Polysom, fábrica de vinil localizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, voltará a funcionar ainda neste ano. As informações são da jornalista Lígia Nogueira, em matéria para o portal G1.A fábrica terá capacidade de produzir 40 mil discos por mês e toda sua estrutura foi reformada e ou reaproveitada, já que não se fabrica mais equipamento para produção de vinil.´
João Augusto, dono da fábrica e presidente da Deck Disc, disse que a Polysom vai atender a todas as gravadoras e também aos artistas independentes. Ele confirma que há uma demanda alta pelo vinil e que a fábrica deve começar a funcionar ainda neste ano

sábado, 18 de julho de 2009

È VERÃO EM ANANINDEUA


E se quiser saber


Pra onde eu vou


Pra onde tenha Sol


É pra lá que eu vou...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hoje é Sexta 'VIDAS DA BOEMIA EM ANANINDEUA"

Patrick Costa
Quem não veio em Ananindeua não viu, e nem vai conhecer os melhores bares do município. Ananindeua, que passou um longo tempo sendo conhecida como cidade dormitório.
Ananindeua tem passado por várias transformações políticas, sociais e culturais, uma delas é nas noites de Boemia, o qual teve início a um tempo atrás no Bar bem conhecido por formadores de opinião, intelectuais, artistas e notívagos, defensores da cultura de Ananindeua, o Café Portela.
Café Portela é um embrião cultural do município. Tenho
observado que a cada dia, mais jovens tem freqüentado aquele espaço, que tanto me inspira saudade, arte e cultura, amor e prosa. Observo que temos crescido muito culturalmente, não cultura de massa, mas sim, na cultura popular. A uns dias atrás encontrei um grande amigo, Eduardo Bueres do “Boi estrelado”, o qual tem dado uma contribuição enorme na cultura Anani, comprei o CD recém lançado do grupo, um trabalho belíssimo e tão bom que não pude deixar de presentear, com o CD que comprei, uma grande companheira.
Ananindeua está com várias opções para a Boemia, que vai desde o pop rock, metal, MPB até a Bossa Nova, quando chega a sexta-feira na entrada da Avenida Três Corações até a Arterial 18 você tem um leque variado de bares e lugar pra todos os tipos de gênero musical.









“Onde estava à boemia
lá estava sempre levado
pelo braço de um violão”
(Chico Silva).






que no fundo todo Boêmio procura algo na noite.
O grande Cazuza dizia em uma das suas músicas que.




“vivia as noites de bar em bar
procurando agulha no palheiro”





Não importa o que procuramos estamos sempre à procura.
Viva as noites de Ananindeua!!!!!!Viva a Boemia!!!!

E como diz na música Bares da Cidade





“Anoiteceu Outra vez vou sair
Sem nada a esperar
Sem ter pra onde ir
Vou caminhar por aí a cantar
Tentando acalmar as tristezas por onde eu passar”







Patrick Costa é estudante de Estatísitica

Paulo Leminski, o Poeta


"Na luta de classes

Todas as armas são boas:

Pedra,Noites e poemas"

quinta-feira, 16 de julho de 2009

PT Ananindeua já tem candidato a presidente.


Jose Oeiras ex-Coordenador da Ong. Cepepo e chefe de gabinete do vereador Otavio Pinheiro (Belém), é candidato a presidente do PT Municipal de Ananindeua


Jose Oeiras

Artigo sobre a censura ao jornal pessoal de Lucio Flavio Pinto




PATO NO TUCUPI


1 pato grande
3 cebolas pequenas, cortadas em rodelas
4 dentes de alho
100 g de bacon em fatias
5 tomates maduros (opcional)
1/3 de xícara de chá de vinagre
1 folha de louro picado
1/2 colher de café de cominho e pimenta do reino
1 xícara de chá de óleo
1 maço de jambu (ou agrião)
1 litro de tucupi
12 colheres de sopa de farinha de mandioca torrada
Sal a gosto

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ana Julia madrinha dos Moto-taxistas,


