domingo, 18 de julho de 2010

Celpa e Alça Viária: Dívida política e financeira dos Tucanos com o Pará


Deu no Blog Nailharga

Herança maldita é isso.

Dois exemplos de herança maldita, estampados em O Liberal de hoje, que os tucanos deixaram não para o governo que os sucedeu, mas para a população que paga caríssimo pelo desastre administrativo emplumado, na medida em que não há solução à vista.
A Alça Viária, uma boa idéia que enterrou literalmente dinheiro na lama, foi construída em um terreno pantanoso com material de base e sub-base precário e apenas três centímetros de asfalto; além de projetada para o tráfego de 500 veículos/dia e hoje vê passar 3000. Resultado, a SETRAN já gastou nos últimos meses mais de R$30 milhões e não melhorou as condições de trafegabilidade da pista, por sinal, inaugurada em 2000 e a um custo de R$250 milhões, portanto, não era para ter se deteriorado tão rapidamente, o que ocorreu exatamente pela citada incúria administrativa tucana.

A outra foi a venda da Celpa. Até o reino mineral sabia que o serviço ia encarecer e a distribuição precarizar-se. Não deu outra: segundo O Lib, são até 11 mil interrupções no fornecimento por mês, causando prejuízos incauculáveis para todas as faixas de consumidores; sem contar a grita geral pela medição despudorada do consumo de milhares de famílias de baixa renda, mas pagando contas em valor correspondente a consumidores de classe média.

É isso. Fazer tascas chics eles até sabem. Mas, quando se trata de tocar obras estruturantes que melhorem a vida das pessoas demonstram total inapetência e agem de forma lesiva aos interesses coletivos. Pior, esses dois não são os únicos exemplos de obras prejudiciais à população concebidas naqueles doze anos de tucanato. Lamentável!

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