Moto-taxistas da Região Metropolitana de Belém, de Castanhal, Santarém, Redenção e Santo Antônio do Tauá fizeram um ato de agradecimento à governadora Ana Júlia Carepa, na segunda-feira (13), no Palácio dos Despachos. O motivo foi a aprovação, no Senado, na última quarta-feira (8), do projeto de lei que regulamenta a atuação da categoria, defendido por Ana Júlia Carepa desde seu mandato como senadora. A regulamentação depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o encontro, a governadora reafirmou o apoio à atuação dos moto-taxistas e declarou a intenção de realizar em Belém um seminário técnico envolvendo todos os Estados da região Norte para dis
cutir a regulamentação da categoria, envolvendo o Departamento de Trânsito do Pará (Detran), prefeituras e trabalhadores, e assim encaminhar propostas ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Também anunciou que o Detran deverá atuar na qualificação dos moto-taxistas do Pará. "Não tenho dúvida de que os outros governadores vão apoiar a ideia, porque a atuação dos moto-taxistas é importante para a região", disse a governadora.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Morre O Pai dos blogueiros do Pará





Registramos, com sincero pesar, o falecimento de Juvêncio Arruda, economista, cientista político e publicitário, editor do 5ª Emenda,



É cedo ou tarde demais

Prá dizer adeus


Prá dizer jamais...


sábado, 11 de julho de 2009

Da coluna do "Ancelmogois"

"Há gente graúda no PSDB achando que Serra pode desistir de ser candidato a presidente ano que vem".


Ancelmogois



Se Serra está com medo de morrer na beira do Lago Paranoá em Brasília, o que dizer dos tucaninhos daqui, que estão arrancando as penas, Em que beira de igarapé irão ficar.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ana Julia com todo gás!

Ana Julia está com todo gás, depois do batalhão da PM no PAAR, vai implantar uma seccional da Polícia Civil no bairro do Distrito Industrial em Ananindeua
A Segurança agradece.

CIDADE NOVA VAI BOM BAR, Bate-Papo com Fernando dono do Bom Bar




Ananindeuadebates – Fernando hoje é Bom BAR, qual era o nome do estabelecimento?

Fernando – Chopp House

AD – O Bom Bar vai oferecer o que a clientela?

Fr.- Estaremos inaugurando uma discothec em agosto, com um repertorio variado black music, forró, pagode e flash-black.. com uma pista de dança ...

AD – Só vai ter música mecânica?

Fr. - Discothec de terça a sexta e no sábado musica ao vivo.

AD.- O espaço é muito bonito e aconchegante vc. também tem uma variedade de bebidas, inclusive uma cerveja baden, baden da Alemanha.

Fr -Estamos aqui para agradar a freguesia, há uma grande variedade de bebidas, uma cozinha servindo aperitivos e tira-gosto “top de linha’ rsss..




AD. - O Bom Bar, também é um point da galera que gosta de esportes.

Fr.- Temos cincos telões com canais fechados de esportes (Sky), Campeonato brasileiro, europeu e lutas...

AD-. E o horário de funcionamento?

Fr. - De terça á sábado das 16 horas e até o último cliente.

AD. - Onde fica localizado o Bom Bar?

Fr. - Ananindeua - Pa. Cidade Nova 2 We 23 esquina com a farmácia Olinda.




AD.- Fernando do Bom Bar, obrigado e sucesso.

Fr. - Obrigado vcs.do Ananindeuadebates e estamos aqui para "Bom Bar" rss..
Fernando e a Torre de chopp do BomBar. O ganhador da promoção foi o Sr. Marlon morador da Cidade Nova.

Lúcio Flávio Pinto, direito de resposta até quando?


AO CARO LEITOR


Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.Belém,


7 de julho de 2009 Lúcio Flávio Pinto

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Viúva de guerrilheiro repudia busca feita pelo Exército e diz que segredo sobre arquivos da ditadura é "covardia"

Fabiana UchinakaDo UOL NotíciasEm São Paulo

Criméia Alice Schmidt de Almeida, 63, não se cansa de dizer: o segredo sobre os arquivos da ditadura é uma covardia cometida por governos interessados na impunidade. E a impunidade para os crimes daquela época, defende ela, é a mesma que vemos nos crimes de hoje. "No tempo da ditadura a gente tinha os atos secretos. Hoje, nós temos no Senado... os atos secretos", compara.
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A ex-guerrilheira Criméia Almeida,

em foto recente, aos 63 anos...




...Há mais de trinta anos, ela luta junto com a Comissão dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos por novas informações que ajudem a esclarecer o que aconteceu durante o regime militar. Ela perdeu durante a Guerrilha do Araguaia o marido André Grabois, o cunhado Gilberto Olímpio Maria e o sogro Maurício Grabois, que, segundo relatos, teria sido morto em 1973 por Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió, o mesmo militar que, no mês passado, resolveu abrir seus arquivos pessoais sobre a ação do Exército na região.O dossiê Curió revelou que 41 guerrilheiros e camponeses foram executados pelas Forças Armadas depois de presos, quando não ofereciam risco às tropas. A divulgação de novas informações reacendeu a polêmica em torno da abertura dos arquivos da ditadura e incentivou novas buscas às ossadas na região do Araguaia.Na entrevista a seguir, Criméia chama de "terrorismo" a participação do Exército nas buscas e diz que os camponeses que sabem onde os corpos estão enterrados têm medo dos militares, especialmente de Curió, e não vão falar com a presença das Forças Armadas na região.



UOL Notícias - Qual a posição dos familiares em relação às novas buscas no Araguaia?




Criméia Almeida - Olha, nós somos contrários à ida de uma comissão formada pelas Forças Armadas. Isso, na nossa opinião, é terrorismo. As Forças Armadas já fizeram barbaridades lá 30 anos atrás e vão repetir as barbaridades agora. Vão assustar a população e a pouca informação que a população tem, e que não passa para nós por medo, vai ficar guardada. Eu já ouvi camponeses dizerem: "Eu sei onde tem gente enterrada, mas o Curió está solto. O dia em que o Estado prender o Curió eu falo". Quer dizer, imagina agora que está indo uma comissão do Exército, liderada pelo comandante da região... As pessoas não vão falar o que sabem. Além disso, existe uma comissão criada por lei, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos [criada pela lei 9.140 de 1995 e instalada no Ministério da Justiça], para fazer essas buscas. O ministro da Defesa [Nelson Jobim] fez uma portaria passando por cima dessa lei, uma lei que ele mesmo não aprovou na época em que era ministro da Justiça. São coisas muito sérias e, por isso, vemos essa comissão com muito pesar.



Os corpos de João Carlos Haas, o dr. Juca e de outro guerrilheiro








O ex-guerrilheiro Zezinho do Araguaia segura cartucho de fuzil achado em área de busca aos corpos desaparecidos






CA - As buscas feitas pelo Estado brasileiro apenas encontraram ossadas não-identificadas. O que foi achado pelo governo na reserva dos índios suruís eram apenas restos de ossos, porque as ossadas já tinham sido retiradas. A população local mesmo diz que, em 1975, eles [os militares] foram até lá e retiraram tudo. Nesses restos encontrados, só havia ossos muito pequenos, então não deu para fazer exame de DNA. Só deu para ter certeza de que ali foram enterradas pessoas da guerrilha, porque os argentinos [Equipe Argentina de Antropologia Forense ligada à ONU] que estiveram lá em 1996 encontraram projéteis de armas de uso exclusivo das Forças Armadas e os corpos amarrados com cordas de nylon.Até hoje, a única desaparecida que nós encontramos no Araguaia foi a Maria Lúcia Petit da Silva, em 1991. E não foi com a ajuda do governo, foi com a ajuda da Comissão Justiça e Paz. As outras ossadas encontradas foram em cemitérios [como o Cemitério de Xambioá (TO)]. A Comissão [Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos] diz que fez o exame de DNA em todos os ossos encontrados, mas eles não eram compatíveis com nenhum dos nossos familiares. É o que informa a Comissão... [nesta terça-feira a Secretaria Especial de Direitos Humanos anunciou que a ossada do guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, encontrada em 1996, também foi identificada]



UOL Notícias - Você acredita na versão dos militares de que os corpos dos guerrilheiros foram queimados em 1975?

CA - Não acredito, porque em 1991 encontramos a ossada de Maria Lúcia inteira, com um tiro na nuca, amarrada com corda de nylon.



UOL Notícias - Por que você acha que o major Curió resolveu abrir os arquivos agora?



CA - Porque nós ganhamos uma ação na Justiça em 2007, portanto há dois anos, e o governo não cumpriu essa decisão judicial. Então, entramos com uma petição na Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, como o governo não respondeu de forma convincente, o caso foi mandado para a Corte [Interamericana de Direitos Humanos, órgão judicial autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA)]. Estranhamente, na mesma época em que o caso foi para a Corte, o ministério da Defesa publicou uma portaria [nº 567, que cria o grupo de trabalho para as novas buscas no Araguaia]. Para mim, a preocupação do governo é responder à OEA, e não aos familiares.

UOL Notícias - Você acredita nas informações divulgadas pelo Curió?


CA - Olha, ele tem informações... Acredito que ele tenha aberto para mostrar que não foi uma ação do Exército, mas de alguns poucos agentes de informação. Ele entra como bode expiatório. Mas no Exército não tem isso, né? A disciplina é muito rígida, ninguém faz nada por conta própria. São ordens. E essas ordens não foram apenas do comando do Exército, como foram da própria Presidência de República, que na época era o Exército. Acho que ele abre os arquivos cumprindo uma tarefa, de bode expiatório.



UOL Notícias - O dossiê Curió trouxe alguma informação nova nesse sentido, que ajuda a localizar os corpos?




CA - Não, ele não trouxe nada de novo nesse sentido. Só trouxe os nomes dos presos.
UOL Notícias - E por que o governo não abre os arquivos da ditadura?
CA - O Estado não abre seus arquivos porque cometeu muitas barbaridades. Por exemplo, se você pega o que diz o Curió, que 41 guerrilheiros foram presos e executados -- e entenda-se aí que eles foram torturados antes de serem executados... É um desrespeito do próprio governo militar às leis, muitas delas que ele próprio criou. Porque no Brasil os crimes políticos eram julgados por tribunais militares e considerados crimes de guerra e havia pena de morte para esses crimes. Por que o governo brasileiro na época não assumiu que a guerrilha do Araguaia existiu e não comunicou as prisões ao Judiciário, que poderia ter matado da mesma forma? Então não seriam desaparecidos, seriam mortos em praça pública. Uma característica dos governos no Brasil tem sido a covardia e o desaparecimento é uma das covardias.



UOL Notícias - Qual a sua análise do governo Lula, que também é formado por vítimas da ditadura? Era esperada uma postura diferente?



CA - Esperada era, mas não foi. Tem sido a mesma posição dos outros governos, o mesmo descaso, a mesma conivência com esses criminosos. Eu acho que não se abre arquivo, principalmente, porque querem preservar a impunidade dos criminosos da época. São crimes que não prescrevem: o desaparecimento de pessoas, o genocídio... Volta e meia vemos um nazista extraditado. Por quê? Porque esses crimes não prescrevem e não são anistiáveis, como diz o ministro Jobim.



UOL Notícias - Isso mostra que os militares ainda têm muito poder?



CA - Não resta dúvida de que quem tem armas, tem poder. Mas eu acho que o poder está bem diminuído. O exemplo de Honduras mostra que os militares não estão com tanto apoio assim no mundo. Aqui existe a covardia do governo Lula.


UOL Notícias - Nesses mais de trinta anos de luta, quais foram as maiores dificuldades enfrentadas pelos familiares?


CA - A principal dificuldade é a sonegação de informações. Cada lei que se faz, cada decreto, cada projeto sobre abertura de arquivos tem como principal preocupação preservar o sigilo. Outra coisa é o acordo, que até hoje eu nunca vi esse acordo escrito, de silêncio para garantir a impunidade dos militares [Lei da Anistia, que em 1979 perdoou os crimes políticos]. E, veja, a impunidade para os crimes daquela época, vale para os crimes de hoje, né? Os que estão no poder não são punidos e os crimes são esquecidos. Veja, no tempo da ditadura a gente tinha os atos secretos. Hoje, nós temos no Senado... os atos secretos! É uma herança da ditadura. Secreto por quê? Porque é para cometer crimes, de qualquer natureza. E não é de se estranhar, porque o líder daquela época é o mesmo líder do Senado hoje. É o Sarney.

UOL Notícias - Pode-se fazer um paralelo entre os arquivos do DOPS e do Araguaia? Por que abriram os do DOPS e os do Araguaia seguem fechados?



CA - Os arquivos do DOPS [Departamento de Ordem Política e Social] foram abertos, porque o [ex-presidente Fernando] Collor foi interceptado por um familiar de vítima da ditadura enquanto corria no parque e, como estava cercado de jornalistas, prometeu abrir os arquivos. Mas os arquivos quando foram abertos estavam limpos, porque, dez anos antes, o ex-diretor do DOPS, o Romeu Tuma, virou diretor da Polícia Federal para cuidar desses arquivos. Nós achamos alguma coisa nas entrelinhas, mas falta muito documento, inclusive os documentos sobre a guerrilha do Araguaia. As páginas estão numeradas e tem muita página faltando. Pelo arquivo do DOPS, a gente vê que qualquer papelzinho, qualquer memorando era registrado. Só abriram para nós as coisas de menor relevância. Valeu, porque, por exemplo, pessoas que a gente achava que tinham sido mortas em tiroteio, foram torturadas e as fotos estavam lá. Não tem crime perfeito. Os caras tiraram as páginas referentes ao Araguaia e esqueceram de tirar o índice, o que só mostra que existe e você não tem acesso



UOL Notícias - Quem você acha que detém esses arquivos?
CA - As Forças Armadas. Ninguém foi fazer busca nos arquivos das Forças Armadas


UOL Notícias - Você acredita na versão de que os documentos foram queimados?



CA - Provavelmente foram. Mas antes de serem queimados foram digitalizados. Porque quando saiu a lei 9.140 [de 1995], que indenizava os familiares de 136 desaparecidos, foi divulgado um relatório das Forças Armadas que dava informações sobre essas pessoas. O governo não iria pagar essas indenizações se não tivesse certeza de que essas pessoas estavam mortas. E a certeza vem dos órgãos de informação.



UOL Notícias - Semana passada, o soldado Raimundo Pereira de Melo, que atuou na repressão à guerrilha do Araguaia, disse que mostrou ao ex-ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, durante as buscas de 2004, o local onde estariam enterrados dois guerrilheiros, mas que mesmo assim as escavações aconteceram em outro lugar...



CA - Eu sei quem é esse soldado. Ele é um mentiroso. Eu estava lá. Ele mostrou o local para o ministro, a gente cavou o local. Depois ele falava, acho que pode ser um pouco mais para lá. E a gente cava de novo. Se cavou uma área umas dez vezes maior do que a que ele indicou. E tudo o que ele indicou foi cavado.



UOL Notícias - A comissão dos familiares pretende voltar ao Araguaia? Novas buscas independentes estão previstas?





CA - Não, porque o relatório do grupo argentino diz que novas buscas dependem de arquivos da época, como mapas, localização de acampamentos militares... Atualmente, nós estamos esperando que a Justiça brasileira cumpra o seu papel. Em dezembro de 1972, ela deu à União o prazo de 120 dias para que a sentença fosse cumprida e até hoje nada foi feito. Eu não sei como a Justiça conta, então não tenho como acompanhar. Então estamos aguardando a decisão da Corte Interamericana, porque no Brasil já recorremos a todos os recursos possíveis. Escrevemos várias cartas aos presidentes, mas o Lula, por exemplo, só nos recebeu de forma rápida em 2007 durante o lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade".


CA - Porque ele não quer dar uma resposta. A resposta dele é o silêncio. É difícil ser cínico cara-a-cara




terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ESTAMOS DE OLHO



Secretaria de Saúde Municipal, a casa de Show "Recreio" em Ananindeua o banheiro masculino não tem pia para lavar as mãos depois do ....

A festa do vereador Pedro Soares do PT




Vereador Pedro Soares comemora seu Nat (29/07), com a entrega de prêmios e troféus as Quadrilhas de São João do IV Festival Folclórico de Ananindeua, com a presença do Secretário de Cultura Edilson Moura do Dep. Federal Zé Geraldo e do Presidente Estadual do PT João Batista e colegas da Câmara de Vereadores.